Notas iniciais
Agradecemos ao reviwes, e felizes que tenham gostado da lua-de-mel... Pois amamos... Sim, sim... Agora resta saber como será a vida de casados dos dois, e os perigos que os cercam...
Esperamos que curtam o capítulo, e perdoem qualquer erro...
Boa leitura!!

A noite naquele quarto havia sido quente — e por que não — prazerosa.

Lentamente o dia havia chegado e mesmo assim ali dentro a escuridão reinava. Era possível acreditar que ainda fosse noite. Estava quente aquela manhã, mas não ali. Já passavam das dez horas do dia.

O loirinho espreguiçou-se e sua mente ainda estava nublada pelo sono. Respirava fundo sentido o cheiro de tudo ali. Aqueles lençóis diferentes, mas... Aqueles não eram os mesmos da noite anterior.

Abriu os olhos.

Esperava encontrar seu marido ali, dar bom dia... Era fato que não o amava, mas se esforçaria para respeitá-lo. Mas qual não foi sua surpresa ao olhar o aposento e ver-se sozinho na escuridão daquele quarto.

Sentiu o peito doer, e lágrimas quentes escorreram por seu rosto triste. Logo a tristeza deu lugar à raiva, e levado por tal sentimento, levantou possesso.

— Claro Milo... — Falava para si mesmo. — O que achava? Que aquele homem sem coração agisse com carinho?! Era até ridículo, não foi isso mesmo que o sobrinho dele ditara um dia antes de seu casamento? Que para Kamus ele não era nada?

Resmungando foi para o banheiro e lá tomou um banho. Quando saiu do mesmo viu uma moça presente no quarto com um sorriso simpático, mas com leve tremo no corpo.

— Bom dia senhor! Meu nome é Morgan e eu estou aqui para servi-lo. O Lord Senescal me mandou trazer seu café da manhã. — Após falar a moça colocou a bandeja com frutas, geléia, pão de mel, café, chocolate, e suco em cima do criado mudo. — Deseja mais alguma coisa, senhor?

Milo respirou fundo. Sabia que não era culpa dela a raiva que sentia.

— Obrigado, mas não estou com fome. Pode sair, posso me trocar sozinho! —Falou frio vendo a moça fazer uma reverencia e se retirar.

Tirou o roupão que vestia e procurou naquele lugar enorme o guarda roupas. Achou um closet enorme, onde suas coisas estavam muito bem organizadas e devidamente separadas das de Kamus.

Pegou uma calça jeans justa e rasgada em alguns pontos deixando coxas e joelho amostrar. Uma camisa pólo azul e um all star preto. Vestiu-se e por fim prendeu os cabelos em um rabo de cavalo.

Estando pronto seguiu a procura de Kamus.

Andou por aquela casa, ou melhor, mansão, tentando lembrar por onde havia ido poucos dias antes, quando o encontrou no escritório.

Estava distraído e irritado. Queria algumas explicações e a primeira delas era por que o marido havia o deixado só!

A porta grande e de larga espessura foi com tudo aberta, e o barulho que vez na certa foi ouvida em toda a mansão.

Os presentes no recinto olharam para a mesma, só para contempla um jovem loiro, de belos olhos azuis que bufava de raiva.

— Não tem educação garoto? Nunca ouviu falar em ser bater na porta, e entrar ser for permitido? Saia. — A voz de Kamus era fria e autoritária e dominante para ser prontamente obedecida. Capaz de causa medo até no mais corajoso ser.

— Vai a merda seu vampiro idiota. Nunca ouvi falar que quando casa-se está em lua de mel. Não devia está trabalhando. — Milo disse dando alguns passos para dentro do recinto.

Os demais vampiros presentes – Conselheiros do clã Ventreu – olharam abismados. Seus olhos se dirigiram do loiro humano para o líder deles. Parecia platéia ansiosa pela reação do desfecho.

Kamus trincou os dentes, mas não permitiu que sua face mostrasse sua verdadeira reação. Raiva. Nunca ninguém o enfrentava e ficava vivo, mas não poderia matar seu esposo no primeiro dia de casados.

— Moleque. Saia daqui agora. Não tenho tempo para infantilidade, mas tenha certeza que mais tarde será castigado. — Kamus virou de costas para Milo, e voltou a falar com os outros vampiros presente.

Milo fechou o punho. Sua vontade era ir lá e dar um soco na cara de seu marido, contudo antes mesmo de dar um passo sabia que aqueles cinco seres da noite se moveriam para proteger seu líder.

“Isso não vai ficar assim”. Pensou consigo mesmo quando virou em seus pés, e saiu dali, sem ser importa em fechar a porta.

O jovem pisava duro à medida que seguia pelo corredor. Não conhecia nada naquela casa, e nem sabia para onde poderia ir.

Não era que estava morrendo amor pelo outro, que realmente queria curtir a lua de mel, mas Kamus poderia a menos digna e acordá-lo, dar bom dia, e lhe mostrar a casa.

Se sua raiva matasse, Kamus estaria na certa pulverizado.

— Olha, a donzela já acordou. Meu tio foi gentil consigo? Creio que sim, pois está conseguindo andar.

Milo estreitou os olhos ao ouvir a voz arrogante e superior de Hyoga.

— Não enche pato. — Milo disse batendo o pé contra o piso pronto para deixar o vampiro loiro para trás, mas antes que conseguisse tal proeza, com uma rapidez que nem percebeu ser viu contra a parede, e com uma mão em seu pescoço. Seus pés não tocavam o chão.

— Escuta aqui seu humano fraco. Ser não fosse meu tio já estaria morto, e ser não fosse por ele, eu teria o prazer de lhe matar. Não passe de um saco de sangue... Então se coloque em seu lugar.

— Oh! Está bravo por que não pode me ferir... Por que aposto que MEU marido esfolaria você, mesmo sendo sobrinho dele. Apesar de que, não deve ser sobrinho de verdadeiro, pois s e me lembro Kamus tem apenas um irmão. Dégel. E esse morreu juntamente com o filho anos trás.

Milo poderia ser um humano em meio a um clã de vampiros. Realmente se considerado apenas alimento, mas não abaixaria sua cabeça para eles.

Grunhiu ao senti os dedos de Hyoga apertaram em volta de seu pescoço. O ar estava sendo impedindo de volta aos seus pulmões, as um pouco e pararia de respirar.

— Espero que Radamanthys o mate. — Hyoga disse quando largou Milo e saiu do lugar em um piscar de olhos.

Milo deixou seu corpo cair lentamente até o chão. Puxava o ar com força para seus pulmões, e seus olhos arregalavam. Pelo visto, sua vida ali não seria anda fácil.

Ficou um tempo indeterminado ali se buscando recuperar. Mas isso não apaziguou sua raiva, apenas a transformou em tristeza e solidão.

Convicto que não seria prisioneiro ali, Milo levantou. Limpou a poeira de sua roupa, e moveu determinado.

Todos muitos ocupados em seus deveres não atentaram que o novo jovem mestre, tinha saído dos domínios da mansão.

Quando conseguiu localiza um ponto de táxi, Milo tomou a condução e indicou seu destino.

Se ali não tinha quem ser importasse consigo, ele ia para um lugar que se sentiria bem.

-oo0oo-

Asmitha estava arrumando a floricultura quando ouviu a porta abrir. Apesar de não enxergar, voltou os olhos naquela direção e sentiu pelo cheiro quem era. Mas também sentiu que ele não estava bem.

— Milo? — Ele o chamou apreensivo. — O que houve? Não deveria estar com seu marido?

Milo estava com os olhos marejados. Correu até o outro abraçando sem ditar nada. O loiro mais velho o abraçou e sorriu de canto.

— Dia ruim não foi? Não se preocupe, vai melhorar! Já comeu? — Ele perguntava carinhoso.

Milo ainda não respondeu e balançou a cabeça negativamente. Asmitha levou-o para dentro e preparou tudo para tomarem café da manhã. Depois de tudo pronto, ele sentou-se a mesa, junto a Milo e começaram a conversar.

— O que houve Mi? Por que está tão triste e aborrecido? — Sua fala era suave, mas estava preocupado.

— Ah Mitha... — Milo começou a falar, mas sua voz mostrava uma mistura de tristeza e raiva. — Eu acordei é meu marido nem estava mais na cama, e quando fui procurá-lo para reclamar, ele me tratou muito mal... — Sua raiva nessa parte foi presente. — E depois encontrei o sobrinho dele e também me tratou mal... — O menino não diria que Hyoga o havia o agredido. — Por que tem que ser assim Mitha? Por quê?! Primeiro aquele idiota do Radamanthys me persegue e agora meu marido é frio e grosso, e eu nem fiz nada!

Estava um tanto desesperado, lhe doía mais a atitude de Kamus que a de Hyoga.

— Meu pequeno loirinho... – Asmitha falou calmo. — Não pense assim, é preciso que você o conquiste também! Hum? Faça-o sentir saudade... Faça-o amá-lo.

— Ta brincando!? Aquela criatura não tem nem coração Mitha, como é que eu vou conquistar ele? Além disso, ele é frio, insensível e eu ainda amo a Esmeralda... — Milo falou baixo e triste.

O florista sentiu por ele, esperou que se acalmasse.

— Milo, você disse uma vez que sou seu pai, então ouça o que vou dizer! Se não se esforçar, nunca irá mudar o que vive. Agradeço tudo que está fazendo por mim e por sua mãe, mas meu amor... Agora não tem volta, então terá de aprender a conviver com o que tem! — Assim por pelo menos meia hora o homem ficou ali dando conselhos e ouvindo Milo.

Quando terminou o loirinho o ajudou a limpar tudo e o florista disse gentil.

— Sabe uma forma de fazer você esquecer? Trabalhar! Vamos, vou te ensinar um pouco do que eu sei... — O loiro levou Milo para a floricultura e ali começou a ensiná-lo.

O menino se distraiu realmente e assim passou parte da manhã, à tarde Shun e Aioria não foram à aula e ficaram com Milo.

Brincaram muito e a cada hora que passava e o rapaz se via tendo que voltar seu coração apertava. Achava que Kamus ou o esqueceria, ou o castigaria, mas se fosse pra ser castigado, iria fazer de tudo para ficar com Radamanthys.

À noite os quatro foram jantar, quando iam começar bateram a porta. Asmitha sentia a presença diferente, exalava certa fúria e poder.

— Fiquem aqui meninos, eu vou atender! — O loiro falou tranqüilo e foi atender a porta. Ao abri-la Kamus Depardieu estava ali, sozinho e parecia muito furioso.

— Vim buscar meu marido, poderia, por favor, chamá-lo?! — Apesar da irá que sentia por Milo ter saído sem lhe avisar, o Senescal era muito educado e não queria agir com grosseria.

— Senhor Depardieu, seria possível esperar que ele jantasse? — O florista perguntou educadamente. Mas sentia que aquilo não era muito agradável aquele homem.

— Sim, mas que não demore. — Kamus disse frio, voltando-se para o carro.

— Espere! Minha casa é humilde, mas se quiser esperar seu esposo aqui, é bem vindo. — Asmitha demonstrava respeito por aquele ser, podia não ser um vampiro, mas a autoridade dele era notória.

O ruivo assentiu, não era a simplicidade que o impediria de entrar e o respeito e sabedoria daquele humano fizeram o Senescal entrar. O cheiro daquele lugar lembrou Dégel e o ruivo parou e olhou aquele homem, pois o irmão sempre gostara do cheiro das flores.

Quando Milo viu o marido ali, franziu o cenho. Por um lado sentia-se feliz, mas por outro estava completamente irritado. Ficou quieto e jantou com Asmitha, Shun e Aioria, sob o olhar frio do marido.

Kamus olhou tudo por cima, como se medisse a decoração, e o valor deles. Para quem estava acostumado a tudo de melhor, a casa — mesmo que bem arrumada — não entrava em seu padrão de bom gosto.

— Sente. Deseja algo para beber? — Asmitha sabia que Kamus era um vampiro, mas mantinha a educação.

— Não obrigado. — A voz era tom moderado, mas deixava clara superioridade.

Asmitha deixou o vampiro ruivo sozinho e seguiu de voltar para cozinha. Quase se chocou contra Milo que estava em pé perto da porta do recinto.

— Milo...

— Ele... Vai me bater por que sair sem falar nada. Não quero ir Mitha.

— Acalme-se Milo. Ele pode ser frio, mas é um ser de honrar, não ter machucara. Agora terminei de comer. — O florista disse quando sentou na mesa, seguido por Milo.

Os três terminaram de comer em silêncio. Milo prolongou o máximo que pode, no entanto quando não tinha mais jeito. Ele foi ao banheiro escova os dentes, lavou a face e penteou o cabelo. Puxando o ar com força seguiu para encontro de seu marido.

Seus olhos tremularam, mas manteve a pose firme, mesmo que por dentro morresse de medo, não mostraria isso ao outro.

— Podemos ir.

— Senhor Asmitha muito obrigado, e perdoe pelo incômodo. — Kamus disse polidamente, mas obviamente evitou apertar mão.

Seus olhos saíram do loiro — seu esposo — para pousarem sobre o jovem que adentrou a sala. O tinha visto no casamento, mas somente agora reparou que algo atraia nele. Não fisicamente, ou interesse sexual, era como se no jovem de fios castanhos tivesse essencial de alguém que tinha sido importante para si.

— Mi! Vai para escola amanhã? — Shun indagou com a baixa voz.

— Eu... Sim. — No final disse firme, desafiando Kamus nos olhos. Não ia deixa o outro controlar sua vida.

— Vamos. — Kamus disse quando empurrou Milo pelas costas para fora da residência. Logo que chegaram na calada entraram no carro preto, e foram guiados pelo chofer pelas avenidas.

O silêncio caiu. Ele era como um punhal que ficava no coração do jovem, pois fazia crescer uma imensa agonia dentro de si.

Em todo trajeto de voltar para a mansão Kamus não abria a boca para dizer nada, e nem mesmo olhara para Milo. Ele manteve sua postura fria, e imparcial, atitude que apenas servia para mais ainda agoniar Milo.

Quando o belo carro estacionou na exuberante mansão o chofer abriu a porta para que o Senescal e seu cônjuge saíssem, e ambos seguiram para dentro.

— Lorde Senescal, o que me pediu encontrar em seu aposento. — Saori disse inclinada a cabeça para seu senhor, mas quando seus olhos caíram sobre Milo, um ódio brilhou neles.

— Pode ser retirar. Siga-me Milo. — Kamus disse duramente.

A vontade imensa de sair correndo, voltar para o seio de seu avô e mãe, mas não poderia ser infantil, agora era casado e devia resolver seus problemas conjugais.

Kamus abriu a porta do luxuoso quarto segurando indicando silenciosamente para que loiro entrasse, e quando o fez, entrou atrás dele e fechou a porta.

— Sente.

— Kamus, eu...

— Sente-se Milo. — Sua voz era ríspida, e não dava chance para ser contestada.

Bufando Milo sentou na borda da cama, em sua face estava claro seu desgosto.

— Olha! Eu...

— Mantenha sua boca fechada, quando dizer que pode falar dirá. Apreende de uma voz, aqui não aceitarei infantilidades e coisa inútil humanas. Você não faz nada de sua vida, ao menos tende não fazer de estúpido. — Kamus destilava suas duras palavras com um olhar frio e penetrante. —Esquece que o líder dos Baali está atrás de ti? Quer-se tanto morrer me avise que eu mesmo posso garantir isso.

— Não mandar em mim.... — Milo gritou levantando. Não ia tolera os insultos do outro. No final, só fugira por culpa dele.

— Sim, mando. Sou seu dono, pertence a mim, e posso fazer contigo o que quiser. A partir de hoje está terminantemente proibido de sair dessa casa, sem minha prisão. — Kamus não queria nem pensar o que poderia ter acontecido com o menor.

— Meu dono?! — Milo riu sarcástico. — Não Kamus, você é meu marido! E eu também não sou seu prisioneiro, saiu quando eu quiser, lhe devo respeito é verdade, mas não irá me escravizar... Ser era um escravo que queria, então fosse atrás de um! — O Loiro disse firme, aquele homem havia lhe dito coisas cruéis. — Se é pra ser um escravo, pode abrir a porta, eu vou procurar Radamanthys, pelo menos eu sei que ele pra ele não sou nada! — O menino disse sentindo os olhos arderem, mas sem vacilar.

Kamus se aproximou de Milo e o olhou bem nos olhos.

— Não seja estúpido! Sabe que aquele verme quer te matar! — O vampiro falava possesso. — Está louco?!

Kamus não pode concluir:

— Louco não! Mas sendo realista, você acha que é dono de tudo, me trata como se eu fosse um trapo qualquer! Você pode não ser humano, mas eu sou... — O rapaz disse irritado e triste.

— Isso não é verdade! — Kamus tentou falar, mas Milo não permitiu.

— É sim! Acordei-me hoje e você não estava, se trancou com seus sei lá o que e quando fui te ver me tratou como um lixo, gritou comigo... Droga! Achei que qualquer um poderia me tratar assim, menos você... – O menino falou frio e sentido. — Me deixe só! Não quero sua companhia, e não se preocupe, não vou sair, mas não pense que vou ser um cãozinho obediente! — Milo disse e foi até o banheiro trancando-se lá. E deixando Kamus Depardieu sem palavras.

O vampiro não gostou do que ouviu e lembrou das palavras de Shaka. Foi até o banheiro e bateu a porta.

— Saia daí garoto! Enfrente os fatos, não fique se escondendo como se fosse um nenezinho com medo.

Milo sentiu o peito apertar, senti-se necessitado de carinho. Sentia agora mais raiva ainda daquela criatura tão fria.

— Eu saio daqui quando eu quiser! Vou tomar um banho e não quero lhe ver quando sair. — O loirinho ditou frio e autoritário.

Se pudesse se ver Milo com certeza se assustaria, seus olhos mostravam raias vermelhas e ele sentiu certa força tomar conta de si, queria mesmo era ir lá fora e acertar ele com um murro, mas isso não seria o correto.

Levantou de onde estava e foi até o Box, o fechou abafando assim qualquer barulho e enfiou-se embaixo do chuveiro e chorou ali, para que ele não visse.

Kamus estava possesso e sua vontade era de arrombar aquela porta, mas estaria desrespeitando a vontade de seu marido. Estava irritado. Milo não entendia o que ele sentia, e assim saiu dali, deixando-o só como ele queria.

Foi para sua biblioteca, quando sentia-se assim era lá que costumava ficar. Deu ordens para que ninguém o incomodasse e ali ficou, duas horas depois alguém batia a porta e Kamus só não explodiu por reconhecer o cheiro dele.

— Pode entrar Shaka!

O loiro entrou e em seguida trancou a porta, sua fisionomia era séria.

— O que houve? Por que está trancado aqui ao invés de estar com seu esposo? — O vampiro perguntava de forma cuidadosa, sabia como era Kamus Depardieu irritado.

O ruivo olhou para ele e falou um tanto descontrolado.

— Ele saiu sem minha autorização Shaka, sabe o que é isso? Sabe o que poderia ter acontecido? E se aquele louco do Radamanthys houvesse pego ele? — O Senescal estava irritado.

Shaka apenas ouvia, mas sabia que Kamus devia ter uma parcela de culpa naquilo, Sentia certa vontade de rir, mas manteve-se firme.

— Kamus... O que disse a ele? Você está em lua de mel, não ficou ao lado dele? — Sabia que ele não havia ficado, ou Milo não teria saído.

— Shaka não tolerarei isso.

— Não me leve por mal. Se deseja tanto garantir que ele esteja seguro e que o escute, contribuías para isso. Milo é um jovem humano, apregoado a valores diferentes, mesmo que tenha sido criado pro vampiros. Ele não está te pedindo nada demais, apenas que o de atenção, que escute ele, e valorize sua opinião. — Shaka disse enquanto sentava de frente para o amigo.

— Shaka eu tenho uma posição para zela, preciso manter minha postura, do contrário meus inimigos me consideraram fraco, e...

— Não estou dizendo para permitir que ele tire sua autoridade, ou que seja sempre manso com ele quando for preciso ser firme, entenda que não está lidando com um humano fraco, mas um jovem com opinião sagaz e corajoso... Não o trate como inferior, ou criança, mas como um igual. Seu companheiro. — As palavras de Shaka eram sabia.

Kamus olhou para o amigo mantendo-se calado. Uma de sua mão apoiada na lateral de sua cabeça. Ele pensava em tudo que ouvira.

O senescal era acostumado com a traição ou as pessoas tentando ser aproxima dele por interesse, assim, logo cedo aprendera a ser frio, calculista e manter sua postura dominante. Não era por acaso ou por família que ocupava a posição alta na hierarquia da ordem dos vampiros.

— Eu... Perdi muita coisa ao longo de minha vida, torne frio mascarou minha dor, e me fez forte para proteger o que é precioso.

— Precisa confia nele. Ele é seu companheiro, e mais que isso, e sua outra metade... Sinto que nasceram para fica juntos. Sabe da visão que tiver, então não lute contra.

— Agradeço as palavras, e prometo pensar seriamente nela. — Kamus disse.

Shaka acenou com a cabeça, e saiu do escritório. Kamus permaneceu ali analisando as palavras do amigo e do que acontecera, o rumo que as coisas estavam tomando.

Continua...