Aliança
1 único
Notas iniciais
Já faziam alguns dias que Lili tinha sido resgatada e que a guerra tinha acabado contra Sei. Ela ainda se recuperava em sua cama, agora já acordada.
E assim que despertou, a filha do General da Tribo da Água recebeu as mais variadas visitas, seja do povo da Tribo que queria agradecê-la por ter ajudado a combater Sei, seja pelo General da Tribo da Terra e até o próprio Rei Soo Won.
Então, naturalmente, depois de um tempo, tudo o que ela queria era ficar sozinha e descansar em paz.
É claro, se o General Geun Tae resolvesse aparecer novamente, ela o receberia de braços abertos, mas o próprio já deveria estar longe àquela hora. E agora até Soo Won tinha acabado de partir depois de passar um tempo conversando com a garota.
Então, quando ela pensou que poderia se livrar de todas as visitas e ter um bom descanso em sua cama, Ayura abriu a porta do quarto apenas para anunciar.
— Dama Lili, você tem visitas.
— De novo? — Ela exclamou, fechando os olhos e cruzando os braços, parecendo insatisfeita. — Era só o que me faltava ser o Soo Won de novo!
— Sou eu — A voz masculina e estranha para os seus ouvidos surgiu no batente da porta e a garota abriu os olhos, dando de cara com o novo General da Tribo do Vento.
— General Tae Woo! — Tetora exclamou, um pouco nervosa — Por favor, perdoe Dama Lili, ela não quis parecer rude ao se dirigir ao Rei daquela forma!
— Calada, Tetora! — Lili ordenou, dessa vez um pouco mais calma, olhando com suspeita para o garoto, sem saber ainda o que pensar a respeito dele.
Era a primeira vez que o via, apesar de já ter ouvido falar que ele quem substituira Hak como General da Tribo do Vento.
Tae Woo deu de ombros, entrando no quarto.
— Eu não ligo para o que falam do Rei, não se preocupe com isso... — Ele falou, seu tom era frio e não era muito difícil para Lili identificar a amargura em sua voz.
Ele estava insatisfeito com Soo Won no trono, não precisava ser um gênio para comprovar isso.
— A Tribo do Vento ajudou em seu resgate em Sei, me disseram que você tinha se ferido e recobrou a consciência recentemente.
— Sim... — Lili fechou os olhos depois de analisá-lo bem, suspirando em seguida.
Tetora e Ayura estavam ao seu lado, olhando receosas para a sua dama, esperando por uma reação dela, seja boa ou ruim.
— Você parece uma miniatura do Hak, espero que seja tão bom quanto ele — E então foi o que Lili falou depois de abrir os olhos, encarando com um olhar firme o General.
Tae Woo, que não esperava por isso, olhou surpreso para a garota, esboçando um sorriso fraco depois.
— Eu sou tão parecido com ele assim? — Ele perguntou em tom de voz baixo, muito provavelmente para si mesmo.
— Em sua aparência sim, espero que suas ações também sejam.
— Oh, perdão pela indelicadeza de Dama Lili, General Tae Woo, ela está cansada! — Tetora interveio outra vez enquanto Ayura suspirava como se dissesse “ela nunca vai ter jeito”.
— Tudo bem, eu acho… — Tae Woo murmurou, coçando a cabeça, depois olhando para Lili — Então você conheceu Hak. Princesa Yona também, eu suponho…
— Sim, somos amigas. — Lili respondeu em tom firme — Yona me ajudou mais do que posso imaginar. Eu farei de tudo para protegê-la.
— Bem, Hak foi o nosso General por muito tempo, eu não tenho nenhuma intenção de ir contra ele, se quer saber.
Lili sorriu.
— Isso é bom. — Ela cruzou os braços então, erguendo uma sobrancelha para ele depois do silêncio tomar conta do lugar — E o que você quer aqui, afinal? Só veio para me dizer isso?
Tae-Woo reprimiu a vontade de comentar algo sobre como a garota era extremamente autoritária e determinada. “Ela se daria bem na Tribo do Vento”, foi o que ele pensou.
— Vim para ver se a Senhorita estava bem, mas como vejo que está, então talvez seja melhor ir. — Ele disse, se afastando dela, indo em direção à porta do quarto.
— Tae Woo — Lili chamou de sua cama, sua voz como sempre firme. O General parou de andar e olhou por cima do ombro para ela, de modo que a garota continuou — É bom saber que Yona e Hak têm mais amigos além da Tribo da Água.
Ele se voltou de costas para ela então, continuando a caminhar para fora do quarto, falando sem olhá-la.
— É, bem… nós da Tribo do Vento não esquecemos quem é a nossa família, independente de quem está no trono agora…
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