O objeto prateado vibrava sobre a mesa. Todos nos entreolhamos, assustado e desesperado ao mesmo tempo, pego o celular e clico no botão verde.

– Lydia?

– Stiles... -ela diz com a voz fraca, meus olhos ficam vermelhos, estou a ponto de chorar como uma garotinha.

– Lydia?Onde você está? Você está bem?

– Stiles, socorro! — sua voz soa fraca, baixa, desesperada e apressada. — Eles estão vindo, não sei onde estou, está tão escuro... -ouço um barulho ao fundo e o telefone desliga.

– Onde ela está? — pergunta Allison.

– Ela não sabe onde está, alguém a pegou. — digo, desolado e um pouco aliviado por saber que ela ainda estava viva.

Scott enxuga as lágrimas do rosto de Allison e sussurra algo como "ela está bem". Isaac anda pra lá e pra cá e me pergunto se ele vai dizer algo que preste; um dos gêmeos está conversando com Derek e o outro olhando pela janela. Minha mão ainda segura o telefone ao lado do corpo, forte a ponto de meus dedos estarem brancos.

Meu quarto ainda é o mesmo. A cama está desarrumada como sempre, e a escrivaninha cheia de folhas, livros e cadernos. O quadro com casos não resolvidos está no mesmo lugar, pego uma foto de Lydia, que roubei no seu aniversário, da carteira e a prendo com um alfinete vermelho.

Não sinto fome. Meu pai chega do trabalho e parece mais cansado do que nunca. Ele está trabalhando no caso de Lydia há dois dias, mas parecem semanas. Ele me dá um tapa nas costas e se senta numa cadeira na minha frente, seu distintivo dourado brilhava.

– Hoje fui na casa dos pais de Lydia, a mãe dela contou que a última vez que a viu, ela estava desenhando em seu caderno. Você acha que isso pode ajudar? — meu pai me pergunta.

– Não faço ideia. Mas é melhor eu ir procu... -digo e sou interrompido.

– Amanhã. Você precisa dormir. Amanhã, depois do colégio. Eu te levo.

– Certo. Boa noite, pai, e... obrigado. — o abraço e subo para meu quarto. Minha cama parece de pedra, mas depois de duas horas deitado consigo dormir.

"TRIIIIIIIIIM". Maldito despertador.

Ando pelos corredores do colégio, cheio, todos com pressa e com livros nas mãos. Danny acena, quase aceno de volta mas percebo que ele está falando com Ethan. Depois das aulas massantes, Scott vai para o treino de lacrosse e inventa uma desculpa para o treinador para eu faltar, consigo ouvir na minha própria cabeça a voz dele falando sobre um tal de Greenberg.

Saio do colégio esperando pelo Xerife, quando recebo uma mensagem de Scott.

Você precisa ver isso. Venha para cá. Agora.

Quando chego no vestiário, todos os armários estão amassados. Não entendo de início, mas quando vou até a última fileira percebo o que é. A parede seria a mesma, se não tivesse o desenho de uma árvore estranha.

– Ótimo, além de ter todos os armários amassados, MINHA parede pintada, ainda descubro que você não está nada doente, Stilinski?

Ignoro o treinador e chego mais perto do desenho. Aquilo não era tinta. Era sangue.

Notas finais
E aí? Será que o Stiles vai descobrir onde ela está? E essa aparição do treinador? Haha, até o próximo!