Notas iniciais
Mais um desabafo dessa autora conturbada. Espero que gostem ou ao menos que não me matem hahhhaha
É a primeira vez que escrevo algo assim, então, sejam gentis T^T
Boa leitura ♥

– Marie, o que você achou disso?

– Bom. Só acrescente isso aqui e... Aqui.

– Marie! Tem um tempinho?

Tempinho?

– Claro. — levantei-me e caminhei até a outra moça que me chamava. — O que foi?

– Ligaram da distribuidora, agora! Teve um erro na comunicação interna deles e não vão conseguir nos entregar a mercadoria a tempo! Só temos dois dias! É muita coisa pra cancelar agora e procurar por outra e.... — seu desespero foi interrompido por mim.

– Calma, Loren! — e antes de prosseguir, meus ouvidos ouviam mais uma vez meu nome ser chamado por outro alguém. — Pegue minha agenda verde sobre minha mesa e procure pela Carine Corporation, se ela não te resolver, ligue para os três próximos nomes. — disse já saindo da sala em que estava.

Vou quebrar...

– Marie! O Diretor quer que levemos o cronograma da semana agora, mas o departamento de finanças ainda não fechou o balanço e...

– Vá a sala deles e lhes deem uma prensa, oras! Não podemos deixar que eles nos atrasem! Nosso tempo já é curto e...

– Marie! Estão te chamando pra reunião do quinto andar!

Quinto andar? Eu não ia participar dessa reunião...

– Ah, até que enfim, Marie! Olhe, sei que não ia participar, mas veja bem...

Problemas, problemas e problemas...

Sinceramente, gosto disso. Amo o desafio. Sempre me senti bem com eles...

O que há de errado, então...?

– Não acredito que fizeram isso! Quantas vezes eu disse que eles sempre jogam essa porcaria pra cima da gente?!

Ela é tão forte.

Todos começaram um debate sem fim. Minha mente inerte não participava de nada. Eu nunca fui assim, nunca me deixei abater por nada... Tudo bem que eu sempre soube que tinha um lado meio depressivo, mas... Espere. Isso é depressão...?

– Mas, Marie! O que vamos fazer agora então?

Que tal notarem que eu não estou bem?

– Agora só podemos levar adiante! Não adianta ficar chorando pelo que já foi. Me dê isso aqui! Olhe...

Admirada por todos.

Enquanto minha mente está ocupada e sou obrigada a me mover, sinto que não há perigo... Mas e quando eu estiver só? E quando todos forem embora? E... Quando eu chegar em casa...?

Me sinto sufocada... Todos me olham, mas ninguém me enxerga...

– Marie! Há quanto tempo! Como você está?! — um rapaz exibia sua carreira perfeita de dentes num sorriso caloroso...

Péssima.

– Bem, e você? — sorri. — Faz tempo mesmo! O que anda fazendo?

Sinto algo sugando minha energia... Algo que me leva para um buraco sem fundo. Não consigo mais ficar só sem me desesperar. Minha mente entra num mundo paralelo e junto com ela, meu corpo se vai...

Nossa, ela nunca falha... Aliás, quando falha, sempre assume o erro. É realmente uma grande pessoa.

Me ajudem...

– Marie! Vamos almoçar?! Ou você já comeu?

Não sinto fome há dias e não quero comer...

– Ah, desculpem. Eu comi algo rápido no caminho, perdoem.

Sentei-me finalmente em minha sala... Puxei minha agenda e tão logo li meu próximo compromisso, meus olhos se perderam naquela, agora, imensidão sem cor.

Meu coração está apertado, minha respiração descompassada...

Eu sempre tive muito medo da morte... Por que agora, então, essa opção me é tão tentadora?

Eu não quero ficar sozinha...

Eu... Eu estou com medo...

Claus...Me ajude...

“Marie, me desculpe por tudo que eu não tenho feito por você... Mas tenha mais um pouco de paciência, por favor. Prometo retribuir com um futuro bem melhor para nossos filhos. Te amo MUITO. Nunca duvide disso! Boa noite, meu amor.” — sms do meu namorado.

Vou me quebrar...

Faz quase um mês que não o vejo direito. Se o vejo, é algo de cinco minutos... Uma mensagem assim deveria me deixar feliz, não? Isso me deixaria muito feliz... Senão fosse nesse exato momento...

“Eu sei, Claus, obrigada... Eu só... Eu só queria um abraço...”

Sim, eu precisava desesperadamente de um...

“Te darei mil abraços!!”

Você não entende...Não é isso...

Eu... Preciso de ajuda...

– Marie, a Loren queria te agradecer e resolveu dar uma festa hoje na casa dela...

– Ah, desculpe, hoje meu dia foi muito corrido e ainda tenho um monte de coisas pra resolver, mas se der tempo eu passo lá, sim. Obrigada! — sorri.

– Ahhh, mas eu queria tanto que você fosse! — choramingou, Loren. — Apareça, mesmo, hein! — sorriu por fim.

Ela é sempre muito ocupada e responsável.

Será que é tão difícil perceber quando estou mal...?

“Marie, estou morrendo de saudades! Se teleporte pra cá!”

Ele está na cidade ao lado por causa do trabalho... Ele está na cidade ao lado e será que não pode vir me ver...? Eu preciso de um abraço...

Será carência?

“...” — foi a minha resposta.

Eu nunca fui de expressar muito bem meus sentimentos, mas até então, Claus sempre me entendeu...

“... isso significa 'que ridículo' ou 'eu também'...?”

Entenda... Por favor...

“Significa que eu não quero um abraço... Eu preciso de um...”

Por favor...

“E só o meu resolve, né?”

Claus... Por... Favor...

“Sim...” Você não vem me ver? “Desculpe...” Por favor... Me abrace, Claus... “Vou dormir...” Não me deixe só, esta noite... “Boa noite...” Não me deixe...

São nove horas da noite ainda. Entenda, por favor! Você sabe que eu não consigo ser tão transparente, Claus...

Depois disso... Ele não me mandou mais nada...

Eu não vou aguentar...

Deitada em minha cama, eu não conseguia processar mais nada... Minha mente estava um caos e meu coração às cegas em meio ao tiroteio.

O que há de errado comigo? Não sinto mais vontade de viver... Eu quero... Quero sumir... Claus... Me ajude...

Eu vou quebrar...

Eu precisava de um alívio de qualquer maneira … Precisava me sentir viva de alguma maneira...

Claus...

Mas eu não tenho forças... Eu... Eu não tenho nada...

Por... Favor...

Uma ânsia sem tamanho tomou-me por completo e meus olhos jorraram aquilo que sempre escondi de quem quer que fosse...

Qual o meu problema...?

Sempre tão perfeita.

Preciso de alguém... Preciso de algo...

Meu âmago gritava de dor e para me despertar desse pesadelo... Aquele brilho peculiar encantou meus olhos de uma forma única...

Não...

Finalmente a calmaria veio me dar o ar de sua graça...

Não...

Pouco a pouco, meus músculos iam relaxando...

… Não.

A cada milímetro mais profundo que a lâmina adentrava a minha carne...

Me... Ajudem...

Pouco a pouco... Senti uma paz incomum... Que muito me fez falta...

...Não...!

Embora alguns achem que não, me senti acalentada...

Finalmente... Abraçada...

Me... Perdoe... Claus...

Senti todo o meu desespero, esvair-se... Pouco a pouco... Por ambos meus pulsos...

Assim como minha essência vital... Da mesma forma... Saía por eles...

Eu nunca fui forte...

Notas finais
Muitíssimo obrigada por lerem e um ARIGATHANKS MUITO ESPECIAL pra Nathy, minha imouto, linda ♥ Que me ajudou com essa budega aqui 8D AOAEIHEOAHEAHIOHAEHIEOA
Kisses meus amores e até uma próxima ;D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!