Alguns Contos
2 Descanse minha pequena
Notas iniciais
Bem boa leitura e espero que goste ^.^
Cheguei em casa e deveria ser 14:00h ou 15:00h, não sei ao certo. E como sempre, tinha alguém que me espera e ao me ver pulava de alegria. Seu nome era Rana, ela é uma Rottweilerr de certa idade. Seus pelos antes negros e brilhosos agora tem partes brancas e seu olhar que era enérgico agora mais calmo, porém sempre brilha de emoção ao me ver.
Estava sentado no chão olhando o céu distraído, estava nublado e parecia que iria chover e isso nunca é um bom sinal.
" Crac Crac"
Ouvi um som, mas não vi nada, naquele momento. Não demorou muito a ver alguém na minha frente, com o rosto tampado e uma arma nas mãos.
- P-passa tudo!!! Anda bora!!
Levantei calmamente com minhas mãos a mostra, indicando que não reagiria. Dei meu celular, esperei que ele se afastasse e fosse embora fugindo.
Não aconteceu.
Eu percebi que seus olhos perturbados não me poupariam. Sabia que a qualquer momento ele puxaria o gatilho e eu não existiria mais.
Nesse momento um vulto surgiu sobre nós.
Pareceu que tudo passava em câmera lenta, minha amada Cadela estava com a boca no pescoço do assaltante e a arma na barriga dela.
Houve o disparo.
Ver minha cadela cair lentamente no chão com sangue em sua boca e um ferimento grave em sua barriga, não era algo reconfortante.
Corri até ela, até minha linda cachorrinha, até minha heroína.
- Rana! Rana!
Sentei ao seu lado e pude sentir o calor do sangue que tocava minha calça. Era difícil enxerga lá devido as lágrimas que transbordavam de meus olhos. Ela respirava com dificuldade e com certa dor ela me olhava.
- Por favor aguente firme! ALGUÉM ME AJUDE!! — Gritei em desespero. — Não se preocupe, eu vou segurar a ferida par evitar o sangramento.
Minhas mãos tremiam, o sangramento persistia.
O bandido também estava caído no chão e urrava de dor. Com certa agonia ele me gritou:
- Ei! Você não vai me ajudar?? Estou morrendo! Largue esse animal e me ajude!
Tive vontade de levar e lhe dar um chute, mas tinha que conter o sangramento de Rana.
- Cale a boca! Por mim você pode morrer!
Voltei a fitar os olhos de minha querida Cadela. O único pensamento em minha cabeça : " Não morra! Não morra...! Não morra!!"
-- Por favor para com isso.
Ouvi uma voz. Olhei em volta assustado, não era uma voz que conhecia, uma voz... Feminina?
- Q-quem...?
Olhei para meu amado animal em meus braços e pude ver que ela me encarava com certa decisão nos olhos. E de alguma forma sabia que era ela.
-- Não chore por mim. — Sua voz estava fraca, mas ainda sim firme.
- Como não! Você é minha cachorrinha! Eu...
–- Entenda, você é meu dono. Minha vida sempre foi sua, eu nasci para você, e me sinto muito bem por morrer por você. Isso significa que fui útil a meu amado dono.
- Não diga isso, eu sou sortudo por ter você como minha cachorrinha.
Enquanto me lamentava e gritava loucamente por ela, percebi que sua respiração diminuia até seu último sopro de vida.
Eu gritei de dor e agonia por ela, os soluços violentos explodiam por meu peito. Em meio aquela dor, percebi que poderia fazer uma última coisa por ela.
Levantei lentamente, meus olhos procuravam o assassino. Pequei a arma caída, encarei o monstro a minha frente que parecia assustado em me ver com a arma. Todo seu peito estava sujo de sangue e pelo rosto a agonia era eminente.
Ele parecia querer gritar ao me ver aproximar, não posso culpa-ló meu olhar assassino não era algo reconfortante.
Me agachei perto dele, tenho que confessar, por muito pouco não lhe dei um tiro, ou simplesmente tortura-lo um pouco.
Rasguei uma parte de sua blusa, enrolei em volta de seu pescoço e apertei. O seu desespero foi tão grande que eu poderia rir.
Não o matei. Imobilizei seu pescoço para evitar o sangramento.
Não demorou muito e ouvi uma sirene.
Os policiais passaram por mim, meus olhos ainda estavam nela. No seu corpo imóvel, seu sangue não tinha mais calor, assim como seu corpo.
- Por que o salvou? — Ouvi uma voz de mulher atras de mim, era a policial.
Eu sabia que ela se referia a salvar o assassino do minha amada cadelinha. Ao fundo ouvi a chuva cair. Parece que o céu se solidarizou comigo chorava minha tristeza.
Ainda sem olhara policial respondi.
- Ela foi a melhor cachorra do mundo, não poderia deixar que uma morte pesasse sobre ela. Nunca a deixaria virar uma assassina. — Então abracei seu corpo imóvel e sussurrei. — Descanse minha pequena.
Notas finais
Até!
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