Notas iniciais
Oie, espero que gostem ^^Desculpa qualquer erro de português e/ou formatação (estou postando do celular). Abraços.

Eles trabalhavam em uma pet shop/agropecuária Matt o "gerente/caixa" estava com uma péssima cara, e ficava esfregando os olhos o tempo todo. David, o atendente, que era mais novo, porém mais alto, estava curioso.

– Meu, você está bem? Porque esta cara? — perguntou David ao seu chefe.

– não dormi direito, tive que terminar de contar o estoque, fiquei até tarde ontem. — Matt respondeu agora se alongando e ajeitando a coluna.

– se você quiser eu posso ajudar na próxima vez. — o menor estava preocupado, afinal não queria ver o outro naquele estado.

– Você quer dizer hoje? — Matt falou surpreso, afinal não achou que o mais novo fosse tão gentil.

– Bom, achei que tinha terminado ontem. — David respondeu todo errado, achando que o outro não precisaria dele tão cedo assim. Sua resposta fez Matt dar uma leve risada, mas continuou sério:

– Ha, aquilo era o que nós tínhamos, hoje vai chegar mais coisa, tenho que contar tudo, catalogar e colocar no depósito. — ele olhou para o colega e finalmente perguntou — Eai, vai querer me ajudar?

– Sim, né. Agora eu já me ofereci. — meio contrariado David respondeu. Assim, Matt, se aproximando do colega, com um meio sorriso no rosto e disse:

– Que bom, então pode começar a descarregar, porque o caminhão já chegou. — dando um leve tapa no ombro do mais alto, que soltou um longa suspiro seguido de um "Aaaah".

Eles descarregaram tudo e então começaram a catalogar em seguida.

A carga horária diária de David já havia chegado ao fim fazia umas duas horas, e eles ainda estavam na metade. Era difícil catalogar tudo com a loja ainda aberta, eles ficavam toda hora parando para atender os clientes.

Após fecharem a loja eles ainda tinham algumas coisas para catalogar e ainda guardar tudo no depósito.

David disse quebrando o silêncio:

– cara, até que horas tu iria ficar aqui se eu não tivesse ajudando? — ele catalogava o produto em uma prancheta.

– provavelmente o dobro do que vamos ficar. — falou o mais velho tendo que parar a contagem dos produtos que fazia para responder.

– e tu recebe hora extra? — David não sabia o porque dessas perguntas, ele não se importava com isso, só queria conversar com o Matt.

– claro, eu divido as horas que fiquei aqui pela semana toda, dai fica parecendo que eu trabalhei 2 horas extra durante toda a semana.

– E porque tu não faz isso de verdade, em vez de tirar um dia inteiro, e fingi que foi durante a semana? — Perguntou se sentindo um gênio que solucionava problemas.

–Bom, seria o correto a se fazer é claro, mas isso só funciona no papel. Não tem como deixar a mercadoria rolando pela loja sem estar catalogada durante uma semana inteira. Não dá.

–Bom argumento. — se deu por vencido por não ter pensado nisso.

– Falando nisso, eu vou ter que fazer a mesma coisa contigo também. — Matt disse pensando alto, fazendo David se questionar, até que se deu conta do que ele estava falando.

– Oba, isso quer dizer que eu vou receber hora extra? — disse animado, agora fazendo uma pilha de saco de ração para cães.

– é claro que sim! Ou tu achou que iria trabalhar de graça, como um favor, pelo simples prazer da minha companhia?! — Ao falar Matt sorriu soltando um charme forçado, enquanto empilhava lata de comida para gatos.

David riu e falou — seria uma troca justa.

O seu comentário fez o mais velho parar para olha-lo, e David, ao notar a reação do outro sentiu o seu rosto ficar quente e pediu ao céus para que o mais velho não zombasse dele. Matt apenas deu um sorriso leve mas suficiente para marcar sua covinha direita.

E assim eles terminaram de catalogar todas as mercadorias que haviam chego no dia, conversando de vez em quando sobre algum jogo de video game ou filme que já haviam assistido no cinema.

– Ok, hora de guardar — Matt disse se levantando da cadeira e pediu — enquanto eu vou abrir o estoque, tu pode dar comida para os bichos? Amanhã eu troco a água.

– Todos? — David falou receoso, ele nunca alimentava os porquinho da Índia por medo de levar uma dentada.

–Sim, por favor.

David apenas concordou com a cabeça e foi, estava decidido que hoje ele não seria uma vítima de um rato peludo.

Quando Matt já voltava da sala do estoque com algumas caixas, David já tinha enchido os potes das aves e alimentado os poucos peixes que tinham, deixou o seu inimigo por ultimo, na esperança que o mais velho fizesse o trabalho. Assim que viu que não tinha jeito, teria que fazer sozinho, ele abriu a gaiola dos porquinhos e com a sua mão indo na direção do pote de ração, fechou os olhos para não pensar na situação, David apenas sentiu uma pressão no seu dedo e gritou um palavrão:

– Filho da Puta! Ele me mordeu. — Todo atrapalhado tirou a sua mão de dentro da gaiola e olhou o seu dedo, que agora estava sujo de sangue.

Assustado com o ocorrido, Matt correu até o mais novo que estava sentado no chão olhando para a sua mão:

– Cara, era para dar a ração dele, não a tua carne. — O mais velho brincou quando observou que o estrago não era grande.

– há há, muito engraçado, esse bicho me odeia. — Disse David apertando o seu dedo para estancar o sangue.

– Agora que ele provou, ele vai querer o resto. — Matt disse se aproximando mais de David, já pegando na sua mão para observar o corte. O mais novo tremeu, não sabia se era por causa do que o outro falou, ou por causa do seu toque. Afinal o que ele queria dizer com aquela frase?

Seus rostos estavam próximos, David respirava com dificuldades, não sabia se era pelo susto ou pela aproximação do seu chefe. Matt o acordou de seus desvaneios dizendo:

É melhor lavar isso logo, acho que eu tenho um band-aid em algum lugar. — se levantou e foi até o balcão do caixa. David fez o mesmo, se dirigindo até o banheiro, de lá ele ouviu o mais velho gritar: Achei. E ficou esperando o mesmo aparecer. Enquanto lavava o dedo até parar de sangrar, se olhava no espelho: tinha o rosto um pouco vermelho, e seu cabelo estava arrumado apesar da sua cabeça estar uma bagunça. Quando notou que o outro não iria lhe encontrar no banheiro para entregar o curativo resolveu sair, ao fazer, observou o mais velho na ponta dos pés colocando o pote de ração de volta na gaiola. David achou a imagem linda, e pode sentir o seu rosto arder novamente, ele abaixou a cabeça quando viu que o outro já o notara de volta na loja.

–Desculpa te pedir para fazer aquilo, eu esqueci que você não gosta de roedores. — Matt falou se aproximando do mais novo, tirando o curativo do bolso.

– Não é que eu não goste deles, eles é que não gostam de mim. — retrucou enquanto via o mais velho colocar o band-aid no seu dedo.

– Pronto. — Matt disse ainda segurando a mão do colega.

– Obrigado. — David disse pausadamente olhando nos olhos verdes do chefe. Matt sorriu e de leve, devagar foi descendo sua mão até o pulso do mais novo retribuindo o olhar.

O coração de David batia tão rápido que ele achava que o outro poderia sentir. Matt então pigarreou e soltou o colega, se virou para o lado quebrando o contato e disse: Vamos guardar de uma vez as coisas.

David sentiu uma pontada de tristeza, mas concordou e seguiu o mais velho. Já era quase nove da noite e eles colocavam as mercadorias na sala do estoque.

– Nossa, se eu soubesse que você era bom com organização eu teria pedido ajuda a você antes. — Matt comentava ao mais novo impressionado com os métodos de organização dele.

– Ah, é um dom natural que eu tenho. — David disse se gabando.

– Como assim? — perguntou o mais velho rindo do modo que o falou.

– Tipo, eu sou o rei do pouco espaço. Minha mãe nunca acha espaço na geladeira e dai eu tenho que dar um jeito para ela, eu também arrumo a despensa, ela não consegue guardar nada, fica dizendo que não tem espaço, dai eu vou lá e faço espaço. -explicou o maior se achando o máximo, o que fez o outro rir ainda mais.

Qual é a graça?! Eu estou falando sério. — David fingia estar ofendido com as gargalhadas do outro, o mesmo segurava a barriga de tanto rir.

O mais novo foi se aproximando do outro pedindo para parar de rir, Matt ignorou e continuou achando tudo aquilo muito engraçado, David então segurou o outro pelos ombros e o balançou um pouco, pedindo "Para", quando o outro não o fez, David se aproximou mais e puxou o mais velho para seu encontro e selou os seus lábios. Um pouco surpreso com o ato, Matt não retribuiu, mas também não recuou. O beijo foi rápido e meio estranho, contado com o fato do mais velho estar rindo na hora que sua boca foi atacada.

Ao se afastar David olhava assustado para o mais velho, procurando uma reação positiva em resposta. Matt o olhava confuso, mas com um sorriso nos lábios que havia sobrado de antes.

– Porquê você fez isso? — Matt perguntou sentindo o outro soltar o seu corpo.

– er, você não parava de rir, então eu o fiz parar. — David disse meio encabulado, mas sem ficar vermelho desta vez.

– isso vai ser um problema, David. — Matt disse agora sério, olhando para o outro que arregalou os olhos.

– Porque? — o mais novo temia a resposta, não queria sair de lá ferido e desempregado.

– Porque agora que eu provei, eu vou querer o resto. — Disse Matt, fazendo o outro abrir a boca em "o" chocado com o que acabará de ouvirá.

– er....e..eu.. desc...ulp..aa — David tentava falar, mas o mais velho se aproximava e colocava as mãos na sua cintura. David agora respirava pesadamente enquanto sentia o seu chefe beijar o seu pescoço.

– David, você quer isso, certo? — Matt perguntava no pescoço do mais novo, fazendo o outro tremer pela pergunta e pela respiração que sentia na sua pele.

– Sim — saindo quase como um sussurro.

– Então olha para mim, David. — Matt pediu, colocando sua mão esquerda no rosto do mais novo, o puxando para olha-lo

David olhava nos olhos do mais velho que sorria e alisava de leve sua bochecha com o polegar. Ele abriu um sorriso largo e enrolou os braços no corpo do mais velho, então eles se beijaram, agora com vontade.

Depois daquela noite David não precisava mais se oferecer para ajudar Matt, ele recrutava o garoto para as horas a mais do expediente. E ele não clamava.

Fim.

Notas finais
Sem Lemon infelizmente, não sei escrever D:Comente se quiser. E Obrigada por ler *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!