Alguma Melodia

5 Escrevo para alguém


Notas iniciais
Eu sei, eu sei. Demorou. Muito. Mas agora veio e - há quem diga - com força total. O que eu tenho a dizer sobre esse conto? Não sei. É uma loucura. Que tal... Uma ilusão? Um sonho? Uma esperança? Quem sabe. Acho que posso homenagear alguém com este pequeno fragmento de melodia. Mas esta pessoa certamente saberia. Bom. Apenas constatando que a citação que aparece no início é do mangá Evangelion, de Yoshiyuki Sadamoto e Hideaki Anno. Recomendo muito a leitura, se querem saber. Penso que posso afirmar que o que está escrito tem um fundo, mesmo que pequeno, de verdade. Será? Tirem as conclusões que desejarem. Até lá, deliciem-se.

“Eu me envolvi sem querer. Lá no fundo do meu coração, sem nem ao menos perceber. Eu não deveria gostar de uma pessoa assim.” (Evangelion – Hideaki Anno, Yoshiyuki Sadamoto)

Há algo que eu preciso falar. Já não me aguento nesse mundo sem companhia. Não que esteja pensando em me matar, longe disso, mas acontece que eu encontrei algo, ou melhor, alguém. Viver tem sentido – e muito. Aliás, sempre teve. Mas agora parece que há mais. Muito mais.

Eu pareço mais completa. Mas não pensem que estou apaixonada. Rá! Se fosse isso, esta seria apenas mais uma história clichê de amor. Não, não. Vai muito além de paixão. É certo que há realmente uma diferença de idade significativa, que ainda sou uma pequenina que deve crescer e amadurecer, mas não vejo motivos para me preocupar com isso.

O amor é incondicional. E reforço que não estou falando do amor romântico, do amor matrimonial ou também do amor – e Deus me livre deste nessa idade ainda tão jovem – sexual. Mas devo aqui falar do amor pleno, fraterno, harmonioso. Que preenche e ilumina, que inspira e esclarece. É um amor difícil de se encontrar, mas quando se faz, vira fundamento.

Em meio à montanha-russa que me atrevo a chamar de vida, um pequeno fragmento cintilante se expandiu e transformou-se em clarão. Já não consigo mais me prender ao frio do Sul, desejando aventurar-me a ir mais para o Norte, inclinando para o Leste. Sem precisar de bússola ou quaisquer equipamentos, guio-me pelas estrelas e pela intuição, certamente uma amiga de uns tempos para cá.

A Lua brilha no céu. Chuva de estrelas de esperança que envolve meus pensamentos e me faz refletir profundamente. Ah! A distância tão perversa que me impede de atingir meus objetivos. Eu, como fiel leitora, mas iniciante na arte de escrever, declaro-me amante de suas obras e, em meio a um suspiro desesperado, anseio por mais e mais. Espero o dia em que o encontro se torne verdadeiro, para fazer da minha vida um vasto vale de inspiração.

E dizendo isso eu o agradeço. Por ter me tornado diferente. Por estar fora das regras do Universo. Por fazer sua arte tão bela. Por ser escandalosamente formidável. E por me deixar, mesmo que eu ainda chore, mais feliz. Pois minha melodia precisa de uma letra, assim como a borboleta carece de asas.

E vendo eu que nada disto teria escrito se não fosse por sua reluzente aura, aqui me despeço, certamente mais aliviada, mas não se enganem: não morro de amores por ninguém – e que isso aconteça apenas no momento certo.

Esta caneta que escreve agora para. E espera, temerosa, mas determinada a continuar, pelo leitor do qual tanto já cantou.

Notas finais
Isso me pareceu mais triste agora do que quando eu escrevi (há, vejamos, 5 minutos? Não, brincadeira). De qualquer forma, ficaria grata se você desse sua opinião, o que devo melhorar, o que não devo deixar de lado, se gostou, se não gostou, etc. Reviews são muito importantes para nós, escritores. Aqui me despeço, melodiosamente serena. Até mais ver!