Alguém Segure Esses Bruxinhos.

1 arnomal no meio de trouxas... ele de todos é o mais normal


Uma mulher apareceu com sua pose superior andando naquelas ruas e molhadas ruas da Londres antiga, o menino que nascera no dia 01 de março de 1993 já se encontrava com quase um ano, ela parou e tirou uma varinha do vestido, balançou-a e algumas luzes se apagaram, deixando a rua na escuridão total, sendo apenas a luz da lua que iluminava o local, em frente a uma casa em Londres, a mulher parou e olhou a casa, havia passado o dia inteiro observando os seres daquela casa, um casal com seu pequeno filho, Narciso, tinha aparentemente a mesma idade do bebê em questão.

- espero que tenha conseguido encontra-lo. – neste momento um barulho ensurdecedor de uma motocicleta veio à tona, logo ele apareceu, os cabelos prateados como a lua presos em um rabo de cavalo deixavam seu olhos mais expressivos, os olhos dourados, detrás dele, na moto, saiu uma mulher, os olhos marejados de lágrimas, e o rosto cheio de caminhos visíveis, devido ao choro desesperado e recente, de lágrimas, manchando seu rosto delicado e doce, e sua alegria... Esvaíra-se naquela noite, mais para ser exata, na noite de 23 de fevereiro de 1994, a mulher derramava lágrimas silenciosas, para não acordar o embrulho que havia em seus braços, o homem também possuía marcas de choro menos visíveis, quem o olhasse acharia que não sofria, porém aquilo lhe doía, outra pessoa apareceu no local, um rapaz muito parecido com o maior, seu olhar frio não deixava que os outros percebessem o sofrimento que sentia, aquela noite seria recordada para sempre, a mulher com seus cabelos negros e bagunçados devido ao coque desfeito recentemente, o mais novo integrante olhou em volta, normalmente acharia aquilo patético, triste por causa de um bebê, um misero bebê, mas um bebê que conseguira sobreviver a um ataque de um dos bruxos mais procurados e poderosos, um bebê que sem querer invocara uma magia poderosíssima para proteger a mãe ao vê-la quase morta, mas acima de tudo, esse bebê era o irmão do mais novo, o homem olhou o bebê e disse.

- ele ficará bem, é sua irmã não é? – a mulher assentiu.

- ela não gosta de magia, ele não conseguirá viver aqui.

- ou se adaptar lá. – pronuncia-se pela primeira vez o mais novo, a primeira mulher suspirou e falou.

- são estranhos, mas acredito que possam cuidar bem dele.

- não os conhece. – fala a mulher mais nova. – por que não podemos ficar com ele? É meu filho!

- sinto muito, mas acho o mesmo que Izayoi, menti ao dizer que cuidariam bem dele, o menino será uma lenda, será conhecido, não haverá uma criança que não saberá seu nome pelo seu feito.

O mais velho sentiu o sangue ferver ao lembrar do que havia ocorrido.

- e ser famoso e nem se lembrar o que fez? E se ele continuar atrás dele? Ele tem certeza de que matou Izayoi, não deixarei meu filho cair nas mãos dele, não outra vez!

- pare! Vai acorda-lo. – a face do homem ficou calma de novo, queria esquecer de uma vez por todas o ocorrido, porém seria totalmente difícil, vendo que o menino era poderoso, o que aconteceu aquela noite? Era mais misterioso COMO do que o O QUE,

O homem tocou nas costas da mulher carinhosamente, ela entendeu e levou o bebê até a porta, colocou dois dedos nos lábios e os beijou em seguida tocando na bochecha do menino.

- adeus meu filho. – uma luz rodeou o menino e este mudou, seus cabelos antes prateados tornaram-se pretos e os olhos antes dourados para violetas, além das orelhinhas peculiares em sua cabeça... que se tornaram normais, a mulher colocou uma carta ao lado do menino e em seguida tocou a campainha e saiu correndo subindo na parte traseira da moto, a outra fez um movimento com a varinha e tornou-se um gato, subiu no murro a observar, as luzes se acenderam, a moto partiu em vôo, o mais novo saiu andando, o homem olhou para a mulher desesperada esperando a porta se abrir, quando se abriu ele finalmente disse.

- vai ficar tudo bem... Izayoi.

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O rapaz de longas madeixas negras andava nas ruas de Londres, não era normal ver um garoto com um cabelo daquele tamanho, alguns pensavam coisa de jovens, afinal o rapaz em questão possuía quatorze anos, o mesmo andava de volta para a casa dos tios, havia comprado o que queria, chegou a casa e guardou o guarda-chuva no local, adentrou mais o local e os encontrou na cozinha, como sempre, Narciso comendo em frente a TV, era um garoto gordo, mimado, vivia atormentando o nosso rapaz, suspirou, perto de Narciso havia... Sim, mais um quebrado para a coleção dele, a mais nova câmera de vídeo do menino quebrada, assim como a bicicleta, e todos os outros brinquedos que o menino ganhara antecipadamente dos tios, o porquê? Era obvio, era aniversario dele.

- Inuyasha? É você? É bom que seja mocinho já esta tarde e preciso dessas trufas. – rapaz concordou, imagino que tenha esquecido de mencionar que o nome do rapaz em questão como o estamos tratando seja Inuyasha, ao menos era o nome que havia na carta que tinha junto ao menino, haviam se passado quatorze anos desde que ele havia sido deixado na porta dos tios, entrou na cozinha e encontrou Violeta preparando os brigadeiros, a menina sorriu, era a filha mais nova do casal , a única que tratava inuyasha como um alguém, e sempre que o fazia na frente dos pais eles brigavam com ela.

- trouxe as trufas certas? – ela deu uma olhada e falou. – ainda bem, tenho que terminar o bolo do Narcisinho até à hora da festa.

O garoto suspirou, essa mulher do bolo era sua tia, irmã de sua mãe, mãe de Narciso, de qualquer forma, era sua tia Gardênia, sim, nessa família parecia que nome de flores era normal, apesar de a flor ser bonita, sua tia não passava de uma mulher de pescoço e olho grande para a vida dos outros, magra e mais alta que o próprio marido, Inuyasha achava que o seu tio era o único a ter um nome mais ou menos normal daquela casa, já que o seu não era o mais normal possível, seu tio se chamava Robert, era um homem baixo e gordo, com uma barba que ele penteava toda a hora e usava peruca, inuyasha lembrava-se que um dia havia pegado a peruca do tio e colocado na panela de carne, ficara um mês de castigo, mas o tio tivera que usar a peruca fedendo a carne durando um mês também, então, ele achou que valera a pena, outra coisa sobre seu tio, era um pão duro de primeira, dinheiro para a família somente para o filho Narciso e dificilmente para outra coisa, a não ser comida, já que o homem comia feito um elefante, riu um pouco, Inuyasha possuía uma marca nos ombros, que iam desde a palma da mão até o ombro direito, o desenho era de um dragão, o desenho era negro, porém certas vezes ele tivera a impressão de vê-lo vermelho, porém duvidava e pensava que estava ficando louco, o que não era muito difícil morando com uma família dessas.

- o que ainda faz parado garoto? Venha me ajudar nisso aqui. — o garoto revirou os olhos e assentiu indo até a tia e mexendo a calda de chocolate, lhe dera uma vontade louca de provar, mas se alguém o visse estaria ferrado, quando a tia Gardênia e Violeta saíram, ele pegou uma colher e colocou nela um pouco da calda e em seguida comeu.

- se alguém te pegar comendo isso você vai ficar encrencado Inuyasha. – o rapaz se virou e encontrou Violeta, a menina era uma que quase sempre lhe livrava das suas encrencas.

- eu já estou acostumado. – ele se encostou na mesa mas acabou por quase derrubar alguns pratos porém conseguiu pega-los a tempo e ela riu,e é claro, por quem ele possuía uma queda, mas quem nunca tivesse sentido algo por violeta seria louco, a menina puxara a família da mãe, porém não para a mesma, possuía olhos castanhos expressivos e madeixas douradas que a faziam parecer um anjo quando o sol lhe tocava, a menina falou.

- tudo bem, eu não vou contar mas. – ela ficou de lado e apontou para a própria bochecha, ele sorriu e lhe deu um beijo na bochecha, a menina sorriu e falou.

- a panela. – ele assentiu e olhou para o lado e foi mexê-la, sorriu na outra sala uma garota sorria, não podia negar, ela sentia algo muito forte pelo rapaz, seu primo, porém o único que a entendia, ele sempre fora engraçado, e fazia qualquer um rir, gostava de cantar, tocava violão e guitarra, além de andar de skate, e tudo que ele fazia e tinha era com o próprio dinheiro, já que ele trabalhava em uma mercearia meio-período, os tios só lhe davam casa e é claro, escola, já que o que ele ganhava na pequena mercearia não era muito, o menino era quem cuidava de algumas coisas, a tia lhe mandava geralmente fazer pequenos trabalhos na casa.

- o que deu nela? – perguntou o menino.

- cale a boca narciso. – ela se levantou e foi para o quarto, hoje seria um dia longo.

Notas finais
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