Algo que se puede empezar.

51 Tão certo que parece sonho.


Notas iniciais
Estamos evoluindo aqui hã? estou demorando menos para postar. Enfim, quero agradecer ao carinho, aos comentários e as recomendações, leio todas com um carinho imenso e um sorriso gigantesco. Enfim, estamos caminhando para a reta final... Muitas águas ainda vão rolar. Enfim, espero que gostem.

Dois meses se passaram voando, eu completaria nove meses de gestação ainda essa semana, o casamento já estava pronto, e o dia se aproximava cada vez mais. Minha ansiedade estava a mil, e eu tinha que fazer diversas atividades por dia para me distrair, o que deixava León irritado, já que segundo ele eu deveria estar me poupando. No momento eu estava no estúdio ajudando o pessoal com a apresentação que teria daqui a algumas semanas.

–Vamos lá gente, falta pouco. –Eu disse vendo que eles estavam cansados de tanto ensaiar.

–Professora, eu estou morto. –Um dos alunos reclamou e se jogou no chão.

–Gente, vocês querem que isso dê certo? Estamos a tão poucos passos do show. –Eu disse e ouvi a porta atrás de mim ser aberta.

–A tão poucos passos do show, e a poucos passos de me deixar maluco também. O que foi que eu te pedi? –León entrou na sala com aquela típica expressão de quem queria me matar.

–Hum, para não vir trabalhar. –Eu respondi sorrindo.

–Sorrir assim não vai te adiantar. –Ele disse rindo e me abraçou. –Estou indo buscar a Elena no colégio, vem comigo.

–Amor. –Eu reclamei.

–É professora, vai com ele. Eu tenho até medo de qualquer dia desses o bebê nascer aqui. –Uma das meninas disse e toda a turma riu.

–Tudo bem então. –Sorri e o acompanhei. Caminhamos de mãos dadas até o carro e entramos nele seguindo para a escola de Elena.

–Vai ficar aqui no carro ou quer vir comigo? –Ele perguntou assim que estacionou na frente do colégio.

–Vou com você. –Sorri e sai do carro.

Caminhamos até a portaria e avistamos Elena sentada em um dos bancos junto com uma professora que tinha uma caixa de primeiros socorros na mão e tentava convencê-la de algo. Andei um pouco mais rápido até ela e senti León ao meu encalço.

–O que houve? –Perguntei um tanto desesperada.

–Mamá, eu cai e machuquei. –Elena disse começando a chorar.

–Amor. –Léon disse e se abaixou na frente dela.

–Papai, tá doendo. –Ela choramingou alto.

–Ela caiu no parquinho, estou tentando limpar, mas ela não deixa. –A professora que a acompanhava explicou.

–Amor, deixa o papai ver? Prometo para você que não vai doer. –León disse e secou as lágrimas que escorriam pelo rosto dela.

–Tá. –Elena disse e sorriu fraco para o pai.

–Papai promete para você que não vai doer nem um pouquinho, e se doer você pode brigar comigo. –Brincou ele e pegou um algodão com o remédio e passou sobre o machucado. Não tinha sido nada muito grave, machucado de criança, mas Elena sempre foi muito dramática para essas coisas, lembrava até um pouco a mim quando era criança. Depois de limpo e desinfetado León colocou um band-aid das princesas sobre o ferimento e sorriu para Elena.

–Passou Bebita? –Perguntei.

–Mamá, tá doendo muito ainda, você tem que dar um beijinho aqui se não eu nunca mais vou parar de sentir dor. –Ela explicou e me encarou, ri com aquilo.

–Quer dizer que o que passa é o beijinho da mamá? Então vamos resolver isso. –León disse e pegou Elena no colo, ele a segurou de forma que eu pudesse alcançar o joelho dela sem me abaixar, coisa que seria impossível pelo tamanho da minha barriga. Dei um beijo do lado do curativo cor de rosa e a encarei.

–Passou? –Perguntei.

–Sim. –Ela respondeu sorrindo e encarou o joelho, ela ainda soluçava um pouco devido ao escândalo que ela deve ter feito quando caiu. León voltou a segurá-la direito e me deu um beijo na testa.

–Obrigada viu, e desculpe o trabalho. –Eu disse encarando a professora.

–Que isso, crianças sempre caem. –Ela disse.

–Bom, obrigado de qualquer forma. Vamos? –Ele perguntou me encarando.

–Sim. –Eu disse e nós saímos de lá.

–Princesa, quer tomar sorvete? –León perguntou para Elena.

–Não. –Ela disse baixo e com a cabeça deitada no ombro de León.

–Tem certeza filha? –Indaguei preocupada, Elena nunca recusava comida, sorvete então.

–Não quero mamá. –Ela respondeu novamente.

–Quer ir ver o vovô então? –Sugeri.

–Não. –Ela tornou a negar. Encarei León preocupada e ele suspirou e voltou a caminhar até o carro. Chegamos e ele a colocou na cadeirinha e levou as mãos a testa dela, as vezes eu me surpreendia com o pai excelente que León era, e eu me perguntava se era possível amá-lo cada dia mais. Ele a prendeu devidamente na cadeirinha e fechou a porta.

–Acho que ela só está sentida porque caiu. –Ele disse e me encarou.

–Não sei. –Respondi.

–Fica tranquila. –Ele disse e me abraçou delicadamente. –Garotão tá na hora de sair daí, to sentindo falta de abraçar meu anjo com força. –Ele disse e sorriu.

–Ele vai sair em poucos dias, estou até com medo. –Confessei.

–Nem parece que a senhorita já tem uma filha. –Ele riu.

–É, mas a dor chega a ser delirante. –Eu disse.

–Vou estar contigo até o final. –Ele sussurrou no meu ouvido e abriu a porta para eu entrar. –Coloca o cinto. –Ordenou e deu a volta no carro.

–Okay pai. –Eu disse e entrei colocando o cinto.

–Já te disse o que eu faço que seu pai nunca faria. –León disse e gargalhou.

–Deixa de ser assim homem. –Eu disse e acompanhei a gargalhada dele.

–Eu quero ver o Damien. –Elena se pronunciou.

–Eu também princesinha. –León disse e a encarou.

–Eu acho que ele vai nascer no sábado. –Ela disse pensativa.

–Minha vida, sábado papai e mamãe vão se casar, ele não pode nascer nesse dia. –Ele explicou.

–Mas ele vai. –Ela disse e deu de ombros.

–Devo temer? –Eu perguntei rindo.

–Bom, a gente leva a bolsa dele. –León disse e riu. –Mas, tem uma princesa que vai ficar mais velha.

–Pai... eu ainda vou ser o seu bebê? –Elena indagou curiosa.

–Claro... Vai ser para sempre o meu bebê. –Ele disse e Elena comemorou.

–Não sei se vai achar isso tão legal quando tiver quinze anos. –Eu disse e ri.

–Vai sim né amor, ainda mais quando eu chegar na frente do seu namoradinho e te chamar de bebezinha linda do papai, princesinha da minha vida. –Ele disse e Elena nos encarou sem entender.

–Filha, seu papai está doido. –Eu ri.

–Papai tá doido. –Elena repetiu e gargalhou.

–Aé? Acho que as duas mulheres da minha vida estão merecendo muitas cosquinhas. Quando a gente chegar em casa eu resolvo. –Ele disse e colocou o cinto ligando o carro em seguida.

–Mulheres da sua vida. –Elena repetiu o que o pai disse e riu. –Eu gosto disso.

–E eu também. –Concordei.

–Amo vocês. –Ele disse e sorriu e nós saímos de lá em direção a nossa casa.

Notas finais
Comentários e críticas são bem vindos. Beijos.