Algo que se puede empezar.
13 Parece que o mundo está conspirando contra mim.
Notas iniciais
Uma hora e meia se passou desde que Miguel entrou com Elena, eu não sabia de nada da minha filha, isso estava me desesperando.
–Querida, vamos até a lanchonete? -Meu pai disse atencioso.
–Não quero, vou ficar aqui. -Eu disse e meu telefone tocou.
Ligação On.
–Violetta, estou saindo daqui, em 15 minutos devo estar passando ai para pegar vocês. -Era León.
–León, eu estou no hospital. -Eu disse.
–O que aconteceu? Você está bem? -Ele perguntou nervoso.
–Eu estou, a Elena que está mal. -Eu disse.
–E o que ela tem? -Ele perguntou.
–Eu não sei, eles levaram ela e eu ainda não sei de nada. -Disse começando a chorar.
–Hey, me espera que eu estou indo para ai ok. Se acalma. -Ele disse e desligou.
Em menos de 15 minutos León entrava pela porta do hospital.
–Hey. -Ele disse me abraçando.
–O que houve? -Ouvi ele perguntando ao meu pai.
–Ela começou a passar mal, disse que estava om muitas dores na barriga, depois começou a chorar e nós corremos para cá. -Meu pai respondeu.
–Nenhuma notícia ainda? -León perguntou.
–Nada, essa espera é agoniante. — Meu pai disse suspirando no final.
–E ela? — Ouvi León perguntar mais baixo, e me apertar um pouco mais forte.
–Está desse jeito ai, tentei levá-la até a lanchonete, mas ela preferiu ficar. -Meu pai disse e senti ele passar a mão por meus cabelos.
–Vamos lá Vilu? -Ele disse.
–Não quero, vou esperar o médico com notícias da minha filha. -Disse me soltando de seu abraço e me sentando em uma das cadeiras..
Mais meia hora e nada, eu já andava de um lado para o outro, já tinha sentado, levantado, ido ao banheiro, voltado, sentado de novo, levantado e nada de notícias.
–Vilu, você ficar andando de um lado para o outro não vai apressar as coisas, relaxa ok. -Léon disse sorrindo para mim.
–É essa falta de notícias Léon, me mata. -Eu disse me sentando ao lado dele.
–Logo, logo vamos ficar sabendo de algo tudo bem. -Ele disse e me puxou me abraçando de lado.
Um tempo depois, vi o Doutor Miguel vir em nossa direção.
–Então Doutor. -Perguntei nervosa.
–Bom, ela está dormindo agora, demos um remédio e a dor passou. Estamos esperando o resultado do último exame sair para eu ter certeza do diagnóstico. -Ele disse sério.
–O que ela tem doutor, é grave? -Eu perguntei desesperada.
–Olha Violetta, ao que tudo indica Elena tem uma Hepatite Aguda. -Ele disse.
–O que? -Só podia ser brincadeira.
–Sim, os sintomas que ela apresentou nos levam a crer que seja isso, estamos fazendo os últimos testes para confirmar. -Ele disse.
–E tem cura? -Perguntei. a
–Sim, felizmente é uma doença que tem cura. Mas teremos que analisar o grau em que ela se encontra, no pior dos casos precisaremos fazer um transplante de fígado. -Ele disse.
–E, quando poderemos vê-la. -Eu perguntei.
–Em breve. -Ele respondeu.
–Doutor, como ela adquiriu essa doença, pelo que eu saiba não é muito comum em crianças. -León disse.
–O vírus da hepatite pode ser transmitido através da saliva, se Elena frequentava a escolinha e bebeu no copo, ou compartilhou da mesma colher de alguma criança que estava infectada ela pode ter pegado assim. -O doutor respondeu.
–Entendi. -Léon disse.
–Bom, o jeito é esperar, os exames estão ficando prontos, e assim que eu souber direitinho, inclusive a providência a ser tomado eu aviso a vocês. -O doutor disse e se retirou.
–Eu não acredito. -Eu disse me sentando novamente.
–Calma Violetta, não vai adiantar você se desesperar agora, as vezes o tratamento vai ajudar ela. -León disse segurando minhas mãos.
–E se não, e se for mais grave? León, parece que o mundo está conspirando contra mim, foi a Angie, agora a Elena. -Eu disse.
–Eu queria muito poder te dizer que isso é só um sonho ruim, e que quando você acordar vai estar tudo bem. -Ele disse me abraçando.
–Eu não sei se posso aguentar. -Eu disse chorando.
–Hey, você é uma das pessoas mais fortes que eu conheço, passou por tanta coisa e está aqui, vai superar isso também. E e outra, você não precisa carregar todo esse peso sozinha, eu estou aqui, como sempre foi, e como sempre será. -Ele disse, é eu precisava mesmo dele.
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