Algo que se puede empezar.
37 Fugir ou não fugir. Eis a questão.
Notas iniciais
Quatro meses haviam se passado desde que Angie acordou do coma, ela já estava em casa e voltou a ter sua vida normal, menos no Studio já que ela disse que queria ter mais tempo para ela. Eu já estava no quinto mês de gravidez e minha barriga já estava mais do que aparente.
–Amor, que tal irmos a uma pizzaria? –León perguntou.
–Estou com vontade de comer lasanha. –Eu disse.
–Vamos a um rodízio de massas então. –Ele disse.
–Podemos ir. –Eu respondi.
–O que você tem? Está esquisita. –Ele disse.
–Eu sei, eu estou ficando gorda, eu vou virar uma baleia e você não vai me querer mais. –Eu disse.
–O que? Violetta esses hormônios estão te deixando um saco. –Ele disse.
–Além de gorda eu estou chata. –Eu disse. Eu realmente estava um porre, mas os hormônios me deixavam louca, todo dia eu encontrava um defeito diferente em mim.
–Claro que não, você está linda, mas linda do que nunca se quer saber está com um brilho diferente. –Ele disse e me puxou para sentar no colo dele.
–Como você me aguenta? –Perguntei.
–Eu te amo te amo muito, e sou eternamente grato a você por ter me dado meus dois maiores presentes. Sei o quanto é difícil carregar um bebê, sei que você fica em contradição com o seu corpo, mas acredite em mim, todos veem a mesma coisa que eu, você está maravilhosa. –Ele disse e me abraçou.
–Eu te amo sabia, e eu realmente não sei o que seria de mim sem você. –Eu disse.
–Você seria menos mimada, você e Elena. –Ele disse.
–O aniversário dela está chegando. –Eu disse.
–Sim, eu sei. O que acha de um presentão maravilhoso como uma viagem para a Disney? –Ele perguntou animado.
–Eu acho perfeito, Elena sempre quis ir a Disney, o problema é que eu não vou aproveitar nada amor. –Eu disse.
–É verdade, com esse barrigão acho que nem no carrossel você pode ir. –Ele disse e beijou minha barriga.
–Mas você pode ir com ela se quiser, e vocês podem aproveitar juntos, como um dia de pai e filha. –Eu sugeri.
–E deixar minha mulher aqui? De jeito nenhum, eu acho que podemos esperar você ter o meu filhão e ele fazer um aninho. –Ele disse.
–Está bem, você é maravilhoso e segundo que a gente não sabe se vai ser menino. –Eu disse.
–Claro que vai, eu já me informei. –Ele disse e gargalhou.
–Aé, e como? –Perguntei.
–Tenho os meus contatos. –Ele disse sério e eu gargalhei.
–Quero que seja uma menininha. –Eu disse.
–Outra? Vilu, a nossa menininha equivale a umas cinco, acho que podemos mudar um pouco. –Ele disse.
–Verdade né, ela está demais. Tenho até medo das perguntas que ela me faz Léon. –Eu disse.
–Pois é, outro dia ela me perguntou o que eu você fazíamos quando trancávamos a porta. Como se responde isso? –Ele disse.
–Eu tenho medo de ela perguntar isso à outra pessoa que não tenha a mínima noção de nada. –Eu disse.
–Bom, temos que ficar de olho. Por isso que eu não quero outra menina, Elena já me da trabalho o suficiente. Acredita que ela disse que ia trazer o namorado aqui em casa? –Ele disse e eu gargalhei, mas muito mesmo. Elena estava bem esperta, as perguntas antigas foram substituídas por novas e complexas, que muitas vezes nos deixavam sem saber o que responder. León tinha vendido o apartamento antigo e comprou um novo com três quartos, ele disse que precisava levar eu e Elena para morar com ele porque ele queria ser uma família normal. A casa já estava decorada do nosso jeitinho e Elena tinha amado o quarto dela, o único cômodo que ainda estava sem definição era o do bebê, o berço e o guarda roupa já estavam lá, mas decoração e cor ainda não tinha nada, a ultrassonografia que nos informaria sobre o sexo do nosso bebê estava marcada para essa semana e eu estava super empolgada.
–Que dia é a sua consulta? –Ele me perguntou.
–É na quinta-feira, você vem comigo né? –Eu disse.
–Claro, vou com você só para comemorar quando o médico disser que é um menininho. –Ele disse.
–E se for uma menininha você vai ter que me compensar. –Eu disse.
–Você pode escolher o lugar, porque eu sei direitinho como te compensar. –Ele disse e riu.
–Você é um tarado Vargas. –Eu disse.
–Sim, e você futura senhora Vargas, não fica atrás. –Ele disse e eu me levantei de seu colo, não me entendam mal, mas eu tinha medo daquele assunto de casamento, sério, ele sempre tentava tocar no assunto, sempre tentava me dizer que ele estava preparando isso, mas eu sempre fugia.
–Vou comer alguma coisa. –Eu disse.
–Eu estou cansando sabia, porque tem tanto medo de ouvir o que eu tenho para te dizer sobre esse assunto? –Ele perguntou vindo atrás de mim.
–Não sei do que está falando. –Eu disse.
–De casamento Violetta, você sabe que mais cedo ou mais tarde vai acontecer, e se continuar fugindo vou te pedir em casamento no meio da rua. –Ele disse sério.
–Você não faria isso. –Eu disse o encarando.
–Sim, eu faria. –Ele respondeu rindo.
–Nós teremos tempo para conversar sobre isso. –Eu disse e fui até a geladeira.
–Eu espero que sim, se continuar fugindo vou te trancar no quarto. –Ele disse e me abraçou por trás beijando o meu pescoço.
–Acho que devemos buscar a Elena. –Eu disse de olhos fechados sentindo os beijos dele.
–Acho que devemos aproveitar que ela não está, porque eu sinceramente não sei o que responder quando ela pergunta o que a gente faz lá dentro. –Ele disse.
–Você é um tarado. –Eu disse.
–E você é linda. –Ele respondeu.
–Chato.
–Maravilhosa.
–Idiota.
–Perfeita.
–Insistente.
–Minha.
–Parecemos duas crianças. –Eu comentei.
–Sim, crianças que fazem crianças. –Ele disse e eu ri.
–Sério amor, está na hora de buscar a pequena. –Eu disse.
–Sim, eu sei. Vamos? –Ele disse.
–Sim, vamos. –Eu respondi e nós fomos até o carro dele.
Chegando a porta do colégio de Elena, tivemos que esperar uns minutos até que as crianças fossem liberadas. As mães solteiras estavam em maior número por ali, sabia disso porque elas faziam questão de olhar León e fazer fofoquinha umas com as outras.
–Para de ser gostoso. –Eu disse.
–Uau, que coisa mais linda esse elogio. –Ele disse me abraçando por trás.
–Todas as mães solteiras ficam te olhando e desejando você nu na cama delas. –Eu disse.
–E você pode concluir isso por quê? –Ele perguntou.
–Porque não param de te olhar, e dar risadinhas nojentas e ficarem de segredinhos. –Eu disse.
–Está com ciúmes? –Ele perguntou, mas não daquela forma como quem quer se achar, perguntou como se quisesse se certificar de que era isso mesmo.
–Sim, eu estou. Você é meu. –Eu disse.
–Sim, eu sou seu. –Ele respondeu e me deu um beijo no rosto.
–Pois então diga isso a elas. –Eu disse.
–Eu posso mostrar. –Ele disse e me virou de frente para ele, eu achei que ele fosse me agarrar e depois começar a fazer a dança do acasalamento ali, mas ele simplesmente se abaixou na minha frente e me beijou a barriga e depois se pôs de pé de novo e me deu um selinho.
–O que foi isso? –Perguntei.
–Sou seu, você tem uma filha comigo e espera um filho meu, nem que quisessem me tirariam de você. –Ele disse e me abraçou.
–Aqueles são os meus papais, minha mamá está grávida, tem que ver o tamanho da barriga dela. –Ouvimos a voz de Elena e logo avistamos ela vindo acompanhada de uma menina e um menino.
–Oi princesa. –León disse a pegando no colo.
–Oi papai. Essa é Lua, e esse é o Pedro, eles são meus melhores amigos. –Elena disse apontando para as crianças.
–Oi Lua, oi Pedro meu nome é Violetta. –Eu disse e Pedro deu um sorrisinho sem graça.
–Oi tia, você é linda. –Lua disse, ela era uma graça, tinha os cabelos loiros e os olhos azuis como o mar.
–Obrigada minha linda, e você é uma princesa. –Eu disse e ela sorriu, olhei para Pedro que parecia um pouco tímido.
–Ele está com vergonha porque ele disse que te achava linda e que ia te pedir em casamento. –Elena disse e riu.
–Ih, você também acha ela linda? –León perguntou.
–Sim. –O menino respondeu baixinho.
–Vou te contar um segredo. Eu também acho. Shh. –León disse baixo e depois fez sinal para que aquilo fosse um segredo.
–Você também é lindo. –Eu disse e dei um beijo na bochecha dele, que ficou vermelho.
–Ele ficou com vergonha. –Lua disse. Logo as crianças foram chamadas por seus pais e foram embora.
–Sabe, eu queria que meu irmãozinho ou irmãzinha já tivesse nascido. –Elena disse.
–Por quê? –Perguntei.
–Porque eu queria levar ele no parque. –Ela disse.
–Quando ele ou ela crescer um pouquinho, você vai poder levar. –Eu disse.
–EBAAA. –Ela comemorou.
–Agora o papai leva você. Porque você é a minha princesa. –León disse e saiu andando na frente com Elena, eu não queria viver sem isso nunca mais.
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