Algo que se puede empezar.
10 Eu realmente estou decepcionado.
Notas iniciais
A missão passar por aquele bando de gente louca quase falhou, mas eu consegui, quando eu cheguei no meio daquela rodinha vi Violetta e Francesca dançando sozinhas completamente bêbadas, Francesca tinha tirado o cardigã que usava e o estava rodando para o alto, e Violetta ameaçava abrir o fecho lateral do vestido.
–Maxi, vai chamar o Diego. -Eu disse enquanto tentava chegar até elas.
Eu estava com raiva, muita raiva, o que deu na cabeça dela para fazer isso, só pode estar louca.
–Violetta saia dai agora, olha o papelão que você está fazendo. -Eu disse quando consegui me aproximar dela o suficiente já que um cara grandão que assistia ao showzinho me barrou.
–O que? Não estou te ouvindo León. -Ela gritou e continuou dançando. Diego chegou atrás de mim, e assim que viu o que acontecia cerrou os punhos com força e tentou passar o cara.
–Oh amigo, qual é a graça de estragar o show delas, aproveita você também. -Ele disse.
–Teria muita graça se ela não fosse a minha namorada. -Diego disse alterado.
–O que? Ih amigo, o que você aprontou? Você é o namorado da outra? -Ele perguntou para mim.
–Sim, eu sou o marido, agora, por favor, nos deixe passar. -Eu disse nervoso.
–Tudo bem, eu vou deixar só porque sei como deve estar sendo ruim. -Ele disse e saiu da nossa frente.
–Acabou o show galera, todo mundo circulando. -Diego disse alto fazendo a multidão reclamar e se dispersar.
–O que você estava fazendo Francesca? Ficou louca? -Diego perguntou enquanto segurava o braço de Fran.
–Eu estava me divertido ok. -Ela disse enrolado.
–E você, o que tem na cabeça? Violetta você não é mais uma garotinha, tem uma filha de 4 anos em casa te esperando, imagina que horrível seria para ela te ver assim. -Eu disse segurando também no braço dela.
–Pelo que eu sei, você tem sua namoradinha, então me erra. -Ela disse puxando o braço.
–Acontece que ela não está fazendo esse papelzinho ridículo. -Eu disse.
–Melhor ainda, porque perde seu tempo comigo e meu papelzinho ridículo? Senta lá do ladinho dela e finge que não me conhece, eu não sou mais uma garotinha sei me virar. -Ela disse.
–Acontece, que eu me importo com você, por isso estou impedindo que você faça mais uma burrada. -Eu disse.
–Me esquece Vargas. -Ela disse me dando as costas.
–Sem chances Castillo, se em quatro anos eu não consegui, não vai rolar agora. -Eu disse a puxando pelo braço novamente.
–Eu só quero ir para casa. -Ela disse.
–Tudo bem, eu vou levar você. -Eu disse e fiz ela se apoiar em mim.
–Tudo bem ai León? -Diego perguntou enquanto fazia o mesmo com Francesca.
–Sim, tudo certo. Vou levar ela embora. -Eu disse e segui o meu caminho.
–Onde vai León. -Lara me para no meio do trajeto.
–Levar a Violetta para casa. -Eu disse e continuei andando.
–Por que faz isso? Ela estava fazendo papel de ridícula ali e você ainda vai ajudar. -Ela disse inconformada.
–Sim, eu vou ajudar. Da mesma forma que faria com você se fosse necessário. -Eu disse.
–Dúvido, sua Violetta é especial. -Ela disse debochada.
–Sim, talvez seja mesmo, agora da licença. -Eu disse e ela deu um passo para o lado permitindo que eu passasse. Cheguei ao carro e coloquei Violetta lá dentro.
–Vargas, se importa se eu vomitar no seu carro? -Ela disse rindo.
–Fique a vontade. -Eu sabia que ela não faria.
–Você é muito sem graça, os homens que eu conheci ficariam loucos com isso. -Ela disse.
–Sim, mas eu não sou os homens que você conheceu, devia saber muito bem, fui o seu primeiro Violetta, devia me conhecer muito bem. -Eu disse.
–Primeiro que me abandonou na primeira oportunidade e foi ficar com a sonsa da Lara, nem quis saber o que tinha acontecido depois. -Ela disse séria.
–E o que aconteceu depois Violetta? -Perguntei enquanto uma hipótese passava pela minha cabeça, não, não podia ser.
–Não é da sua conta. -Ela respondeu.
–Se foi depois de eu ter feito amor com você, sim, é da minha conta. -Eu disse.
–Que amor em, belo amor. -Ela disse me olhando debochada.
–Do que você está reclamando, foi embora sem dizer porque e ainda deu pro primeiro que apareceu, engravidou e o idiota nem assumir a filha teve coragem. -Eu gritei dessa vez.
–Acontece Vargas, que você foi o único homem da minha vida. -Ela gritou de volta.
–Espera, se eu fui o único, então a Elena ela é... -Eu não pude concluir o meu pensamento.
–Não, ela não é sua filha. -Ela gritou.
–Quem é o pai da Elena, Violetta? -Perguntei sério.
–Ela não tem pai, ela é minha filha. -Respondeu chorando.
–Violetta, você foi embora sem me contar que você estava grávida? -Perguntei.
–Ela. não. é. a sua. filha. -Disse pausadamente e me encarou.
–Então a minha teoria sobre você ter dado para qualquer um é verdade. -Eu disse, minhas mãos tremiam muito e eu suava frio.
–Pense o que quiser. Eu sou a garotinha idiota e indefesa que você largou depois de ter tirado a virgindade. -Ela disse e depois abriu a porta do carro e vomitando tudo, o que ela bebeu.
–Hey, calma. -Eu disse segurando o cabelo dela.
–Me leva pra casa. -Ela disse depois que se recuperou. Entrei no carro e então parti.
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