Algo que se puede empezar.

6 Eu preciso de você Angie.


Notas iniciais
Mais um para vocês ((: Espero que gostem. Obrigada Juju Stoessel e Leticia Lawrence Hutcherson (Nome chique em moça) Pelo carinho de vocês... Amo muito ((:

Eu tive uma noite bem difícil, pesadelos me rondaram durante horas, Elena parecia inquieta não parou de se mexer um segundo já era seis horas da manhã quando consegui dormir um pouco.

–Mamá, vovô disse para você levantar que nós vamos visitar a vovó. -Elena dizia passando suas pequenas mãozinhas por meu rosto.

–Eu já vou bebita. -Disse e me levantei indo em direção ao banheiro.

Eu estava com um péssimo pressentimento sobre o dia de hoje, depois de um banho nem tão demorado desci, encontrei Elena e meu pai assistindo desenhos na sala, e Olga na cozinha.

–Bom dia pequinininha, como passou a noite? -Olga perguntou.

–Pior impossível. -Eu disse deitando minha cabeça sobre a mesa.

–Oh querida, está preocupada com o dia de hoje, vai ver, tudo vai ficar bem. -Ela disse me dando um beijo na testa.

–Eu espero que sim Olguinha. -Eu disse.

Elena tomou o café, mas eu e meu pai não conseguimos, parecia ter uma pedra no meu estômago.

–Vamos Vilu, o horário de visitas começa logo. -Meu pai disse e então fomos ao hospital.

Eu odiava aquele lugar com todas as minhas forças, só de pensar no quanto as pessoas sofriam ali me dava medo, assim que chegamos o médico disse que poderíamos entrar para vê-la. Ver Angie tão sem vida naquela cama me deixou com náuseas, ela que sempre foi tão cheia de vida, me doía o coração.

–Oi vovó, eu estou com soudade de você, o vovô disse que você tá dodói, e vovó eu vou pedir ao Papai do céu que ele cuide de você e que faça você ficar boa logo, porque eu sinto sua falta tá bem? Eu amo você vovó. -Preciso nem dizer que isso acabou comigo né, ver a sensibilidade e a forma como Elena entendia o que estava acontecendo me fazia pensar o quanto ela sentia com isso tudo, ela só tem 4 aninhos, mas sempre foi muito esperta não quero que ela sofra, eu preciso ver ela bem.

–Querida, vou deixar você um pouco sozinha com a Angie está bem? -Meu pai disse e se retirou do quarto com Elena.

–Oi Angie, eu estou bem, gostaria que você estivesse também, eu sinto sua falta sabe. Eu não estou brincando, preciso de você Angie, eu não posso sozinha, por favor, eu sei que pode me ouvir, escute isso está doendo aqui dentro, ver você assim, preciso de você me dizendo que vai ficar tudo bem. Eu preciso da sua segurança, do seu carinho, do seu colo, eu estou perdida, eu ainda amo o León, Angie, e parece que muito mais do que eu amava antes e eu juro que eu não quero isso, me diz o que eu faço, por favor Angie, volta, eu preciso de você Angie. -As lágrimas já rolavam livremente pelo meu rosto, eu soluçava muito e eu estava ficando tonta, eu preciso muito dela.

–Senhorita, o horário de visitas terminou, precisa se retirar. -Uma enfermeira me disse quando entrou no quarto. Sai de lá ainda chorando muito, meu pai e Elena deviam estar na lanchonete do hospital, mas eu não podia ir assim, minha filha não podia me ver assim. Caminhei de cabeça baixa pelos corredores sem fim daquele hospital, eu tinha que me acalmar, lembro-me bem de como Elena ficava quando me via chorando, eu procurava o banheiro quando esbarrei em alguém.

–Ai, me desculpa. -Eu disse vendo a figura alta e loira com um jaleco branco parada na minha frente.

–Tudo bem? Você me parece meio perdida. -Ele disse.

–Eu estou procurando o banheiro. -Eu disse.

–Meu nome é Miguel, sou médico da ala de pediatria do hospital. Você precisa de alguma coisa, não parece bem. -Ele disse atencioso.

–Eu estou bem, pode acreditar, meu nome é Violetta. -Disse e estendi minha mão para apertar a dele, que para minha surpresa a pegou e levou até seus lábios depositando um beijo.

–É um prazer conhecer você Violetta, o banheiro é logo ali na frente, precisando de alguma coisa peça para que me chamem ok, fique bem. -Ele disse e então se retirou. Segui até o banheiro e lavei o meu rosto, retoquei um pouco a maquiagem e então fui procurar meu pai. Quando cheguei a porta da lanchonete ouvi Elena gargalhando e logo em seguida outra gargalhada, que eu reconheceria até mesmo do outro lado do mundo.

Notas finais
Huum, e o médico bonitão eim... kkk' Intrigas, prevejo intrigas. kkk' Me digam o que acharam Besos.