Algo que se puede empezar.
26 Buenos Aires é o seu lar agora.
Notas iniciais
E como tudo tinha um fim, hoje era segunda feira o final de semana maravilhoso que passei com minha família tinha acabado, e hoje era dia de voltar a ativa. E eu tinha muito o que fazer já que semana passada faltei para ficar com Elena e Violetta no hospital. Eu parei para reparar a cena em que eu me encontrava, eu estava deitado em minha cama e Violetta estava deitada no meu peito, eu a abraçava pela cintura e Elena estava no meio de nós dois, eu podia viver anos sem se quer imaginar viver sem essa cena.
–Meu anjo. -Chamei Violetta.
–Bom dia amor. -Ela me respondeu.
–Bom dia, olha eu tenho que trabalhar hoje. -Eu disse.
–Eu sei, e eu tenho que procurar um trabalho. -Ela respondeu.
–Eu sei onde você pode encontrar um, almoça comigo hoje, que eu levo você lá e depois nós vamos ver a escola para Elena. -Eu disse.
–Tudo bem. -Ela respondeu.
Me levantei sem acordar Elena e fui tomar um banho, eu tinha muito o que fazer hoje no escritório, eu tinha me tornado arquiteto. Eu sei meu sonho sempre foi ser um cantor famoso, ou então continuar no motocross, mas naquele tempo era muito fácil pensar assim, depois que eu sai da casa dos meus pais eu percebi que teria que me prender a alguma coisa que me desse uma renda fixa. Quando entrei na faculdade de arquitetura eu não gostava muito, achava um saco de verdade, mas logo me conquistou, e hoje amo minha profissão. Depois que sai do banho fui até o quarto, vi que Violetta tinha voltado a dormir e agora Elena a abraçava. Fui até o armário e peguei minha roupa. Depois fui até a gaveta que ficava do lado da minha cama e peguei um papel e uma caneta, escrevi um bilhete para Violetta e parti, tomaria café na empresa.
León POV off.
Acordei 08:30 da manhã com meu telefone tocando, era uma mensagem do meu pai.
"Querida, tive que fazer uma viagem de última hora para resolver uns negócios da empresa, devo ficar fora uns três dias, dei folga para o Ramalho e para Olga, já que a senhorita me esqueceu e só quer saber do príncipe encantado. Te amo.
Papai"
Eu ri com a mensagem, príncipe encantado. Olhei para o lado e vi que um papel repousava sobre o travesseiro de León e tinha o meu nome.
"Meu anjo. Bom dia, não quis te acordar novamente quando eu sai, me encontre no parque 12:00 para a gente almoçar, e depois nós iremos ver o colégio da Elena... Mas tarde te levo para conhecer o lugar onde você provavelmente vai encontrar um trabalho. Te amo
Seu León"
Príncipe, talvez seja verdade essa história. Levantei e fui tomar um banho, bem demorado por sinal, era a primeira vez desde que eu cheguei em B.A que eu estava sem o León, e eu pude perceber que eu sentia falta dele, quase como uma dependência, eu sei papo de louco, mas era a verdade, pela primeira vez pude pensar sobre o que estava acontecendo, era como um sonho, e eu não gostaria de acordar. Quando terminei e voltei para o quarto Elena já estava acordada e encarava o teto.
–Hey bebita, como dormiu? -Perguntei.
–Bem mamá. Cadê o papai?? -Ela perguntou.
–Ele foi trabalhar, mas nós vamos almoçar com ele. -Eu disse.
–Eba. -Ela comemorou.
–Vamos lá em casa, ai você toma um bainho e troca de roupa para a gente esperar a hora de ver o papai. -Eu disse e ela concordou.
Chamei um taxí e ele nos deixou em casa, apesar de estar de folga Olga deixou comida para a semana inteira, estar sozinha naquela casa me fazia lembrar do passado. Uma curiosidade me atingiu em cheio e eu chamei Elena para subirmos, parei em frente a porta do meu antigo quarto e abri. Para minha surpresa ele continuava intocado, tudo como eu havia deixado.
–Que lindo mamá. -Elena disse.
–Esse era o meu quarto quando eu morava aqui. -Eu disse.
–E eu posso dormir aqui? -Ela perguntou.
–Claro. -Eu disse e ela sorriu.
–Agora vamos tomar banho? E depois a gente pode dar um passeio no shopping. -Eu disse e ela comemorou.
Depois de dar banho na Elena e arrumar ela me arrumei também, coloquei um vestido branco que ia até um pouco antes do joelho, ele tinha a saia rodada, nos pés coloquei uma sapatilha dourada e deixei os cabelos soltos. Depois de tudo pronto fomos para o shopping.
–Mamá a gente pode compar um pesente pala o papai? -Perguntou Elena.
–Ótima ideia. -Eu disse.
–Quelo compar um bem bonito. -Ela disse e nós começamos a andar pelo shopping em busca de um presente para León. Elena viu uma camisa xadrez de botões na frente e sismou que queria comprar para o pai, entramos na loja e acabei concordando com Elena ele ia ficar extremamente charmoso com ela. Andamos mais um pouco e achamos uma cabine de fotos, e eu tive uma ideia genial. Puxei Elena para dentro da cabine e nos tiramos várias fotos, sorrindo, dando língua, fazendo careta.
–Vamos ver como ficou mamá. -Ela disse feliz da vida.
–Sim, vamos ver. -Eu disse pegando as fotos recém reveladas e rimos muito, algumas tinham ficado realmente engraçadas, mas uma tinha ficado realmente muito bonita, estávamos nós duas sorrindo e Elena fazia um coração com as mãos. Decidi dar aquela foto de presente para León junto com a blusa e então nós fomos em busca de um porta retrato. Encontramos um que era preto e tinha escrito "Nosso herói" Elena pediu que comprássemos aquele e assim fizemos.
–A gente podia ir no trabalho do papai fazer uma suplesa. -Elena disse.
–Eu não sei. -Disse.
–Vamos mamá por favor. -Ela disse fazendo biquinho e eu acabei concordando. Fomos caminhando mesmo já que eu me lembrava bem de onde León me disse que trabalhava e não era longe dali, quando chegamos a secretária que tinha cara de cachorra nos encarou debochada.
–Quem são vocês? -Ela perguntou.
–Queremos falar com o León, pode avisar que estamos aqui? -Perguntei.
–Como devo chamá-las? -Ela perguntou com cara de desdém.
–Fala que é a Plincesa Elena. -Elena disse rindo. A secretária olhou para a gente de cara feia e pegou o telefone.
–Senhor Vargas, a Princesa Elena está aqui e quer ver o senhor. -Ela disse e eu escutei a gargalhada gostosa de León do outro lado.
De repente a porta atrás da gente se abriu e León veio em nossa direção.
–Então quer dizer que a princesa Elena veio me visitar? -Ele disse pegando Elena no colo.
–Sim, e nós compamos um pesente pala você. -Elena disse feliz da vida.
–Presente? -Ele disse me olhando.
–Ela que escolheu. -Eu disse.
–Vamos lá dentro. Cris, se me ligarem diz que estou ocupado. -Ele disse e entrelaçou seus dedos no meu me guiando para dentro de sua sala.
–Vê o pesente papai. -Elena disse entregando os dois embrulhos a ele.
–Dois? -Ele disse e abriu o embrulho onde estava a blusa.
–Eu que escolhi. -Elena disse.
–É linda princesa. -Ele disse vestindo, já que estava com uma camisa branca simples e uma calça jeans. Pegou o outro embrulho e abriu.
–Espero que goste desse. -Eu disse rindo.
–Uma foto de vocês. Eu estava mesmo querendo uma para colocar na minha mesa. -Ele disse rindo e colocou o porta retrato em cima de sua mesa.
–Você gostou? -Elena perguntou.
–Eu amei, amei demais. -Ele disse abraçando ela.
–A gente vai almoçar onde? -A pequena perguntou.
–Em um restaurante que eu gosto muito, tem uma comida maravilhosa. -Ele disse sorrindo.
–Mamá me disse que depois vamos ver minha escolinha. -Ela disse feliz.
–Sim, você vai adorar. -Ele disse dando um beijo na bochecha dela.
–Deixa eu pular no seu sofá? -Elena perguntou apontando para o sofá de couro que ele tinha na sala.
–Deixo, só cuidado para não cair. -Ele disse e a colocou no chão.
Se sentou em sua cadeira e me chamou.
–Eu adorei a foto de vocês. Estão lindas. -Ele disse olhando a foto.
–Viu você é o nosso herói. -Eu disse.
–E vocês duas são minha vida. -Ele respondeu e eu o beijei. Me surpreendia cada vez mais com León, ele sem dúvida era o sonho de todas as mulheres, além de carinhoso, e um excelente pai, dizia tudo que qualquer uma gostaria de ouvir, e despertava todos os sentimentos, paixão avassaladora, amor sem medidas, desejo desesperado e a vontade incessante de ser dele para sempre. E eu poderia me acostumar com isso.
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