Algo que se puede empezar.
35 Boas notícias.
Notas iniciais
Uma luz muito forte incomodava os meus olhos, meu corpo todo doía, mas eu me sentia bem, incrível eu sei. Fui abrindo os olhos devagar para me acostumar com aquela luz. Estiquei meu braço e León não estava ali, com o susto acabei abrindo de vez os olhos e percebendo que eu tinha dormido muito mais do que deveria. Eu estava vestida, muito mais vestida do que antes já que o meu vestido se encontrava no meu corpo, não me lembro de tê-lo trazido para o quarto. Me levantei e fui até o banheiro jogar uma água no rosto e depois sai do quarto. No meio do caminho encontrei Miguel.
–Violetta? –Ele disse.
–Miguel. Eu precisava mesmo conversar com você. –Eu disse.
–Não se preocupa, eu sei o que vai falar e não é novidade nenhuma. –Ele disse.
–Sério, eu não quero que você fique com raiva de mim e nunca mais olhe na minha cara. –Eu disse.
–Claro que não Violetta, vou continuar falando com você e te perturbando todo domingo de manhã para a gente correr no parque. –Ele disse e riu.
–Olha é muito mais forte que eu, eu juro que eu não consigo ele é parte de mim. –Eu disse.
–Não precisa se explicar Violetta, eu sei como é se sentir assim, já fui casado e amava muito minha mulher. –Ele disse.
–E por que se separaram? –Eu perguntei.
–Porque não estava mais dando certo. Acabamos nos separando enquanto ainda nos falávamos. –Ele disse.
–Você acha que eu e o León podemos nos separar? Você sabe, a gente briga bastante. –Eu disse com um pouco de medo.
–Vilu, se eu e minha mulher brigássemos como você e o León, estaríamos juntos até hoje. Digo isso porque chegamos a um ponto da relação em que nem olhávamos um na cara do outro, não havia contato dentro de casa, não nos tocávamos, só morávamos sob o mesmo teto. Se tivéssemos brigas como as de vocês com certeza estaríamos juntos, e se eu tivesse o mesmo brilho nos olhos que o León tem quando te vê, nós seriamos muito felizes. –Ele disse.
–Então não me odeia?-Perguntei.
–Muito pelo contrário, te adoro e espero ser padrinho do seu casamento, se não vou ficar ofendido. –Ele disse e riu.
–Eu adoro você também Miguel. Obrigada por tudo. –Eu disse e o abracei. Voltei a caminhar em direção aos fundos da casa, procurava por León e por Elena. Encontrei ela correndo em volta de uma mesa junto com uma menininha, a mesma de hoje mais cedo, e León sentado em uma espreguiçadeira conversando com Maxi e Marco. Fui até eles.
–Vilu. Achei que você ia dormir para o resto da sua vida. –Maxi disse quando me viu.
–Até parece. Você dorme muito mais do que eu Maxi. –Eu disse rindo.
–Isso é verdade. –Ele disse.
–Pois então pare de me caluniar. –Eu disse olhando León, tentando entender o que ele havia dito para os amigos.
–Você está perdoada, mas só porque passou mal. –Ele disse me encarando.
–Ah, claro. Sim, por isso que dormi. E você senhor Maxi, qual é a sua desculpa? –Eu perguntei.
–Eu tenho sono. –Ele disse e eu ri.
–Amiga, pelo amor de Deus, você precisa ver o gato que chegou nessa festa. –Francesca me disse e me virou em direção ao corredor que dava para os fundos da casa.
–Nossa, quem é? –Eu perguntei. Imaginem um cara alto, com os cabelos bem pretos e os olhos verdes com a barba por fazer e uma roupa estilo mendigo arrumado, ele era lindo.
–É um colega meu de trabalho. –Ela respondeu.
–Vem cá, você e o Diego não estão juntos? –Eu perguntei.
–Sim, estamos. –Ela disse.
–Então toma vergonha Francesca, você tem namorado e fica secando o homem dos outros. –Eu disse.
–Ele é de todo mundo querida, o que ele tem de bonito tem de fácil. –Ela disse.
–Não vai me dizer que já pegou? –Eu disse.
–Não. Prefiro o meu moreno. –Ela disse e riu.
–Eu fico aliviada de ouvir você dizendo isso. –Eu disse rindo.
–Eu só falo, mas amo o Diego e seria incapaz de traí-lo, mas eu tenho olhos né, fazer o que. –Ela disse gargalhando.
–Fran. –O moreno disse e abraçou a minha amiga.
–E ai? Que bom que veio. –Ela disse.
–Claro, imagina se não viria. –Ele disse.
–Olha essa aqui é minha amiga Violetta. –Francesca disse.
–Muito prazer Violetta, meu nome é Carlo. –Ele disse.
–O prazer é meu Carlo. –Eu disse e senti alguém se levantar atrás de mim e uma mão se apoiar em minha cintura.
–Olá Carlo, eu sou o León, namorado da Violetta. –León disse e eu tive vontade de rir.
–Oi León, tudo bem? Que sorte imensa você tem. –Carlo disse rindo.
–Sim, uma sorte imensa. –León disse e pegou minha mão me puxando para longe de Carlo.
–Ciúmes? –Perguntei.
–Tenho motivos? –Ele perguntou.
–Eu conversei com o Miguel. –Eu disse.
–E então? –Ele disse me incentivou a falar.
–Ele disse que queria que eu fosse feliz. E disse que sabia o que eu sentia por você, e que queria ser padrinho do nosso casamento. –Eu disse séria.
–Ele é um cara legal, ninguém teria desistido de você tão fácil. –Ele disse.
–Sim, e eu gostaria de continuar sendo amiga dele. –Eu disse.
–Claro. Ele tem caráter, mas não posso dizer o mesmo do amiguinho da Francesca. –Ele disse.
–Eu nem o conheço León, ele é bonito, só isso. –Eu disse.
–Você não o conhece, mas ele está doidinho para te conhecer. –Ele disse.
–Pois e se eu quiser conhecê-lo? Pelo que me lembro, estou solteira. –Eu disse.
–Não por muito tempo. –Ele respondeu.
–Aé, você acha que o lance com o Carlo vai dar certo? –Perguntei.
–Você só da certo comigo Violetta, do contrário vai sempre dar problema. –Ele disse me olhando.
–Acontece, que isso é o que você está dizendo. –Repondi.
–Sim, digo porque é a verdade. Nem em quatro anos sem nem te ver por foto eu consegui te esquecer, nem você a mim. Porque eu passaria minha vida sem você? –Ele disse.
–Vamos voltar a ser o que éramos antes. Eu sinto sua falta. –Eu disse, ele passou os braços pela minha cintura e me deu um abraço apertado.
–E eu a sua. –Ele disse enquanto eu respirava bem fundo o perfume dele.
–Vocês voltaram? –Ouvimos a voz de Elena e a vimos parada com um lindo sorriso no rosto.
–Sim, voltamos. E agora eu prometo que aconteça o que acontecer, eu vou ficar sempre com vocês. –Ele disse pegando Elena no colo.
–Promessa de dedinho papai . –Elena disse e entrelaçou seu dedo mindinho ao de León.
–Eu prometo de todos os jeitos. –Ele disse e me puxou para um abraço também. Ficamos ali por um tempo, abraçados e só, quando o meu telefone tocou.
–Alô. –Atendi estranhando uma ligação de número desconhecido.
–Violetta sou eu seu pai, a Angie, ela acabou de acordar. –Meu pai disse muito rápido.
Fale com o autor