Algo de errado em Fabletown

7 ❝Episódio O7 – Perturbada。


Notas iniciais
gente, eu queria muito agradecer as duas recomendaçoes! Até mudei a capa de felicidade (acho que ta boa não?) Espero que gostem! Reescrevi várias vezes, por isso demoreiq

Until My Last Breath

Estavam ali a minutos, trocando golpes e cortando um ao outro, com garras e machados – Harriet tentava curar sua rosa o mais rápido possível. Ela estava atrás de um enorme pinheiro, sentada junto a raiz. Tinha acabado de conseguir sair do meio dos dois, e só ela sabia como para-los.

A neve começara a cair e agora cobria a superfície do vestido claro de Harry. Uma rosa vermelha que ao mesmo tempo real e falsa pairava entre suas mãos. Uma a uma, as pétalas ne uniam, formando uma linda e formosa rosa vermelha – que a representava.

– O que você quer, Ygg? – Ela ouviu Sammy dizer, ele estava incrivelmente calmo para quem tentava não perder a cabeça. Literalmente – De todas as pessoas, porque a sem graça da Harriet?

Ela gritou um “Ei!” bem alto, fazendo Sam bufar e segurar o riso. No fundo, ela se magoava com essas brincadeiras. Quando ele entenderia os verdadeiros sentimentos dela? Bem, como ele poderia?

Ela mesma não sabia a um tempo atrás.

– O que está dizendo, Harry é única. Agora mesmo, e a todo momento, ela controla todas as vidas daqui.

Sam pareceu hesitar. Agora eles estavam afastados. Ygg começou a se tornar em um homem com a idade mais avançada e coberto de peles de animais caçados por ele. Seu Glamour tinha acabo devido a sua raiva. A raiva queimava o Glamour rapidamente. Aquilo tinha sido tão rápido, tão magico, que Sammy não percebeu quando Woodsman lançou seu machado contra ele, com a sua nova força de verdadeira forma.

Harriet tinha visto tudo aquilo acontecer, porque desde que Sam a havia ofendido ela saiu de seu esconderijo, com a sua rosa inteira; Ela ficou estática. Sam estava pregado em um pinheiro com o machado encantando preso ao seu ombro.

– YGG! – Foi a única coisa que ela conseguiu dizer. Tamanho era seu pavor.

– Preciso que venha comigo, Harry.

O lobo ainda tentava tirar aquela enorme lamina de seu ombro, mas era doloroso demais, e isso fez com que seus olhos ficassem amarelos como em sua forma de lobo – ele tentava desesperadamente conter sua transformação.

Harry correu na direção dele, cautelosa com as suas costas, suas pegadas eram íngremes por conta da velocidade e desespero. Suas mãos foram em direção ao machado, mas era como se houvesse uma barreira invisível; Ela não tinha coragem de tocar. Suas mãos tremias sutilmente, seus olhos buscando a confirmação de Sam.

– Por favor – Ele disse. Seus olhos voltaram a sua cor original. – Eu é que não vou conseguir.

– Oh, eu tiro pra você – Quem tinha dito isso era Ygg. E ele de fato podia. Em sua forma de fabula, o machado encantado era atraído pela simples vontade de Ygg.

Mas isso ia machucar Sammy, não ia?

Chapeuzinho tenta ser mais rápida, mas o desespero a faz diminuir e se transformar em uma linda e adorável garotinha loira com uma capa enorme e vermelha.

Que grande porcaria.

Ela salta o mais alto que pode e puxa o machado com a força que lhe foi concedida pela sua antiga forma. Segundos depois, Ygg começa a atrair o machado e Harry se desequilibra e gira, ficando frente a frente com o lenhador, uns 5 metros de distância. Ela ouviu Sam desabar atrás dela e acaba se assustando. Com o susto, ela afrouxa os dedos e o machado desliza, disparando na direção da cabeça de Ygg, cortando-a fora.

Ouve um grito feminino infantil, e então o lenhador some em um tipo de pó dourado brilhante e de lá emerge uma rosa marrom que parecia ser holográfica. Ela some e uma semente caiu gentilmente sob a neve.

– Harry? – Sam chamou. Sua voz estava cheia de dor e ele não podia conter.

– Ele ficará bem. – Sua voz era fina e gentil agora, embora a travessura sempre estivesse presente.

Bem, não agora. Não agora que seu antigo herói havia sido morto pelas suas mãos. Ela tira os olhos da semente por um instante e os coloca sob Sammy – Ela faz um sinal para que ele espere e vai até a semente.

“Desculpe, amigo” – Ela não diria suas fraquezas em voz alta. Não para Sam, que podia caçoa-la mais tarde, quando isso fosse engraçado ao invés de triste.

Ela pega a semente e coloca em um lugar magico, dentro de sua própria rosa. Depois disso, volta para Sammy para cura-lo e curar sua rosa azul.

– Me deve duas.

[...]

Só havia um lugar no mundo que eles podiam recorrer para detectar o tipo de magia que havia naquela semente – NightFable bar. O dono do estabelecimento reconhecia magia pois sempre teve que lidar com ela.

O único problema, é que o Capitão gancho jamais ajudava quem ele não via como uma pessoa talentosa. E digamos que o xerife e a curadora não tinham nenhuma dessas qualidades; afinal, ele só gostava de cantoria e de histórias.

– Ele jamais vai nos ajudar, Sam.

Harriet estava pequena, pois não tinha glamour consigo, o que faria Hook a olhar feio. Provavelmente. Sam estava com as vestes cortadas na região do ombro, mas fora isso estava bonito como o usual.

Aquele bar noturno era especial. Pensado por Hook – o capitão gancho – para que fábulas e humanos interagissem, ele encantou todo o lugar para que as pessoas encarassem as fábulas com normalidade, mesmo que alguma de repente virasse um porco.

Haviam várias pessoas distribuídas em mesas no estilo rustico, outras em canto alemão, todas bebendo e rindo enquanto algum amigo corajoso subia ao mini palco improvisado, cantando alguma música que o DJ tinha, todas dos anos 90 para baixo.

Gancho estava perto do bar, conversando com o barman. Ele estava incrivelmente bem vestido, com uma manga longa de um terno com o corte perfeito. Um tipo de gravata bufante e branca. Seus cabelos eram tão longos que estavam presos há um rabo de cavalo baixo. Negros como a noite. Negros como a sua rosa. Harry podia vê-la.

Eles se aproximam cuidadosamente, mas são percebidos antes mesmo de pronunciar seu nome. O lugar era iluminado com luzes um tanto alaranjadas, o que deixou Harry meio ruiva.

– Ora, ora, ora – Sua voz era um tanto cruel, mas curiosa ao mesmo tempo. “Coisa de vilão”, pensou Harry – O que traz o xerife Sammuel Wolf e a florista Harriet RedHood ao meu humilde bar?

– Acho que você deve saber dos últimos ocorridos em Fabletown, Hook.

– Pode apostar que sim, e espero que não tragam problemas para o meu bar.

– Precisamos de su-

– Não. – Ele nega imediatamente, virando-se de costas e conversando com algum conhecido.

Sam, que não entendia o porquê de estarem ali, já estava se dispersando e dando em cima de outras mulheres. Harriet olhou ao redor, completamente ruborizada, com raiva de ser ignorada pelos dois – Ainda mais Sam.

Em um gesto de fúria, ela olha para o palco que agora estava desocupada e vai até ele, batendo os pés no chão com força. Ela iria cantar e chamar a atenção de Sammy e Hook com a sua voz de típica fábula.

Ela indica uma música para o DJ, uma que ela ouvira há muito tempo atrás, quando chegou ao mundo real.

Houve um momento em que ela ajeitou o microfone para a sua nova altura: Uma garota de 14 anos. Loira, pequena e bonitinha. Tirou sua capa e deixou os cabelos louros esvoaçarem.

A música começa, e ela começa seu karaokê.

Eu vejo uma casa num lugar tranquilo

Eu me vejo envolvida em um abraço forte

E eu sinto proteção do gênero humano

Ela não é paternal

Mas é uma fantasia, não uma realidade

E não é bom, não é bom para mim, você nem faz ideia

Que eu caminho pelas nuvens

Quando você me olha

Eu me sinto como uma criança

Vulnerável

Eu tremo como uma folha se você chega perto de mim

E você é tudo o que eu vejo

Mas isso não é bom para mim

Você tem uma casa num lugar tranquilo?

E outra pessoa sente seu abraço forte?

Ela está protegida e ela não precisa correr atrás

E você a ama?

Você é um mistério, você é o centro da intriga

Você não é bom, não, não é bom para mim

Você nem faz ideia

Não era apenas por ela ter cantado muito bem, mas também pelo fato de uma voz tão encantadora ter saído da boca de uma criança que todos sorriam e até aplaudiam. Até a moça que estava dando em cima de Sammy estava murmurando um “onw, que fofa!”. Sammy apenas olha em sua direção, incrédulo, maravilhado e até um pouco corado.

Hook aplaudia prazerosamente, depois caminhou até ela no palco e a envolveu com os braços no ombro, conduzindo-a até um canto mais reservado – Sammy logo chegou junto.

– Bem, me convenceu senhorita RedHood. – Ele estende a mão – Farei esse favor em reconhecimento a sua beleza no palco.

Ela entrega a semente nas mãos de Hook, que sorri instantaneamente.

Notas finais
O que acharam da música? E do capitulo, gostaram? Capa? http://www.youtube.com/watch?v=QmnEZCYrAF8&hd=1