Algo de errado em Fabletown
24 ❝Episódio 23 -– Conclusão。
Notas iniciais
João tinha um sério problema desde que chegaram a fabletown — nada de bom acontecera. Ele e Maria basicamente não faziam nada de importante e além disso, tinham um péssimo senso de direção, então estavam sempre perdidos. Essa sequela de conto de fadas fez com que Sammuel Wolf frequentemente tivesse que leva-lo em casa.
Isso era frustrante.
Apesar disso, aquele dia tinha sido diferente. O dia que ele conheceu Jolie Jones.
João e Maria eram donos de uma das melhores lojas de doce de fabletown — e também de qualquer cidade que estivessem em cima, uma vez que fabletown só existia para fábulas. Mesmo sendo popular, só os impopulares e algumas princesas iam lá, a maioria detestava doces por engordar. As fábulas principais sempre acima deles.
E Jolie fora muito atenciosa, mostrando o caminho da casa de João para ele. Tão atenciosa... porque ela estava encantada por ele, tanto quando ele por ela, foi por isso que um dia... ele contou toda a verdade para ela. Que fábulas existiam.
O que João não sabia, era que Jolie era pretenciosa. Uniu os dois pontos rapidamente e criou uma fábula para si. João acabou envolvendo Maria em tudo isso, e no final tantos foram encantados que João não sabia mais o que fazer. Ele meramente tinha amado ela, esperando isso em troca, e mesmo que Jolie o amasse, ela preferia tomar conta de todas as fábulas.
No final, acabara morta.
Seus pais não se surpreenderam, afinal, ela fora sempre tão deslocada na escola e na família. Não falava com ninguém, gostava de ser a superior então sempre se enfiava no quarto para importunar as pessoas pela internet. Não gostava que ninguém lhe desse ordens, e frequentemente encarava tudo sozinha. Essa era a Jolie Jones, a menina de cabelos castanhos e olhos chocolate que nada de amor tinha pela vida.
Era isso que todos sabiam agora, João abrira a boca e parecia que ia explodir se não terminasse todos os detalhes. Sentia-se culpado, e a irmã nada tinha a dizer. Eles foram encantados em um determinado momento, e mesmo assim, todas as bruxas e magos que foram trazidos de volta a realidade conseguiam se lembrar.
— Não acho que algo deveria acontecer a ele. — A voz de Harriet ecoou por todo o conselho de fabletown. — João não merece ir para a cadeia de Fabletown.
— Por quê, minha querida? — Ann, com toda a sua autoridade e aquele mesmo jeito arrasado de falar. Harriet, ele e a fera eram grandes em fabletown.
Haviam algumas poucas pessoas interessadas no caso ali, e como era tarde, Sammy estava rondando a cidade.
— Sei como ele se sente, na ora de distribuir as tarefas, várias das fábulas mais importantes ficaram com tarefas muito melhores e bem reconhecias. Antes de eu ressuscitar mais de uma dúzia de fábulas, todos me atacavam em meu próprio trabalho, apenas pela ganancia.
Muitas princesas foram contrarias naquele dia, mas fora estipulado que todas as fábulas podiam trocar de função, afinal, eles jamais saberiam se morreriam um dia, e também não queriam que alguma coisa ruim acontecesse novamente.
Do lado de fora, onde Harriet iria pegar um ônibus para se aproximar da floresta, ela encontra Sam.
— Baixinha — Seus cabelos habitualmente jogados para trás voavam com o vento. As mãos socadas no bolso, na tentativa de se livrar do velho habito de fumar. Sam provavelmente tinha acabado de terminar sua ronda.
— Como está, Sammy? — Como o habitual, Harry com toda a sua ausência de altura vai até Sammy e se enrosca em seus braços.
— Melhor agora. — Harriet sorri com a resposta. — Como foi?
— Parece que está tudo bem, e além do mais, os insatisfeitos poderão trocar de função. — Ela dá de ombros, não odiava mais seu trabalho.
Sammuel faz um som parecido com “Oh...” coberto de satisfação. Harriet estava distraído observando os olhos azuis de Sammy que nem percebeu quando ele rapidamente a ergue para pega-la no colo. Suas pernas tencionam, e antes que ele pule, Harry tenta dizer “Não é hora p-”. Tarde demais, ele pulara tão alto que parecia que poderiam tocar a lua a qualquer momento. De galho em galho, eles pulavam alto e mais alto, só para ter a sensação de poder alcançar a lua e as estrelas. Os cabelos louros dela se sacudiam com força, não havia uma pessoa nesse mundo que podia para-los agora.
A sensação daquele pequeno peso em seus braços o trazia segurança de alguma forma, mesmo que o próprio ato de segura-la sugerisse que ela era quem deveria se sentir protegida. O ar gélido não os incomodava agora, apenas importava qual seria o próximo galho.
Harriet queria que isso pudesse continuar para sempre, esse suave balanço, o vento, o calor que ele emitia — uma felicidade passageira no momento em que lua crescia para ela. Não. Nada daquilo era passageiro, agora os dois ficariam sempre juntos, e com a nova lei, nada de errado podia acontecer em fabletown.
— Confie em mim!
É isso que Sam diz quando os dois aterrissam em um monte de neve e saem rolando juntos, rindo, sentindo aquele gelo entrando em todos os espaços de pele a amostra. Quando finalmente pararam de girar, Harriet fica por cima de Sam para dar-lhe beijos apaixonados.
— Eu estive pensando, a gente pode ter um animalzinho? Quero chamá-lo de Sploft.
Sammy une o cenho. Só ele sabia o quanto ela queria ser uma boa família para ele, que nunca teve uma. Será que um dia eles poderiam ter filhos? O lobo aperta Harriet com mais força contra si. Podiam se casar naquela igreja do tiozão. Falaria disso com ela mais tarde, pois agora havia um assunto muito importante para resolver.
— E o que vai ser o Sploft? — Ela revira os olhos, impaciente. Provavelmente porque ele havia dito o nome errado.
Bem típico dela, sempre tão... Harriet. Ainda se lembrava das memorias dela, que agora não eram mais dele. De como ela sempre olhara para ele, como sempre corava, como queria se entregar a ele — e agora ele queria fazer isso a ela.
— Um... lobo! — Ela conclui — Ah, e é S-pló-fi-ti!
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