Algo de errado em Fabletown

14 ❝Episódio 14 -– Lua。


Notas iniciais
DEPOIS DE UM LONGO TEMPO! Pessoal, fiquei sem imaginação na hora, mas resolvi assim. Vamos ver o que vocês acham!

❝ Ache nossos olhos antes da lua cheia ❞‏‏

Harriet acorda sozinha em seu quarto, a janela estava aberta e o frio a deixou um pouco congestionada. Porque afinal ela estava ali sozinha? Ela não se lembra como viera para no quarto.

Ela coloca os pés para fora da cama e começa a pensar.

Ontem, ela mostrara para Sam o que era podia fazer – sua nova descoberta. E então, após uma longa conversa, ela lembra de ter se aninhado próximo as costas dele enquanto ele continuava a investigar aqueles jornais.

— Mesquinho! Justo quando eu pensei que ele podia... – Ela faz um bico e sai da cama para se arrumar. — Espera... então ele me trouxe aqui?

Ela começa a saltitar enquanto escova os dentes, o que faz com que ela quase se engasgue. O banheiro era bonito e limpo, com um espelho e um chuveiro brilhantes, a pia lustrosa. Não havia nenhum pertence pessoal ainda.
Sam estava saindo do quarto apenas de calça jeans para ir até a cozinha, onde alguns dos abrigados já haviam preparado o café da manhã. Eles acabaram virando ajudantes, em forma de agradecimento.

Havia bacon e ovos, coisa que fez Sammy muito feliz, ele precisava de carne. Quando ele pensa que sua tarde será calma e longe de conflitos, Harriet desce as escadas e desliza até lá, e o fato é, que em modo de batalha ou quando está muito alegre, várias pétalas de rosa costumam sair da capa dela.

— Bom dia Sam!

— Bom dia nada, olha que horas são! Não me ataque com seu bom humor matinal de mocinho. — Ele se fecha em uma carraca e come a comida silenciosamente, com um suco de laranja para acompanhar.

Harriet suspira, e nesse exato momento, Caine adentra a cozinha e se senta à frente de Sam e Harry.

— Bom dia Harriet — Caine estava bonito, e assustadoramente parecido com Sam agora que eles só usavam jeans.

— ‘Dia — Ela cumprimenta, um pouco desconfortável com ele. Tentou sorrir, mas estava forçado demais.

O resto do café é silencioso, ninguém mais quis falar uma só palavra depois que o clima se quebrou. Harriet saiu antes — já tinha planos para hoje.

Entrou no quarto de Sam, que estava aberto, e descobre que ele já tinha feito um daqueles esquemas de detetives. Haviam fotos de todas as vítimas, inclusive ela, e todas ligadas a um ponto de interrogação.

Sam podia ter seus contatos do gênero feminino nas mãos, mas ela também tinha planos e pessoas com quem poderia contar; afinal, ela mantinha todos vivos.
Ela poderia agilizar o processo, talvez até encontrar o culpado nessa mesma semana. No entanto, ela realmente queria terminar esse caso? E se Sammy voltasse para a sua casa afastada da cidade e eles nunca mais se vissem?

Com esses pensamentos, ela aperta as mãos em um punho e abaixa a cabeça para encarar o carpete do chão. Estava sozinha no quarto, e naquele momento, se sentiu a pessoa mais pequena e mesquinha de todas.

Escutou passos vindos da escada e se apressou a pular pela janela – se fosse Sammy, provavelmente ele ia ficar zangado por ela entrar em seu quarto.
Sammy entrou em seu quarto e imediatamente sentiu o cheiro de Harriet — Aquele cheiro de floresta e rosas. Ela esteve em seu quarto? Nada estava fora do lugar e a janela estava aberta, então ele caminhou até a janela só para ver o ultimo pedaço da capa de Harriet desaparecer em meio as árvores.

— O que essa garota está tentando fazer... — Ele estava na sacada, e seus cabelos castanhos dançavam junto ao vento.

{...}

Harriet não custou muito a chegar na casa de madrasta má, a bruxa de A branca de neve. Branca e Bela conheciam ambas as bruxas, por isso Branca sabia da situação de ambas, já que elas tinham inimigas em comum. A casa estava abandonada a meses, então provavelmente ela estava participando desse mistério.

Parece que simplesmente raptaram ela, porque a casa estava simplesmente largada ás moscas. Revirou de cômodo a cômodo, aquela casa no estilo rustico, típico de fábulas, até encontrar o Espelho.

O quarto em que ele estava era repleto de teias de aranha. A luz não funcionava, já que ela não pagava contas a algum tempo, então ela só podia ver a luz verde que ele irradiava.
O espelho era oval e adornado com um ouro velho, cheio de formas bonitas e enroladas — de lá, uma cabeça sem pescoço, olhos ou dentes saiu. Era pálido e iluminado pela cor verde, e embora não tivesse nenhum resquício de gênero, uma voz masculina disse:

— Harriet RedHood... há quanto tempo. — Sua voz era um sussurro dito em voz alta. Fantasmagórica e um pouco gutural.

— Espelho... por que esteve sozinho por tanto tempo? — Ela fica diante dele, se sentindo um pouco mal por estar sozinha em um momento como esse.

— Acho que sabe a resposta — Sim, ela sabia. A madrasta fora levada — O que deseja?

Harriet apertou as mãos. Ela poderia perguntar qualquer coisa... tinha tantas coisas que queria saber. Podia perguntar sobre Sam, mas... tinha um caso para resolver.

— Você sabe quem está por trás das coisas erradas que aconteceram em Fabletown?

— Informação protegida por magia, Harriet, mas posso dizer que isso significa bruxas envolvidas. — Ele para de se mexer por um segundo — Entretanto, não significa que elas são as culpadas.

— Como eu pensei... acho melhor levar você para Sam. Não sei que perguntas fazer...

Sim, era necessária a pergunta chave para saber a verdade. E chapeuzinho definitivamente não sabia essa pergunta, ainda mais com um espelho tão tentador como esse. Ela sabia muito bem que pergunta deveria fazer.

— Sammuel Wolf? — Ele indaga, perguntando sobre o apelido “Sam”.

— Ei, espelho... posso te perguntar uma outra coisa? — Seus dedos vão até o chão, e lá ela começa a desenhar círculos com a poeira grossa. Estava nervosa.

— Sim, Harriet.

— Sammuel Wolf gosta de Harriet RedHood?

Ele parecia estar pesquisando, e finalmente chegou a uma conclusão.

— Sammuel Wo-

Algo faz “creck” e Harriet salta. Já estava assustada porque o lugar é escuro, estava fazendo uma investigação sozinha e invadiu uma casa pela janela, agora imagine que era realmente gritou muito alto quando se deparou com Sammuel.

— Faça silencio, caramba, menina barulhenta. — Ele estava com as mãos sob a os lábios de Harriet, e só assim ela parou de berrar.

— Ei! — Ela tira as mãos de cima da sua boca. — A culpa é sua por ser tão...!

E então ela pensou. Assustador? Com certeza ele tinha uma espécie de aura que intimidava as pessoas, contudo... ele era encantador aos olhos dela. Aquele cabelo jeitoso e castanho, aquela barba por fazer, o quanto ele era másculo e a aparência de ter uns 26 anos. Ele trajava uma camisa social branca, desabotoada, com um jeans escuro. Os sapatos eram sociais também — ele a olhava com o seu azul-escuro, quase deixando Harry sem graça. Quase.

— Assustador...?

Ele bufa, impaciente como de costume. Seu rosto se volta para o espelho, e então ele compreende o porquê ela estava agachada e parecendo uma ladra.

— Você teve uma boa ideia, baixinha. — Ele passa as mãos nos cabelos, jogando-os pra trás. Nesse ponto, chapeuzinho quase babava.

— Alguém precisa ter alguma ideia nessa equipe!

Sam ignora o comentário dela — até porque sabia que isso ia levar em uma briga de foice — e pede licença para levantar o espelho.

— Que bom que vim de carro.

O transporte do espelho até o carro foi complicado, quebrar o espelho seria um erro fatal. Afinal, conserta-lo não seria tão simples. Provavelmente levariam meses — isso se Harriet passasse 20 horas curando a rosa de ouro do espelho.
Colocaram-no no porta malas, e para a infelicidade de Sam, isso significava andar em uma velocidade baixíssima. Com ambos no carro, o lobo deu partida, mas estava indo tão devagar que era como se ele não tivesse saído do lugar — digamos que 30 por hora não era o favorito dele.
Fabletown nunca tinha muito transito, afinal, poucas fabulas optavam por um carro — saltitar por ai era muito melhor.

— Como você me achou, Sammy? — Ela tomba a cabeça para o lado, arqueando uma das sobrancelhas.

— Cheiro — Era praticamente um rosnado.

— Ei... qual cheiro que eu tenho? — Ela pergunta, tímida.

— Você cheira a teimosia. — Ele olha para o lado do passageiro, Chapeuzinho estava com cara de bunda e ainda por cima corada. Ele sorri.

— Pois você cheira a tabaco!

O lobo gargalha sem o consentimento de Harry, e ela fica mais zangada ainda, afinal, ele deveria ter ficado nervoso. Pelo menos, segundo ela.
Sam estaciona em frente à casa e pede para Hay ficar no carro, já que eles deveriam fazer uma ronda noturna. Enquanto o lobo deixava o espelho bem arrumado em seu quarto, antes que ele pudesse ir, o espelho avisa.

— Sangue de irmãos sob o solo de investigação.

Sammuel dispara até o carro, e nem tem tempo de explicar o que aconteceu para Harriet. Adentrou a floresta encantada, tentando passar pelo caminho em que as arvores não atravessavam o caminho dele.
Ao chegar em sua própria casa, percebeu que logo na porta, havia algo errado. As letras antes toscamente entalhadas em um “BAD WOLF” agora estavam com um enorme arranhão de garras no meio.

A neve soprava forte a essa altura, então mesmo não querendo, eles foram obrigados a entrar. Tudo estava revirado por dentro, algumas coisas quebradas, mas as cortinas e janelas intactas.

— Parece que estavam procurando alguma coisa. — Sam estava pensativo, e um pouco nervoso por ter sua casa revirada.

— Bobagem! — Ela dá um tapa no ar — O que você poderia ter aqui?

— Arquivos de fábulas. — Ele move as mãos até o bolso, e de lá um maço de cigarro. Com a mão esquerda, ele busca o isqueiro, e com a direita ele puxa um cigarro. — Tem muitas informações pessoais.

Ele busca pela casa e conclui que eles realmente foram levados. Sua frustração aumenta, e se não fosse pelo cigarro, ele estaria louco agora.

— Pare de fumar Sam! — Ela pula para tentar tirar o cigarro dos lábios dele, mas Sam era mais alto, e se ela desse um tapa poderia cair na cama dele e pegar fogo. Estavam no quarto. — Isso lá é hora?

— Agora não, baixinha, problemas de adultos. — Ele traga profundamente e depois libera a fumaça.

Nesse momento, Harriet ficou muito braba. Realmente, ele estava distante demais para ela, não só em idade como em responsabilidade. Ela podia ver a fome brotar em seus olhos, podia ver o azul escuro mudando para uma cor mais amarelada, esses eram os olhos de um lobo.
Mas ela jamais iria admitir isso.

Não chapeuzinho vermelho, a menina teimosa. Ela faria de tudo para entrar nesse mundo, para ajudar seu amado.

“O que o espelho ia dizer...”

Ela não podia enfrentar esse futuro com segurança, ela sabia disso — ela teria que arriscar.

— Eu vou te ajudar. — Dito isso, ela toma habilidosamente o cigarro das mãos de Sam e apaga a chama com a própria língua. O gosto não era bom, e a queimadura leve em sua língua logo cicatriza. Ela joga o restante para longe.
Sam estava boquiaberto, com os olhos levemente arregalados.

“O que ela está fazendo?”

Harriet segura o cangote da camisa dele, e com toda a sua força, arremessa Sammy para a cama dele. Ele cai, atônito, não sabendo exatamente o que deveria fazer enquanto Harriet jogava sua capa no chão e deixava suas vestes deslizarem pelas pernas.

— Pelo menos isso... — Ela se joga para cima dele e habilidosamente começa a despi-lo — ...eu posso fazer por você.

Notas finais
O que acharam? Será que ela foi durona? Sexy? uuouuiuiui