Algo de errado em Fabletown

12 ❝Episódio 12 – Desfrutado。


Notas iniciais
PESSOAL, já ta ficando seguido isso ne? Eu logo posto butterfly, é que eu vou ter que dar uma saidinha... BEM APROVEITEM!

"É muito difícil dormir essa noite. Fechar os olhos seria admitir a minha derrota"

A festa parecia ter parado ali mesmo. Subitamente, os dois tiveram mais consciência um do outro – Harry teve ciência de que os cabelos dele estavam jogados para trás, e finalmente reparou que os olhos de Sam eram azuis-escuros na borda e então se tornavam mais claros ao se aproximar da íris. Ela nunca ousara olhar tão dentro em seus olhos, nunca. Mas agora era diferente.

Ela engoliu a seco, sabendo que Sammuel estava hesitando, e não apenas isso, ele estava chocado.

Sam abaixou a cabeça por um instante, contendo algo dentro dele que parecia ser mais forte – Era uma luta. Ele se move rapidamente e logo Harriet estava contra o pilar, do lado oposto em que a festa acontecia.

– Sam? – Ela chama, sem sucesso.

Ele estava segurando os ombros dela com tanta força, quase rosnando, com as garras crescendo em uma tentativa inútil de serem contidas. Chapeuzinho quase gritou quando sentiu elas perfurarem-na de leve. Sentia o aperto, a dor, e enquanto seu corpo cicatrizava com frequência, soube que o que Sam estava passando era bem pior.

Ele olha para ela, por fim, com os olhos agora amarelados, a íris afiada e seu estomago embrulhou quando percebeu que ele mordia os próprios lábios com uma força brutal.

– Sam! Fique calmo!

Ele não conseguia conter a si mesmo. Harriet estava ali, tão exposta, admitindo que teria sido devorada por alguém pois se assemelhava a ele... Não iria machuca-la, muito menos manchar sua reputação no baile da Rosa. Não ali na frente de todos, embora fosse sua vontade. Poderia obriga-la, tinha poder para isso, mas não faria.

Ele abre a boca, arfando, com os caninos já de um tamanho vampírico, animal. Estava tão quente dentro dele que quando arfava saia uma espécie de fumaça --- do tipo que só saia se você estivesse com frio.

– Me desculpe.

Ele fecha os olhos com força e corre para fora do castelo. Harriet moveu o primeiro músculo para ir atrás dele, mas foi parada por Caine. Ele estava segurando o pulso dela próximo a coxa, seu olhar estava ficado no rosto dela. Sua expressão era incompreensível para ela: Uma mistura de raiva com desejo.

– Caine! Eu preciso ir! – Ela ergueu o braço, tentando sair, mas Caine está com o pulso rígido, e não ameaça largar.

– Eu estou com fome, Harriet, você vai me ajudar, não vai?

Numa hora como essas, Caine queria fazer sexo? Ele estava louco ou era apenas ciúmes? Como ela negaria Caine, se ele estava arrastando-a a força? Ela não podia negar, por que ele não queria que ela negasse.

Era parte das vantagens e desvantagens de ser um lobo, eles podem te dar tanto medo que congela seus ossos.

– Para com isso Caine! Eu tenho que representar o baile da Rosa!

– Represente no banheiro comigo, agora, pare de puxar! – Ela não tinha parado de puxar, mesmo que seus ossos congelados, ela não conseguiu esquecer que Sam estava com problemas. – Você não pode ser tão ingrata que me larga logo que o vê! Qual é, Harry, vai me dizer que não gostou?

Ela parou de se mexer, em choque com as palavras. Caine aproveitou para arrasta-la até o banheiro, e desta vez sem interrupção.

Era verdade, o que ele disse, não era? Quer dizer, em sã consciência, ela nunca faria nada que não fosse com seu amado, mas ela fez... porque eles se pareciam. Porque ele era gentil. Porque ele parecia quere-la. Mas os sentimentos por parte dela eram falsos?

Chapeuzinho sacudiu a mão com força, e por não ser esperado, Caine a deixou deslizar.

– Desculpe Caine. Tenho coisas mais importantes agora. – Ela consegue correr para fora do banheiro a tempo de ver Malig passando por ela.

Essa era a verdadeira Chapeuzinho. A menina curiosa, que fazia as coisas perigosas por mera diversão e ousadia de sua parte, seu desprezo por regras. E nenhum lobo mal ia fazer a consciência dela pesar – Porque não importava!

– Malig, ei – Ela chama, tocando-a no ombro. Malig, uma mulher de meia idade, estava com os cabelos negros amarrados em um coque bem-feito, os olhos eram verdes como carvalho. – Você está bem?

– Sim, estou. Bela mudança de visual, Harriet. – Ela toca nas pontas curtas no meu cabelo. – Vejo que andou ocupada, o que tem feito?

Harriet une o cenho. A voz e o humor dela estavam diferentes do de antes. Harriet era muito chegada na maioria dos vilões, já que eles eram tão menosprezados quanto ela.

– Você sabe, os desaparecimentos e as mortes, eu estou ajudando Sam com isso. Aliás, ele me disse que você não aparecia fazia um meses.

– Bobagem querida, ainda trabalho na minha perfumaria.

Ora, será que Sammuel havia se enganado? De onde ele havia tirado essa informação?

– Certo... eu tenho que ir... passarei lá! – Ela se despede acenando, e Malig dá as costas e continua em seu caminho.

Sentiu uma rosa na mesma coloração de Sammuel se aproximando, mas era Caine, ela tinha certeza.

Corre o mais rápido que pode, tendo que ser paciente para não atropelar ninguém – Seu corpo se arrepia por completo quando chega ao lado de fora do castelo. A noite já se instalara, e como Harriet não era um lobo e consequentemente não enxergava tão bem no escuro, teve que se esforçar para sentir a presença de Sam.

Caminhou cuidadosamente na direção em que ele estava, passando pelo jardim encantado, com as malditas rosas falantes e fadas que se pareciam com borboletas.

Sammuel estava sentado em um banco, próximo a uma fonte com um chafariz, ele espirrava de forma que a água formava uma maça – Sam nem percebeu quando ela se aproximou. Estava cabisbaixo, as pernas abertas e as mãos apoiadas no joelho inutilmente tentando segurar o próprio rosto. Bagunçava os cabelos castanhos, tentando trazer a si mesmo para a realidade.

Mesmo com o som do farfalhar da grama, Sammuel não a percebeu.

Ele precisa acalmar seu coração.

Harriet leva as mãos ao peito, unidas. Mira seu rosto para a lua e limpa sua garganta sem emitir um som sequer.

Vou começar a te deixar partir

Quando a luz do sol derreter a neve

Toda noite me afasto de você

Vejo as montanhas que tenho que mover

Sam vira seu rosto na direção dela, sentindo seu coração palpitar e esquecer no que estava pensando. Harriet não estava olhando para ele, mas sabia que isso era para ele.

E você está lá

Você não se importa

Me pergunto se você

Harry olha para baixo, mirando o rosto de Sam. Ela sorri, encorajando-o a fazer o mesmo. Sua voz era quase um sussurro, certamente faria qualquer criança dormir.

Me queria como eu queria você

É uma verdade isolada

Que não posso transformar você

E você com certeza não pode me transformar

Sam acaba sedento e esboça um sorriso largo, mostrando sua fileira de dentes brancos, com os caninos longos – mas sexy.

– Obrigado, Harry.

– Por nada, bocó. – Harriet vibra de alegria por dentro quando ele se levanta e caminha até ela.

Para sua surpresa, ele estica seu braço esquerdo e pega no cotovelo esquerdo de Harriet – Puxa-a para seu encontro. Ele olha para baixo, e ela se esforça para olhar para cima, onde se encontravam aqueles olhos azuis e aquele sorriso travesso de Sam.

Era o que ela sempre quis.

Sammuel se curva para beija-la, e quando seus lábios encontram os dela, fora delicado e voraz ao mesmo tempo. Era como se ele fosse um celeiro em chamas, e ela água. Seus lábios se moviam de uma forma prazerosa, as línguas se encontravam e exploravam, se conheciam.

Chapeuzinho não pode conter as lágrimas de alegria de quando eles se separaram, ambos ofegantes, satisfeitos e sorrindo.

O lobo toca o lado esquerdo do rosto de Harry, quase envolvendo ela por inteiro já que suas mãos eram maiores que ela. Harriet sentia o calor de suas mãos, o cheiro... não tinha mais cheiro de tabaco. Sam usa seu polegar para limpar as lágrimas da bochecha dela, e ela sorri.

– LOBOS! – Alguém grita, dentro do castelo.

– Tá de brincadeira... – Ele imediatamente corre para o castelo, e Harriet faz o mesmo, sua pistola retrátil se transforma em uma foice no mesmo instante.

Haviam lobos pretos para todo lado, e humanos não pareciam a estar enxergando. Para disfarçar, alguém manda soltar as rosas enquanto as fábulas corriam para fora do castelo.

– Ajude-as, eu vou procurar o culpado! – Sam se transforma em um lobo, muito maior do que os que estavam atacando as fabulas.

Harriet segue as ordens de Sam e praticamente voa até os lobos, exterminando um a um, passando a lamina em seus pescoços, e a doce melodia da lamina cortando a carne pútrida parecia ser sua nova trilha sonora.

Notas finais
Quem quiser a música, é só me pedir. PERGUNTA DO DIA: CAINE OU SAM? QUERO VER VOCÊS HONRANDO AS CAMISETAS