Algo A Falar?
1 Nunca esqueci os lábios dele.
Capítulo 1 – Nunca esqueci os lábios dele.
- Olha, eu sei, é difícil pra você expor seus sentimentos... — Ele continuou falando e eu ia me arrepiando, e ele não demonstrava nada, apenas falava normal. Eu teria que beijá-lo a qualquer momento, e eu não saberia o que fazer depois. – Mas você nunca sabe o que pode acontecer se você não...- Foi ai que eu segurei ele pelo ombro, respirei fundo, fechei os olhos e o calei com um beijo. Não sei como mas eu tive que parar e continuar.
- Foi mal. – Olhava pra baixo, estava morta de vergonha. Outra vez eu o beijei, e outra vez eu me senti muito estranha. Só que dessa vez foi um beijo mais real, foi um beijo mais maduro. Antes éramos crianças, hoje, posso estar confundindo um pouco, mas algumas coisas mudaram desde aquele beijo.
- T-tudo bem. – Ele estava meio tremulo, nervoso também. Claro. Ele é ótimo ator.
- E corta! Jennette e Nathan, vocês foram incríveis, ficou muito real. 20 minutos, por favor, podem descer pra comer algo. – Disse nosso querido diretor.
Assim que ouvi isso, sai correndo sem nem olhar para o Nathan, fui direto pro meu camarim. Não sou dessas meninas fracas, mas eu estava morta de vergonha. Antes de dar o primeiro beijo em Nathan, no episódio IKiss, era tudo normal. Éramos todos amigos, um não tinha vergonha nenhuma do outro, principalmente eu e Nathan, somos até hoje como irmãos, sempre fomos mais colados, e não tínhamos problemas nenhum em eu ser mulher e ele homem. Mas depois do beijo, ficou um clima muito estranho entre a gente, não nos olhávamos direito, nem passávamos tempo nenhum sozinhos, mas logo depois voltamos a ser como éramos, o problema é que mesmo tendo sido apenas um selinho pra uma cena, eu nunca esqueci os lábios dele, era como se eu precisasse dele, por isso sempre tinha ciúmes quando ele arrumava alguma menininha nova, chegamos a brigar algumas vezes sobre isso, mas eu sempre falava que era ciúmes de amiga, que só queria protegê-lo. A verdade é que eu amo estar ao lado de Nathan, os lábios dele, rir com ele, viajar com ele, ficar só eu ele, e hoje descobri que amo seu beijo também, mas tenho tanto medo de perder tudo isso que prefiro não arriscar. Então Nathan é meu melhor amigo, e nem desconfia que eu sinta algo.
- Posso entrar? – Eu estava com a cabeça baixa pensando como eu iria encarar Nathan quando acabassem meus 20 minutos, quando meu coração acelerou ao ouvir uma certa voz.
- Claro – Disse apontando a um sofá que tinha, e sem entender o que ele estava fazendo ali.
- Você não vai ficar mais duas semanas sem falar comigo de novo como a dois anos atrás, né? – Falou enquanto sentava-se ao meu lado no sofá.
- Não, eu to bem. – Eu olhava pra baixo com medo de fazer contato visual com ele.
- Você não sabe mentir, Jen. – Ele falou rindo, tentando me fazer rir.
- Eu só preciso de um tempo, você sabe o quanto me sinto estranha em beijar você. – Levantei minha cabeça e o encarei.
- Ta querendo dizer que beijo mal, ou algo do tipo? – Ele arqueou uma sobrancelha. O achava uma gracinha assim.
- Claro que não, você beija bem. – Eu estava ficando mais sem graça ainda, isso não é tipo de pergunta pra fazer a uma amiga.
- Você também. – Ele sorria, e me encarava. Até que ouvimos umas batidas na porta.
- Jennette, está ai? – Era o Dan, que não me deixa sozinha um segundo.
- Pode entraaaaaar, meu querido Dan. – Disse rindo, e esquecendo minha vergonha com o Nathan de lado.
- Nathan, ótimo estar aqui, porque é pra você também. Uma revista está interessada em fazer uma entrevista com vocês dois amanhã de manhã, aqui no set. Topam? – Ele sorriu tentando nos convencer.
- Ta topado já, por mim, claro. – Nathan disse rindo e me olhou esperando minha resposta.
- Claro, por que não? – Sorri e Dan saiu pela porta, pedindo para voltarmos ao set para conversarmos sobre o ultimo episódio que seria com outra série.
- Bom, vamos nessa. – Ele se levantou e estendeu a mão para me ajudar a levantar, que fofo.
- Sim. – Eu disse pegando em sua mão e levantando. Mas pra minha surpresa ele me abraçou.
- Jen, não muda comigo, por favor, você é muito importante pra mim. – Ele falava no meu ouvido, o que me fazia arrepiar.
- Não mudarei, você sempre vai ser meu melhor amigo. – Retribui o abraço e saímos dali.
Notas finais
O que acharam?
Mandem reviews e trão mais um capítulo. *-*
Beijos.
Fale com o autor