Alexis

4 Capitulo 4 - A casa do Evan.


Notas iniciais
oi :D eu ia postar amanhã, mas não consegui segurar até amanhã então vai hoje mesmo!

Thomas... Que merda eu fiz? Fiquei com um garoto que nem conheço. Tudo bem que foi demais e meu Deus, talvez eu queira fazer isso de novo, mas eu não sei se é certo. Eu não posso contar pras meninas sobre, elas vão querer me julgar e...

— Alex? Alex... ALEXIS! — Mellissa gritou. Salto de minha cadeira com o susto e bufo irritada.

— Porra, o que é? — Pergunto furiosa;

— A aula em dupla. — ela responde revirando os olhos — Você tá aí pensando e esqueceu que tem que ir falar com o Evan!

Viro para olhar para o garoto que me olhava com uma expressão difícil de decifrar.

— Ah, certo. — ando até onde Evan estava e sorrio. — Foi mal. Eu comecei a pensar na vida e esqueci que estava na escola.

Evan sorri enquanto me via sentar ao seu lado.

— Tudo bem. Ainda temos quinze minutos pra bancarmos os melhores amigos. — Ironizou.

Não consegui forçar um sorriso. Tudo bem que eu não pretendo virar a melhor amiga dele, mas falando assim parece que me suportar é um sacrifício. Meu Deus, não acredito que me chateei com isso. Eu devo estar prestes a ter uma crise.

— O que houve? — Evan perguntou franzindo a testa. — Eu disse algo de errado?

— Não… Tá tudo bem. — Digo forçando um sorriso.

— Não tá, não. — O garoto afirmou segurando meus pulsos me fazendo o encarar.

— É que você fala como se fosse um sacrifício ter que fazer esse trabalho comigo, eu sei que sou um saco, mas tô me esforçando. — Solto um suspiro.

— Ah... Olha, Alexa, eu não digo essas coisas por mal, você também não parece estar tão animada, é só que eu não acho que nós dois estamos fazendo isso dar certo. Todo mundo parece super contente, já reparou? — Vago meus olhos pela sala. Realmente, todos parecem super envolvidos com o parceiro. — E nós estamos nos arrastando.

— Saquei. — eu não sabia o que responder. Merda, por que o professor me fez ser a dupla do Evan?

— Ainda chateada?

— Não, só não sei o que fazer. — respondo me afundando na cadeira. Ele ri.

— Já sei. Você pode ir pra minha casa essa tarde? A gente pode conversar sobre nossos gostos e essas coisas. — Evan perguntou tentando fazer as coisas darem certo. — A aula já vai acabar e nós já vamos ser dispensados. Passa lá às três?

— Ok. Me dá seu endereço. — Sorrio. Talvez as coisas comecem a dar certo agora.

Evan morreu.

Não, sério, é a única explicação de o porquê de ele não ter vindo abrir a porta da casa dele. — ficar três minutos esperando uma pessoa aparecer é um saco.

Dou meia volta e começo a andar de volta para casa.

— Alex? Ei. — Evan apareceu com um sorriso torto no rosto. Sem blusa e, meu Deus, ele até que tem um tanquinho... Não olha para o abdômen, Alexis. O rosto dele é mais em cima.

— Oi... Evan. — Respondo envergonhada.

— Foi mal demorar, eu estava no banho. — Ele nem precisava se explicar, dava para perceber. Seu cabelo encaracolado estava molhado, e ele estava apenas com um short jeans. Ele estava fofo.

— Ah, certo, não tem problema. — depois de um minuto me encarando Evan percebeu que eu ainda estava parada em frente a sua casa.

— Entra. — mandou dando um sorriso tímido.

Que situação desconfortável.

— Fica à vontade, aliás, meus pais não estão em casa, então não se preocupa. Eles vão ficar fora o dia todo. — Seria errado eu levar isso para outro lado? Não, Evan não é assim.

— Ok. — Assenti seguindo o garoto que subia as escadas com pressa.

— Esse é o meu quarto.

— Você gosta de jogos. — Afirmei vagando os olhos nos vários cds de jogos que haviam por ali. Eu não estava surpresa.

— Parece que você já sabia disso.

— Você é... — Evan não parava de rir — louca.

Eu ria igual uma hiena descontrolada.

— Eu sei. — estávamos deitados um do lado do outro no chão do quarto por horas. Uma música agitada tocava ao fundo e nós já havíamos jogado alguns jogos.

— Viu? Conseguimos agir como bons amigos. — ele disse virando para me encarar, fiquei de lado para encará-lo de volta.

— Finalmente. — indaguei. Ele deu um sorriso de lado enquanto jogava alguns fios de cabelo que caíam em meu rosto para trás. Estremeci tímida. Seus dedos quentes e macios causaram uma sensação estranha em meu corpo. — onde seus pais estão?

— Brigando em algum lugar. Eles estão se divorciando e desde que tomaram essa decisão eles vivem fora de casa para resolver as coisas o mais rápido possível. — ele explicou abaixando a cabeça. Ele estava triste.

— Sinto muito. — falei puxando sua mão e entrelaçando na minha. Eu me senti realmente mal e com pena, eu sei o que ele está sentindo. Ele forçou um sorriso, mas seus olhos estavam tristes e brilhantes. — já passei por algo parecido, longa história.

— Eles não pensam em mim, sabe? Nem me perguntam se eu estou bem com toda essa história, vivem discutindo e me deixam sozinho em casa a maior parte do tempo. Eu sei que eu não tenho que me meter na relação deles, mas eles ficam se ameaçando sobre a minha guarda. E você? Pode contar a longa história.

— Bem, meu pai traiu minha mãe por anos, eles tiveram brigas horríveis e bem sérias, e eu era só uma garotinha de cinco anos, então, ela o mandou pra fora de casa e eles iam se divorciar, eu meio que tive uma depressão com apenas cinco anos e fui parar em um hospital, eles só voltaram por isso, por preocupação se eu ia suportar tudo aquilo ou não, me sinto mal até hoje por ter os feito continuarem uma relação que não dava mais certo, mas eu sei que eles se amam, meu pai se arrepende de tudo. — expliquei dando de ombros. Nossas mãos ainda estavam entrelaçadas. Eu o via como um amigo agora.

Ele deu um suspiro e apertou minha mão. Talvez fôssemos bons amigos a partir de agora. Sorri com o meu pensamento.

— Você sabe que pode contar comigo a partir de agora. — Evan disse sorrindo.

— Digo o mesmo. Já que somos amigos preciso te dizer uma coisa. — comecei tentando parecer séria.

— O quê?

— Eu tô com fome. — Evan deu uma gargalhada gostosa e levantou.

— Vem. Vamos comer. — Ele me puxou do chão fazendo com que eu ficasse de pé.

Descemos as escadas correndo e se empurrando e fizemos a mesma coisa indo até a cozinha. A casa de Evan é confortável, não é enorme e nem pequena, é simples e bonita. E arrumada, bem mais arrumada que a minha.

— Ahn… Só temos uma pizza de ontem, alguns salgadinhos e ah! — ele deu uma pausa animado — lasanha congelada.

— Se eu te disser que adoro tudo isso que você falou você vai me julgar como esfomeada? — pergunto me sentando na bancada de mármore.

— Não, vou adorar saber que você não tem problemas com comida. — ele disse sorrindo e se aproximando. Eu sou tão pequena que Evan está em pé e eu sentada em um balcão e só assim ele fica da mesma altura que eu.

— Que injusto. — digo para mim mesma. Ele me encara curioso.

— O que é injusto?

— O que? — Pergunto sem entender. — Ah, você é alto e eu sou um hobbit.

— Reclame com quem fabricou você. — Evan deu de ombros sentando ao meu lado no balcão. Ele estava com um sorriso maroto nos lábios.

— Eu quero. — Reclamei o encarando comer todo o pacote de doritos sozinho.

— Não.

Abri e fechei a boca irritada.

— Eu tô com fome! — exclamei botando as mãos na cintura.

— Então pega! — E então o garoto saiu correndo com o pacote de salgadinhos nas mãos, entrei na brincadeira e corri atrás do mesmo. — Você é lenta, hein?

— Ah seu idiota!

Dei a volta e parei na frente de Evan, que estava com um sorriso safado nos lábios.

— Me dá. — bufo.

— Só se você conseguir pegar, baixinha. — Ele riu levantando o braço, eu nunca que consigo pegar esse negócio da mão dele. Sorrio maldosa. Evan me encara e engole em seco, nervoso.

Pulo no quadril do garoto — Eu preciso parar de pular nas pessoas. — e me prendo em seu corpo. Jesus, o que eu estou fazendo por comida?! Evan cambaleou para trás e me segurou com a outra mão, eu estava presa em seu corpo me esticando que nem uma mini girafa para pegar o salgado das mãos do ser humano.

E aí a gente caiu. O desgraçado tropeçou em alguma coisa. — eu acho que eu tenho um imã em meu corpo que vive me atraindo para o chão. — Evan caiu no chão de costas e por sorte não bateu a cabeça, já eu caí por cima do mesmo que me segurava pela cintura.

Alguns segundos depois começamos a rir que nem loucos dois histéricos.

— Era só ter me dado o salgadinho que nada disso teria acontecido. — falei empinando o nariz.

— Ai não teria graça. — ele respondeu rindo.

Nossos rostos estavam tão perto um do outro. Eu podia sentir sua respiração quente e descompassada. Encaramos-nos por alguns longos segundos.

— Eu tenho que ir. — falei ainda ofegante.

— Oi de novo; — Thomas disse me cumprimentando com um selinho e me abraçando.

Sorrio.

— Oi.

E nesse momento eu percebi que eu iria ter mais uma noite louca com esse garoto. As consequências? Depois eu penso nelas quando eu estiver deitada em minha cama.

Notas finais
queria agradecer por todos os comentários e favoritos, vocês são lindos ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.