Notas iniciais
Não paro de me surpreender com Alatoth, ele tomava vida nos meus dedos enquanto eu teclo, é incrível.

O caminhado era profundo, forte e inconsequente, era decidido e pronto para um assassinato sem dó, a procura de um motivo racional era tudo que ele queria um movimento oportuno e consequente, sua capacidade de poder não podia ser subestimada pelo rei orc, que por mais revoltante fosse estava no seu direito de fazer indagações sobre situações no exército e a capacidade de Alatoth quanto a uma guerra, sua pergunta foi o motivo para ter uma razão mortal naquele local.

Nadosh estava demonstrando a alguns dos seus soldados como segurava corretamente e mais facilmente um machado de grande porte, até que Alatoth chegou a passos rápidos e notáveis com uma armadura em peso equivalente ao próprio rei orc.

– Milorde! – Ele parou a cerca de uns três metros de distancia do rei e o chamou, enquanto o grande Orc virou.

– Sim? Qual o problema? – Disse ele com uma voz emburrada.

– Tenho uma proposta, por que não testamos a minha capacidade de guerra neste momento? Eu e você, afinal não temos por que o senhor recusar eu sou apenas um soldado comparado a você. – Propôs o que seria o momento perfeito. – Ou será que não seria o contrario? – Deu um sorriso sarcástico, deixando o orc furioso.

– Como você ousa?! Irei mostrar a você o que é um machado ORC! – Gritou enquanto os outros soldados ecoavam o seu grito.

– Veremos.

Imediatamente surge um mago do chão, era Goldhan, ele olhou a situação e já previu o que deveria fazer no momento, evocou árvores ao redor criando um circulo com cerca de 50 metros de raio, o suficiente para uma luta de gigantes.

Nadosh correu imediatamente para frente indo de encontro ao seu adversário, que percebeu que a única coisa a se fazer era observar, e ele com uma armadura de cerca de cento e oitenta quilos ele foi atacado por um movimento feroz do machado que foi esquivado rapidamente apenas com um passo para a esquerda, o orc girou retornado o machado para Alatoth que esquivou deslizando sobe o chão em direção contrária ao giro, e quando o rei prosseguiu até ele, foi o momento perfeito, não era esperado, um movimento perfeito para frente indo de encontro ao orc e com uma adaga colocada na mão rapidamente ele perfurou a barriga do rei, não era o bastante para matar, então garras foram colocadas sobe o pescoço e rasgando tua garganta, e criando fogo pelas mãos ele queimou as árvores de Goldhan. Os soldados avançaram para atacar Alatoth.

– Traidor!!! – Gritaram.

Goldhan surgiu a frente deles e disse:

– Existe aqui algum descendente, herdeiro do trono? Existe alguma prova de traição? Foi uma proposta aceita e que foi colocada a frente de todos vocês, então só me respondam.

– Não, e também não temos nenhuma prova de traição. – Gritou um que se intitulou neste momento representante deles.

– Então saudem o seu novo rei, e se ajoelhem diante dele, não tem por que ter raiva do teu rei, ele será justo.

Neste momento Alatoth apenas gritou:

– Vingança! – e ele foi respondido com um grande eco de gritos em apoio.

Foi o suficiente para sua vontade de dominar todos os povos ser o suficiente, ele os abraçou como seus ideais, e suas vontades eram as mesmas então apenas ele prosseguiu para o castelo onde sentou em seu trono, e esperando o outro trono ser preenchido. As portas do palácio se abriram e Odan caminhou até ele com uma cara de desconfiado e perguntou:

– Por que propôs isso? Sabia que ele era mais fraco que você... O que anda pretendendo Alatoth?

– Oh meu pobre Odan, você mesmo sabe que não precisávamos daquele carrasco.

– Temo pelas suas ações, temo que queira me matar também e disso eu não duvido, afinal desde pequeno sabemos de suas ambições, principalmente por cada vez mais poder.

– Não preciso de poder politico para destruir e tomar o que eu quero, sabes muito bem disso, então já que estás tão desconfiado me entregue o que eu desejo.

– Não irei renunciar o meu trono a você de mão beijada.

– Então sofrerá as consequências, e não adianta usar sua resistência a magia, não serei eu que irei praticar e atacar.

– Mas... O que? Oque são essas coisas?! – Odan foi surpreendido por uma fumaça negra que se alastravam diante de seus pés tomando todo o seu corpo e entrando pela sua boca ferozmente.

– Sinta o controle das minhas lindas sombras Odan, eu não queria machuca-lo, porém você me obrigou a isso.

– Milorde?! – um conjunto de vozes falando a mesma coisa e ao mesmo tempo é transmitida através do pequeno anão.

– Minhas lindas sombras é vocês?

– Sim Milorde, o que queres que façamos com este corpo?

– O dominem, e façam com que ele declare uma renuncia ao trono lá fora do palácio, com voz dele, e depois irão mata-lo.

– Sim Milorde.

Ele caminhou cambaleando enquanto se rebatia e as sombras tomavam conta do teu cérebro, mas sua voz e toda sua forma eram com total sanidade, e abrindo os portões ele gritou:

– Cidadãos do meu lindo reino eu sinto informar que por meio deste chamado, eu Odan renuncio meu cargo de rei, cedendo a Alatoth todo meu direito e da minha dinastia ao reinado dos anões. – Alatoth aproximou e segurou o teu ombro. – Então tendo como razão mais do que perfeita, agora deixou aqui vocês com este aviso, é o certo a se fazer e ele será um rei melhor para todos vocês.

– Odan, com certeza essa será uma decisão perfei... – O anão arrancou a adaga do compartimento armável de Alatoth na perna e imediatamente perfurou sua barriga e pela mão no ombro as sombras evacuaram.

– Desgraçado... Você me destruiu aos poucos, me fez de vitima, se tornou meu amigo, eu o criei como um filho eu tratei, como um de nós e você simplesmente cuspiu tudo na minha cara como um filho rebelde que mata teu próprio pai, pois você não tem sentimentos é um insensível, incapaz de viver neste mundo harmônico, é um vilão em toda a história, a procura de uma vingança que obscurece seu peito. – falou Odan baixinho.

– Desculpe-me, não deu pra ouvir poderia repetir para mim? – Disse Alatoth que já tinha ouvido, mas em tom sarcástico se aproximou dele e o pede para repetir, sua frieza era além do que qualquer pode imaginar, ele ignorou tudo e apenas continuou a tortura emocional e física.

– Espero que encontre paz no teu peito, e que um dia seja persuadido por uma luz tão tremenda que queime você todo por dentro, que o faça sofrer por ter feito todas as terríveis coisas que pretende e que já fez, pois eu te amava como um filho, e um pai não morre com raiva do filho, mas deseja uma lição e esse... Sou eu. – Seus olhos se fecharam e seu sangue escorreu pela tua boca.

– Uma tragédia acabou de acontecer meus amigos, mas não devemos nos abalar, uma guerra está por vir e não podemos abaixar a guarda, soldados o levem, iremos fazer o funeral para o teu Odin.

– Sim Milorde.

Ele fechou os portões e sentou no trono, e mandou Goldhan se sentar no outro.

– Tu acha que fizestes o certo?

– Eles perceberam que eu darei o que eles querem.

– E se for na verdade apenas o que você quer?

– Sei que não, podia ouvir o coração de todos os soldados quando gritaram.

– Tudo bem.

– Leia, por favor, algo que tu degustas.

– Irei recitar. Ele ama, ele tem consigo a vontade de trazer todas as coisas boas que o fazem viver, quando olha os campos lembra-te de sua infância, sua bondade é encontrada dentro do teu peito, seu amor é completo, mas incompleto, pois o caminho até lá foi quebrado e ele não sabia encontrar, um pobre homem sem sentimentos não é nada, além de um poço de poder sem razão pelo que lutar, então deduzi que sim, ele tinha sentimento, sua elevação de ego era muito grande, reis caíram diante os seus pés e seu amor próprio não o deixava olhar para eles e pelo sangue que era derramado, decisões sem arrependimentos, exércitos iram cair, mas um dia ele irá se arrepender, pois sem o yin não há yang e vice versa, tenhamos a consciência que numa nuvem sombria um dia ela se ilumina, não é a nuvem quem decide ser sombria é o que fazem para ela ser assim, e ele mesmo encontrará uma saída de tudo isso, por quem se és forte para conquistar o mundo, também és para conquistar o próprio coração. – Disse Goldhan enquanto meditava, e Alatoth derramou uma lágrima, mas apenas uma, por apenas um olho, uma dor, ele sentiu o peso em teu peito.

– Eu... Vou para o meu quarto. – Goldhan abriu um olho e o viu subir as escadas.

Chegou ao quarto e desvaneceu sua armadura, tirou tua roupa, e apenas permaneceu com a vestimenta das partes intimas se inclinou sobe a cama até começar a repensar toda a sua vida, o porquê ele estava fazendo aquilo, os tempos em que era feliz, perguntou para o livro que ele guardava ao qual contava a profecia e gritava:

– O que houve?! O que eu fiz para não ser como a profecia ditava?! Não era eu o escolhido? Aquele ao qual despertaria o olho roxo quando pequeno? Por que?! Por que teriam que me fazer vingar? – Suas memórias vieram a tona, seus pais mortos, as discriminações as quais passou o mostraram e o tornaram infeliz, triste, vingativo e incoerente, ele não enxergou o que sua alma dizia, ele foi amarrotado e destruído pela infâmia daqueles que o subjugaram como um incapaz de ser igual a eles, a ganancia, as diferenças traíram seu coração, e ele chorava como uma criança, nunca houve em tantos anos as lágrimas de Alatoth surgirem, e o seu grito de amor e perdão ecoaram por toda a cidade.

No outro dia...

– Está tudo bem Milorde?

– Sim está... – Respondeu ao soldado enquanto saia do castelo e caminhou até a estrada que o levasse a cachoeira, até que foi perseguido pelo seu general nomeado Flint o teu subordinado.

– Alatoth! Alatoth! – Gritou enquanto corria na direção do rei.

– Sim?

– O Exército dos quatro reis... Ele...

– Vamos diga logo.

– Está a cerca de uns 15 quilômetros daqui e eles estão vindo rapidamente!

– Avisem aos soldados, preparem todos para a batalha, não era hoje que eu pretendia mata-los, mas se é assim... Então que venham! – e uma armadura sombreada o reveste.

Notas finais
Semana de carnaval... demorei a postar, mas tudo bem já está ai, espero que gostem. deixa um comentário, ajuda muito a mim escritor a tomar cada vez mais impulso para escrever.