Alatoth e o Reino das Sombras - 1° TEMPORADA
12 Capítulo 10 - Um novo trono
Notas iniciais
Eram apenas três horas da tarde, porém o céu começa a escurecer, uma grande chuva começa a cair, e só se ouve rugidos altos, uma luz roxa que vem da terra em direção ao céu é vista pelo exército dos reis.
Uma grande concentração de energia e poder são liberados de dentro de um homem capaz de qualquer coisa, pois não a limites para o seu poder, sua capacidade estava ilimitada, e então Flint se aproximou e colocou a mão no ombro de Alatoth.
— Meu amigo e mestre... Está na hora. – Falou Flint.
— Sim... – Era perceptível ouvir uma voz que fazia a base de qualquer pessoa tremer, cheia de grave e como se saísse rasgando pela garganta. – Irei destrui-los, comande o exército quero você cuidando dele, deixe que eu acabe com os reis.
— Como quiser.
O Exército de Alatoth prosseguiu a frente dele, e em meio a tantos guerreiros anões e orcs, podia se ver um rei formando sua espada, e conferindo sua armadura, porém não era apenas isso que o iria acompanhar. Goldhan aparece em meio a tantos trazendo consigo um belo hipogrifo.
— Eu o criei, e esperei um homem como você para usa-lo meu irmão. – Disse Goldhan para Alatoth.
— Me desculpe irmão ele é muito bonito, mas não gosto desta cor nem destes olhos...
O Senhor das sombras colocou suas mãos no animal e fecharam-se seus olhos, fazendo força em teu braço a criatura rosna alto o suficiente para perceber uma agonia enquanto toda sua forma ficava negra e teus olhos da cor roxa, uma linda criatura com cabeça de águia e corpo de cavalo, asas e patas de águia.
— Sim, agora me pertence. – Alatoth subiu e sobrevoou o local, porém se desvaneceu com o animal e apenas sobrevoaram o local como uma fumaça negra.
Quando a distancia entre os dois exércitos foi capaz de alcançar cerca de duzentos metros, os dois pararam de marchar, e então Flint disse:
— Lutem comigo, pois a liberdade está ali, no sangue daqueles derramado!
— Liberdade! – Gritou o exército.
Os reis sem nem menos esperar ordenou o ataque, e então lobisomens sem piedade e medo nenhum começaram a correr numa velocidade estrondosa para atacar. Os orcs na linha de frente apenas esperavam o ataque chegar, então pareceu que o silêncio tomou conta do ouvido de quem estava dentro daquela zona de guerra, mas os corpos se encontraram e então a matança começa de um lado e do outro. Os reis começam a se perguntar:
— Onde está o maldito?! – Disse Harbarock já em sua transformação.
— Fugiu? – Falou Barbarahorn.
— Não seria do seu feitio. – Frigmon alarmou.
Então uma força tenebrosa desce do céu fazendo um tremendo impacto com o chão e nele mesmo formando um pequeno buraco ao redor, mas só era possível ver a fumaça que o impacto gerou na frente dos reis.
— Alatoth – Disse todos eles ao mesmo tempo.
Neste momento a fumaça começa a sair de cena e só era possível ver um homem de armadura completa seu elmo era no formato da cabeça de um lobisomem, e apenas seus olhos ficavam a mostra, pois brilhavam mais que qualquer coisa, montado num hipogrifo que já estava consumido pelo poder de quem o comandava.
— Mas, o que é este poder?! – Disse Barbarahorn.
— Ele o amplificou, aprimorou debaixo dos nossos olhos, e agora ele é uma criatura sem medo, sem nada mais além da vontade de matar e de alcançar seus objetivos.
Ele levemente desceu do hipogrifo e caminhou até os reis e ficou a cerca de dez metros de distancia deles.
— Bem vindos a morte, pois se eu morrer levarei vocês comigo, então estejam cientes, aqui é morrer ou morrer, não terei piedade. – Falou Alatoth, fazendo os reis suarem ao ouvir sua voz.
— Melhor morrer e matar você conosco do que deixar algo tão pútrido como a sua pessoa viver. – Falou Nyfin.
— Pois bem, que comece. – Estendendo a mão para cima Alatoth começa a conjurar uma nova magia que havia aprendido, ele começa a reunir todos os elementos em sua mão criando uma extrema concentração de poder, e então a lança em direção aos reis.
Ao perceber o ataque eles se afastam em velocidades muito peculiares, e uma explosão gigantesca acontece neste meio tempo Alatoth sobe na sua montaria e vai ao ar, quando menos espera lançasse a um ataque contra Barbahorn que esta no topo da montanha, foi levado para cima por Nyfin. Não houve nem impacto entre uma espada e outra, a espada passada de geração em geração pelos reis humanos foi desintegrada pela magnitude da espada de Alatoth.
— A espada lendária, foi... Destruída! Eu não posso acreditar. – Falou Barbarahorn, que logo não sabia o que fazer, ele não tinha opções se sacasse sua espada novamente não faria mais efeito, Nyfin sacou uma espada élfica e deu-lhe.
— Acha que isso vai aguentar muito tempo contra minha espada?! – Alatoth gritou e logo seguiu de uma grande risada, pois bem, mostrarei a você Barbahorn que será o primeiro.
Alatoth formou sombras em formato da sua silhueta e as colocou para lutar com os outros reis, enquanto ele mesmo cuidava de Barbarahorn. Elas se impactavam, mas a espada élfica começava a rachar, pois a densidade de poder era gigantesca contra ela, até que quando menos esperou Alatoth desvaneceu e apareceu em suas costas enfiando a espada nas suas costas atravessando o corpo de Barbarahorn, e logo mais quebrou o pescoço.
No mesmo momento os reis destruíram as sombras para então virar seus olhares e presenciarem o corpo de Barbarahorn ao chão.
— Sagitta caelestis dignus— Falou Nyfin enquanto conjurava a sua poderosa flecha celestial digna, uma flecha a qual brilhava mais que qualquer coisa, e logo quando ela atingiu a espada de Alatoth ela ressoou para longe. – Pois bem, agora terá que lutar de mão limpa.
— Vamos hipogrifo, em cima daquele elfo desgraçado. – Disse Alatoth enquanto ia em direção de Nyfin.
Mas neste momento Frigmon lança uma magia de gelo, e Alatoth responde com uma parede de fogo, que logo se transforma numa rajada de flechas flamejantes. Harbarock foi em direção a ele e pulou numa altura suficiente para largar um soco poderoso o bastante, que foi capaz de destruir o elmo de Alatoth, no lado do soco e então caiu, no mesmo momento Nyfin atirou mais uma flecha celestial digna no hipogrifo atingindo o seu coração que caiu morto ao chão.
— Não é bem assim que eu jogo amigos, mas foi um pedido de vocês, eu agora farei vocês gritarem de dor! – Neste momento um lobisomem começa a se transformar, sua pelagem negra era de fazer qualquer um tremer ao olhar. – Agora a morte os espera! – E um rugido pode ser ressoado, aumentando o poder de Flint ao máximo no meio da guerra.
E então ele foi numa velocidade surpreendente em direção a Nyfin que não teve chances, que não pode nem correr, Frigmon começa a lançar vários feitiços congelantes, mas ao redor de Alatoth estavam as sombras que queimavam qualquer feitiço congelante, e as flechas de Nyfin acertavam, penetravam e não tinham nenhum efeito sob Alatoth.
Quando o grande lobisomem estava frente a frente ao elfo ele o segurou no pescoço, e com isso Harbarock foi para ajudar Nyfin, mas seus esforços são inúteis, Alatoth deu um soco nele antes de fazer qualquer coisa, e então foi jogado todo teu corpo em direção da grande montanha que começa a desmoronar e com um pulo Alatoth leva consigo Nyfin para baixo um pouco atrás da onde os exércitos se atacavam.
— Eu não tenho piedade. – Com essa frase, Alatoth apertou a cabeça de Nyfin numa quantidade o suficiente para que a cabeça dele caísse e o corpo ficasse na mão, porém logo depois ele jogou o corpo para longe.
— Eu acreditava em você Alatoth eu tinha fé! – Disse Frigmon saindo dos escombros da montanha, muito ferido.
— Não, vejo motivo. – Falou Alatoth.
— Eu não deixarei você sair assim, CREPITUS iceberg — Gritou Frigmon, conjurando à magia que o levaria a morte, seu corpo começa a se transformar num grande iceberg que começa a explodir e lançar gigantes rajadas de pedras perfurantes de gelo, e de dentro sair um dragão de gelo.
— Dentre todos os magos do mundo que podem me deter, o gelo foi a opção mais fraca. – Alatoth usou uma bola ao seu redor de fogo, que atingia uma temperatura tão gigantesca ao ponto de cada pedra perfurante que chegasse perto fosse derretida. E o dragão se lançando em direção a Alatoth começa a jogar bolas de gelo, mas ele não era durável, cerca de trinta segundos, e para acabar logo com isso Alatoth acumulando fogo nas suas duas mãos lançou uma bola gigantesca na direção do dragão que foi desintegrado.
Poderia ter acabado por ali, mas um lobisomem sai dos escombros da montanha, e se lança contra Alatoth, eles se atracam e começam a gerar uma luta cheia de socos e arranhões com garras gigantes, e as mordidas eram capazes de provocar grandes ferimentos. Mas em momento de grande loucura Harbarock deu as costas e quando virou já havia sido atingido pelas garras de Alatoth em sua garganta que as estraçalhou elas.
— E agora, seu poder é meu também Harbarock – Falou Alatoth que quando consumiu o poder dele retornou a sua forma normal, com sua armadura quebrada e sangrando, porém já estava se curando, ele caminhou até cada corpo e recolheu as cabeças dos reis e rosnou tão alto o bastante para fazer os exércitos olharem para trás, e ao perceberem as cabeças dos seus reis, largaram as armas e ajoelharam-se diante de Alatoth, e então uma guerra havia terminado e um reino conquistado, uma batalha gigantesca.
Outro cenário já era visto, um tapete vermelho esperando a entrada de um rei, caminhando em direção do seu grande palácio, ele caminhou e se sentou em teu trono, mas algo te perturbava, ele havia de subir, havia um livro que deveria ler.
Chegando aos seus novos aposentos ele pegou teu livro e começou a ler: “ Eu encontrei aqui humanos mortos, encontrei aqui terra morta, encontrei aqui um mundo em caos, mas eu poderia fazer algo por eles, eu então reuni todas as minhas forças e reconstruí este mundo, eu o tornei o que deveria ser, eu o queria do meu jeito da minha forma, pois eu dei de tudo, eu fiz de tudo, mas então eu apenas me escondi numa caverna, minha fraqueza era verídica, meus poderes estavam quase zerados, mas uma bela moça entrou em minha caverna era um anjo, mas ela tinha asas negras, porém a moça era tão bela, que me rendi aos seus desejos, ela estava sangrando e me pedia ajuda, o que pude fazer foi colocar sua cabeça em meu colo e então acariciar sua cabeça, mexer em seu cabelo, e conversar, contei toda minha vida e minha trajetória até ficar daquela forma, e então ela me deu uma ideia, ela me disse para ter controle sobe o mundo eu era o novo criador, que Deus havia morrido, e já não éramos mais protegidos por ninguém e que eu era escolhido, pois bem eu fiz, mas depois descubro que era um anjo caído, porém sobre Deus falou a verdade, mas será mesmo que eu deveria estar assumindo o controle disto tudo? Seria eu mesmo digno de ser chamado de Criador? Eu gosto disso, e não deixarei ninguém tirar isso de mim, nenhuma ameaça ficará viva.”
— Esse é... O diário de quem recriou nosso mundo, eu estou com a obra mais importante desta nova era! – Disse o belo rapaz chamado Alatoth.
— Sim... Eu já sabia que havia encontrado ele, pois eu quem o coloquei lá, e só eu e você fomos capazes de ler tal obra, e então agora não sei mais no que acreditar, por que seria esse criador o rapaz da profecia? Por que se ele é o tal salvador, já estamos salvos, porém o mundo já anda em caos a tanto tempo que não acredito que isso seja salvação. – Falou Goldhan que havia entrado no quarto disfarçadamente.
— Eu preciso encontra-lo. – Falou Alatoth.
— Não tem como. – Disse Goldhan.
— Mas por quê?!
— Digamos que ele já deve estar atrás de você.
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