Alasca - INTERATIVA [ Hiatus ]

9 Phobos e seus 50 Deimos, Merliah... Doritos? JACKASS!


Notas iniciais
Olha só, foi mal pelo título galeraaaa XD Aqui é a Lontra, agora oficialmente com esse nome YEEEEEEEEEÉÉÉÉ. Esse capítulo foi escrito por mim mesmo ! Bom, gente, saibam que podem me chamar de Potterhead ainda, como quiserem, mas eu uso esse nome em situações formais, como uma MP com o assunto " Vamos fingir que Somos FORMAIS". Por dentro eu continuo a P0TT3RH34D, mas sempre serei Lontra S2. Bom, se você não sabe o que é Jackass, vou resumir aquie Jackass era um filme onde uns caras faziam umas manobras loucas. Procurem na Internet compilações JACKASS, é muito engraçadooooo! Bom o caso é que o povo começou a usar Jackass como um adjetivo para pessoas que gostam de Parkour e afins, gostam de fazer manobras e se atirar absurdamente. :D Lontra tb é cultura Bom comecem a ler aê, desculpa a zoeira acordei muito zoera *Feliz dia dos Namorados pra quem tá namorando, e um Bom Dia para os solteiros. *Bom dia para você também Lontra

( Angie P.O.V ON)

Sabe quando o mundo deixa de fazer sentido?

Não?

Então, era isso que eu estava sentindo agora, como se um grande NÃO tivesse invadido minha mente e estivesse a possuindo. Eu tentava reorganizar os pensamentos, mas só conseguia pensar : NÃO, NÃO ,NÃO ,NÃO. Não podia ser. Aquilo era mentira. Uma montagem. Photoshop. Macumba. “Charlie, Charlie”. Mas não podia ser.

Sabe aquele ditado brega que todo mundo diz quando quer pagar de nerd, “ Se a vida lhe der limões, faça uma limonada” ? Bom, eu não tinha sido rápida o bastante, então a vida preferiu jogar os limões na minha cara mesmo.

A maioria das adolescentes fariam algo do tipo “ Yeah! É meu namorado na TV, sociedade!” , mas quando seu namorado está sendo acusado de um crime...

Aí é diferente.

Assim que Nina disse “ Aquele não é o Tobias? “ , senti que estava desmoronando. Foi uma sensação parecida com a aquela que eu sentira quando tinha ido no EPCOT Center em Orlando e ido naquele maldito simulador de asa delta, Soarin. É... era a mesma sensação. Estar sem chão ( só que no Soarin realmente eu estava sem chão, mas... )

Tobias nunca foi um “ bad boy” de verdade. Talvez fosse um pouco hiperativo demais, mas nunca realizaria um crime sem motivo, aliás até com motivo. Era crise de bipolaridade ou algo assim?

Metade da turma se calou. O professor se calou. O MUNDO se calou, praticamente. Gradualmente todo mundo olhou para mim, alguns com o olhar acusador, outros com olhar de pena, outros assombrados, mas, deuses, todos muito desconfortáveis.

De repente, um pensamento invadiu minha mente.

Milah, aquela garota estranha acompanhada de seus amiguinhos vestidos de preto. Ela me dissera para assistir a televisão hoje. Era isso?

Tobias era um criminoso?

( Tobias P. O . V ON )

Sabe aquele seu amigo que sempre some quando você precisa dele?

Então, era o Harry.

A boa alma simplesmente evaporou dos meus pensamentos, quando eu tentava pensar o mais alto possível “ EIIIIIII! CADÊ VOCÊ!!!!!!!!! SUA IRMÃ ESTÁ VIVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!” para atrair a atenção dele. Os guardas me largaram no camarim repentinamente, e soco a coisa mais próxima, de tanta frustação. Infelizmente, a “ coisa mais próxima” era a parede, e a um microcentímetro de onde eu havia socado estava uma garota. Ela tinha os olhos azuis – elétricos que me fizeram pensar se seria uma boa ideia encará-la nos olhos ou se eu seria queimado vivo pela tempestade de relâmpagos que pareciam haver dentro deles.

– O que você está pensando, seu maluco? – Ela perguntou.

Sinceramente, estava chateado demais para responder decentemente, então usei a melhor arma do mundo, a ironia.

– Sabe como é, Né? Filho de Ares e tal. Preciso bater e alguma coisa de cinco e cinco minutos. É meu instinto natural querer matar tudo e todos.

Os olhos dela trovejaram. Seria muita covardia ficar com medo dela? Acho que sim.

– Vá jogar The Walking Dead então. – Ela disse, calmamente. – Posso dizer que todos morrem a cada segundo sem dar maiores spoilers?

Como as mulheres conseguem ser tão irritantemente civilizadas? Impressionante.

– Eu jogava – Murmurei. – Mas quem é a tão impressionante dama que sabe o que é, e, céus, joga The Walking Dead?

– Merliah. E não é exatamente um enorme prazer conhecê-lo, hum...

– Tobias, e posso dizer o mesmo.

Ela sorriu, e sorrindo não pareceu mais tão ameaçadora. Eu gostei do modo que ela pintava as pontas do cabelo de azul escuro. Parecia alguém legal, mas praticamente irradiava poder demais até para uma semideusa.

– Acho que você já deduziu que sou filha de Zeus. – Merliah disse, confirmando o que eu estava pensando.

Nós dois até que conversamos mais um pouco, mas um dos guardas entrou na sala e nos obrigou a sentar e assistir a cada uma das “ performances” dos semideuses. Merliah não pareceu muito feliz em ficar no meio de uma multidão.

O próximo a ser arrastado foi outra garota chamada Haruka Sayu. Deuses, como se pronunciava aquilo? Minha pronúncia devia estar linda.

A garota sentou e Sr. Egocêntrico entrou em ação.

Power Rangers, HORA DE INCRIMINAR!

A criatura deveria ter matado cinco colegas de escola em plena luz do dia por causa de uma discussão com o namorado.

O que um bom dia de mau humor não nos faz, crianças?

Haruka era filha de Apolo, dava para ver. Ela ficou tão emocionada enquanto falava que começou a chorar de raiva. Para nós, de raiva. Para os espectadores, aquele choro não passava de uma situação ensaiada para receber perdão. Para eles, aquilo soaria divertido, e alguns ficariam se perguntando ela estava chorando se fizera algo tão horrível, se era ela a criminosa. Mas eles estavam errados.

Não éramos nós os criminosos aqui.

Vários outros semideuses foram chamados e seus crimes absurdos revelados. Mas assim que um filho de Poseidon foi convocado, meus pensamentos voltaram para Angie.

Meus deuses, eu queria poder saber onde estávamos para correr dali, fugir e voltar para convencer o mundo que não, eu não era um criminoso, mesmo que eu tivesse que explodir algumas bombas, principalmente agora que elas estavam tão acessíveis, literalmente nas palmas das mãos.

Minha mãe devia estar muito preocupada. Imaginei a situação.

Cara, eu estava ferrado.

Os guardas começaram a se agitar. O programa tinha acabado. Harry não fora chamado. Não entendi. Provavelmente, ele apareceria no próximo programa.

O filho de Plutão agarrou a gente a força. Dessa vez, levaram apenas cinco por vez. Não vi nem Harry nem Luanny. Será que ele sabia que ela estava bem? Tinham conversado pela mente?

Finalmente, chegamos no mesmo pátio onde tínhamos lutado contra o cão infernal. Boas memórias eram o que não faltavam.

O Imperador saiu de algum lugar com Milah ao seu lado. Os dois passaram o olho por nós rapidamente.

– Bom, parabéns a todos, foram muito bem. Quem não foi entrevistado passará por um pequeno documentário sobre suas vidas, então façam o favor de introduzir algumas drogas e crimes escondidos. – Hhumm.... agora, acho que chega. Cansei.

– Como assim você cansou? – Gritou Alessandra, que estava na outra ponta. Não pude deixar de recordar daquele sonho. – NÓS é que somos os escravos.

Ela olhou para nós de modo pedinte, como se disse “Treta?”

Todos nós respondemos com o olhar:

“ Treta”.

Então explodi algumas granadas.

Sério, acho que um maníaco tinha tomado conta de meu corpo, por que eu invocava granadas granadas e mais granadas sem parar, eu estava realmente louco para matar aquele cara.

Cara que estava muito mais preparado que a gente, vale dizer.

Os guardas entraram em ação assim que sacaram o que nós iríamos fazer. Esqueçi que também haviam filhos de Marte naquele lugar, e xinguei todos os palavrões existentes na minha mente, torcendo para que Harry não ouvisse.

Uma filha de Mercúrio ( Hermes para os GREGOS ) chegou por trás de mim. Ela estava comendo Doritos . Estava claramente assustada, pois estava desarmada, mas tentou me socar pelas costas. Merliah estava pronta para atacá-la, mas pedi com o olhar que deixasse para mim o serviço de nocauteá–la.

– Você quer Doritos? – Tentei falar de modo assustador. – POIS TOME DORITOS!

– MISERICÓRIDA!- Gritou a garota.

Eu preferi não matá-la. Isso me faria um criminoso. Então arranquei o saco de Doritos de sua mão, peguei alguns ( comida boa não deve ser desperdiçada, ué ) e enfiei o saco inteiro na cabeça dela. Com a visão da garota tapada, dei um chute inspiradíssimo na barriga dela. A garota caiu no chão, desmaiada.

– AÍ SIM! – Disse Pietra, que lutava com um filho de Vênus que parecia o Brad Pitt. – Sinto muito, parceiro. Dói em mim destruir um rosto tão bonito, mas são as circunstâncias!

Desviei o olhar. Pietra não era do tipo que usava saco de Doritos para atacar.

Chegou uma hora que estávamos em desvantagem. Os romanos se multiplicavam e se multiplicavam, então tentavam não nos matar, mas já haviam muitos resíduos de sangue no chão. Sangue dourado.

Corri para um canto qualquer para fugir um pouco e lancei uma bomba de sono em cima de alguns romanos. Eles caíram no chão, dormindo, na mesma hora. Pareciam uns bebês.

E vi uma fonte.

Uma fonte velha e gasta estava escondida num canto, já sem água. Estava muito fria. Mas nela estavam estampadas várias cenas de deuses- deuses gregos- em diversas batalhas.

Só podia ser brincadeira. Que tipo de trocadilho era aquele? Em uma das cenas, estavam estampados Ares, meu pai, e Phobos e Deimos, em cima da carruagem do medo e do terror espalhando amostras grátis de medo, pânico e guerra por aí.

De repente, meu senso de criatividade estourou. Bati na cara do romano filho de Belona que usava uma adaga de ouro e o empurrei para longe, roubando sua arma.

Corri com minha vida para a fonte.

– E aí, irmãos? Dá pra ajudar aqui, um pouquinho?- E taquei a adaga na fonte em direção ao desenho.

Por um segundo, pensei que nada fosse acontecer. Meu coração bateu em falso.

– CHEGAMOS! – Gritou Phobos, seguido de Deimos. – Falow, irmão! Que orgulho, finalmente vamos lutar juntos!

– Mas não por muito tempo. Os outros deuses não podem vir, mas já que não somos tão famosos – Os olhos de Deimos faiscaram de raiva. – Não somos tão atingidos. Vamos fazer isso rápido. Preciso zerar meu novo videogame.

Fiquei tão feliz que quase chorei. Meus deuses, até que eles eram legais. Que tipo de deuses mexeriam um dedo sequer para ajudar um bando de adolescentes tão descartáveis? Phobos e Deimos.

Os outros não faziam ideia de quem eram os indivíduos rockeiros, mas começaram a ficar animados quando viram que estavam do nosso lado.

Phobos pegou sua arma de fogo.

– Calma, é só sonífero. – Ele disse quando viu minha expressão. – Mas juro que se você liberar, tenho uns dardos bem legais...

– Não. – Interrompi.

Ele fez cara de decepcionado.

– O.k.

Manejar aquela arma, para ele, parecia tão fácil quanto abrir um livro.

Continuei fazendo alguns romanos desmaiarem ao lado de Phobos. Foi quando notei um pequeno detalhe.

– PHOBOS, POR QUE DIABOS EXISTEM CINQUENTA DEIMOS? – Berrei.

Vários Deimos corriam pelo local brandindo a espada e atingindo alguns romanos aqui e ali. Só olhei por um segundo; tinha que me concentrar.

Phobos riu. Imprestável.

– Irmãozinho, as vezes acho que você esquece que somos deuses gregos.

– VOCÊS PODEM FAZER ISSO? – Gritei. Eu estava histérico.

– Claro que não, imagine! É só ilusionismo!- Phobos respondeu.

Por um segundo, pensei que ele tivesse sido irônico. Mas olhando melhor, dava para perceber que os vários Deimos chegavam perto da pessoa e suas espadas a atravessavam. O indivíduo ficava tão atordoado e surpreso que o único Deimos – o de verdade- o atacava com muita facilidade, o deixando desmaiado no chão. As vezes, os Deimos de mentira gritavam “ JACKASS!” e pulavam mergulhando no ar e no chão.

– Wow- Sussurrei.

– OKAY, CHEGA! – Berrou Milah, de onde estava escondida com seu pai. Suas palavras foram tão fortes que até Phobos parou e acenou bobamente. – VAMOS TODOS PARA OS QUARTOS. ACABOU A PALHAÇADA!

Notas finais
Nesse capítulo, descobrimos que Phobos e Deimos servem para alguma coisa. #ficaadica
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.