Alasca - INTERATIVA [ Hiatus ]
6 Algumas tretas e tal
Notas iniciais
( Tobias P. O. V ON)
Phobos e Deimos não estavam para brincadeiras.
E os amigos de Tobias reclamando dos irmãos mais velhos, tipo, oi? os irmãos mais velhos DELE eram deuses do pânico e do medo, gostavam de Super mega ultra hard rock e implantavam pesadelos nas pessoas.
Tobias lembrou de não convidar eles para o Natal.
Assim que Deimos disse " sinto muito, irmão" a sala com cadeiras sumiu completamente. Agora ele estava em outro local. Totalmente preto. Não tinha paredes, não tinha chão, mas de algum modo Tobias estava de pé.
Não tinha mais ninguém lá. Era assustador. Cara, o que Phobos e Deimos estavam pensando? Que criatividade, uau, uma sala vazia. Yey.
Mas uma menina apareceu.
Ela era alta, ruiva e tinha cheiro de vinho. E parecia estar o olhando.
– Ei! Quem é você? — Perguntou Tobias. A menina deu um passo para trás. — Peraí, você existe?
Parecia uma pergunta boba, mas, sei lá. Ela podia ser um sonho. Tobias invocou uma lanterna de estampa militar e tentou iluminar o rosto a garota, mas ela parecia apenas vê- lo, e não ouvi- lo.
Seu medo de não ser ouvido.
Como tinha adquirido aquele medo?
Os garotos da quinta série da escola em que Tobias estudava com seus onze anos eram cruéis. Eles não aceitaram felizinhos um novo aluno um pouco mais alto que eles, mais hiperativo que eles e melhor que eles em educação física. Então, ficaram pelo resto do ano fingindo que não ouviam Tobias. Literalmente. Até as meninas entraram na brincadeira, ou seja... foi um ano meio complicado de trocar algumas ideias.
A garota não parecia muito segura, então Tobias invocou uma bandeirinha branca da paz, que estranhamente tinha escrito " Tobias".
– Alessandra*- Falou a ruiva. — Dionisio. E você?
– Ares- Tobias falou.
– Quê? — Perguntou Alessandra. — Eu não te ouvi.
Claro. Tobias tinha esquecido.
Ele fez uns golpes de caratê e judô, invocou algumas pistolas e Nerfs legais, mas a filha de Dionisio continuava confusa. Então, ele invocou de novo a bandeirinha, mas dessa vez uma vermelha escrito " Ares".
– Como você está aqui? Isso é uma ilusão. Isso é meu sonho. Paa de invadir meu sonho. Vai embora- Ordenou Alessandra.
A bandeira mudou de frase.
" Eu estava aqui antes. Vá embora você"
– Não! Esse sonho é MEU! Eu dormi antes... acho- Grunhiu Alessandra.
" Nope."
– Tá... então. Vou esperar acordar. Você é uma ilusão. — Falou a garota, sentando -se.
" NÃO, NÃO SOU!"
– Tá, então você não é. E essa bandeira é ridícula.
" Se preferir eu escrevo em alguns dardos. Tenho uns bem legais aqui."
– QUEM SÃO VOCÊS? — Berrou um garoto. Tobias o conhecia de algum lugar....
Ah. Da luta do cão infernal. Não era aquele garoto que estava do lado dele? Harry, filho de Hécate ou algo assim?
– Sim, sou eu, por quê? — Falou Harry, mexendo nervosamente as mãos. — é, eu leio pensamentos, se acalme.
" Vou conversar com você assim?"
– Vai. Vem cá, eu lhe conheço de algum lugar. — Falou Harry, se aproximando de Tobias e Alessandra, formando o trio mais estranho do mundo. — Ah. Você estava do meu lado, né?
– Oi, gente, que monólogo é esse? — Pediu Alessandra. — Eu também estou aqui!
Harry* guardou a arma que estava empunhando e relaxou. Ele parecia o "garoto calmo", aquele típico menino que vivia dizendo que a melhor solução para tudo é a conversa, as quando ficava raivoso... deuses me livrem.
– Obrigada por suas primeiras impressões, Tobias- Falou Harry, impressionado. — Minha irmã diz a mesma coisa.
" Você tem uma irmã?"
– Tenho.- Disse o filho de Hécate. — Ela... foi levada por aquela Milah. Não sei onde está. Não consigo fazer a ligação com os sonhos.
– Sinto muito- Falou Alessandra. Ela prendeu os cabelos ruivos num coque. — Mesmo.
Tobias tomou o cuidado de não deixar transparecer o que estava pensando no momento, por que Harry certamente não gostaria de ver as supoçisões de onde a irmã dele poderia estar.
" Não entendi por que nos encontramos nesse sonho. Phobos e Deimos... também aparecerem para vocês?"
– Phobos e Deimos? Não, glória as Parcas. — Falou Harry.- Bom. Quem me trouxe aqui foi... uma entidade não muito legal. Ela vem me assombrando desde que chegamos aqui. E você, Alessandra*, como chegou aqui?
– Não sei! Dormi e quando dei por mim estava esse garoto gritando sem voz.- Ela disse, confusa. — Mas sei ue temos alguma ligação. Só pode. Desde quando pessoas conversam em sonhos?
Tobias começou a brincar com uma bolinha de pular prateada que surgira em suas mãos.
– Ahhh! Solta isso, você está louco?- Perguntou Alessandra.
" Quê, é uma bola?"
– Não, é uma granada. — Disse Harry calmamente. Tobias pensou que ele podia estar sendo sarcástico, mas realmente era uma granada. Ele fez ela sumir.
– Vamos... tentar sair daqui, ok? — Pediu Alessandra. — Já devíamos ter acordado.
De repente, tudo ficou vermelho. Alessandra e Harry ficaram vermelhos aos olhos de Tobias. Eles começaram a se desintegrar, mas ele sabia que era apenas uma uma visão. Pessoas não se desintegravam fácil assim. Não era possivel. Tobias começou a ficar seriamente preocupado.
Os outros começaram a ter as mesmas reações que ele. Estava acontecendo o mesmo?
De repente, uma voz forte e alta ecoou por todo o local. Um gigante enorme entrou no lugar, rindo sadicamente, e apontou para eles. Seus olhos eram frios e negros como a noite. Sua pele refletiam estrelas, e seu cabelo era marrom, sujo e encaracolado. Tobias tentou invocar uma arma, mas estava parasilado. As imagens de Alessandra e Harry iam e voltavam, como pixels num computador.
– Pobres semideuses- Disse o gigante. — Tão pequenos. Tão inocentes. Tão insignificantes. Se preparem para o ressurgimento do primeiro. Não conseguirão escapar dessa vez, heroizinhos inúteis. Dessa vez, nós vamos vencer!
– Clítio* — Murmurou Tobias. O Anti- Hécate olhou para Harry, que se encolheu, e apertou nas mãos a espada de aço que estava empunhando.
– Cria de Hécate- Falou desdenhosamente o gigante.- Em breve, meu patrão vai atender meus desejos. Ele vai exterminar toda a raça imunda daquela titã traidora. E, de bônus, talvez eu fique com esses dois.
– Não vai ficar com NINGUÉM- Desafiou Alessandra, tirando um chicote de algum lugar. — Cadê a Merliah quando de precisa dela...
A imagem deles voltava e ia embora. Aquilo estava fazendo muito mal a visão de Tobias.
– Para de me seguir, Clítio- Falou Harry. — Me deixa em paz. Que... patrão é esse que você está falando?
Clítio fez os olhos brilharam. As estrelas em seu corpo acenderam mais. Talvez ele estivesse exitado.
– Meu patrão! — Ele gargalhou. — Meus patrões. São dois, criatura imunda!
Tobias ficou receoso com esses dois patrões. Podiam ser qualquer pessoa. AXL Rose, Pinkie Pie, Snoop Dog... todos assustadores.
– Tártaro e Urano vão ressurgir com toda a sua glória, Urano, o primeiro deus de todos, assasinado por Cronos e sua ralé imunda. Não, agora vai ser diferente. Tártaro. O deus do abismo! Ah!
– No dia que você fundar o fã clube oficial, lembre- se de me chamar para entrar!- Falou Tobias ironicamente. Ironia era a melhor arma nessas horas em que você está paralisado vendo um gigante milenar enfeitiçar seus colegas de prisão, que por um acaso são inocentes.
Clítio fez uma careta.
– Agora, filho da titã traidora, recite a profecia...- Ele ordenou.
Harry pareceu esta confuso. No instante seguinte, seus olhos ficaram verdes. Ele começou a recitar realmente alguma coisa com uma voz tranquila e firme.
Na terra além do alcançe dos deuses
Muito sangue será derramado
muita gente sofrerá
por um crime injustiçado
Os primeiro deus ressusgirá
acompanhado do abismo profundo
Alto e baixo causarão
juntos o fim do mundo.
Mas atenção,
por que o vilão
vai muito além do que
os olhos podem ver.
A guerra deve lutar
para que no futuro,
haja paz.
– Ele é o Oráculo de Delfos- Murmurou Alessandra , assombrada. — Harry. Quem diria?
Harry voltou a si. E sumiu no instante seguinte. Tobias só pôde torcer que isso teria significado que ele tivesse despertado. Alessandra estava lívida.
– Fala logo o que quer da gente- Disse ela.
– Não vai ter graça se eu jogar tudo na mão de vocês, afinal não é assim que funciona. Mas tentem não morrer até que eu os mate. Perderia muito uma parte da graça.- Falou Clítio, sumindo.
– Irmão- Uma mão branca puxou Tobias de algum lugar. Ele foi levado para a sala novamente, com Phobos e Deimos. Agora, Deimos usava uma máscara do Golden Freddy, e tinha uma pilha enorme de máscaras ao seu lado. Phobos tinha o puxado.
– Não era isso que tínhamos pra você hoje- Falou Phobos, beirando a preocupação.
– Era pior, diga- se de passagem — Disse Deimos, jogando a máscara do Golden Freddy no chão e experimentando uma do Jeff The Killer.
– Shiu, Deimos- Sibilou Phobos. — Irmão, você está bem? Não é normal Clítio aparecer assim, do nada... tão... real.
– Eu não estou bem. Nada bem — Disse Tobias com toda a sinceridade. — O que aconteceu com Harry? Alessandra, ela está BEM? O que acaba de acontecer?
– Manda ele de volta, Phobos- Disse Deimos, desistindo da máscara número 23456667. — Quê, vai ter uma festa no Olimpo. Não me olhe assim. Somos deuses menores. Nós podemos.
Phobos agarrou o braço de Tobias.
– Vai doer, mas você está em estado de sono profundo.
E ele torceu o braço, simplismente.
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– AII! PHOBOS, SEU LOUCO! — Ele berrou. E abriu os olhos.
Pietra e Effy o encaravam como se ele fosse louco. Aparentemente, ele acordara gritando e agarrando o braço. As duas filhas de Hades estavam conversando, provalvemente por que não tinha muita mais coisa pra fazer.
– Quem, Tobias?- Perguntou Pietra se levantando. — Você está bem, cara?
– Tô! — Ele falou. O braço não doía mais, mas a dor, mesmo no sonho, tinha parecido muito real. — Só um pesadelo. E tal.
Effy parecia que estava encarando um louco e planejando o largar no manicômo mais próximo.
– Arrã...- Ela murmurou.- Sim, Pip, conte- me mais sobre sua mãe.
Pietra tornou a e sentar com o olhar desconfiado. As duas irmãs agora pareciam se dar bem, tirando que estavam no meio de um lugar desconhecido, frio e que se conheciam a duas, três horas?
A vz afetada do Imperador ecoou, absurdamente alta.
" POR FAVOR, AGUARDEM OS GUARDAS LHE ESCOLTAREM PARA A SALA PRINCIPAL. SEJAM GENTIS. FAÇAM O QUE EU MANDAR. SE NÃO... "
E os guardas de preto entraram de supetão no quarto.
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