Alan
3 Café da manhã com meu encosto.
Notas iniciais
Eeeai tudo ok ? Mais um capítulo fresquinho :)
Boa leitura S2
Era de manhã, uma das manhãs mais belas para ver um encosto, eu estava comendo um pudim deliciosamente suculento, quando de repente olhava para o lado, e lá estava a Brenda. Ela me olhava com um olhar cortante, como se estivesse ficado muito tempo sem falar nada, e estivesse com uma metralhadora carregada de palavras para me fuzilarem.
E um silêncio se prolongou.— Án? então alma penada, você não deveria estar na minha mesa comendo pudim comigo.Ela me olhou com o já conhecido olhar cortante.— Eu não sou uma alma penada seu idiota.— Então e o que? Ela parou como se não soubesse responder.— Eu, eu... Eu sou...Completei — Meu encosto.— Cala boca! Eu não morri, eu só não me lembro o que aconteceu.— Droga uma alma penada que sofre de negação.Ela levantou as mãos para o céu.— Deus, o que eu fiz para merecer isso? Por que depois de todo esse tempo só esse panaca consegue me escutar.— Ai essa doeu na minha alma.Levei a mão no coração em uma encenação exagerada.— Á não acredito.Ela se levantou da sua cadeira e me deu um tapa.O meu sonho começou a ficar um pouco distorcido, e nublado. Eu presenciei o desespero da Brenda como se o radinho de brinquedo dela tivesse acabado de sair de sintonia.E enfim eu acordei. Eu sabia que a comida do refeitório da escola hoje estava um pouco estranha, eu só não sabia que espécie de droga as funcionárias da cozinha estavam lidando, seja lá o que for era forte e louco.Eu estava quase ponderando em levantar da minha cama, quando escutei a voz do meu pai.— Alan? Meu saghir.Saghir era uma conhecida palavra, entre mim e o meu pai, uma vez ele disse que era pequeno em árabe e a pronúncia se parecia com esfirra e safira que ficava mais ou menos saviro.Ele continuou.— Vamos sair um pouco? — Pai, eu não estou muito afim.— Então já que você não sai, eu entro.Nessa hora ele abriu a minha porta rapidamente.Talvez fosse essa uma das cenas mais traumatizantes que eu já tivesse visto, meu pai com um colã rosa e meias altas verde neon.Eu me revirei de rir na minha cama. E eu podia escutar a suave risada da minha mãe, perto do meu pai.— O que você acha de fazermos um pouco de ginástica hoje? Oferta imperdível de sua mãe.Com uma oferta dessas, eu não poderia recusar, minha mãe tinha uma pequena academia em casa, ela era professora de ginástica, então desde pequeno eu fiz algumas aulas. Ginástica deveria ser utilidade pública, era uma das coisas mais relaxantes que existiam, eu tinha acabado de jantar e cumprir a minha cota de conversas com meus pais, então subi para meu quarto peguei meu pijama de golfinhos, sério? Dormir vestindo golfinhos e a melhor coisa do mundo. Quando voltei para meu quarto, o gato da minha vizinha estava miando desesperadamente para minha cama, senti minha nuca se arrepiando e todos os meus sentidos gritando o mais alto possível “sai daí seu idiota”.— Não posso deixar meu medo me dominar – falei alto para tentar me convencer.— Você está com medo cara de peixe morto? Levei um susto tão grande, que o gato da vizinha deu um pulo e saiu correndo pela janela.— Quem... Quem falou isso? — Você é mais idiota do que eu pensava– escutei um suspiro– Sou eu, Brenda.— Não, você morreu.— Olha que estranho, eu acho que você está errado cara de peixe morto.De repente escutei o barulho da tranca da minha porta sendo fechada.— Meu Deus, sai daqui sua assombração, tá repreendido. Quando me virei pude ter o deslumbre de uma Brenda mais pálida que o normal com uma luz que com certeza só fantasma tinham, ela estava travada no meio de um passo com uma cara um pouco distorcida.—Da... Para vo...cê retirar... Essa palavra.— Nem ferrando! Você acha mesmo que eu vou soltar você, você vai possuir minha alma ou algo assim.O gato bateu na borda de madeira da janela soltando a Brenda do seu estado “congelado”.— Sem pirar agora maricá, está bem? – ela falou contendo sua raiva.Corri para minha cama e me cobri com meu manto protetor contra uma lista gigantes de seres sobrenaturais, também conhecido como cobertor.— Por que Deus? Porque fez somente esse babaca me ver? – Brenda falava indignada.Ela suspirou, e de repente senti uma típica calmaria no quarto.Tirei meu cobertor e dei de cara com a Brenda sentada na ponta da minha cama com o rosto afundado nas mãos. Se a Brenda não fosse o ser mais maléfico que eu já conheci diria que ela estava chorando.— Hey, encosto? Você está bem? — E claro que eu não estou bem! Eu sou uma... Uma...— Alma penada–completei.— Porque? Porque você consegue me ver? Eu já tentei me comunicar com todos dessa cidade, mas porque só você me vê? — Olha também não sei, deve ser uma sátira divina contra nós dois.Ela levantou seus olhos azuis, agora pálidos e quase sem vida.— Você tem que me ajudar, descobrir como eu morri, ou apenas achar meu corpo algo do tipo.— Não é porque você aparece como um encosto no meu quarto que eu vou te ajudar!
— Você é o único que pode. — Já disse que não! Se quiser pode ficar naquele sofá ali no canto– apontei para um sofá vermelho empoeirado. Me virei na cama e tentei dormir, isso devia ser mesmo uma alucinação, seja lá o'que as funcionarias da cozinha estivesse lidando era pesado.— Acorda! Seu babaca, eu não vou dormir naquele monte de poeira, você tem que me ajudar.Doces palavras que foram repetidas em média por 45 minutos até ela lembrar as letras de muitas músicas que me faziam querer arrancar meus tímpanos. Já eram 4 da manhã e ela não calava a boca.— Eu te ajudo! Só cala a boca, eu não aguento mais me deixa dormir! Com um sorriso satisfeito ela em silêncio foi até o sofá vermelho e deitou nele, cruzou as pernas e teve a cara de pau de dizer boa noite.— Silêncio e a dádiva do mundo! Não tinha a menor ideia de como consegui dormir mesmo estando paralisado com a ideia da minha vizinha até então morta estar dormindo no meu sofá. Isso não podia ser verdade, com certeza eu estava delirando.
Notas finais
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Byeeee
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