Alaíndia
5 Capítulo 5 - Isso me dá... Tic-tic nervoso!
Notas iniciais
Boa leitura, eu espero!
;D
Isso me dá... Tic tic nervoso.
(...)
No capítulo anterior, Ikki e Shaka estão a caminho do Hotel onde os demais estão hospedados. Enquanto isso, o casalzinho Hyoga e Shun sem nada pra fazer, resolvem quebrar o tédio até aparecer o amigo Seiya pra estragar a festa.
-Gente, desculpa, eu já disse que mal, eu achei que já estavam acordados e sei lá, fazendo alguma coisa diferente... – Seiya era um completo desleixado.
-Entra Seiya, sinta-se na casa da mãe Joana! – Hyoga o convidou, mesmo absurdamente irritado e já se levantando a contra gosto direto ao banheiro. Shun se levantou fingindo naturalidade e foi finalmente organizar as roupas da mala no armário. Não iria esperar pela boa vontade do namorado.
-Eai, tem alguma ideia pra hoje? – Pergunta o amigo, mexendo em alguns móveis e desorganizando os mesmos.
-O Hyoga acha melhor esperarmos pelo Shaka e meu irmão.
-Shiriu também.
-Eles já estão a caminho, não se preocupe.
-Ah é? Uh, finalmente! Já estava mofando naquele quarto... Puxa, você tem uma bela vista daqui... – disse Seiya espiando o horizonte da janela da suíte do casal.
-É muito bela mesmo... – respondeu meio impaciente – Seiya, você não tem nada pra fazer?
-Hummm... Não! – Seiya não tinha desconfiômetro, mas se achava um charme ser cara de pau, tanto que nem saiu do quarto do amigo. Afinal, o moreno nunca compreendeu o significado do famoso ditado os incomodados se retiram, mas adorava ser um estraga prazer. Coitado, não tinha ética e compostura, e sua excepcionalidade mental era um pouco atrasada, o que dificultava certas vezes. Mas para isso, havia quem o repreendia quando seu comportamento era indiscreto e muitas vezes sem freio.
Shiriu, sua cara metade oposta era o único que conseguia ajudar Seiya e sua bipolaridade até então nunca diagnosticada. Um amigo da fraternidade – tipo o Ikki – quase sempre um anônimo como amigo, achava a dupla pretérita mais que perfeita e, por essa razão atribuiu um codinome carinhoso aos beija-flores: Debi & Lóide!
Hyoga sai do banheiro e Seiya percebe que ele ainda insistia com aquela cara de azedum, já que não conseguiu levar o pato pra nadar.
-Ei oxi, o Shiriu quer falar com você! – disse em tom imperativo.
O loiro apenas encara o mais novo enquanto vestia uma bermuda salmão e uma camiseta polo branca, demonstrando seu abdômen definido e sarado. Sentou na cama, calçou uma sandália de tiras de coro made in China, dá um selinho carinhoso em seu garoto e passa por Seiya sem antes dar-lhe um cascudo merecido na cabeça.
-Ai! Vou descontar no Shun, viu?!
-Experimenta...
-Humf!... Oxigenado!
Assim que sai o russo, Seiya se joga na cama do casal, louco pra contar as aventuras programadas que estava pensando em fazer.
...
-Ôh, de casa... – deu dois toques leve na porta semi-aberta.
-Entra, moage!
-... Fala ai, Limo-bai! Que ta pegando, velhão?
-Limobai é sua avó de zorba.
Hyoga riu em deboche, se aproxima de lado do amigo que estava de frente para uma estante com quatro gavetas de roupas e um espelho enorme. Pousa as duas mãos nos ombros do amigo e encara-o por meio do espelho, lhe fazendo uma massagem revigorante.
-Você parece tenso...
-Acho que estou mesmo... – considerou e deu de ombros.
-Relaxa que você está na India pra se divertir, não precisa ficar assim, se acaso você broxou e não conseguiu dar no coro ainda...
-Fala sério, Hyoga! – Saiu de forma ríspida e abriu o armário para pegar uma caixinha. Sentou-se na cama sob os olhos curiosos do outro – Eu tenho muita coisa com que se preocupar e ISSO... – mostrou a caixinha – é uma delas!
-É o que estou pensando o que é? – Hyoga se aproximou do amigo, se encostou próximo à janela e cruzou os braços e as pernas para mirar o amigo e aquele objeto bem seguro em suas mãos.
Shiriu fez menção positiva e pediu que o amigo fechasse a porta. O loiro ficou sem entender, mas obedeceu.
-Antes de começarmos, quero que saiba que eu cobro cinquenta a hora e adiantados! – debochou e logo ficou sério ao perceber a seriedade no rosto do outro, enquanto olhava para aquela caixinha preta. Ele não estava para ouvinte de piadas, seja qual for.
-Posso ver? – Hyoga puxa uma cadeira confortável, senta de frente pra ele. Ao abrir a caixinha, se surpreendeu com o tesouro caro que guardava e abraçou o amigo voluntariamente; sem entender nada, este, encarou o amigo.
-Oh, Shi, obrigado, querido, não precisava... ^_^
-He-he-he... Besta! – soletrou um sorriso falso e armado.
-Falando sério, isso aqui deve ter custado o olho da cara!
-Quando se ama alguém você faz o impossível acontecer, e não importa o valor.
-Isso foi poético, (risos). Só me diz uma coisa, o Seiya sabe que você está traindo ele com esse anel? – riu em deboche novamente e Shiriu franziu o cenho já impaciente com suas tiradas.
-Acho que você anda tomando muito Viagra no café da manhã, seu bom humor está ficando alterado, já percebeu?!
-Você acha? E eu que pensei que estava de mau humor...
-É? E quem poderia ser o corajoso para tirar-lhe o bom humor, logo pela manhã?
-Não há outro incomparável ao seu namorado Seiya, que me fez um grande favor de aparecer bem na hora do meu desjejum sexual. – Hyoga faz gestos obscenos de fudelância.
-Heheheheh... pra você vê né, como são as coisas...
-Dá próxima vez mantenha seu boneco inflável, seu cavalinho de pau ou que diabo for.., dentro do quarto porque não é a primeira vez que isso acontece. Já estou farto das criancices dele!
-Ok, tudo bem, eu falo com ele. Mas você sabe que ele é uma criança depois do Shun, então tenha paciência – sorriu tirando vantagem.
-Ah, não mesmo!!
-Veja pelo lado bom, você economizou energia pra mais tarde. – dá três tapinhas nas costas do amigo.
-... Tá, então diga logo, em que posso ser últil? – desconversou o assunto, referindo-se ao anel.
-Tem alguma ideia? Eu não quero parecer precipitado nem quero pressioná-lo, entende?
-Hum... agora você me pegou!
-Não é possível que depois de quebrar a fuça inúmeras vezes você não tenha algo pra me dizer.
O russo não gostou da tonalidade e da forma como aquilo soou.
-Eu não sou doutor em conselhos amorosos, tão pouco o rei dos encontros.
-Desculpe então, eu pensei que dentre nós, depois do Ikki você fosse o mais experiente.
-Sim, mas isso inclui o que exatamente?
-Quer saber, deixa pra lá. Eu pensei que você pudesse me ajudar nessas horas... Mas acho que você é a pessoa errada pra isso.
-Ah, então me ensine, já que você é um sabichão presunçoso.
A língua do chinês coçava e ele gostaria de realmente dizer o que pensava sobre o russo. Talvez o fato de não ter sido ajudado, teria se embainhado com seu nervosismo e descontado no amigo, mesmo sem querer... querendo.
-Sei lá, eu acho que você e o Shun têm mais história pra contar depois daquela vez que você pisou feio na bola. O que eu quero dizer é que, mesmo você sendo um cara experiente, não é aquele que eu diria, nossa, que exemplo; nem sei se um dia seria capaz de amar o Shun a ponto de pedir que ele se case com você, mas...
-Acho que saberei quando e como fazê-lo quando chegar a hora. E isso só interessa a mim, pode ficar tranquilo Shiriu. E você sabe muito bem que o Shun reage de forma contrária a isso.
-Eu sei, eu quero dizer que...
-Eu sei o que você quer dizer. Você é o fingido mestre da cerimônia mas está entrando na minha privacidade e isso eu não tolero. – alertou-o
-Privacidade? Ora vamos Hyoga, não leve ao pé da letra.
-Então por que se importa? É, por que veio pedir minha ajuda, se os meus conselhos não valem tanto pra você, peça ao Ikki e vejamos no que vai dar. Aposto que ele é muito mais confiável que eu.
-Eu estou confiando minha intimidade a você, os meus planos com o Seiya, e só quero ter certeza de que...
-De que não irei ter a má sorte de ter estragado seus planos.
-Olha, desse jeito não dá pra gente continuar o papo, se eu falei o que você não gostou, então esquece, valeu?
-Você nem ao menos tem a coragem de admitir que está errado, pedir desculpas é tão difícil assim pra você?
-Eu estou errado?!? – se indignou.
-Você pensa o que quer e fala o que bem quer, e esquecer o que você disse sobre mim é meio que deixar você e os outros continuarem pensando que eu sou ainda o velho Hyoga. Eu amo o Shun e me casaria com ele hoje se fosse possível!
-E você ainda se preocupa com o que os outros dizem?
-Outros não, mas meus amigos sim!... Nunca pensei que você fosse jogar isso na minha cara, Shiriu. Logo você...
-E você achou que por sermos amigos eu fingiria que suas atitudes não causaram efeito algum quando você foi embora? Quantas noites perdidas eu, o Seiya, o próprio Ikki não tentamos fazer Shun reviver de novo. Ele era só um adolescente, uma criança aos seus olhos. O que você fez foi irreversível Hyoga, indigno de sua parte!
-Ok, sinta-se à vontade então de subjugar-me. Eu sei que minhas atitudes marcaram pro resto da minha vida mesmo!
-Eu não o condeno, seu passado sim! Seria mais justo você assumir pra si. Meu conselho é, não fuja da raia se todo mundo sabe que no final das contas, quem contradiz é você mesmo.
-Eu não quero saber do seu conselho, engole isso e todo orgulho e prepotência com seu narizinho arrebitado que você tem! – cuspiu a irritação – Eu não sou covarde de fugir do meu passado, pelo contrário, pago por meus erros até hoje e pagarei até quando precisar, pelo Shun. Ao contrário de você, que sempre foi um bunda-mole sem atitudes para iniciar um romance com o Seiya; o coitado sempre teve que dar os primeiros passos que você, até hoje, não soube nem saberá fazê-lo!
-Ora, seu petulante duma figa...
-Petulante é você!!
Shiriu suspirou pesadamente, o clima já estava tenso e poderia piorar se não interviesse o quanto antes.
-Hyoga, é melhor que saia do meu quarto agora – pediu educadamente e trincando os dentes.
-Com muito prazer. Só deixe-me lembrar de uma coisa. De nada! – respondeu em agradecimento que o outro não lhe atribuiu quando foi pedir sua ajuda.
-Não tenho que agradecê-lo pelo que você não contribuiu em nada!... Mas posso contar com suas piadas infames para me alegrar um pouco quando eu quiser rir de algo desnecessário.
-A próxima piada que farei terá você como protagonista, pode crê!
-É? Então aproveita e adiciona sua relação com o Shun, tipo uma mistura de namorados, ficantes, amigos, amantes... Seja lá o que você contratou com ele...
-Olha aqui, Shiriu, eu não te dei espaço pra falar da minha relação com o Shun, tá ouvindo?!! – cuspiu ferozmente encarando-o e apontando o dedo na cara do amigo – São pessoas como você que o mundo já está saturado! Não têm coragem suficiente pra dizer na nossa cara o que pensam e o que acham e preferem fazer joguinhos e indiretas.. Todo mundo tem o seu motivo e ninguém pode dizer que eu não tive o meu, porque eu tive!! – cuspiu novamente, bastante irado.
-Ei, ei, o que está acontecendo aqui gente? Não posso acreditar que vocês dois estão saindo no braço; tipo, não me admiraria se fosse o Ikki, a Winehouse ou o Théo Becker, mas vocês... – disse Seiya, se aproximando dos dois ao perceber os cosmos agressivos de ambos.
-Hyoga, por que está brigando com o Shiriu? – perguntou o pequeno Amamiya, com o gesto gentil na tentativa de apaziguar aquela situação.
-Vocês são amigos inseparáveis, na certa há algum motivo inédito para isso. – Completou Seiya interrogando os dois mais velhos apenas com um olhar incrédulo. Mas aderiram ao direito de se manter calado até a presença de seus advogados.
-Vamos, eu quero saber o que está acontecendo aqui!... Shun e eu saímos do quarto porque pensávamos que o cosmo de vocês se trincavam no ar tamanha a agressividade e não acreditamos de primeira, até depararmos com a cena translucida que estamos vendo aqui!... Afinal, vão dizer o que está acontecendo ou não?! – bufou impaciente.
Hyoga e Shiriu se entreolhavam, e um deles se manifestou.
-Não é nada demais, amor, Hyoga e eu só estávamos discutindo umas ideias, nada importante, nada pra afetar nossa amizade, certo Hyoga? – Shiriu piscou e sorriu para o amigo.
-Claro! Ora imagina, vocês dois estão fora de si, Shiriu e eu somos velhos bandidos, camaradas, amigos de velho oeste, né Shiri! – riu e ambos deram-se os ombros deixando os dois lá, a ver navios.
-Né, amigo... Fala sério, esses dois só desarmonizam a nossa amizade. Simbora...
-É ¬¬...
continua...
Notas finais
Esse foi tenso pra dar uma quebra de circo, hauahu...
Bjos!;D
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