Notas iniciais
Hey pessoinhas, Alguém aí com saudade das fics no universo dos livros? Pois é, não é fácil escrever Thalico, mas darei o meu melhor para construir uma fanfiction que seja fiel aos livros e que vocês gostem também. Todos os acontecimentos das duas primeiras sagas seguem conforme o canon, incluindo a queda do Nico pelo Percy. Mas não segue As Provações de Apolo, ou seja, sem Solangelo; Se você se sentir ofendido ou achar que esta fanfiction está ofendendo alguém, por favor, me mande M.P. para conversar. Paz e amor nos ships. Ademais, aproveitem!

— Vamos lá, Thalia. — Respirei fundo, fechando as mãos em punho. — Você é corajosa, pode fazer isso. Você é filha de Zeus e a primeira tenente das caçadoras de Ártemis.

Tentei me convencer, ainda que minha consciência protestasse que o problema era justamente o fato de ser uma filha de Zeus e, ainda mais, uma caçadora de Ártemis. O pensamento me provocou uma careta e um frio no estômago, diminuindo minha coragem.

— Você pode fazer isso, mesmo que isso seja uma completa loucura e você vai pagar caro. — Sussurrei para mim mesma.

Eu estava insana: aquilo era óbvio; Contudo, mesmo que minha mente soubesse disso, meu coração definitivamente não sabia. Fechei meus olhos contando até três. A imagem de um belo sorriso com covinhas surgindo na minha mente, me dando coragem para abrir novamente os olhos e encarar a minha volta, em busca de qualquer sinal de que eu estava sendo seguida ou observada.

Felizmente, a floresta continuava quieta como sempre, o que me fez encarar a grande árvore na minha frente. Ela era semelhante a tantas outras, exceto por dois minúsculos detalhes: O pequeno desenho talhado, um risco vertical cortado por três fileiras de traços menores e verticais em paralelo, formando o que deveria ser um pinheiro; E a sombra que se projetava no chão graças à luz da lua cheia, que estava prestes a atingir seu ponto mais alto no céu.

Aquele era o lugar, aquela era hora.

Era uma sexta-feira treze, perto da meia-noite, o momento em que o poder dos deuses enfraquecia. Eles se isolavam no Olimpo para se proteger, trancavam-se contra monstros e titãs; Tornavam-se cegos para o nosso mundo, tudo o que faziamos ou diziamos não era visto ou ouvido por eles. Não por algumas horas.

E era por isso que aquela era minha única chance.

Respirando fundo, fechei os olhos novamente. Dei um passo à frente, pisando na sombra e, no momento seguinte, o chão desapareceu sob meus pés.

Os sussurros dos mortos não me incomodavam mais, já estava familiarizada com os pedidos de “lembre-se de mim”, principalmente porque esse singelo pedido sempre me fazia ressaltar quem eu realmente era: Thalia Grace. Tenente das caçadoras e filha de Zeus eram apenas atributos, eles não definiram ou limitaram quem eu era, eu poderia ser quem eu quisesse. E, naquele momento, eu queria ser livre.

Quando abri meus olhos novamente, estava em um lugar bem diferente de qualquer floresta a qual nós caçadoras já acampamos. Era um salão grande que parecia em ruínas, com paredes de vidro rachados e manchados, e com muitas cortinas pretas e vermelhas, além de um palco com poltronas igualmente velhas e surradas.

A iluminação era pouca, vinha basicamente das falhas do teto alto e das janelas quebradas e empoeiradas, me deixava ver apenas sombras do primeiro andar e da sacada do segundo, a qual parecia tão deserta quanto o todo o prédio.

Apertei meus olhos a procura de uma silhueta familiar, mas havia apenas o som da minha respiração e do meu coração acelerando, sendo difícil de definir se era expectativa, nervosismo ou medo de ser descoberta.

— Já estava preocupado. — Uma voz rouca masculina ecoou pelo salão, um timbre tão familiar que fez minha pulsação acelerar mais, deixando claro que não era por medo, era apenas anseio. — Me perguntando se foi pega.

Não pude conter o sorriso ao olhar em volta, a procura de qualquer sinal de movimento, o que foi em vão. A voz parecia vir de todos os cantos do salão, ecoando na minha mente, algo único que ele conseguia fazer. Ele poderia estar gritando a quilômetros de distância ou sussurrando colado ao meu ouvido, sua voz rouca sempre penetrava meus pensamentos e tomava conta de cada um deles.

— Você sabe como consigo ser sorrateira quando quero. — Retruquei, ainda a procura dele. Não sabia se ele se escondia por preocupação ou para me deixar ansiosa, eu nunca sabia quando ele jogava.

— Não era só por isso que estava com medo.

— Não? — Ergui a sobrancelha, ainda olhando em volta. Meus olhos se fixaram no espelho a minha frente, perscrutando uma pequena movimentação nas sombras atrás de mim.

— Estava me perguntando se você tinha desistido. — Ouvi sua voz mais perto que nunca, rouca no meu ouvido. Mas, mesmo se ele não falasse ou se eu não conseguisse ver seu reflexo pálido no espelho, podia sentir sua presença, o calor que emanava do seu corpo, a presença sombria e calma; eu apenas podia senti-lo, como se minha alma o reconhecesse sem precisar de qualquer sentido.

Eu não lhe respondi, apenas deixei minha cabeça tombar, encaixando-se em seu pescoço. Aspirei o perfume suave e envolvente da colônia, sentindo seu coração bater tão rápido quanto o meu.

Seus braços rodearam minha cintura e não pude deixar de suspirar com os arrepios que seus toques me causavam — aquilo era tão errado —, apertando-me contra si, sua respiração profunda no meu cabelo antes dele deixar o rosto ao lado do meu.

Seus lábios tocaram minha bochecha, provocando um arrepio gelado, depois desceram mais, deixando outro beijo suave a menos de um centímetro dos meus lábios. Tão perto, tão no limite... Tão proibido, ao mesmo tempo.

— Eu estou aqui... — Sussurrei, apertando suas mãos na minha cintura. — Eu estou aqui com você.

Ouviu seu riso rouco no meu ouvido e então os lábios de Nico di Angelo tocaram novamente minha bochecha. Tão perto da minha boca, tão no limite dos meus votos, tão proibido para nós dois. Mas tão viciante e irresistível que era impossível não desejá-lo.



Notas finais
Esse foi um pequeno prólogo. Nos demais capítulos, será descrito essa noite, bem como os acontecimentos que levaram até ela. Não há previsão de postagem definitiva, mas tentarei postar um novo capítulo próximo dia 13, ok? Eu adoraria saber o que acharam do capítulo e o que acham que aconteceu pra esses dois se juntarem, bem como o que vai acontecer a seguir. E então, gostaram? Se quiser conhecer mais dos meus trabalhos, pode visitar meu perfil. Ou ainda, participar do grupo do facebook: https://www.facebook.com/groups/214089935682143/ Enfim, até logo!