Além do amor
4 O Enfermeiro
Notas iniciais
– Trouxe para a minha mais nova paciente...
Marina olhava aquele homem com um buque enorme em seus braços sem acreditar muito. Ficou pasma e sem reação. Clara estava sentada na cama e também não sabia direito como agir diante daquela situação. Já que ninguém falava nada o enfermeiro resolveu prosseguir no diálogo.
–Vermelhas! Acho que você gosta mais né?! Vi que no seu quarto está cheia delas, então preferi não arriscar numa cor que não te agradasse muito. — disse o enfermeiro tentando ignorar e passar por cima de todo aquele clima tenso que estava no quarto
–A... obrigada pela gentileza, mas não precisava se preocupar com isso. — disse Clara sendo gentil e ao mesmo tempo querendo que aquele homem saísse da sua frente.
–Marina não aguentava com aquela situação e resolveu tomar uma atitude. A fotógrafa sabia que aquele homem tinha seus métodos de conquista e sabia que era um rapaz muito bonito por sinal.
Marina rapidamente puxou o rapaz pelo braço e pediu que fosse até o corredor com ela.
–Olha só, eu vou só te dar um aviso: Quero você longe da Clara... LONGE! — Marina falava num tom mais alto que o normal.
–Posso saber o motivo? — o enfermeiro era cínico e sabia o quanto isso irritava uma pessoa.
–Não me faça de idiota. Não vou cair nesse seu papinho de enfermeiro atencioso... Sei qual é a sua e sei muito bem que naquele dia você usou a bebedeira pois sabia que não teria chances com a Clara — Miguel logo interrompeu a Fotográfa
–Não? — aquela pergunta debochada era o fim da paciência de Marina
–Eu sou o Enfermeiro responsável pelo tratamento da sua esposa quer você goste ou não. Sei que tem o direito de querer que me troquem, mas eu só quero fazer o meu trabalho, tenho esse hábito. Gosto de agradar e tratar bem os meus pacientes e acho que naquela noite fui muito inconveniente com vocês duas e gostaria de pedir desculpas pela minha atitude naquele restaurante, então achei que sendo gentil com a sua esposa também estaria sendo com você. Deixe que conserte aquela imagem que vocês ficaram de mim? — pedia Miguel ao mesmo tempo que explicava toda a situação para Marina.
Marina não queria prejudicar o trabalho de ninguém, mas sentia ciúmes da sua esposa com aquele rapaz. A esposa de Clara preferiu fazer como Miguel dizia e deixar aquela história no passado.
Miguel seguiu cuidando de Clara no Hospital, com todo respeito e ética.
O outro dia veio e Marina chegou para visitar a sua esposa como fazia todos os dias e aproveitava para ficar de olho no comportamento de Miguel já que seu alerta em relação a situação estava mais que ligado.
–Oi meu amor — Marina chegou cumprimentando Clara toda carinhosa e dando um delindo demorado
–Como está se sentindo hoje? Cuidaram bem de você essa noite? — Marina perguntava toda preocupada
–Estou ótima, minha cabeça já não dói e as dores que estava sentido já não são tão frequentes... Sua sogra passou a noite aqui.
–Ela me ligou avisando, meu amor.
–Sério? O que ela te falou? — perguntava Clara curiosa para saber se Chica tinha falado com ela as coisas que Clara havia declarado sobre toda a felicidade e planos que tinha com Marina.
–Nada demais — Marina falava enquanto trocava os canais da TV e sentava na cama abraçando Clara. — Ela só falou como você estava e elogiou bastante todo o tratamento que estava recebendo do hospital... Ah ela elogiou bastante a maneira como Miguel trata vocês. — Marina tentava arrancar alguma coisa da esposa e também implicar um pouco.
–Isso é verdade... Miguel esta sendo bem atencioso e principalmente profissional comigo — Clara falava normalmente e quando pronunciava a palavra PROFISSIONAL, ela arregalava os olhos como que queria destacar a atitude do rapaz.
–Não sei o motivo da expressão. — Marina tentava se mostrar normal diante da situação.
–Não sabe? Ta na cara que você puxou esse assunto para saber do Miguel... Já que você quer tanto saber, vou te contar: ele está sendo um ótimo enfermeiro e amigo — Marina fez cara de surpresa enquanto ouvia Clara falando. — ele esta provando o que eu tinha te falado. Esta cuidado de mim melhor que todos os enfermeiros que já passaram por aqui. Você devia ser muito agradecida por ele se importar e principalmente por me respeitar tanto.
–Que bom... Assim fico mais tranquila. — Marina falava realmente aliviada com a situação.
Na mesma hora Miguel entrou no quarto.
–Hora de trocar o curativo, Clarinha! — anunciada Miguel entrando com um carrinho que tinha tudo que precisava.
–Clarinha? — Marina sussurrou para Clara num tom de quem pedia explicações.
–É uma maneira carinhosa, amor! Ele vê a minha mãe me chamar assim — Coara explicava sussurrando rapidamente para que o rapaz não notasse.
–Olá Marina! Tudo bem? — falava Miguel olhando muito simpático para Marina. — Oi! Tudo ótimo e com você? Trabalhando muito? — Marina respondia também simpática.
–E você, Clarinha? Como se sente hoje? Vamos fazer logo esses curativos para você se sentir mais confortável. — Miguel era realmente simpático e cuidadoso.
Quando Miguel foi refazer o curativo na cabeça de Clara, Miguel ficou parado por alguns segundos e Marina observava a atitude do Enfermeiro de perto.
–Aconteceu alguma coisa? Tem algo de errado no curativo? — questionava Marina
–Não Não! Tudo certo, só estava admirando a beleza da Clara que consegue cada dia acordar mais linda... Fico admirando — Marina já estava pronta para cobrar explicações do rapaz mas na mesma hora Chica entrou no quarto e cortou qualquer tipo de diálogo. Clara agradeceu pela entrada da mãe e logo respirou fundo.
–Dona Chica! Já estava com saudades da Senhora! — Miguel disse indo em direção a mãe de Clara deixando Marina extremamente irritada com a simpática e carisma que seu adversário tinha.
–Miguel! Você sempre cuidando direitinho da minha Clarinha, né?! Nossa não sei como te agradecer por cuidar tão bem dela. — Chica não notava o clima e abraçava o enfermeiro deixando bem claro o quanto que gostava dele.
–Só faço o meu trabalho, Dona Chica! Sua filha que ajuda muito no tratamento. — o enfermeiro falava dividindo o seu olhar entre Marina e Chica. — Pronto! Terminei! Agora você pode curtir as suas vistas sem a perturbação do enfermeiro.
–Até parece que a Clarinha fica incomodada com a sua presença! Lindo e atencioso desse jeito... É o enfermeiro que toda paciente pede a Deus. — brincava Chica sem saber que Marina não ia com a cara do tal enfermeiro.
–Isso é verdade! Concordo Sogrinha! — falava Marina deixando sua ironia no ar.
Clara encarava Marina mas não a reprovava pois entendia o seu lado e admitia que a mãe foi muito infeliz no comentário mas procurou reverter a situação sem que ficasse mal para ninguém.
–Miguel é um excelente profissional! — Clara era curta e grossa em suas palavras
Chica parecia uma bobona sem sacar nada.
Clara se sentia um pouco cansada e precisava descansar um pouco. Chica e Marina resolveram ir até o restaurante do Hospital para comer alguma coisa e esperar Cadu trazer Ivan para ver a mãe.
Chegando no restaurante elas escolheram uma mesa no canto perto da janela, em meio a todos os papos Marina disse que estava pensando numa festinha surpresa para comemorar a recuperação de Clara.
–Sogrinha, estava pensando em fazer uma festinha surpresa para a Clara. Precisamos comemorar essa recuperação.
–Claro, minha querida! Ótima idéia... A Clara vai amar
–Então vamos fazer lá em casa, convide quem você acha que a Clara gostaria de ver, vou chamar nossos amigos
–Nessa hora o telefone da Marina toca e aparece no visor o nome de Cadu. Marina atende e avisa que esta indo ao encontro de Cadu e Ivan no quarto onde Clara estava.
–Mari — Ivan logo deu um grito quando viu a Fotográfa entrar no quarto
–Pequeno! Que saudade... — Marina abraçava o menino apertando todinho levando o menino a dar várias risadas — Pa Para! — pedia o menino rindo muito.
Clara observava os dois sorrindo toda emocionada com o momento fofura entre a sua esposa e seu filho. Marina logo deu um selinho na esposa depois que parou de brincar com Ivan e sentou ao lado dela como de costume dona cama, mas dessa vez Ivan estava no seu colo. Clara fazia carinho na cabeça de Ivan e Marina. Todos conversavam juntos, Helena e Virgílio chegaram também para visitar Clara e todos conversavam felizes conversando e viam o quanto Clara já estava recuperada.
Quem entrou no quarto foi Miguel, Marina rapidamente fechou a cara e conseguia mais achar graça de nada.
– Nossa, como esse quarto está movimentado hoje! Só está faltando a música e as luzes para virar uma festa. — brincada Miguel ao entrar no quarto
– Miguel! — Chica já falava animada com o enfermeiro. — Já veio mais uma vez cuidar da Clarinha?
Marina nesse momento notou um tom um pouco maldoso na fala de Chica mas não queria criar uma confusão naquele momento, mas duvidava das intenções da sogra pois ninguém é tão bobona assim.
– E quem é esse meninão aqui? — o enfermeiro falava movimentando os cabelos de Ivan com a mão. — Toca aí, cara! — Ele fez um movimento cumprimentando o menino.
– Meu filho — Clara respondeu rápido.
– Seu filho? Mas você não é casada com a... — antes mesmo dele concluir Chica respondeu
– Minha filha já foi casada com o Cadu e teve um filho com ele — Chica nessa hora aproveitava para apresentar o enfermeira a Cadu.
– Então você já foi casada com um homem? Não sabia disso — todos que estavam nessa hora no quarto de olhavam pois notaram a maldade na fala do rapaz. Clara olhava para Marina procurando acalma-lá, mas sabia que era uma tarefa muito difícil.
– Calma — sussurrou Clara para a esposa fazendo um carinho em sua mão.
Marina recuou e fez um movimento como se estivesse recusando o carinho de Clara que olhou para a esposa esperando uma explicação pela atitude da amada. Mas Clara e Marina não perceberam que Helena tinha notado o clima entre elas que rapidamente puxou todos para ir embora.
– Gente, acho que já esta na nossa hora. Vamos deixar a Clara descansar bem essa noite que amanhã ela já estará em casa — disse Helena já de levantando da poltrona.
Marina e Clara notaram que Helena estava tentando melhorar a situação. Miguel arrumava as coisas que tinha que recolher do quarto. Chica questionava a atitude de Helena com o olhar pois queria ficar mais por ali.
– Eu vou ficar essa noite. — disse Chica olhando pra Helena.
– Não! Essa noite eu vou ficar com a minha esposa. — respondeu Marina bem seca e rápido.
– Mas... — Chica ainda tentou falar mas foi logo interrompida.
– Eu cuido dela! Eu sou a esposa da Clara — falava Marina um pouco alto sem gritar ou desrespeitar Chica.
Clara fazia um gesto como se quisesse acalmar um pouco sua esposa. — A Marina fica, mãe! Estou com saudade de ficar agarradinha e receber os mimos da minha esposa. — completou Clara dando um selinho rápido na esposa.
Miguel observava a cena de longe, se virou e deu a língua ao assistir aquela cena melosa das duas.
Todos se despediram de Clara e saíram do quarto, Chica estava visivelmente chateada por ter sido contrariada. Quando todos saíram do quarto, Chica chamou Miguel no canto.
– Vamos fazer uma festinha surpresa amanhã para comemorar a recuperação da Clara. — disse a mãe de Clara
– Que bacana, Dona Chica! A Clara vai gostar bastante.
– Queria que você estivesse lá! Acho que ela vai gostar da sua presença.
– Não, Dona Chica! Acho melhor não — fez um charme.
– Deixa disso, rapaz! É uma maneira de agradecermos por todo o cuidado que você teve com a Clara! Vai! Vai! Por favor. Pense na Clara — Chica encarava o rapaz sem deixar que ele tivesse a oportunidade de dizer não.
– Tudo bem! Estarei lá.
– Vou te passar o endereço. — pegou Chica um bloco e uma caneta na sua bolsa e anotou o endereço da casa de Marina e Clara. — Vamos estar todos te esperando, inclusive ela. — sorriu Chica
Depois de Chica se distanciar, um outro enfermeiro se aproximou.
– É a mãe dela? — questionou Rafael, um amigo de Miguel
– É sim, acho que essa dai esta torcendo por mim.
– Saí dessa, camarada! Poucas vezes que eu entrei naquele quarto vi a sua paciente e a esposa sempre no maior amor. — Sem chance. — completou o rapaz careca.
– Você que pensa! Sabe o que eu descobri hoje? — dizia empolgado
– O que? — respondeu o enfermeiro enquanto lia o prontuário de uma paciente.
– Ela já foi casada com um homem... Teve filho e tudo. Se eu chegar firme ali, pego na certa. — dizia o rapaz dando um tapa no colega.
– E você se acha o tal né?! — debochou Rafael
– Recaída, meu amigo! Já ouviu falar? — questionou o convencido rapaz.
– E você acha que vai conseguir como? Pelo que estou vendo aqui no prontuário a alta da sua paciente esta prevista para amanhã as 14:00 hrs da tarde. Acha que vai conseguir pegar ela de jeito com a esposa gata do lado? — debochou o rapaz aos risos.
– Tenho uma festa da família para ir. — nessa hora Miguel falava e amostrava o papel onde Chica tinha escrito o endereço.
– Não acredito! Ela te convidou?
– Claro que não! Foi a mãe! Essa dai já esta no papo, agora é só conquistar a filha. Nessa festa eu consigo! — completou o enfermeiro com muita segurança de si.
– Boa sorte, amigo! — disse Rafael já andando para cuidar de um paciente.
– Vai comigo!
– O que? — Gritou o rapaz.
– Para me ajudar.
– Vou pensar no seu caso. — finalizou Rafael e Miguel com um sorriso maldoso no rosto já pensando no seu plano para o dia seguinte conquistar aquela mulher que tanto desejava.
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– Calma — pedia Clara
– Como vou ter calma? Com a sua mãe agora fazendo questão de deixar bem na minha cara que ela esta torcendo e tentando jogar esse Miguel pra você? — respondia Marina andando de um lado para o outro no quarto.
– Eu já percebi isso, mas já dei um corte nela. Tenho certeza que ela entendeu bem o meu recado.
– Entendeu? Para de ser boba, Clara! Sua mãe saiu daqui bufando, só faltou falar que preferia deixar o Miguel aqui no quarto o dia inteiro para cuidar de você.
– Marina, para! Você esta com ciúmes e não esta conseguindo enchergar as coisas.
– Estou enchergando muito bem! Estou vendo a sua mãe tentando me separar de você e de quebra ainda te casar com um homem.
– Para com isso! Ela jamais vai conseguir, porque eu te amo e ninguém nesse mundo vai conseguir separar, passamos por muitas coisas até chegar aqui... Echa mesmo que jogaria tudo pro alto? — Clara puxava a Fotagrafa para mais perto dela. — Acha? Me fala. — falava Clara puxando Marina cada vez mais e assim abaixando o tom de voz
– Para, Clara! — pedia Marina se esquivando
– Quer mesmo que pare? Puxava Marina e segurava ela com força.
– Não consigo dizer não pra você. — concluiu Marina se entregando para a esposa através de um beijo apaixonado é de tirar o fôlego. — Clara interrompe o beijo e pede. — Tranca a porta... Agora é só eu e você aqui — ordenava Clara.
Marina trancou a porta e olhou provocativa para a esposa que já estava se movendo perfeitamente depois do acidente, só havia alguns arranhões a mostra mas nenhuma dor ela sentia.
Clara levantou da cama e puxou Marina firme até seu encontra, as duas caíram na cama e Marina provou. — Aqui? Quer fazer isso aqui? — perguntou a fotógrafa entre beijos que dava em sua morena.
– E o nosso amor tem lugar para acontecer? Já fizemos em tanto outros, hospital ainda não entrou na nossa lista. — respondeu Clara já tirando a blusa de Marina com delicadeza, aproveitando para beijar todo o seu corpo. Marina interrompeu o beijo e as carícias, deslizou sua mão até o rosto de Clara, acariciando a boca da esposa com os dedos chegando bem perto ao mesmo tempo, olhava para os lábios ao mesmo tempo que olhava profundamente para os seus olhos. — Eu te amo! Muito — Marina dizia ao meio de suspiros e um olhar apaixonado para Clara. Clara deixava uma lágrima cair e declarou. — Eu vou te amar pela vida toda, eu já te amava antes mesmo de te ver pela primeira vez. — falou Clara enquanto olhava nos olhos da esposa e acariciava o seu rosto.
Marina então beijou Clara, aproveitando o movimento para deita-lá na cama que mal cabia as duas juntas, deixando o seu corpo por cima. Clara mordia os lábios da esposa e provocava ela puxando seus cabelos, Clara foi beijando seu queixo, seu pescoço, peito , barriga que notou todo o desejo que as duas estavam sentindo naquele momento.
– Clara... — Marina gemeu segurando o cabelo de Clara. — Continua. — pediu a Fotográfa.
Depois quem descia era Marina, beijando todo o corpo de Clara que passava ao mesmo tempo sua mão nos peitos de Clara. Clara sentiu seu corpo se arrepiar todo e assim gemia enquanto Marina já estava beijando e passando seu língua por todas as partes do seu corpo. Clara e Marina já estavam suadas — Eu quero você. Só você, sempre você — falava Clara entre deus gemidos.
– Só eu? Só? — perguntava Marina enquanto trabalhava cada vez mais com a sua língua pelo corpo da sua esposa.
– Marinaaaaaaa — gritou Clara
Marina rapidamente parou — Ta maluca? Não grita assim, vai acabar vindo algum enfermeiro. Não estamos em casa, amor. — pediu Marina entre risos, tampava a boca de Clara e depois enxugou o suor que estava por todo seu corpo. Agora era a vez de Clara seduzir a mulher que seguiu por todo seu corpo, chegou nos seios e brincou com a sua língua no mamilo esquerdo beijando e chupando em movimentos circulares que uma hora era lento e outra rápido, continuou beijando enquanto sua mão trabalhando em outra parte do corpo da fotógrafa até chegar em sua cintura e beijando e lambendo enlouquecidamente essa parte do corpo da esposa. Gemia Marina e pedia para Clara não parar que puxou Clara para um beijo arrebatador que tirou seu dedo de dentro da esposa onde fazia vários movimentos segundos antes...
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