Além do Oceano
1 Capítulo Único
Notas iniciais
One-shot escrita em meia hora, tudo porque estava lendo um livro - nada a ver com a historia - mas que em um trecho dizia: "A ideia
era que, ao se forçar a escrever duzentas palavras do jeito que fosse, certamente o
puro ato de escrever o inspiraria, e, quando via, ele tinha milhares de palavras" e então eu abre o notes do meu celular e isso foi o resultado.
( Ah, e o livro que eu estava lendo foi A sutil arte de ligar o foda-se)
era que, ao se forçar a escrever duzentas palavras do jeito que fosse, certamente o
puro ato de escrever o inspiraria, e, quando via, ele tinha milhares de palavras" e então eu abre o notes do meu celular e isso foi o resultado.
( Ah, e o livro que eu estava lendo foi A sutil arte de ligar o foda-se)
Você consegue dizer quantos milésimos de segundos levamos para piscar? Piscar somente uma vez. Assim como o primeiro piscar de quando acordamos.
Não? Pois foi mais ou menos nesse ínfimo espaço de tempo que eu vim parar aqui. Ainda posso sentir o cheiro da terra molhada do quintal do meu avô, e os vagalumes iluminando a árvore em frente à fresta da janela do meu quarto, e de repente, em um piscar, não estou mais lá. Respiro fundo e é o cheiro de água salgada que sinto dessa vez. Cheiro de mar. O meu nariz até arde de tão salgado que é. E então abro os olhos e vejo, como uma linha milimétrica desenhada em azul por toda a minha volta, o oceano. E ele me amedronta. Como vim parar aqui? Estou sonhando? Mas nunca sequer vi um oceano de verdade. O soldado Harald já, eu ouvi como ele contava com nostalgia a minha vó, como era a sensação de estar tão perto do mar, em uma guerra. Era horrível. Poderia ser sua salvação, mas as palavras ditas foram "o oceano e suas águas são traiçoeiras" Então eu me escondi no porão, porque se a vovó me flagra ouvindo conversa alheia, ficaria de castigo o verão inteiro. Agora, olhando a imensidão de águas traiçoeiras ao meu redor, questiono a mim mesma em pensamentos se devo chorar baixinho ou gritar por ajuda. Será que o mar ficará bravo e me afogará? Só restara uma pequena porção de areia branquinha, a que estava em baixo dos meus pés, do tamanho da minha cama. O tudo era água, água funda. Como sairei daqui? Vovô? Vovó? Ouvi meu nome ser chamado bem longe, mas não consigo distinguir a direção. É tudo água. O que será que há depois do oceano? Será que eles estarão lá? Só há um jeito de descobrir.—___________________________________________— M-mas como ela chegou tão longe? -- perguntou o soldado.— Eu não sei, Sr. Harald, eu t-tinha certeza que ela estava no quarto. -- uma senhora fundou.— Acalme-se querida, você sabe o que aconteceu.— O que quer dizer com isso senhor? Vocês sabem porque os óculos da menina vieram parar aqui? A senhora entre soluços respondeu-lhe:— Ela ouviu nossa conversa. É a única explicação. Me lembro de quando levantei para servir mais chá, vi seus cabelos loiros agitados fechando a porta devagar. A curiosidade sempre esteve viva em nossa neta. Nunca fomos ao mar, e-era natural que ela se sentisse curiosa a respeito dele. Só que eu não imaginava....estamos tão longe.— Minha nossa! Então ela tentou nadar, e as aguas traiçoeiras como lhe contei, não deixaram ela sair. A pequena se afogou. Mais soluços da mulher, então o velho pronunciou -se mais uma vez:— Pelo menos sabemos onde ela está. Vocês não vem o quão cristalina está a agua? O nosso senhor a acolheu no mar, não a encontraremos em corpo, mas agora eu sei onde ele a levou. Para além do oceano.
Notas finais
Não tenho muitas expectativas sobre essa criação. Mas obrigada se você leu até aqui. ♡
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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