Notas iniciais
Brenda mostrou uma história guardada nos canfudós do Nyah para sua melhor amiga, Paola. O que ela não esperava é que a amiga não precisou comer sua própria perna para conseguir sobreviver até o final do capitulo e por esse motivo, você vai ler o que vem a seguir. Tome cuidado.

Era um dia normal para Lany, ou ele achava que era. Sua primeira vez no novo emprego. Uma nova cafeteria do bairro. Vestiu sua melhor camiseta hollister e calçou seus melhores tenis da nike. Queria causar uma boa impressão.

O que Lany achava mais legal era que a cafeteria ficava do outro lado do quarteirão. Assim tudo ficava mais facil!

— Olá? — Lany bateu na porta da cafeteria que ainda estava trancada. Ele sabia que chegara um pouco mais cedo para o serviço, mas o lugar já deveria ter aberto.

— Lany Garrid? — Um homem gorducho arregalou os olhos quando o viu.

— Sou eu. — Lany respondeu com um sorriso torto.

— Oh!! — O homem gorducho foi a até ele e o abraçou — Sou Samuel. O gerente-assistente. Me chame de Sam.

"Não temos essa intimidade toda" pensou Lany.

— Onde está Liam? O nosso chefé, quero dizer. — O filho de Liam tambem chamava Liam. Tantos nomes no mundo e os dois tinham nomes iguais.

— Está no Canadá. — Samuel deu de ombros — Conferencia de ultima hora, sabe como é.

— Por que ainda não abrimos? — Indagou Lany.

— Vamos abrir.

CUCO CUCO CUCO

— AAH — Lany assustou-se com o barulho ensurdecedor — O que diabos foi isso?

— Foi o cuco. — Samuel declarou o obvio. Ele avisa quando temos que abrir. — Ele trocou a placa que dizia "fechado" para um que dizia "aberto".

— Tudo bem, o que eu faço então? — Lany esfregou as mãos pronto para o trabalho.

— Você vai atender os clientes. Uma especie de garçom. Mas melhor. Você vai trocar de posto com Katy, de meia em meia hora. — Sam fez uma pausa — Katy é nossa balconista.

— Ah, claro. Entendi.

— Ei, está vendo aquela portinha ali? — Samuel apontou para uma porta estreia, com um cartaz que dizia "Apenas Funcionários". — Lá você encontrara o seu uniforme. Vai.

Lany caminhou até a portinha e girou a maçaneta. Estava trancada.

— Samuel, a porta está trancada! — Lany falou alto suficiente para que Samuel o ouvisse.

— Ah sim. Tem razão. — Ele caminhou até Lany. — Onde foi que eu guardei a porcaria da chave...

Lany olhou para a fechadura. Que fechadura mais esquisita. Era...grande.

— Por que essa fechadura é tão grande? — Era uma pergunta estranha, mas Lany teve que indagar. Samuel olhou para fechadura e exclamou "É claro!!"

Então ele colocou a mão no nariz e o tirou do rosto.

— Como você... — Lany ficou perplexo.

— Xiu. — Samuel reclamou — Sabe como é difícil respirar sem seu nariz?

Então ele encaixou o nariz na fechadura e girou. A porta se abriu e ele colocou o nariz de volta no lugar.

— Entre. — Samuel falou, de um jeito casual.

— Nariz... como... por que... — Lany tinha muitas perguntas.

— Entra logo criatura.

Os dois entraram. Era um deposito de caixas comum. Exceto pela a chave do lugar ser um nariz.

— ATÉ QUE EM FIM!!! — Uma voz feminina declarou.

— Katy? O que você está fazendo aqui?? — Samuel a olhou com reprovação.

— Eu fiquei presa. De novo. — Ela cruzou os braços. De repente a porta bateu em um som estrondoso — NÃÃÃÃÃÃÃO — Katy choramingou.

— Ah, odeio quando isso acontece. — Samuel balançou a cabeça.

Lany olhou para a porta. Ele percebeu que não havia maçaneta na parte de dentro e uma pequena onda de panico percorreu seu corpo.

— Vamos ter que dar a volta. — Samuel falou, preguiçoso.

— Dar a volta no que? — Lany perguntou confuso.

— No mundo, oras. — Samuel abriu uma caixa vazia. — Vamos. Quanto mais rapido formos mais rapido voltaremos!! — Então Samuel pulou dentro de uma caixa e desapareceu.

— Ele está brincando, não está? — Lany perguntou a Katy. Só agora ele reparou no quanto ela era bonita.

— Não, ele não está brincando. — Katy suspirou como se já tivesse feito isso muitas vezes — Vamos. — Então ela pulou na caixa e desapareceu também.

Lany se aproximou da caixa-engolidora-de-gente.

— Isso é loucura.

Então, ele pulou. E caiu.

Lany caiu. Não sabia como aquilo era possível, sendo que ele havia pulado dentro de uma caixa, mas ele continuava caindo. Seus olhos estavam fechados com tanta força que chegava a doer. Um súbito e forte empasto fez ele gemer. Chegaram ao fim...de onde quer que aquilo fosse.

— Onde estamos? — Lany perguntou completamente confuso.

— Eu não sei. — Respondeu Katy estendendo a mão. Lany aceitou a ajuda.

— Estamos no shopping. — Samuel disse em tom casual. O problema é que aquele lugar não se parecia nada com um shopping. Era algum tipo de loja de departamentos, misturado com uma academia e uma biblioteca.

— Tem certeza de que aqui é um shopping? — Lany perguntou calmamente como se Samuel fosse louco.

— Tenho. — Ele disse dando de ombros — Vamos encontrar o Stive, ele vai nos ajudar.

— Quem é Stive? — Perguntou Lany, assustado.

— Stive LK. — Respondeu Katy — Dono do shopping.

Katy e Lany continuaram seguindo Samuel. Ele caminhava entre os corredores como se tivesse o mapa do lugar decorado em sua mente.

— Aquilo é uma vaca? — Katy perguntou com uma cara de "Ei, isso é novidade."

— Não. — Samuel suspirou — São muitas vacas.

De repente, a vaca a nossa frente começou a flutuar e pousou no teto, se juntando a todas as outras mil vacas que tambem estavam lá.

— Meu Deus... — Lany murmurou, completamente impressionado.

— Tudo bem... — Samuel olhava para cima — Stive deve estar com alguns problemas. Vamos andando, devagar. Não façam nenhum movimento brusco.

— Ok. — Katy e Lany responderam em uníssono.

Então eles caminharam em silencio, por um tempo. Em algum momento, Lany esbarrou em uma pilha de cadernos que aparecera do nada na sua frente.

— Mu? — Ouviu-se uma das vacas.

— Mu. — Respondeu a outra e então todas elas começaram a mugir e a descer do teto.

— O QUE VAMOS FAZER? — Lany gritou mais alto que os mugidos.

— CORRAM! — Ordenou Samuel e assim fizeram.

"Estamos correndo de um gado raivoso?" Pensou Lany.

"Sim, estamos correndo de um gado raivoso." A voz de Katy estava em sua cabeça.

"Que louco! Você pode ouvir meus pensamentos? Como faz isso?" Lany perguntou impressionado.

"Eu ensinei a ela." Samuel entrou na conversa.

"Isso é muito legal" Lany aformou.

— PARA O ELEVADOR! — Gritou Samuel com tamanha força que as vacas hesitaram.

Eles entraram dentro do elevador. Por um instante, Lany achou que estivessem salvos, até ver a vaca dentro do elevador, junto deles.

— AAAAH — Lany berrou — MATE-A

— Acalme-se meu jovem. — A vaca respondeu sorrindo e ficando de pé em duas patas — Não sou como meus irmãos.

— Okay... — Lany não sabia o que dizer. Aquele vaca sabia falar.

O elevador se abriu.

— Stive! — Samuel falou feliz.

Um homem sentado em uma pilha de livros, com calças bufantes e um óculos maior que sua própria cabeça respondeu:

— Samuel! Quanto tempo! — E então os dois se abraçaram.

— Stive, esses são Katy e Lany. — Samuel apresentou-os — São funcionários da loja.

— Katy eu já conheço. — Stive sorriu e beijou a bochecha de Katy. — Prazer Lany. — Ele estendeu a mão para Lany — Robert! — Agora Stive se dirigia a vaca-falante-do-elevador — O que faz aqui?

— Senhor, está havendo um 5-kb7 lá em baixo. — Robert, a vaca, respondeu

— De novo! — Stive balançou a cabeça negativamente — Execute.

Robert assentiu e depois voltou para o elevador.

— No que posso ajuda-los? — Stive sorriu de um jeito gentiu e estalou os dedos. Tres poltronas feitas de livros apareceram em nossa frente. — Sentem-se, por favor.

Todos se sentaram.

— Bem... — Samuel começou sem jeito — Ficamos presos de novo. Vamos ter que dar a volta.

— Huum... — Stive pareceu pensar — Muito bem, aonde querem ir? Eu tenho varios aqui!

— Vários o que? — Lany perguntou, sempre confuso.

— Vários livros! — Stive bateu palminhas — Em qual querem ir primeiro?

Notas finais
Foi culpa do Douglas Adans
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.