Além das estrelas: Memórias de um Jedi

8 Capítulo 7 - Corellia. Parte 1


Notas iniciais
Oi, gente! Voltei rápido?! auhsuhauhas É pra compensar o pessoal do Nyah que estava há meses sem capítulo kkk Enfim, boa leitura e obrigada a linda que comentou o capítulo anterior.

Além das estrelas: Memorias de um Jedi

Capítulo 7 – Corellia.

Parte Um

Dias atuais, Corellia

— Sou eu, Sakura Haruno.

O tempo pareceu que tinha parado quando a mulher tirou o capuz, revelando seus inconfundíveis fios rosados. Era como se um fantasma se apresentasse a todos e era assim que Sakura se sentia.

Um fantasma que ressurgiu dos mortos!

— Sakura? — a mulher de Inconfundíveis olhos azuis chamou. — Sakura?

— Sim, Ino. Sou eu — Sakura ameaçou dar um passo em direção a loira, mas várias armas foram apontadas em sua direção.

— Não se mexa! — a voz de um rapaz com os olhos tão azuis quanto os de Ino gritou.

— Inoji! — Ino ralhou, mas ainda parecia muito abalada.

— Como podemos saber que ela é quem realmente diz ser, mãe?! — rebateu.

— Eu sei — a mulher loira falou. — Se é mesmo quem dizer ser, diga-me, o que eu te dei quando se casou? — completou pegando a rosada de surpresa.

— Quando eu... — Sakura começou já sabendo o que dizer quando os olhos da melhor amiga encontraram os seus mais uma vez. — Quando eu me cassei vou me deu um buquê de violetas, as flores do amor sincero.

Ino sorriu enquanto lagrimas lhe vinham aos olhos e assim correu em direção a amiga que pensou que nunca mais veria.

— Eu achei que estivesse morta — murmurou abraça em Sakura, que também chorava.

— E eu estava....

Todos ainda pareciam incrédulos, mas se Ino Yamanaka acreditava que aquela mulher era a Rainha Sakura Haruno, quem eram eles para discordar?

— Você precisa nos dizer onde estava, Sakura. O que houve? O Kakashi vai pirar — Ino falava tudo em um folego só, enquanto soltava a rosada.

— Eu sei. Eu sei, mas eu preciso ver Naruto primeiro. E meus filhos? Preciso de meus filhos! — Sakura pode sentir a tensão tomar a face da amiga. — O que houve?

— Muitas coisas aconteceram nesses anos, Sakura — a loira falou. — Acho que devemos entrar e conversar com a Capitã Tsunade. Você tem muito o que contar.

Sakura quis rebater, mas sabia que não conseguiria nada assim. Todos os que estavam em volta ainda a olhavam com desconfiam e ela nem podia culpá-los. Afinal, até a algumas horas atrás, ela estava morta para todos eles e ressurgir do nada, tendo a confiança de todos não seria algo natural, ainda assim, algo em seu interior dizia que tudo ainda estava completamente errado na galáxia e que ver seus filhos não seria algo muito fácil.

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Dias atuais, em algum lugar da galáxia

— Onde vocês vão com o prisioneiro? — uma voz logo atrás de Sarada os fez parar, no entanto, os disparos de Boruto foram rápidos e certeiros.

— Espero que os droídes já estejam na nave — Ele falou ao guardar a arma.

— C3PO e R2D2?! — A surpresa era visível na face de Seiji.

— Sim — Sarada respondeu vendo a nave a frente, sem nenhum stormtrooper a vista.

"Boa, Hima!" — ela pensou, vendo vários deles caídos ao chão.

Com pressa, eles entraram na nave.

— Cadê os droídes? — ela perguntou para a outra moça, que a olhou.

— Ainda não voltaram — falou.

— Porra! — Boruto esbravejou. — Vamos sem eles!

— Não. É minha missão levá-los até Corellia. Não vou os deixar! — declarou pulando da nave.

Sarada não iria deixar os droídes para trás, ela não falharia com eles, ainda ais por ter sido sua ideia a de salvar o príncipe.

Burrice? Sim, mas não se arrependia.

Assim, correndo contra o tempo, a moça fez o caminho pelo qual havia vindo com Boruto. Mas tal foi sua surpresa ao dar de cara com C3PO, que vinha com sua corrida estranha, tendo R2 na sua cola.

— Minha senhora, o campo está desativado, mas os soldados estão atrás de novos — o droíde dourado falou em um folego só.

— Precisamos nos apressar então! — Sarada respondeu vendo vários soldados vindo em sua direção. — Corram! — Ela gritou para eles, mas logo viu que eles eram mais lerdos que ela. — Corram, que eu vou tentar ganhar um pouco de tempo!

— Mas, minha senhora? — ouviu C3PO revidar, mas ele logo se calou ao vê-la sacar seu sabre de luz que estava escondido na armadura que roupara.

Usando a força, ela derrubou vários dos inimigos e desviou vários tiros, enquanto corria como podia em direção a nave, que já estava com seu motor ligado.

— Eu vou conseguir — gritou a poucos metros da nave, vendo Boruto na comporta com a mão estendida.

Ele sorria, no entanto, esse sorriso logo desapareceu para dar lugar a uma assustadora expressão de desespero.

— Cuidado, Sarada! — ele exclamou, quando a moça sentiu seu corpo ser arremessada por uma força estranha, jogando-a de encontro com uma coluna de metal.

Estava atordoada, mas não se permitiu ficar no chão e foi assim que seus olhos se encontraram com a figura monstruosa a poucos metros de si.

“Papai” — balbuciou.

Não. Aquele podia ser Sasuke Uchiha, mas seu pai estava morto há anos. Não podia deixar que um sentimentalismo bobo tomasse conta de si.

Sem pensar duas vezes, a moça, mais uma vez, sacou seu sabre de luz. Estava decidida a acabar de vez com tudo aquilo.

Poderia matar ou morrer pelas mãos de Darth Vader. Era por isso que treinava desde que se entendia por gente, só assim poderia vingar a memória de sua mãe e seus padrinhos.

Ele caminhava lentamente com seu sabre vermelho na mão e Sarada já estava em posição de luta, mas não teve tempo nem para processar o que estava acontecendo, quando um tiro rasgou a capa de seu oponente, que cambaleou para trás.

Vader prestava atenção apenas na moça, que esquecera que ela tinha vindo acompanhada.

— Vamos, princesa! — Boruto exclamou disparando mais uma vez.

A Uchiha parecia ainda incerta sobre o que fazer, mas ainda assim correu em direção a nave, subindo.

—Não! — Sasuke gritou, mas de nada adiantou, pois, a nave já dava partida.

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Confuso. Sasuke estava confuso.

“Sarada”

“Sarada”

Aquele nome dava voltas em sua cabeça junto com a imagem da pequena moça de olhos e cabelos negros.

Ela tinha os olhos da Sakura!

Sim, só podia estar ficando louco, pois, ainda que a garota tivesse os olhos negros como os dele, tudo o que conseguira enxergar neles, foram os olhos decididos de Sakura.

E como parecia decidida a lutar contra ele. Uma jovem aprendiz parecia decida a morrer por suas mãos.

— Parece que sua relutância em matar o jovem príncipe não acabou bem, não é mesmo, meu senhor?! — a voz sibilada de Orochimaru chegou a seus ouvidos. — Marada-sama não vai ficar nada feliz com isso.

A falsidade da maldita cobra não lhe passava despercebido e Sasuke não estava a fim dos joguinhos do outro no momento, então ele simplesmente o deixou falando sozinha, enquanto seguia em direção a sala do Uchiha mais velho.

Precisaria enfrentar Madara uma hora ou outra.

Então que fosse agora. Precisava tirar logo muitas coisas a limpo.

Todas as peças se encaixavam em sua cabeça aos poucos e não tinha mais como fechar os olhos diante de tantas coincidências.

Sentia certa familiaridade com a moça Jedi, assim como sentira com o príncipe Seiji.

“Seiji e Sarada”

Não tinha como se coincidência. Não tinha!

— Veio mais cedo do que eu pensava — Marada falou ao vê-lo passar pela porta. — Ainda assim, eu já o esperava, Sasuke.

— Meus filhos estão vivos! — ele afirmou sem rodeios.

Ele não estava ali para ser enganado e não seria. Não mais!

Passara muitos anos fechado em sua dor, aceitando tudo o que lhe era dito, trabalhando em pró de algo que já nem lhe tinha sentido, mas agora, estava cansado.

— Sim — o outro respondeu sem nem se alterar. — E Sakura Haruno também.

O ar fugiu de seus pulmões.

— O que? — perguntou com dificuldade, enquanto uma ira muda se apoderava de seu corpo.

— Fui informado hoje pela manhã por nosso espião na aliança rebelde. Ela estava escondida com Naruto Uzumaki e a menina — concluiu sem expressar nenhuma emoção muito diferente do outro Uchiha, que mal conseguiu respirar direito.

— Sarada — murmurou. — Por quê? — ele implorava por resposta e Marada sentia a escuridão tomar conta do homem a sua frente.

O plano caminhava como previa.

— Porque ela não pode amar o monstro que você se tornou — Madara falou e tudo passou a fazer sentido para o mais novo.

Sakura era a luz e eles as trevas. Ela o amor puro e ele a obsessão doentia.

Não tinha como esquecer a imagem de quando a encontrou abraçada a Naruto antes de traí-lo.

Tudo fazia sentido em sua mente agora, mas aquilo doía, mas do que ele se lembrava. Era como se alguém abrisse sua ferida e a remexesse com uma navalha.

Estava a ponto de perder o ar, mas se conteve.

Ela estava viva e poderia tomá-la de volta quando acabasse com a raça de Naruto, assim como também poderia ter seus filhos de volta.

— O que pretende? — Marada perguntou sentindo a força oscilar em seu discípulo, mas uma vez.

— Tomar tudo o que é meu — os olhos de Sasuke faiscavam por trás da máscara e Madara soube ali que seu plano não está saindo completamente como previa.

E assim, Sasuke saindo da presença do mestre, dando-lhe as costas com a certeza de que nada estava totalmente perdido para ele.

Ainda não....

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20 anos atrás, em algum lugar da galáxia

— Sakura está aqui — Karin disse a seu lado e o Uchiha sentiu todo seu corpo tremer.

O que ela estava fazendo aqui afinal?!

Era apenas para ser uma emboscada para Naruto, era para ele estar sozinha ou com a esposa. Já havia dado um jeito nos filhos do loiro, agora só precisava se livrar dele e de Hinata. Assim os últimos Jedis estariam acabados. Mas porque Sakura estaria ali?

— E Hinata? — perguntou para a ruiva ao seu lado.

— Ninguém sabe, mas não está aqui. Apenas Naruto e Sakura — ela falou desconfortável.

O peito de Sasuke pesava.

O que estava acontecendo ali? Nunca gostara da aproximação excisava da esposa com o amigo e agora menos ainda.

Era para ela estar em sua casa, a espera dele e não com outro.

Sasuke sentia seu corpo tremer. O ciúme nublava todos os seus sentidos.

— Fique aqui, Karin — mandou seguindo em direção do lugar, onde sabia que a nave do loiro estava.

Caminhava o mais rápido que podia, mas não precisou andar muito para encontrá-los.

Naruto, abraçava Sakura, sua Sakura como se sua vida dependesse disso.

Sempre soube da paixão que o outra nutria por sua Sakura desde jovens, e era aquilo o que o enraivecia. Pensou que o amigo havia esquecido, mas não.

Naruto queria tomá-la dele e Sasuke podia sentir isso.

— Devia tê-lo matado antes — declarou chamando a atenção dos dois.

— Sasuke-kun...

Enquanto seguia até eles, Sasuke havia se preparada para várias coisas, mas não para a decepção que encontro mistura ao verde dos olhos de Sakura.

— O que você fez? Em que está se transformando? — pela implorava por um resposta, mas ele não conseguia. Não conseguia lidar com a batalha que se travava em seu interior enquanto aqueles olhos verdes o olhavam com decepção. — Sasuke... — ela caminhava em sua direção, mas não. Ele precisava ser forte pelos dois. Depois ele explicaria tudo e ela entenderia.

Sua Sakura sempre entenderia.

Sem pensar, o moreno estendeu a mão enluvada em direção a mulher que tanto amava, sufocando-a, levando-a até a inconsciência.

— Sasuke! — ouviu Naruto gritar, correndo em direção a moça caída no chão.

— Fique longe dela! — exclamou, jogando o loiro longe usando a força. — Você nunca mais irá tocá-la com essas suas mãos podres! Ela é minha! — tremia.

Sasuke estava fora de si.

Machucá-la havia acabado com ele, mas não podia fraquejar agora. Precisava acabar com Naruto para poder levar Sakura dali, para um lugar seguro.

— Você que nunca mais irá tocá-la, irmão — rebateu o loiro sacando seu sabre de luz sem saber que aquela batalha definiria o destino de toda a galáxia.

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Dias atuais, em algum lugar da galáxia

Todo seu corpo estava frio. Não conseguia esquecer a sensação de estar a presença de seu pai, do poderoso e letal Darth Vader.

Todo ele exalava perigo sendo o mostro que era e mesmo assim ela acreditou que poderia lutar contra ele.

Burra! Estupida!

Teria morrido e levado seus amigos junto da aliança rebelde a derrota.

— Ainda não acredito que saímos com vida — ouviu Himawari falar a seu lado. — Sarada-chan é forte!

— Blá. Se não fosse por mim, ela estaria morta. Espero que essa recompensa seja boa mesmo — resmungou e a Uchiha não pode rebater.

Eles estavam fazendo por ela e pela aliança, mas do que imaginavam. Levá-los a Corellia e salvar o príncipe Seiji era mais do que eram obrigados a fazer. Sendo que na verdade, eles não eram obrigados a nada.

— Obrigada — foi tudo o que ela conseguiu dizer estando a pilha de sentimentos, que estava.

— Meu pai será generoso — a voz rouca do príncipe Seiji ecoou pela nave.

— É bom que seja mesmo — rebateu o loiro, que parecia não gostar muito do moreno, mas Sarada ignorou a ambos. Precisava voltar a treinar se algum dia quisesse vencer seu pai.

Decidida a moça, que já havia vestido suas roupas normais, pegou seu sabre de luz e se afastou do grupo. Iria passar alguns movimentos que Naruto a havia ensinado e depois veria o que faria quando chegasse a Corellia.

Talvez encontrasse informações de algum templo Jedi antigo para obter mais informações. Sabia que talvez fosse a última Jedi, mas não desistiria de seu treinamento.

— Sarada, né? — ouviu Seiji se aproximar. — Eu queria agradecer por me salvar, mas também queria dizer que foi imprudente, quase levando a aliança conosco se fracassasse. Muitas vidas foram perdidas para que conseguíssemos as informações que gravei na memória de R2 — falou.

Tudo bem, o príncipe era bonito, mas estava começando a irrita-la ao dizer tudo o que ela já sabia e se arrependia de ter feito.

— Um obrigado seria mais apropriado, Vossa majestade — ela rebateu. Não estava de bom humor para aquilo naquele momento.

— Já agradeci, mas você precisa ouvir...

— Não. Não preciso ouvir nada! Já está feito, ok?! Deu certo. É isso — ela explodiu, assustando o rapaz, que apenas concordou com um rápido aceno de cabeça e se retirou.

Sarada quase se arrependeu, mas foi libertador descontar em alguém tudo o que sentia.

Era errado. Era!

Mas agora se sentia bem melhor.

— Estaremos em Corellia em uma hora — ouviu a voz de Boruto soar pela nave.

“Finalmente” — sorriu.

Sabia que logo que pousassem no planeta sede da aliança rebelde, sua vida mudaria para sempre.

Notas finais
E ai? O que acharam? Dividi esse capítulo em três partes, estando a parte dois já escrita, então quem quer o próximo capítulo ainda hoje comenta "Eu" ASUHUAHSUHUAS Beijos e até a próxima