Além das estrelas: Memórias de um Jedi

3 Capítulo 2 - Sequestro real


Notas iniciais
Oi, gente linda ♥ Tudo bem com vcs? Então, sei que demorei, mas natal é um festa complicada.... Família pra todo lá e dai nem deu tempo para terminar o capítulo... Mas, enfim, estou aqui... O capítulo está grande o/ auhsuhaushuahs Mudando de assunto, gostaria de dedicar esse capítulo para: TVDsamy, Blue Lungs, Missy Lin, SabrinaUzumakiHaruno (que fez aniversario ontem - 27), michellinha611, MikuMisaki que comentaram o capítulo anterior. E a todas as pessoas que comentaram e favoritaram a fic. ... Obrigada, suas lindas ♥ Enfim, é isso ai pessoal... Boa leitura ♥

Capítulo 2 – Sequestro Real

Anos atrás

— Sasuke-kun...? Ei, Sasuke- kun... — chamou ela, aconchegando-se sobre seu peitoral nu. — Eu estava pensando sobre os nomes para nosso filho.

— Hm — incentivou ele, acariciando seus cabelos macios.

— Se for menino...

Começou ela, logo sendo interrompida por ele, que sorria levemente ao dizer:

— Vai ser menino. Posso sentir.

— Shiiiiu. Como eu estava dizendo — ralhou ela, continuando. Se for menino eu pensei em Seiji — declarou, corando perante aos enigmáticos olhos negros do homem a sua frente.

Mesmo amando aqueles belos olhos, Sakura não podia negar o quanto eles a deixavam desconfortável. Ela nunca conseguia saber o que Sasuke estava pensando.

— Significa: Sincero e religioso. Acredito que ele será um bom Jedi e poderá seguir os ideais da força, se assim desejar. O que acha? — indagou, encarando-o.

— Hm e se for menina? — Um leve sorriso curvava seus lábios bem desenhados.

— Bom, eu não tenho certeza se você vai gostar ou não...

— Diga-me, Sakura — pediu, vendo a indecisão deixar os olhos verdes da mulher que tanto amava.

— Sarada — sussurrou, mexendo-se desconfortavelmente nos braços de Sasuke.

— Sarada?

— Uhum — confirmou. — Gosto de como se pronuncia e seu significado é: Chama e princípio. Ela seria uma mulher forte.

— Assim como a mãe — declarou Sasuke, beijando-a suavemente nos lábios. — Gostei dos nomes — declarou, abraçando-a com mais força de encontro a seu corpo musculoso.

Mesmo que não falasse, o moreno sentia uma grande felicidade crescer em seu peito. Algo tão grande, que chegava a ser doloroso.

Não lembrava de nenhum momento no qual se sentira tão completo o quanto se sentia com Sakura e não precisava de palavras para expressar aquilo, afinal, nunca fora um homem muito falante.

Se coração estava acelerado e também podia sentir o dela batendo em sintonia com o seu. Estava vivendo no paraíso e seus instintos gritavam, dizendo que tudo poderia desmoronar a qualquer momento.

Suas experiências vividas lhe diziam isso.

Mesmo não querendo aceitar, sabia que ainda era fraco demais para proteger sua Sakura e aquela criança que estava por vir.

Seu filho...

Seu Seiji ou sua Sarada....

Não importava qual.

Ele só precisava de mais poder para manter sua família e sabia onde encontrar.

~~~~

Dias atuais em algum lugar da galáxia

“Seiji...”

“Será Seiji. Significa sincero e religioso... Ele será um bom Jedi...”

“Significa sincero...”

“Sarada”

“Seiji”

“Mestre Seiji?!”

“Mestre”

“Seiji”

Um grito rouco escapou por sua garganta quando batidas metálicas ecoaram por seus aposentos improvisados.

— Mestre Seiji, por favor, acorde! — C3PO batia a sua porta, enquanto o rapaz limpava o suor que escoria por suas têmporas. — Estamos sob ataque, senhor. Uma frota do império nos interceptou.

Aquelas palavras foram o bastante para acordá-lo e mandar embora qualquer resquício do estranho sonho que o atormentava a momentos antes.

— Estou indo — foi tudo o que conseguiu dizer ao pular da cama e pegar o CD onde continha os dados, que havia conseguido com muito custo tirar do império.

Sabia que aquelas informações seriam de vital importância para a sobrevivência da resistência e não podia entregar de mão beijada para o inimigo.

— Onde está R2-D2? — indagou logo após deixar o quarto e dar de cara com o droíde dourado.

— Está logo ali, senhor — respondeu, apontando para o pequeno droíde no fim do corredor.

Sem muita demora, entregou para R2 todas as informações que tinha e o despachou junto do outro droíde para um lugar mais seguro que ali.

Sentia que com aqueles dois a mensagem chegaria ao destinatário certo.

— Renda-se, príncipe Seiji — ouviu. — E nos entregue o que nos foi roubado.

— Eu não vou lhes entregar nada — sibilou, logo sendo atingido por um estranho raio paralisador.

Sem sentir mais nada, ele havia caído, mas a batalha havia sido vencida, afinal.

~~~~

— Lorde Sasuke, localizamos a nave do príncipe Seiji Kotaro — avisou o soldado, ansioso para escapar logo da presença aterrorizante de seu comandante.

— Preparar para invasão. Quero de volta todas aquelas informações e não aceito falhas — declarou sem nem ao menos encarar o homem temeroso a suas costas.

— Sim, senhor. O que faremos com os tripulantes? — indagou, vendo a tenebrosa máscara se voltar em sua direção.

— Traga-os até mim com vida.

— Sim, milorde.

“Seiji”

Sua mente dava voltas e não conseguia afastar todas as memórias que aquele simples nome o trazia.

Sabia que não devia pensar, nem ao menos lembrar. Mas ainda era fraco demais para se desfazer de tudo.

Queria destruir todas aquelas lembranças, no entanto, no escuro de seu quarto, quando tirava aquela horrível máscara e encarava a grande cicatriz em sua face, deixada por Naruto, era impossível não recordar de tudo o que o levara até ali.

Sua última conversa com Sakura. Seu último beijo. Sua luta com o loiro... sua morte.

Sim. Naquele dia Sasuke Uchiha, o Jedi, morreu junto de Sakura Haruno.... E seu filho.

“Seiji ou Sarada? Qual teria sido, hein, Sakura?”

— Milorde, o prisioneiro está abordo — o soldado voltou, tirando-o de seus dolorosos devaneios.

— Muito bem, soldado. Leve-o para sua nova suíte real — disse em tom desdenhoso, voltando-se para o homem que sorria nervoso conforme o mestre se aproximava, com seu manto negro a tremeluzir na luz amarelada da nave.

Ali não havia lugar para lembrança, não naquele momento. Afinal, ele havia vestido sua máscara, não é mesmo?

~~~~

Em algum lugar da galáxia

A noite estava fria e o vento açoitava sua pele bronzeada. Não havia conseguido dormir, por isso decidiu sair para caminhar um pouco. Sua casa não estava sendo um lugar tão mais confortável que a noite fria naquele momento.

Ela estava chorando mais uma vez e, como sempre, ele se sentia impotente perante a dor refletida em seus belos olhos perolados.

Estava claro que Hinata sofria e ele a entendia.

Por isso, queria abraça-la, confortá-la e dizer que tudo ficaria bem. Que logo recuperariam aquilo que lhes havia sido tirado, mas não conseguia.

Não podia mentir para ela.

Não quando nem mesmo ele tinha esperança.

Ainda continuava sem um fraco.

Sabia que as coisas só chegaram a aquele ponto por sua culpa. Porque não tinha enxergado o que estava diante de seus olhos.

Não.

Porque não quis ver o que estava diante de seus olhos.

Amava demais o melhor amigo para aceitar o que o mesmo estava se tornando.

Decidiu fechar os olhos, pensando que Sakura o salvaria.

Doce ilusão.

Ele havia deixado todo o fardo nas costas da amiga e agora ela estava morta.

Não podia cometer o mesmo erro com Sarada.

Por isso não lhe contara toda a verdade sobre seu pai. Precisava protege-la de seu próprio passado e prepara-la para o que estava por vir.

— Andas muito pensativo essa noite, meu jovem rapaz — ouviu uma voz conhecida quebrar o silencio da noite logo atrás de si.

— Silencioso como sempre, não é, mestre Kakashi — declarou o loiro, voltando-se para seu antigo mentor.

O homem que o havia, praticamente, criado, aparecera a suas costas como uma projeção. Não em carne e osso, mas, sim, como uma projeção holográfica de si mesmo.

— Sinto que pensa muito no passado. Isso não é bom. Um Jedi não deve se manter acorrentado a erros do passado — alertou. — Lembre-se: O lado negro sempre está à espera de uma brecha para nos seduzir.

— Compreendo, mestre — rebateu, deixando um longo silêncio cair entre eles.

Entendia que Kakashi queria o melhor para ele, mas falar era mais fácil do que fazer. Esquecer nunca seria tão simples para Naruto, que perdera muitas coisas naquela, infernal, batalha entre do lado sombrio e a luz.

— Ele está em movimento — sussurro Kakashi de repente, assustando-o. — Tatooine foi reduzida a pó e Seiji está desaparecido.

— O que? Como? — sua voz saiu mais alta do que pretendia.

— Seus motivos são desconhecidos para o Grã-mestre — suspirou. — Você precisa preparar a garota.... Você precisa se preparar.

— Eu já estou... — Começou, mas logo foi silenciado pelo Jedi mais velho, que ainda escondia seu rosto atrás de sua antiga máscara preta.

— Livre-se da culpa, Naruto. Sasuke já não é mais meu antigo padawan.... E, muito menos, seu irmão — declarou firme, enquanto sua imagem tremia a frente do loiro.

~~~~

Anos atrás

Uma terrível dor lhe cortava o peito, sufocando-o, enquanto lágrimas embaçavam seus marcantes olhos azuis.

Não conseguia aceitar que tudo desmoronava a sua volta.

Primeiro, sua mãe e, agora, diante de si, repousava o corpo de ser pai, sendo velado com tudo o que um respeitável mestre Jedi tinha direito, mas nada daquilo o orgulhava.

Sentia apenas dor e ódio.

Por que tudo tinha que terminar daquela maneira? Por que todos o estavam deixando?

Esfregou os olhos com força, tentando em vão secar as lágrimas.

Já estava cansado de receber condolências por sua perda. Estava preparado para fugir quando sentiu uma mão tocar seu ombro direito:

— O ódio não vai lhe ajudar em nada, meu jovem.

Estremeceu, olhando diretamente para o único olho descoberto do homem a sua frente. Sabia quem ele era, mas nunca havia trocado uma palavra sequer com o aprendiz de seu pai.

— Você não sabe nada sobre mim. Sobre minha dor — sibilou, desvencilhando-se com brusquidão do toque do homem de cabelos brancos.

— Posso não saber nada sobre você, mas eu sinto. Eu sinto a força que existe em você e seu pai também sentia.

Aquelas palavras bastaram para calar o garoto, que se sentia cada vez mais intimidado pelo poder que o outro exalava.

— Apenas aguente isso até o fim em respeito à memória de seu pai — sussurrou Kakashi, afastando-se o suficiente para observar o loiro até o fim da cerimônia, onde Minato Namikaze foi cremado.

As pessoas saíam uma a uma, despedindo-se do garoto rapidamente. Ninguém parecia se importar com ele de verdade.

— Você fez bem — declarou Kakashi, surgindo novamente ao lado de Naruto.

— Hm.

Estava claro que o garoto não estava muito a fim de conversar, mas o outro tinha uma missão a cumprir, a última missão deixada por seu mestre.

“Cuide deles, Kakashi. Treinei-os, meu filho e Sasuke, e guie-os para a luz como irmãos”

Ainda conseguia ouvir a voz de Minato ecoar por sua mente e mesmo com toda a relutância que via no garoto a sua frente, sabia que conseguiria cumprir aquela missão.

A força iria se equilibrar.

~~~~

Em algum lugar da galáxia

Se sentia inquieta aquela manhã e mesmo com todo o cansaço que sentia em seu corpo desde o dia anterior, sua mente não a deixava descansar.

Havia dormido super mal a noite e ficar na cama não lhe ajudaria em nada.

Decidida a começar seu treinamento antes de seu mestre acordar, a garota se levantou e partiu para fora de casa, para uma corrida matinal.

Precisava descontrair um pouco e nada melhor que ar puro para ajudá-la a recuperar as forças.

Seguiu caminho por uma estrada arenosa e deserta, onde nada podia ser visto.

Sem ouvir nada a sua volta, a garota se pôs a pensar e meditar. Era por isso que adorava o silêncio.

Ele sempre a ajudava a deixar as coisas mais claras.

Mas como se o destino não estive a seu favor, uma voz esganiçada é ouvida bem perto dali:

— R2, não vá por aí. Esse não é o caminho. Ora, seu droídizinho barrigudo, não fale assim comigo.

Ruídos foram disparos em respostas e Sarada não conseguiu conter sua curiosidade.

— Ei, vocês! Acho que não deviam fazer muito barulho por aqui — gritou, aproximando-se de onde os dois droídes trocavam elogios.

— Está vendo, R2. Pare de falar abobrinhas — disparou o droíde, que parecia ser dourado por baixo de toda aquela sujeira.

Mas ruídos em respostas.

— Vocês estão perdidos? — indagou a morena, olhando-os por detrás dos óculos vermelhos.

— Sim, minha senhora. Me chamo C3PO e esse aqui é R2-D2. Nossa nave caiu e não sabemos onde estamos.

— Ah, sim. Eu posso ajudar vocês, se quiserem, é claro.

— Sim. Sim, minha senhora — C3PO respondeu com gratidão, sendo logo empurrado pelo menor, que apitava, zangado.

— O que houve? — Sarada quis saber.

— Nada de importante, minha senhora. R2 apenas deve estar com defeito por causa da queda.

— O que ele está dizendo? — perguntou, querendo entender o que todos aqueles bipes significavam.

— Ele insiste que tem uma missão para completar, minha senhora.

— Uma missão? — Arqueou as sobrancelhas.

— Sim. Ele diz ter uma mensagem para Naruto Uzumaki ou algo assim.

Uma mensagem para Naruto Uzumaki....

Mesmo sem saber o que tudo aquilo significava, a pequena Uchiha sentiu que aquelas palavras mudariam sua vida para sempre.

E aquilo a assustou.

Notas finais
É isso ai, pessoal... Gostaram? Comentem, PF Não sei se alguém percebeu, mas mudei a forma de retratar o tempo na fic. Estava me sentindo perdida, mas se ficou ruim é só avisar. Lembrando que a fic não vai ser exatamente igual a SW. Beijos e até o próximo #QueAForçaEstejaComVocês