Além das estrelas: Memórias de um Jedi
12 Capítulo 11 - Vida
Notas iniciais
Capítulo 11 – Vida
Anos atrás, Coruscant
Estavam em sua sala no senado em Coruscant e podia ver o quanto o marido estava impaciente enquanto ela digitava e assinava vários dos importantes documentos de sua alçada jurídica.
Ser paciente não era um das várias qualidades de Sasuke Uchiha, o Jedi.
— Sakura, era para eu estar num retiro, meditando — resmungou a se levantar da poltrona onde antes estava. — Nós dois devíamos sumir daqui. Conheço um lugar bem longe, onde ninguém iria nos reconhecer. Seria como se nos fossemos mesmo marido e mulher, em vez de senado e jedi — concluiu esperançoso.
O Sasuke com o qual havia se casado mudava a cada dia e Sakura sabia que aquilo era culpa da distancia e segredos que os envolviam. Sabia da enorme distancia em que suas posições os haviam colocado, ela uma senadora e ele, um jedi proibido de se casar, por juramento.
Tudo aquilo fazia com que não pudessem assumir seu amor, porém, ainda assim, Sasuke queria estar com ela a todo instante, assim como ela queria estar com ele, mas não podia ceder a ele naquele momento.
— Eu... não posso, Sasuke — declarou, por fim.
— Como assim não pode? Serão só duas semanas, querida. A gente logo vai estar de volta e ninguém vai sentir a nossa falta — insistiu o moreno, parando atrás da mulher, que permaneceu sentada com os olhos pregados na tela a sua frente.
Com delicadeza, Sasuke tocou o ombro delicado da esposa, massageando-a com as duas mãos.
Desejava toma-la para si ali, sobre sua mesa de trabalho, porém Sakura o afastou delicadamente, precisava resistir ao marido. Tê-lo ali em sua sala já era perigoso, fazer amor com ele ali era impensável.
— Eu preciso levar esse documento para o senado — falou ao encarar seus olhos negros insistente. — É importante.
— Uhum. Mais importante do que o que você sente por mim, né? — riu sarcástico.
— “Mais importante” não, mas é importante. O trabalho que eu faço... — suspirou. Precisava fazer Sasuke entender. — O trabalho que nós fazemos é a serviço da republica para proteger aqueles que estariam indefesos se não fosse por nós.
— Sim, você está falando sobre ideais, Sakura — rebateu, virando a cadeira rolante, fazendo a mulher encarar seus olhos de frente. — Mas o nosso amor não é mais importante para você?
— Mas eu...?
— Não. não tem “mas”. Para mim não existe nada mais importante que o meu amor por você. Nada!
— Sasuke, não seja... — começou a rosada ao se levantar, mas logo foi cortada pelo homem, que a abraçou pela cintura.
— Ah! Você não acredita em mim — ele sussurrou em seu ouvido.
— Eu não disse que não — Sakura se defendeu.
— Eu vou provar — Sasuke falou ainda assim. Precisava que Sakura entendesse o sentimento que apenas crescia dentro dele a cada dia mais. — Preste atenção. Quando terminei de construir meu sabre de luz Kakashi me disse “Sasuke, essa arma é a sua vida” — sorriu fazendo aspas no ar ao imitar seu mestre e logo estendeu seu sabre de luz a Sakura. — Essa arma é a minha vida — concluiu.
— Não, Sasuke, eu não posso aceitar. O sabre de luz de um Jedi é... — Sasuke colocou a arma nas mãos de Sakura. — Uau! Ele é bem pesado... — a moça sorriu em admiração.
— Ele é seu, assim como eu — declarou o moreno. — Agora acredita em mim?
— Sasuke, eu nunca duvidei de você — Sakura respondeu abraçando o homem a sua frente.
— Então você já sabe o que eu quero, não saber? — sorriu zombeteiro, o sorriso o qual Sakura tanto amava. Ali, naquele momento, a mulher havia perdido todas as suas defesas.
Ela já não podia mais resistir ao marido e Sasuke percebeu isso ao toma-la em seus braços, beijando-a com fervor.
Ali, na sala do senado em Conruscant já não existiam mais Jedi e senadora e sim uma só alma e uma só carne. Amaram-se sem pensar no mundo a sua volta, apenas os dois, sem títulos ou guerra.
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Dias atuais, Corellia
Sakura viajava em meio a memórias antigas quando Gaara, o soldado designado para ser seu guarda pessoal adentrou a enfermaria improvisada de Shizune. Seus olhos verdes varreram o lugar até encontrar a figura de Sakura parada ao lado da cama de Sarada.
Faziam mais de duas horas que estava ali com a filha, a garota já havia acordado e agora apenas dormia para se recuperar, o que era um alivio para Sakura. A única coisa que a preocupava no momento era Seiji.
— Minha senhora — Gaara saudou, curvando-se brevemente. — General Tsunade solicita sua presença no conselho de guerra — falou e Sakura pensou em se recusar a ir, mas ai se lembrou que ainda era suspeita ali, pois querendo ou não, trouxera Sasuke até eles.
— Certo, capitão — concordou lançando uma última olhada na filha, tão parecida com o pai em aparecia.
Seguiram todo o caminho em silêncio, com Gaara a frente, Sakura podia sentir os olhares desconfiados que as pessoas lhe lançavam, porém sabia que logo conquistaria sua confiança, afinal, lidar com pessoas era seu dom e quando soubessem que ela não era uma espiã tudo seria mais fácil.
Quando chegaram até a sala de reuniões, Tsunade já tinha organizados quase todos em seus lugares, deixando livre apenas três lugares, um de seu lado direito e outros dois a seu lado direito.
— Que bom que chegou, Sakura — a loira a saudou, caminhando em sua direção. — Como está Sarada?
— Está bem, mestre. Se recuperou bem e agora está dormindo — Sakura respondeu se deixando levar pela loira que lhe ofereceu a cadeira vazia a seu lado direito.
— Ótimo! Ótimo! Apesar da invasão de Vader ainda recebemos ótimas noticias afinal — constatou a loira sem se dar conta da dor que lançara em Sakura ao chamar Sasuke pelo seu novo nome.
Darth Vader, hm... — pensou baixando os olhos. Todas as pessoas no conselho tinham os olhos presos as duas mulheres. Sakura pode ver Ino, Shikamaru entre outros rostos conhecidos, mas ainda assim, algo em seu interior se agitava de ansiedade.
— Meus caros, agora que já estamos quase todos aqui, gostaria de notifica-los sobre as baixas da última invasão e sobre nossos aliados que regressaram — Tsunade falou quando Sakura se sentou a seu lado. — Várias de nossas naves foram destruídas e a nossa ala hospitalar está perdida, sem falar que o inimigo agora sabe nossa localização — continuou suspirando.
— Precisamos encontrar outra base, general — Shikamaru falou e todos concordaram.
— Sim, capitão Nara. Já temos um planeta em mente e agora que os Uzumakis se juntaram a nos, não temos mais motivos para ficar aqui....
— Naruto e Hinata estão de volta? — Kiba Inuzuka perguntou antes que Sakura pudesse ter tempo, contudo, a mulher desejava saber a resposta tanto quanto ele.
— Sim, idiota — uma voz estridente se fez ouvir na sala e os olhos de Sakura logo encontraram os azuis de Naruto. — Então é verdade — concluiu o loiro e Sakura soube que aquela afirmação era em relação a si mesma, assim, tudo o que ela fez foi se levantar e correr em direção ao loiro, abraçando-o com força. — Sakura-chan, temos muito o que conversar....
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Dias atuais, em algum lugar da galáxia
Caminhava de um lado para o outro em seu quarto no cruzador imperial. Não conseguia compreender como perdera o controle de tudo a sua volta, porém, tudo o que Sasuke mais queria era recuperar as coisas que perdera.
Madara queria fazê-lo acreditar que Sasuke era o homem mais poderoso e mal da galáxia depois dele, porém, ele sabia que na verdade, o ele era cão de guarda do outro, como era chamado por ai.
Com suas artimanhas, Madara havia o cegado e tirado tudo dele assim como Naruto usurpara tudo o que era seu, contudo, Sasuke não tinha forças para se libertar das amarras do sith.
Já havia sido punido pelo ataque impensado a Corellia e agora aguardava ordens em seu quarto, porém, ele não estava disposto a ficar ali. Desejava encontrar Sakura acima de tudo, mas não sabia como fazer aquilo. Estava desnorteado com a luz que ela irradiava dentro dele apenas de estar viva. Era como se ele estivesse voltando a vida também, afinal, havia dado a Sakura sua vida anos atrás, então, sem ela, Sasuke também estava morto.
Estava ciente do conflito que ela lhe causava, com Sakura viva, a luz parecia cada vez mais atraente e sabia que seu mestre sith também já devia estar ciente de isso. Não era estupido e nem ingênuo para pensar que Madara deixaria isso passar.
Precisava de um plano, um plano para escapar do domínio de Madara e encontrar Sakura longe de tudo e todos. E se pra isso precisasse abdicar de tudo, ele o faria.
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Dias atuais, Corellia
— (...) então quer dizer que o Sasuke te deixou pressa durante todos esses anos e a Karin te libertou?! — Naruto indagou para Sakura enquanto caminhava em círculos no quarto provisório que fora dado a rosada na base rebelde até que partissem.
— É tudo o que sei, Naruto — ela rebateu, suspirando.
Hinata e Tsunade permaneceram caladas enquanto Sakura contava sua história pela quarta segunda vez só naquele dia.
— Não. Algo não se encaixa — declarou com a mão no queixo, pensativo. — Isso não tem a cara do Sasuke. Ele te amava demais....
— E isso foi sua perdição — Hinata sussurrou chamando a atenção de todos.
— Hinata?!
— O que é, Naruto?! Todos nos infligimos o código Jedi — a mulher de olhos perolados falou amargamente. — Não devemos ter um final feliz.
Um pesado silêncio tomou o quarto. Todos sabiam da veracidade das palavras da ex Hyuuga, mas ainda assim, não falar foi a melhor alternativa, porém, respirando fundo, Sakura quebrou o silêncio:
— Eu estive pensando... — começou incerta. — Quero dizer, acredito que ainda exista bondade em Sasuke e eu posso recuperá-lo....
— O quê?! — exclamou Tsunade, indignada. — E como você pretende fazer isso?! Se entregando a ele para ser jogada em um calabouço de novo?!
— Não, vovó — Naruto falou encarrando os olhos verdes da amiga. — Acredito que Sakura esteja certa. Se há alguém que possa trazer o Sasuke para luz, esse alguém é ela...
— Não, seu idiota. Ele está totalmente perdido. Já matou milhares de pessoas, saqueou pelo império, por Madara. Não há redenção para ele — sentenciou a loira deixando o quarto de Sakura com passos duros.
Os três antigos amigos permaneceram em silêncio pesando o que deviam falar a seguir, assim, Hinata foi a primeira a se pronunciar:
— Sakura, eu não imagino como deve estar se sentindo agora, porém, sei que se eu estive no seu lugar, faria a mesma coisa que sei que você vai fazer — sorriu, tocando de leve as mãos da amiga, que estava a seu lado. — A pergunta que irei te fazer agora é: como você pretende ir atrás do Sasuke?
Naruto riu, orgulhoso da esposa e tudo o que Sakura pode fazer foi abraçar a amiga com força:
— Bom, eu tenho um plano — falou encarando os olhos perolados de Hinata. — Mas, antes, tem uma pessoa que vocês precisam conhecer.....
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