Além da psicologia

13 Totalmente perdida


Notas iniciais
Oie. Escrevi o capítulo anterior e esse no bloco de notas do meu tablet perto da meia noite. Ultimamente toda inspiração que venho tendo só acontece a noite.

Havia apenas um supermercado na rua onde morava. E ele era muito antigo. A área de trás parecia se um lixão. Próximo a um pequeno portão nos fundos do supermercado estava um garoto.

— O que você quer comigo? — perguntei rispidamente.

— Nada demais — respondeu Gabriel. — Só tirar uma selfie.

— Eu vou embora.

Virei-me vai realmente sair daquele lugar quando vi outros dois adolescentes na minha frente encostando a ponta de uma faca no meu pescoço.

Meu estômago congelou. Não consegui mover um músculo sequer.

— Se você colaborar, — Gabriel se aproximou por trás.- Prometo não lhe roubar muito tempo.

— Diga logo o que quer — exigi.

Aquele idiota pousou as mãos na minha cintura e escondeu o rosto no meu pescoço. Senti nojo.

— Karine — ele sussurrou próximo ao meu ouvido. O que teria sido exitante se não tivesse uma arma branca pronta para me matar perto de mim e se Filipe estivesse no lugar de Gabriel. — Eu sempre tive uma queda por você.

Ele beijou meu pescoço. Cerrei os punhos para me controlar e não lhe chutar como queria. O que ocasionaria minha bela morte por esfaqueamento.

— Diga logo o que quer — repeti.

— Transe comigo — ele disse, simplesmente.

Fiquei boquiaberta. Eu NUNCA faria isso. Não com ele!

— Ficou louco! — exclamei. A ponta da faca se pressionou mais contra meu pescoço.

— Quer que eu mande meu camaradas matarem você?

— Prefiro morrer do que me sujar com você .

Pensei que realmente ia morrer na hora, mas Gabriel riu.

Os dois garotos baixaram as facas, mas ainda não me senti confiante para correr.

— Tenho uma proprosta — Gabriel ficou a minha frente. — Transamos e nunca mais pertubarei você.

— Desculpe informar, mas sua proprosta não é tentadora — desdenhei. Gabriel bufou e me empurrou contra a parede.

– Acho que você não tem escolha.

Ele me beijou forçadamente. Tentei me livrar dele, mas seu corpo prendia o meu.

Com muito esforço, consegui dar uma joelhada no meio de suas pernas. Ela gemeu de dor e se afastou.

Pensei em correr, mas os capangas de gabriel agora tinham uma arma apontada para minha cabeça.

— Você não tem por onde escapar — Gabriel disse ao se levantar.

E realmente não tinha. Se corresse, morreria. Se ficasse seria abusada.

Meu corpo fraquejou e quase caí. Quando minha visão escureceu, senti que teria minha segunda crise de síndrome do pânico. Depois morreria. Gabriel se jogou sobre mim e caímos. Não tinha mais esperanças

— Eu sei que você é safada! — ele provocou. — Um putinha gostosa.

Tremia de raiva a cada insulto.

Ele colocou as duas mãos sobre meus peitos ainda cobertos e apertou com força.

Nunca imaginei que passaria por isso na minha vida. Desatei a chorar. O ódio que eu sentia era maior que eu.

E quando Gabriel arrancou minha camisa, decidi que morrer com um tiro era uma opção mais aceitável.

— Seu... — arfei. — Seu idiota!

Ela me calou com sua boca.

Gabriel tocou minhas coxas. Eu não podia deixá-lo continuar. Não podia ser tão humilhada.

Mas estava apavorada. Eu ainda sentia medo. Tanto de morrer como de ser estrupada.

— Essa sua calça está me atrapalhando — ele disse, malicioso. — Vamos tirá-la?

E foi o que fez. E eu não consegui conter minhas lágrimas. Era a garota mais impotente do mundo. Não importava o quanto eu me mexesse, ou tentasse gritar; era em vão.

Quando Gabriel finalmente conseguiu me deixar apenas com as roupas de baixo, se afastou de mim.

— Que tal eu tirar uma foto? — ele perguntou me olhando.

Mesmo se eu pensasse em fugir e levar um tiro, não podia nem me levantar. Meu corpo estava paralisado. Não conseguia respirar. Fui atingida por uma maré de confusao mental.

Cada membro do meu corpo parecia pesar mais de uma tonelada. Minha garganta se fechava. Iria morrer sufocada.

— Ou seria melhor terminar logo com isso? — Gabriel levantou uma sobrancelha. — como sou bonzinho, escolho a segunda opção.

E eu fiquei a mercer dele. Uma de suas mãos tocou minha calcinha. Eu já estava completamente perdida. Fechei os olhos para não ter que ver o que viria a seguir.

Mas, de repente, Gabriel saiu de cima de mim.

Abri os olhos devagar e vi um Filipe muito bravo esmurrando a cara do canalha do Gabriel.

— Você acha que ela é uma de suas putas! — Filipe berrou.

Gabriel não tinha a menor chance de defesa com Filipe o espancando.

Quando me dei conta da situação, puxei rapidamente minhas roupas para perto e comecei a me vestir.

Felipe ergueu Gabriel pela camisa.

— Eu poderia matar você. Mas não vale a pena cometer esse crime só por você ser um idiota.

E ele largou Gabriel desacordado no chão.

— Karine!

Filipe correu até mim e me envolveu em um abraço muito apertado.

— Filipe...

Minha voz demorou para sair. Minha cabeça começou a doer. Eu tinha sobrevivido. Filipe foi um verdadeiro herói. O meu herói.

Percebi que o amava, mas desmaiei antes de conseguir dizer isso a ele.

Notas finais
Kalipe❤💋