Além da psicologia

18 Segundo ano - meu começo


Notas iniciais
Pessoas, peço muitas desculpas porque estava lendo os capítulos anteriores e percebi que meu rendimento estava muito baixo. Não que eu seja a melhor escritora do mundo, mas acho que consigo escrever melhor que isso. Prometo me esforçar mais ainda para melhorar essa história!

Era como se tivesse voltado ao primeiro dia de aula do primeiro ano do ensino médio. A diferença era que dessa vez não chegava sozinha. Filipe estava segurando minha mão e encarando os outros alunos com um olhar ameaçador.

— Pare de olhar assim! — pedi discretamente.

— Só quero intimidá-los um pouquinho — ele respondeu rindo. — Para saberem que eu estou protejendo você.

Passamos pelo portão de entrada da escola e me senti com uma estranha confiança. Nunca havia me arrumado tanto para ir à escola como naquela manhã. A maioria dos garotos me encarava, mas não por eu estar descontrolada e sim porque estava atraente.

Entramos na sala e sentei na frente. Filipe ficou atrás de mim. Fiz uma análise dos novatos na sala. A notícia ruim era que as garotas metidas e os bagunceiros ainda estavam na mesma turma que eu. Como haviam passado de ano? A boa notícia era que tinha um garoto novato sentado sozinho no canto da parede. Estava com caneta e caderno às mãos. Era ruivo e tinha olhos verdes. Seria uma ótima opção de amizade.

A professora de geografia entrou e começou a aula. Chegou a hora de meu TDAH agir e não me deixar prestar atenção na aula. O que era extremamante contraditório eu não conseguir estudar já que eu era uma das melhores alunas da sala.

Quando a primeira aula terminou, um garoto sem noção entrou pela porta. Quem chega atrasado no primeiro dia de aula?

Quando ele entrou, deixei o lápis cair. Minha cabeça se confundiu tanto e tive sensação de irrealidade. Estava gelada. Não acreditei que estava vendo...

— Bem vindo, sou Rosângela, professora de geografia. E qual é seu nome?

— Gabriel. Gabriel Linhares.

De todas as escolas do país, de todas as salas, por que ele teve que ficar justo na minha? Gabriel me viu e sorriu da forma mais safada possível. Mas sua expressão falhou quando viu Filipe atrás de mim.

Gabriel se sentou no fundo da sala.

***

– Conheço uma garota que adora pizza — disse Filipe se aproximando com duas pizzas.

— E eu conheço um garoto que adora satisfazer as vontades dessa garota — falei estendendo a mão para pegar uma pizza, mas Filipe recuou. — O que foi?

— O garoto que adora satisfazer as vontades dessa garota não merece um prêmio? — Filipe fez biquinho.

Eu ri e peguei meu lanche.

— Talvez eu lhe dê seu prêmio quando você for na minha casa hoje.

— Isso é muito sedutor, dona Karine.

Sorri.

Comemos em silêncio até Filipe tocar em um assunto que eu estava evitando desde o começo do intervalo:

— Você não precisa ficar incomodada com o Gabriel.

— Não estou incomodada com o Gabriel — menti.

— Qualquer coisa você sabe que pode contar com minha força . — Filipe mostrou os músculos, que não eram poucos.

— Obrigada — agradeci.

Meu primeiro dia de aula tinha acabado. Filipe me deixou em casas como sempre fazia desde quando começamos a namorar.

— você vai ficar para o almoço? — perguntei.

— Hoje não — Filipe recusou. — Ontem preparei uma lasanha para almoçar hoje.

— Quer dizer que você vai me trocar por uma lasanha?

Filipe baixou a cabeça e riu.

— Volto mais tarde para buscar meu prêmio — prometeu antes de sair.

***

Minha mãe já estava há três dias viajando a trabalho, mas não me sentia tão sozinha já que Filipe vinha me ver todos os dias.

E, por falar nele, tinha acabado de chegar.

— O que você quer? -perguntei me referindo ao seu prometido prêmio.

— Não é tão complicado — disse Filipe. — Talves isso.

Então ele finalmente me beijou. Perdi totalmente o fôlego o que me fez dar um suspiro. Mas Filipe se afastou logo.

— Eu te amo — ele disse. E senti muita sinceridade em suas palavras. Filipe sempre fez questão de repetir inúmeras vezes que me amava. No começo eu me sentia incomodada com a declaração, mas passei a gostar.

— Eu também amo você — respondi o puxando para um novo beijo.

O que aconteceu a seguir, na hora foi muito confuso, mas depois percebi que foi uma das coisas mais perfeitas da minha vida.

Filipe segurou meus braços de modo que eu não os movesse. O que deixou ele totalmente livre para me beijar sem interferência e... Bem, tive meu primeiro beijo de língua.

Nossa, descrever esse beijo é simplesmente impossível! Quer dizer, eu não esperava que Filipe fosse colocar a língua na minha boca e que aquilo fosse extremamente excitante!

Agora imagine: beijar um garoto; beijar um garoto quando está sozinha em casa; beijar um garoto com direito a língua e tudo mais sozinha NA SUA CASA!

Por Zeus, meu coração foi a loucura. A sensação foi mais intensa que as que tinha quando tinha uma crise. Se cada vez que minha ansiedade atacasse eu sentisse isso, me forçaria a ter crises todos os dias.

Mas eu queria tocar Filipe. Queria massagear seus cabelos, o beijar mais intensamente, mas meus braços estavam presos. Eu necessitava tocá-lo.

Meu desejo era tão grande que soltei um gemido. Filipe desgrudou nossos lábios, mas ainda estava perto de mim.

— Você me quer tanto quanto eu quero você — ele disse. Eu aquiesci.

— Mas — hesitei.

— Eu sei. — Filipe sorriu. — Eu serei seu presente de dezesseis anos.

Sorri também.

— Você estará comigo até ano que vem? Esperará todo esse tempo?

— Sim e sim.

Minha respiração ainda estava acelerada, meu coração martelava no peito. Até a ponta dos meus dedos tremia de tanto desejo por ele. Como Filipe conseguia fazer isso?

— Eu não sei se aguento — declarei e tomei seus lábios com um beijo.

Eu não ligava se estava perdendo o controle, se iria fazer quinze anos apenas depois de duas semanas... Eu o queria naquele momento e naquele momento ele estava comigo.

Filipe me deitou no sofá da sala e desceu o beijo para meu pescoço. Subiu para minha orelha e me deixou completamente louca. Se ele se sentia assim toda vez que me beijava, era justificável sua falta de controle.

— Karine — Filipe gemeu levantando um pouco minha blusa. — Você me excita.

Sua voz próxima ao meu ouvido foi o suficiente para me fazer contrair debaixo dele. Seria possível ter umo orgasmo sem penetração?

— Filipe, eu não sei se aguento — confessei arrancando sua camisa.

Soltei o suspiro mais longo de toda minha vida. Ele tinha o físico mais perfeito do mundo. Não resisti àquele peitoral exposto e o beijei. Filipe gemeu mais uma vez e retirou minha blusa.

Seus beijos desceram para meu colo e fechei os olhos desacreditando no que estava acontecendo. E, quando ele beijou minha barriga, tremi por inteiro. Então tive certeza de que não aguentaria tanto prazer por mais tempo.

Coloquei as duas mãos nos cabelos de Filipe e cerrei os punhos. Eu mais que o desejava naquele momento, eu necessitava de Filipe!

— Filipe! — suspirei. — Eu amo você.

Me contraí mais ainda e senti ter meu primeiro orgasmo. Sem ao menos ter transado de fato.

Minhas mãos se afroxaram no cabelo de Filipe e caíram para o lado. Fechei os olhos e senti sono. Seria tudo verdade? Não estava sonhando? Tudo isso aconteceu mesmo?

— Karine — Filipe me chamou suavemente me dando um beijo no rosto. — V-você...

— Sim — respondi abrindo os olhos. — E foi um dos melhores momentos da minha vida.

Filipe sorriu, satisfeito.

Eu ainda tremia, mas consegui falar:

— Eu jamais quero perder você. E eu prometo que ainda vou lhe dar o mesmo prazer que senti hoje.

— Karine, você me dá prazer somente com o olhar.

— Você entendeu o que eu quis dizer.

Filipe aquiesceu.

Vestimos nossas roupas e continuamos abraçados no sofá. Acho que acabei adormecendo, pois acordei depois na minha cama.

Meu ano havia começado bem e eu estava muito feliz com isso.

Mas nem tudo termina do jeito que começa.

Notas finais
Valeu a todos que chegaram até aqui. É muitp importante pra mim ver que pessoas leem e comentam Além da psicologia. Até breve.