Além da Morte
23 Capitulo 7
Notas iniciais
POV. Bella.
– Eles ficam tão quietos em seu colo. – Minha mãe, Elena, sorriu ao entrar no quarto e me ver com eles nos braços.
– Sim. – Os fitava intensamente. Cada qual com sua beleza.
– Ela logo acordará, já se passaram três dias. – Acariciou meu ombro esquerdo.
– Eu sei. – Suspirei.
– O que aconteceu?- Quis saber. Sentou-se ao meu lado e tomou Dean de meus braços. Reclamou um pouco, porém reconheceu a avó e aceitou os carinhos.
– Não sei como será a reação de Alice. – Beijei a testa de Nathan. – Ela pode perder as lembranças, ou não reconhecer os filhos. Ficar agressiva. Sabe que sua força voltou de maneira diferente. – A olhei com medo nos olhos.
– Por que esse temor logo agora? – Ficou sem entender. Colocou Dean no berço, logo após fazê-lo dormir, e me fitou.
– Não sei. – Ri sem humor.
Mamãe. Sorri para meu filho.
Nathan, meu pequeno Nathan. Iniciei uma breve conversa com ele.
– Não me ignore. – Dona Elena ficou revoltada ao perceber a ligação com meu filho.
– Perdão, é tão... – Fiquei sem palavras.
– Bom ficar com ele no colo? – Riu da minha cara. Assenti. – Eu pude apreciar isso por pouco tempo. – Lamentou. A fitei e vi a dor em seus olhos. – Eu tenho inveja de vocês. – Sua vez de ironizar um pouco.
– Mãe... – Negou.
– Entendo seus medos em questão a Alice, mas não deixe com que eles estraguem esse momento lindo que está vivendo. – Concordei. – Vamos, Alice está para acordar.
Coloquei meu filho delicadamente ao lado do irmão, mas o mesmo ameaçou a chorar.
– Filho, por favor, coopere. – Pedi implorando.
Mamãe! Quero ver a mamãe! Ri.
– Ele a quer, Bella. – Pareceu ler sua mente.
– Claro que quer. – Ri. Me ergui com cuidado e caminhei lentamente até a sala.
– Mamãe! – Nessie correu até mim, esticou os bracinhos e tentou ver o irmãozinho. – Deixa eu ver! – Fez bico. Ri e sentei-me no sofá. Ficou do meu lado acariciando a cabecinha dele com cuidado.
Eu gosto disso Mordi meus lábios.
– Ele gosta de você, sabia? – Perguntei a ela. Sorriu largamente e beijou a cabecinha do irmão.
– Eu te amo muito Nathan! – Ele se remexeu em meu colo e a fitou com um pequeno sorriso sem dentes. – E você é lindo!
– Ok, sem puxar saco, depois Dean fica com ciúmes. – Elena interviu e pegou Nathan de meu colo. – Vá até ela. Fico com ele aqui. – Concordei.
– Filha. – A peguei no colo e beijei sua testa. – Cuide de seu irmão, ok? – Concordou. – Vou levar sua mamãe para caçar, depois vamos voltar e ficar juntos. Mas tenha paciência, ela é nova e não tem o controle que a mamãe tem.
– Eu sei, vô Stefan já falou. – Olhei agradecida ao meu pai.
A coloquei no chão e andei lentamente até seu quarto. Rosalie já havia trocado sua roupa, deu um leve banhar com pano humildo e a deixou do jeito que gosta. Sorri encantada ao vê-la ali, linda e elegante.
– Obrigada. – Agradeci.
– Ela faria o mesmo por mim. – Ri.
– Você... Você a defendeu como eu deveria ter feito desde o inicio. – Negou e me calou antes que me culpasse.
– Ela já vai acordar, nada de se lamentar, só viva a alegria de ter 3 lindos filhos. Sua família é perfeita. – Concordei.
– Mas... – Me fitou confusa.
– Como Mas...?
– Ela seria melhor ainda se Dean a tivesse como terceira mãe. – Me fitou surpresa. – Sei que seria isso que Alice escolheria. Rose como madrinha dele. – Sorriu abertamente e me abraçou forte.
– Obrigada Bella. – Neguei.
– Eu que agradeço. – Beijei seu ombro. – Conte ao Emm, ele tem responsabilidades. – Rimos.
Saiu do quarto e me deixou a sós com minha esposa. Andei lentamente em sua direção e acariciei os fios de seu cabelo. Tão bela e perfeita dormindo. Um anjo prestes a acordar. Observei os detalhes que estavam se aprimorando em seu corpo e vendo sua antiga forma voltar ainda mais aprimorada. Seu rosto estava mais palito, mas existia calor ali. Sua barriga, que antes rasgada para o parto dos gêmeos, agora se encontrava lisa e perfeita, como antes.
– Eu te amo tanto. – Sussurrei para que somente ela ouvisse. – Por favor, não se esqueça de quem você é! – Implorei ao pé de seu ouvido.
Pude apreciar o exato momento que seu corpo perdeu toda parte humana e a força inumana a atingiu. Sorri de lado ao vê-la abrindo os olhos, meio assustada, e observar cada detalhe ao seu redor. Seus olhos continuavam azuis, o que me deixou um pouco surpresa, mas já era esperado. Ergue-se rapidamente, como sempre fizera quando vampira, e foi direto ao espelho. Parecia não ter me notado, estava admirada demais comigo mesma.
– Eu te entendo, a sua beleza é fascinante. – Se assustou comigo. Ri levemente e a vi me fitar intrigada.
– Quem é você? – Meu coração travou.
– Você está falando sério? – Indaguei surpresa.
– Sim. Quem é você? – Andou lentamente em minha direção. Seu andar era felino, uma predadora pronta a me atacar. Meu sangue a estava convidando.
– Sou a mulher que te ama. – Tentei ser coerente, mas estava surpresa demais para isso. – A mãe de seus filhos, a mulher que você escolheu para viver junto. Você... Não se lembra de nada? – Senti meus olhos arderem. Riu de leve e rondou-me como um animal faria com sua presa.
– Talvez eu precise refrescar minha memória... Nunca me senti assim... Tão forte! – Rosnou. Pressenti meus pais se aproximando, mas neguei e os pedi para voltassem, era minha essa batalha.
– Você precisa se alimentar antes de tudo. – Prendi minhas lágrimas, mas fiquei surpresa ao sentir seu corpo prensando o meu, coisa que aconteceu em milésimos de segundos. – Quer meu sangue? – Indaguei com receio.
– Eu necessito de tudo que vem de você. – Mordeu meu pescoço levemente e acabei relaxando.
– Isso tudo foi por eu privar sexo a você durante a gravidez? – Perguntei segurando o gemido. Sua mão apertava minha bunda com força.
– Talvez... – Mordi meus lábios quando mordeu meu pescoço e sugou meu sangue lentamente.
– Ham... – Gemi de prazer. Ela nunca tinha feito aquilo. Seu veneno me mataria, mas agora, que somos da mesma espécie, o prazer estava sendo extremo. Era como ter um orgasmo, a sensação era esplendida e sua mão sabia onde tocar em meu corpo. – Alice... – Agarrei e puxei seu cabelo com força. Arrancou suas presas de meu pescoço e lambeu a ferida logo em seguida, cicatrizando de imediato.
– Eu preciso de você... – Apertou meus seios. Nos virei na parede e vi meu sangue escorrer por sua boca, gemi de excitação ao vê-la lambendo sensualmente enquanto me encarava com tesão.
– E eu preciso de você. – A beijei com volúpia e prazer.
Rosnados de tesão eram ouvidos por todo o cômodo, sua mão queria arrancar minha roupa, mas eu sabia que precisava se alimentar logo, antes que algo ruim acontecesse. Mordi seus lábios com força, arrancando um filete de sangue, o qual suguei com prazer. Amoleceu em meus braços gemendo logo em seguida.
– Não brinca assim comigo, você não sabe como posso ficar louca por você. – Sussurrei ao pé de seu ouvido.
– Eu precisava sentir você... – Devolveu. Sorri e acariciei sua face.
– Seja bem vinda de volta, meu amor. – Sorriu e descansou sua cabeça na curva de meu pescoço.
– Onde estão nossos filhos? – Quis saber ansiosa.
– Dean dormindo e Nathan com sua madrinha. Rose. –Riu levemente.
– Eu quero pegá-los! – Neguei. — Como...? – Ficou raivosa.
– Precisa controlar sua sede, se fizer o que fez comigo a eles, bem capaz de não conseguir segurar o desejo. O sangue que corre em suas veias é ainda mais doce que de humanos. – Assentiu concordando. – Vamos, você precisa se alimentar. – Beijei sua testa e abri a janela para que pulasse.
– Quanto tempo não fazia isso? – Riu ao pular da janela e sair correndo.
– Poderia me esperar, por favor? – Corri atrás dela, a ultrapassando rapidamente.
– Isso não vale! – Rimos e continuamos nossa corrida até a floresta.
[...]
Dois leões, um veado e vários coelhos, minha esposa não se saciava e eu sabia o porquê, só não queria a assustar agora.
– Não entendo. – Bufou ao sair de cima de um leão. Estava inconformada.
– Sua cede pode ser controlada depois. – Suspirei. – Mas sua alimentação inicial não é de animal. – Me olhou assustada.
– Você disse que não matou... – Me olhou séria.
– E não matei. Apenas suguei o sangue e o deixei ir antes que o fizesse. – Suspirou triste. – Vamos amor, eu posso te ajudar. Mas matar animais não é a solução inicial.
– Você promete evitar que eu o mate? – Questionou. Sorri e me aproximei de seu corpo. Limpei seu rosto com meu dedo, havia várias gotas de sangue ali, e a beijei logo em seguida.
– Claro que sim, amor. – Concordou e partimos para uma trilha que montanhistas faziam. – Inspire fundo e siga seu extinto. Eu vou estar com você. – Apertou forte minha mão e negou. – Eu não sairei do seu lado. – Me abraçou forte. Alice não gostava da ideia de machucar humanos, já errou muito no passado, mas era necessário e ela sabia disso. – E antes que pergunte, tem que ser sangue fresco. – Lamentou e fechou os olhos.
Respirou fundo e se concentrou em sua alimentação, em poucos segundos o seu instinto mandou que corresse em direção sul. A segui, de longe, assim como havia prometido. Era apenas um homem arrumando seu equipamento de escalada, bem próximo a uma montanha. Alice hesitou, mas olhou firme em meus olhos e correu em sua direção a me ver sorrindo.
O alpinista não teve tempo de gritar, a surpresa foi imediata. Alice agarrou seu pescoço e sugou seu sangue com volúpia, estava necessitada e faminta. Eu sabia que se a interrompesse, me atacaria e ficaria furiosa, mas o homem já estava pálido, seu controle não era bom e se deixasse que morresse, ficaria com peso na consciência.
– Chega. – Usei meu poder de autocontrole e assim o fez. O soltou de imediato e ouviu seus gritos de dor, mas desmaiou logo em seguida.
– O que eu fiz? – Perguntou assustada ao colocar a mão em seus lábios.
– Ele está vivo, calma. – A acolhi em meus braços e beijei sua testa com carinho.
– O ajude, por favor. – Pediu desesperada. Assenti e assim o fiz. Agachei-me colocando minha boca em meu braço, o rasgando de leve e deixando que caísse meu sangue, em pequenas gotinhas em sua boca. Logo sua cor já havia retornado e seus olhos se abriram. Gritou assustado ao ver a boca de minha esposa suja com seu sangue.
– Você vai voltar para casa, não mostrará essa ferida a ninguém, e se alguém perguntar, diga que foi uma de suas amigas durante algumas brincadeiras. – Sorri maliciosa. Assentiu olhando fixo em meus olhos. Pegou suas coisas e andou de volta para trilha em direção norte, a saída da mata. – Pronto. – Me virei e recebi um abraço apertado de Alice. – Tudo ficará bem, ok?
– Eu não quero ferir meus filhos. – Assenti.
– Não fará nada. Ficarei ao seu lado, sempre! – Limpei seu rosto com uma tolha que havia deixado ali, e sua boca com minha língua.
O beijo se iniciou inocente, mas o sangue sempre deixava tudo mais excitante. Alice me empurrou contra a árvore e rasgou minha blusa com força, a deixando em pequenos trapos de pano.
– Agora como vou aparecer em casa? – Ironizei. Encarava-me séria, com luxuria explicita. Não falou mais nada, apenas me prensou contra a árvore e beijou meu pescoço, descendo com trilhas molhadas feitas por sua língua. – Alice... – Gemi. Sua mão já apertava minha intimidade com força, a fazendo ficar completamente humilda e pulsante.
– Vamos amor, tanto tempo sem... – tentou ser delicada ao retirar meu sutiã, mas quase o rasgou. Não falou nada, apenas atacou meus seios com volúpia.
– ALICE! – Gritei entre rosnados. Seu aperto era intenso, e suas sugadas ainda mais. Senti quando mordeu o bico dele e sugava meu sangue junto com meu seio. – Isso... – Puxava seu cabelo com força. Eu sentia a dor das sugadas, mas era uma dor prazerosa.
– Geme amor... – Mandou trilhando um caminho ensanguentando por meu corpo. Eu ficaria cheia de cicatrizes temporárias, mas estava amando aquilo.
– Isso não está justo. – Subi seu rosto antes que abrisse minha calça. Nos virei na arvore e retirei seu vestido rapidamente, mas não fazendo o mesmo estrago. Arranquei seu sutiã e suguei seu peito.
– Bella... – Acariciava minha cabeça enquanto eu só a chupava, quando cravei minhas presas em sua pele sedosa e macia, urrou de prazer e tesão, arqueando suas costas e tentando ter mais contato comigo. – Isso...
Minha esposa estava sedenta. Desci minha mão e parei em cima da calcinha. Gemi quando a senti molhada e quente, muito quente. Parei de sugar seu sangue e puxei sua calcinha com força, a rasgando de imediato. Olhou-me com luxuria, mas fechou os olhos quando meus dedos escorregaram para dentro de seus lábios, chegando bem perto a sua entrada. Esfreguei meu dedo fortemente, o sentindo ser melado completamente.
– Amor... – Se agarrou em meus ombros e logo suas pernas estavam em cima deles e minha boca próxima a sua entrada. – Bella... – Arfava com dificuldade, como se precisasse de ar para sobreviver. Minha língua dançava por sua virilha e meus dedos brincavam em sua entrada.
– Você quer o quer? – Perguntei maliciosa.
– Você... – Gemeu quando aproximei o dedo da entrada.
– Não ouvi... – Enfiei a pontinha, rosnou.
– Você! – Mordi seus lábios inferiores e passei a língua por toda sua extensão.
– Estou aqui. – Gritou de prazer ao sentir meu dedo entrar mais nela.
– Preciso de você, dentro de mim! – Gritou quando enterrei dois dedos nela.
A chupava lentamente enquanto meus dedos, hábeis e acostumados com aquele lugar, iam rapidamente num vai e vem que a deixava louca. Seus gemidos eram altos, seus rosnados excitantes.
Sua unha cravou em meu ombro, fundo, me fazendo soltar sua intimidade e urrar de dor. A olhei intensamente, vi a maldade em seus olhos e sorri com aquilo.
– Quer ver quem pode ser pior? – Rebolou em meus dedos. – Então... – Escorreguei meu terceiro e quarto dedo sem que esperasse. Seu corpo reagiu de maneira extrema, tremeu ao sentir meus lábios e acabou gozando quando dei uma leve mordida em seu clitóris.
–Bella... – Percebi que estava exausta. Retirei suas pernas de meus ombros e a segurei pela cintura. Acariciei sua face e beijei seus lábios levemente.
– Eu te amo. – Sussurrei.
– Eu te amo. – Devolveu quase sem “fôlego”. Ri levemente e fiquei a fitando.
– Estava tão necessitada assim? – Rimos, mas depois ficou quieta. – Amor?
– Eu precisava esquecer a possibilidade de matar meus filhos. – Neguei e a puxei para meu peito.
– Eu vou estar ao seu lado. Tenho certeza que nada de ruim vai acontece. – Assentiu.
– Obrigada. – Beijei sua testa com carinho.
– Agora me explica: Como vou aparecer para nossa família sem uma blusa? – Rimos.
[...]
– Obrigada Pai, — Riu ao ver minha situação. Marcada por dentes e arranhada pela minha esposa.
– Pensava que era uma caçada e não que seria você a caça. – Sorrimos maliciosos. Peguei minha blusa de suas mãos.
– Vá para seu chalé, Rose deixou tudo arrumado depois que recebi seu recado.
– Obrigada. – Me virei.
– Bella. – Mas parei ao ouvir sua voz. – Não demorem, Dean acordou e Nathan está impaciente. – Sorri e concordei correndo até minha esposa, que me aguardava no mesmo lugar.
– Precisamos de um banho. – Concordou e andamos lentamente para nossa casa, o único lugar que tínhamos para ficarmos a sós.
– Como eles estão? – Quis saber.
– Ansiosos pela mãe. – Sorriu largamente e entramos na cabana. – Tome um banho sozinha, preciso curar essas feridas. Nessie está numa fase terrível. – Gargalhamos.
Entrei no banheiro do quarto de minha filha e lavei-me calmamente. Olhei para minhas feridas e sorri maliciosa. Minha esposa estava mais selvagem, não que não fosse antes, mas está ainda mais sedenta. Pode ser coisa de recém nascido, mas estava adorando aquilo! Passei minha saliva com veneno onde continha marcas, em quase nenhum lugar, devo ressaltar.
– Será que demorará muito ou terei que ir ai te tirar? – Minha esposa já estava arrumada e me encarava maliciosa.
– A não ser que queria chegar lá só semana que vem, acho melhor eu sair. – Rimos e saiu da porta. Enxuguei-me e troquei de roupa rapidamente. Sai do banheiro e entrelacei meus dedos aos seus. Olhei em seus olhos e vi a ansiedade. – Calma, ok? – Sorriu nervosa.
Andamos normalmente até a mansão. Vi Elena e Damon nos esperando na porta. Nessie estava atrás deles. Alice sorriu ao ver nossa filha. Nessie não se segurou e correu para pular no colo da mãe.
– Mamãe! – Alice ficou surpresa, mas prendeu a respiração assim que pulou em seu colo. Fiquei ao seu lado, não deixaria que nada estragasse esse dia.
– Filha. – Acariciou suas costas levemente.
– Pode respirar. – Falei em sussurro.
Respirou lentamente, com tanta calma que até eu fiquei tensa. Quando inspirou,relaxou ao perceber que não sentia fome ao sentir seu cheiro.
– Eu te amo. – Me soltei e acariciei as costas de Nessie junto a ela.
– Dean não para de chorar, mamãe! Nathan também não. – Fez bico ao se separar da mãe.
– Você acha que é por quê? – Perguntei sorrindo.
– Eles querem o mesmo que eu! – Abraçou a mãe mais uma vez. Olhei nos olhos de Alice e concordei.
– Então... – Alice não queria estragar nada, eu sentia isso.
– Nessie foi um teste. – Li a mente de meus pais. – Você passou. – Me olhou sem acreditar, mas sorriu agradecida. – Vamos? – Nessie pulou para o meu colo e depois de ganhar um beijo desceu ao chão. Andamos lentamente até a entrada principal. Damon nem Elena falaram nada, a deixaram se concentrar. Emmett abriu a porta e sorriu para a irmã. Ela não o fitava, mas sim os pequenos bebês no colo de Rosalie e Esme.
– Bella... – Apertei sua mão com carinho. Andei até Rose e peguei Nathan.
–Mamãe! – Sorri assentindo.
– Isso, é a mamãe! – Beijei sua testa. Andei até minha esposa e a vi tensa. – Calma, ele te quer tanto quanto você. – Sorriu. Aproximei-me dela o máximo possível. Estiquei meus braços e a vi temer. – Calma. – Hesitou mais um pouco, mas rendeu-se ao ver o sorriso de nosso pequeno.
O pegou delicadamente, mas o mesmo se remexeu inquieto ali. Sua felicidade estava sendo máxima. Mandei que Esme trouxesse Dean, mas que ficasse atrás de mim.
– Meu filho... – Nathan se concentrava em seus olhos, idênticos aos da mãe, e Alice soluçava. – Meu pequeno... – Acariciou sua face. Sorri aliviada e peguei Dean dos braços de minha sogra. Aproximei-me e fiquei ao seu lado. Olhou para Dean tão emocionada quanto. Arrumou Nathan no braço esquerdo e pegou Dean com o direito.
– Podem ir. – Olhei para todos. – Nessie...
– Eu vou. – Neguei.
– Fique. – Sorri me abraçando pelas pernas. Minha família sumiu da sala. Levei Alice para o sofá e coloquei Nessie em meu colo.
– Isso parece tão irreal. – Alice estava descrente.
– Seria, se não fosse por você. – Me olhou chorosa. Aproximou-se de meus lábios e deu-me um leve selar de lábios.
– Mamãe! – Ri antes de me separar de Alice.
– O que foi? – Quis saber.
– Agora te perdi de vez. – Olhou para nosso filho enciumado e sorriu.
– Eu sou toda de vocês... – Nessie ficou perto dos irmãos e da mãe, deitou a cabeça em seu ombro e ficou brincando com Dean.
– Perdi minha esposa. – Riram.
– Também sou sua. – Me fitou com carinho.
– Me desculpa, por... – Negou. Colocou Nathan em meu colo delicadamente e ajeitou Dean em seu braço. Aproximou-se delicadamente e me beijou de verdade agora. Sorri em meio ao beijo e suguei seus lábios o máximo que pude.
– Eu te amo. Você ficou ao meu lado. Não importa o passado, você ficou no final. – Nessie bateu palmas e nos abraçou com carinho.
– Acho que agora chega de surpresas. – Rimos.
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