Notas iniciais
Hey gente >

POV. Bella.

Seis meses... Há seis meses voltei a sorrir, a ter animo e comecei a amar! Alice é tudo o que eu tenho e muito mais! E há quatro meses voltei ao meu tratamento. Depois daquele episódio na casa dela resolvi me cuidar, quero curtir cada segundo ao seu lado e ainda mais!

– Bella? – Sorri para o Tio Caio que logo se sentou a minha frente. – Eu realmente não sei o que aconteceu com você, mas é extraordinário! – Ri levemente. – Essa sua melhora é um milagre, Isabella! – Mordi meus lábios e evitei rir. Mas logo o vi encarar minha mão e sorrir abertamente. Eu estava com minha aliança. – É esse o motivo?

– Sim, ela me fez querer voltar a lutar pela vida, Tio. – Ele negou rindo.

– Deveria desconfiar... O que o amor não cura? – Assenti. — Quem é ela?

– Alice Cullen. – Arregalou os olhos.

– A filha do Dr. Cullen? – Assenti. – Está bem em mocinha, ela é realmente linda.

– Perfeita, maravilhosa, educada, perfeita, linda. Já disse perfeita? – Riu.

– Três vezes, pequena. – rimos. – Seus exames não apontaram nada.

– Mas e o sangramento que tive aquela vez? Pensei que eu tivesse avançado ou... – Ele acariciou minha mão com cuidado.

– Seu câncer é delicado, esse tumor está crescendo, mas lentamente. – Suspirei aliviada. – Você deve estar louca para ter sua namorada de outra forma, não? – Sorri de lado, um pouco perva, e assenti.

– É difícil, Caio, ela é tão... Arg, tão perfeita que não consigo resistir! Quando fico excitada vou embora para casa ou peço que saia... Tenho medo de perder o controle. – Gargalhou. – Não tem graça, ok?

– Perdão. – se recompôs. – Billy comentou que estava com saudades de você, seis meses que não vai a La Push. – Sorri triste e lembrei-me do Jake, meu irmão de coração, eu precisava vê-lo!

– Estou liberada então? Vou lá ver meu irmão! – Pisquei e assentiu concordando.

– Bella, quero você aqui uma vez ao mês, ok? – Dei um beijo em sua bochecha e concordei saindo da sala e entrando em meu carro.

[...]

– Bella? – Sorri ao ver meu lindo amigo ali, sem camisa, forte, gostoso e de cabelo curto... Mas em?

– Jake? – Perguntei assustada com seu novo visual. Logo atrás dele surgiram Sam, Paul, Seth e até mesmo a Leah.

– Vai embora daqui, Isabella. – Sam falou autoritário. O olhei sarcástica e ri.

– Sério isso? Sei que fiquei seis meses fora do ar, me desculpa, mas foi por motivos...

– Saia daqui e nunca mais volte! – Jake falou sério. Um dor surgiu em meu peito, não física, mas sentimental. Ele nunca foi assim comigo. Quer dizer, éramos melhores amigos, criados juntos e sempre contávamos nossos segredos. Na verdade nem todos os segredos. Ele não sabia da minha doença...

– Jake... – Senti meus olhos arderem e logo lágrimas escorrerem por meu rosto.

– Você está andando com a sangue suga, não merece pisar nas nossas terras. – Leah falou com nojo.

– Que? Sangue o que? – Perguntei sem entender e enxugando minhas lágrimas.

– A Cullen. – Seth falou pela irmã. – Melhor você sair daqui, Bells. – Falou com dor nos olhos.

– Não, eu vim ver meu irmão, qual o seu problema, Jacob? – Andei até onde ele e os outros estavam. – Nunca mais foi me ver, cortou o cabelo, resolveu usar bomba, ficou mau humorado que nem o Sam e Paul. Qual o seu problema? – Em seus olhos era notável como estava se divertindo, eu o conhecia muito bem.

– Não é da sua conta. Só saia daqui! – Pediu. Eu não podia me estressar, mas Jacob estava conseguindo isso!

– Saia daqui, sua lésbica idiota! – Paul rosnou. – Vá para os seus sangues sugas nojentos. Ah, e avise que se eles quebrarem o tratado eu faço questão de matar a moreninha. – Senti um ódio nunca sentido por mim antes, ele veio com tudo em meu peito. Minha respiração ficou ofegante e meu coração acelerado. Andei até onde ele estava e o encarei com raiva. – O que a sapatona vai fazer? – Zombou.

– Defender o que é meu! – Dei um tapa em sua cara com uma força que eu não sabia que tinha. As marcas dos meus dedos ficaram exatamente na sua cara. – Seu idiota, olha o que você fala da minha namorada!

Paul me olhou com fúria, seus olhos ficaram tão negros quanto a noite, dei um passo para trás, por precaução, e o vi se contorcendo completamente.

– Bella, venha para cá! – Jacob me puxou e se colocou a minha frente. – Paul, acalme-se! – Pediu seriamente. Até Sam interviu. – Seth, leve Bella para a casa da Emily. – Antes que Seth chegasse até mim, Paul se transformou em um... Em um lobo? É isso mesmo que meus olhos estavam vendo?- AGORA! – Jacob gritou e Seth logo me puxou em direção à casa da noiva do Sam. Mas quando olhei para trás vi dois lobos, mas Jacob não estava ali.

– Jacob também... – Fiquei sem fala.

– Todos nós. – Seth sorria abertamente e eu tentando entender o que havia acontecido.

Quando chegamos a casa da Emily ela logo veio nos receber, seu abraço foi tão acolhedor que me senti em casa ali.

– Bells, quanto tempo! – Me encheu de beijos e acabei rindo.

– Perdão, aconteceram coisas... – Assentiu e logo me sentou na cadeira.

– Fome? – Neguei. – O que aconteceu?

– Paul a provocou, ela lhe deu um tapa e ele se transformou na frente dela. Jake também. Ela deve estar choque. – Riu enquanto comia um pedaço de bolo.

– Bella... Se machucou? – Neguei e logo olhei para porta e vi os meninos chegando.

– Como vai, Bella? – Sam perguntou preocupado. Não o respondi, olhava com ira para o idiota do Paul. – Não queremos mais brigas aqui, não é mesmo? – Perguntou abraçando a noiva e a beijando.

– Qual é Bella, foi mal. – Sorriu sacana e sentou-se na cadeira pegando um pedaço de bolo. Levantei-me e andei até onde ele estava, apontei o dedo em sua cara e falei nervosa.

– Fale um A da minha namorada novamente que você pagará caro por cada palavra dita! – Minha voz estava fria, ele me olhou com os olhos arregalados. – Vocês não são melhores nem piores que eles, não têm um pingo de direito de falar deles sendo que nem os conhecem. – Virei às costas, mas logo senti tudo girar e não senti mais o chão.

– Bella! – Ouvi a voz do Jake, mas não vi mais nada...

[...]

– Ela está acordando. — Ouvi a voz do Seth.

– Cala a boca, idiota. – Era a Leah agora.

– Silencio. – Sam pediu.

– Bella? – A primeira coisa que vi foram os olhos do Jake, que transbordavam preocupação.

– Eu... O que aconteceu?

– Você desmaiou. – Suspirou aliviado. – O que aconteceu? Você está gelada, seu coração batendo devagar demais... Pensamos que morreria. – ficou alarmado.

– Uma recaída... Mas meus exames estavam bons... – Suspirei. – Eu não posso me estressar, deve ter sido isso. – Falava comigo mesma.

– Por que não? – Sam me olhava sério.

– Nada que seja da sua conta, Sam. – coloquei a mão na minha cabeça. – Eu preciso ir para casa, preciso da minha namorada e descansar...

– Bella, precisamos conversar. – Jake falou sério. Pedi que me ajudasse a levantar e logo saímos da casa.

– O que quer? – Perguntei enquanto caminhávamos pela praia.

– Você tem que se afastar dela. – suspirei.

– Ela me deu a vida que eu não mais tinha, por que acha que eu faria isso? – O olhei séria.

– Ela não é boa o suficiente para você. – ri.

– Jake, eu que não sou boa para ela. – Lamentei. – Por que as chamam de sangue suga? – Perguntei.

– Somos lobos, Bella. – Assenti. – Lembre-se das lendas, lembre-se de tudo que já conversamos e ouvimos nas histórias e lendas da tribo. – Suspirei.

– Vampiros. Sério? – Ri.

– Pele gelado, dura feito pedra. Olhos vermelhos... Mas podendo ser dourados quando tomam sangue animal. – Se adiantou antes que eu o cortasse. – Não acha estranho todos daquela família terem a mesma cor de pele, mesma temperatura e os mesmo olhos sem ser de fato uma família?

– Eles são uma família, Jake!

– Um clã! – exclamou.

– Desisto de falar com você! – Rosnei.

– Você tem que se afastar deles! Aqui eu posso te proteger, mas no terreno deles... Bella, eu te amo, Você é como minha irmã, por favor, pela sua vida, eu te imploro!

– Eu não tenho mais isso, Jacob. Estou doente. – Falei na lata e ele me olhou perplexo.

– Como? – Suspirei e sentei-me em um tronco de arvore caído e fiquei olhando para o mar. Jake logo se sentou ao meu lado. – Bells... – O calei apertando sua mão e comecei a falar.

– Quase dois anos, Jake. – Ele estava tenso. – Quando eu completei meus 16 anos eu comecei a ficar doente... Fraca demais e com fortes dores. Ficava mais dentro do hospital do que de fato em minha casa. – Suspirei. – Foi quando tio Caio, – Jake sorriu de lado, ele era um grande amigo nosso. – Quando ele me disse que...

– Que? – Me incentivou.

– Que eu estava com câncer. – Jake ficou completamente rígido ao meu lado, sua respiração estava descontrolada. – Era um câncer delicado, difícil de tratar, ele está entre meu pulmão e coração...

– Por isso não pode se estressar... Isso afeta sua respiração e batimento cardíaco. – Assenti.

– Eu fiz o tratamento, mas estava ficando mal, Jake, nada me ajudava. A única alternativa que eu tinha era fazer um novo tratamento, mas ele era caro, fora do orçamento do meu pai. Parei de vez com tudo e decidi aproveitar cada segundo da minha vida antes que meu coração parasse de bater.

– Bells... Por que... Por que não me contou? – Perguntou triste.

– Porque se soubesse você ficaria me olhando com essa cara. – o acusei. A dor estava estampada ali. – Jake, eu te amo demais para vê-lo sofrer. – Olhei bem fundo em seus olhos. – Posso ter meses, mas também horas de vida.

– Você... Você tem que voltar para o tratamento e... – Sorri de lado.

– Jake, o tratamento não estava funcionando. – Ele suspirou e deixou uma lágrima escorrer. – Sabe Jake, vocês criticam tanto os Cullen, mas sabe por que eu os amo com todo meu ser? – Me olhou sem entender e negou. – Eu havia jurado a mim mesmo nunca me apaixonar, sabe? Não queria ninguém chorando em cima do meu túmulo. – assentiu. – A dor do meu pai e amigos já seria demais. – Suspirei. – Mas ai ela apareceu, linda e perfeita, me encantando logo na primeira troca de olhar. Jake, eu quebrei minha própria promessa. – Suspirei. – Mas ela foi a melhor coisa da minha vida! Ela me fez ter vontade de viver novamente, ela me fez voltar a sorrir como nunca. Tio Caio disse que meus exames tiveram uma melhora significativa de seis meses pra cá... Estamos juntas há esse tempo.

– Então sua melhora é por causa dela? – Perguntou secando as lágrimas.

– Era para eu ter morrido mês passado, Jake... Ele havia estipulado uma data... Mas ela conseguiu aumentar isso... Devo minha vida a ela, Jake. – Ele suspirou.

– Acho que devo retirar tudo o que eu disse sobre ela, não? – Assenti. – Você vai sumir novamente? – Perguntou com dor nos olhos.

– Você pediu, lembra? – Ele logo me abraçou forte e chorou em meu ombro. – Calma... A morte é a única certeza na vida, Jake. – negou.

– Mas não tão cedo... Você ainda é uma criança! – Ri. – Me perdoar por ter sumido, eu me transformei não tem muito tempo e fiquei com medo de perder o controle com você e te machucar. – O olhei sem entender. – Você já reparou no rosto da Emily, não? – Assenti, ela tinha uma cicatriz que cortava seu rosto pela vertical. Era um pouco assustador, mas Sam sempre a beijava com carinho, o que fazia parecer uma prova de amor.

– Sam que o fez, certo? – Assentiu. – Jake, isso seria o de menos... Confesso que senti sua falta durante o meu tratamento. – Ele me levantou e me apertou fortemente. – Eu sentia falta disso, desse abraço e desse calor, agora mais quente. – Rimos.

– Eu te amo muito, minha irmã, e vou ficar do seu lado de agora em diante! – Acabei me emocionando. – E a sua... Arg, a sua namorada... Vai me apresentar ela? – Sorri e beijei sua bochecha.

– Você a quer conhecer? – Assentiu. – Minha formatura é em pouco mais de quatro meses... Você quer ir? – Concordou.

– Lógico, vou perder minha branquela se formando? – Bati em seu ombro. – Me desculpe por antes...

– Tudo bem... Sem ressentimentos, ok? – assentiu. – E... Por favor, não conte aos meninos...

– Não posso evitar, quando nos transformamos em lobo nossos pensamentos não são tão nossos, todos da matilha podem ver. – Suspirei.

– Certo... Mas preciso ir agora, Jake, preciso ver a minha namorada vampira. – Ri revirando os olhos. – Sério isso? Daqui a pouco descubro que não sou filha dos meus pais e que sou uma mistura de raças distintas. – Ele riu.

– Uma híbrida? Sério? Que sexy, Isabella. – rimos.

– Mas Jake. – O chamei antes que virasse as costas. – Pode me explicar uma coisa? –Assentiu e voltou a sentar no tronco e a me encarar. – Um vampiro é imortal, certo? – Assentiu. – Eu sei que pode ser egoísmo da minha parte, mas quero ela pelo resto da minha vida, mas ela é tão curta que...

– Já entendi. – Ele suspirou. – Você quer se transformar, é isso? – Concordei. – Sabe que vamos ser inimigos, certo? – Assenti.

– Mas talvez seja a única coisa que possa me tirar da morte, Jake. – Suspirou.

– Bella, pelo pouco que sei sobre eles é que a sua transformação é dolorosa e demorada. – Sentei-me ao seu lado e fiquei prestando atenção.

– Me explique ela, você teria como? – Assentiu e começou a explicar.

– Um vampiro é frio e duro, não precisa respira, não dorme, não come e não tem o coração batendo, ou seja, ele não vive! – O olhei atentamente. – Para se transformar você precisa, primeiramente, de ser mordida por um ou simplesmente ter o seu veneno em mãos. – O olhei atenta.

– Ok, esse negocio de garras e virar morcego é verdade? – Ele riu.

– Não, eles são aparentemente normais, Bella, e para caçar usam os dentes mesmo, sem “garras”. Os dentes de um vampiro são bem forte, muito forte. Rasga e perfura qualquer coisa. – Assenti.

– Mas volte à parte da transformação, o que acontece depois da mordida? – ele riu.

– O veneno se espalha pelo corpo. Pelo que já vimos aqui, com um ataque de um nômade a um humano, ele se contorce de dor enquanto isso acontece. Em poucos minutos implora pela morte. A dor é insuportável. O seu coração batia freneticamente, era rápido demais e sua respiração bastante ofegante e... – Ele contou tudo o que me sabia sobre a transformação. Durante sua fala eu prestava bastante atenção. Ele chegou até mesmo a falar sobre como são mortos e suas principais características quando recém nascidos.

– Esqueça, Jake. – Suspirei triste.

– O que foi? – Perguntou sem entender.

– Nunca vou poder me transformar... Meu coração não pode acelerar muito, posso ter um ataque... Eu posso morrer antes que o veneno se espalhe pelo corpo e...

– E chegue ao coração... – Concordei. – Mas Bells... E se você ejetar diretamente no coração? – Ri levemente.

– Jake, o efeito seria o mesmo, ele teria que se espalhar pelo meu corpo, assim que eu sentisse o veneno em minha corrente sanguínea eu morreria... Infelizmente nada pode me curar. – Suspirei.

– Minha irmã... – O abracei forte e suspirei novamente em seu peito.

– Obrigada mesmo assim, Jake. – Assentiu. – Vou conversar com a minha namorada, deixa-la ciente que sei o que são. Tenho certeza que é por isso que se controla tanto. – Rimos e concordou. Deu-me mais um beijo na testa e me levou até o carro,

– Vê se não some. – Concordei e acelerei indo para a casa dela.

– Eu estou vivendo um conto de fadas. Melhor amigo lobo, namorada vampira e eu humana... O que mais falta acontecer nessa minha vida? – Ri comigo mesma, eu precisava ter uma conversa séria com a minha namorada... – Ai Alice, ambas tendo segredos uma com a outra... Eu descobri o seu, será que já sabe o meu? – Me perguntei com receio e com um pouco de medo. – Espero que isso não atrapalhe o que temos... Só com você eu voltei a viver! – Suspirei pesadamente e dirigi rumo a casa dos Cullen.

Notas finais
Eai gente linda. Comentários? Recomendações? >