Além da Morte
33 Capitulo 17
Notas iniciais
POV. Bella.
[...] No capitulo anterior
"— Você queria me separar da mulher que tanto amava! Você fingiu não me conhecer quando me viu! Como pôde ser tão sínico? Você não foi um pai, foi um carrasco! – Rosnei de ódio.
— Filha, eu... Eu... – Ficou mudo.
— Você... – Elena não estava entendendo, entrou na minha frente e evitou que partisse pra cima do homem que chamava de pai. – Você desgraçou a minha vida! – Rosnei.
— Bella, o que foi? – Perguntou com angustia.
— Ele apareceu quando eu ainda era humana, Bonnie tentou diversas vezes me separar de Carol. Foram eles que a agrediram, foi culpa dele... – Estava de cabeça baixa.
— Como assim? – Virou-se para ele. – Você disse que não poderíamos chegar perto dela e você mesmo quebra sua palavra? – Arfou.
— Ela precisava de mim, Elena. Bonnie disse que precisava! – Tentou se defender.
— Você viu meu sofrimento! Você quase matou a minha esposa! – Arregalou os olhos, todos na verdade.
— Vocês se casaram? – Suspirei e recebi um abraço rapidamente.
— Eu não sabia, eu juro que não sabia! – Assenti e respirei fundo o seu cheiro.
— Agora eu sei a dor que sentiu ao ter que me deixar. – Me abraçou mais forte – Eu queria morrer, mas era para ela sobreviver. Sem isso não teria como estarmos aqui hoje. Eu...
— Shiii... Está tudo bem. – Beijou meu ombro. – Seu pai foi um idiota, mas foi apenas pai. Queria te proteger, o perdoe. – Pediu com delicadeza.
— Mãe... – Rosnei levemente, mas fui sendo acalmada por seu carinho.
— Ele faria de tudo para te proteger. Eu estava lá, não se esqueça! Ele te tirou dos meus braços e a levou para um lugar seguro, ele a protegeu durante esses anos... Tenho certeza que sempre te observava. – Damon assentiu meio envergonhado.
— Não poderia a deixar desprotegida. Era minha filha! – O olhei atenta. – Seu sofrimento era o meu, Bella. Bonnie me contou sobre o futuro, do que aconteceria se algo desse errado! – Tremeu. – Eu mataria qualquer um para lhe ver bem! Nem que para isso tivesse que matar aliados. – Olhou para baixo."
[...]
Depois que tudo havia se resolvido entre eu, Carol e Alice, me via novamente discutindo com o homem que eu mais amava, que me deu a vida, mas que ao mesmo tempo acabou com ela.
— Como teve coragem? – Perguntei já sem voz ao meu pai, que continuava de cabeça baixa depois de tanta discussão. Estávamos nisso há mais de três horas. A família observando aquele diálogo que deveria ter sido feito há anos.
— Eu precisava te proteger e... – Ficou mudo novamente. – Não consegue compreender, tudo era novo, eu não conseguia... Eu precisava fazer aquilo! – Falou olhando em meus olhos. – Eu não sabia que haviam se casado, muito menos que Nessie existia! Me perdoe, filha, por favor! – Seus olhos tentavam encontrar os meus, mas a vergonha neles não permitia tal coisa.
Rosnei e neguei incrédula para sua resposta.
— Bella, não! – Caroline segurou-me pela cintura quando percebeu que avançaria nele, envolvendo seu corpo ao meu. – Passado é passado, amor! – Beijou meu pescoço, tentando me tranquilizar.
— Eu perdi minha família por culpa dele! – Rosnei com ódio.
— E ganhou outra maravilhosa. – Sorriu contra meu ombro e beijou ali. – Não ama seus filhos? – Minha cara retorcida em ódio se modificou, mostrando a felicidade ao me lembrar deles. – Viu, esse sorriso diz tudo! – Me virou para si e acariciou minha face. – Eu perdi você por décadas, mas cada lágrima que derramei foi recompensada ao perceber que foi feliz sem mim! – Neguei.
— Você... – Respirei fundo. – Perdeu tudo! – Não conseguia entender como estava calma.
— Eu salvei minha filha e protegi minha esposa... Quer coisa melhor que isso? Eu ganhei muito mais do que perdi, Isabella! – Colou nossas testas e respirou fundo, sentindo meu cheiro e misturando nossas respirações.
— Como consegue manter esta calma? – Questionei.
— Eu perdi tempo demais culpando terceiros, quero apenas curtir você, Nessie, Sophi... Alice... – Olhou de lado para minha outra esposa, que se aproximou e me abraçou também.
— Perdoe seu pai. – Pediu sussurrando sobre meus lábios. Neguei.
— Não consigo! – Ouvi um soluço, sabia ser dele. Me soltei de minhas esposas e afastei-me de todos. – Cansei desta discussão sem fim. Não consigo olhar para sua cara sem sentir nojo! – Encolheu os ombros em resposta, sua cara distorcida em dor e vergonha. – Se me dão licença... – Corri para o meio da floresta e me sentei debaixo de uma arvore, em frente a uma cachoeira, e me permiti chorar o máximo que conseguia.
Respirei fundo e fiquei fitando a agua cair e bater contra as pedras, numa tentativa falha de me acalmar, mas em poucos minutos uma voz grossa e rouca, devido ao choro, falou.
— Eu odiava Caroline. – Mas senti sua presença antes que falasse. Não me levantei, fiquei quieta. – Quando a conheci, ainda humana e amiga de Elena, fez de tudo para que meu romance com ela acabasse! – Riu sem humor. – Depois usou meu irmão, como se fosse um nada! Por ultimo feriu Bonnie e magoou Elena... – Me olhou de cima pra baixo. – Mas tive que confiar nela o que eu mais amava para que ao menos uma pequena proteção eu lhe proporcionasse, e que mesmo de longe, eu acompanhasse seu crescimento! – Relatou e foi se aproximando mais, sentou-se do meu lado, mas não me tocou.
Fiquei em silencio, cansei de gritar, discutir coisas em vão. Não adiantava, eu estava magoada, só queria um tempo para mim! Respirar fundo e tentar compreender tudo o que se passou, e quem sabe, perdoá-lo!
— Quando descobri seu romance com Caroline... – Voltou a falar, mas logo respirou fundo, numa pausa bem grande. – Não sei ao certo como reagi, não sei dizer o que senti! – Riu. – Ela seria a última pessoa a qual gostaria que se envolvesse com você! Conhecia aquela mulher, sabia dos seus podres e...
— E não sabia do seu lado bom. – Assentiu. – Ela foi a melhor coisa que me aconteceu naquela época. – Confessei. – Não sei como teria sido sem ela! – Respirei fundo.
— Quando Bonnie nos contou a profecia, meu ódio aumentou, creio que indignação, não conseguia aceitar que o seu destino estava atrelado a de uma mulher! – Ri. – Mas tive que aceitar, tive que engolir isso, mas queria me vingar, de alguma forma queria! – Percebi que estava preso em seus pensamentos, não ligava para o que dizia, apenas... Falava! – O ódio por Caroline e o desprezo que sentia por seu futuro acabou se mesclando! Eu me uni a Bonnie, não por querer te proteger, confesso! Mas para poder descontar minha frustação em algo!
— Em alguém. – O corrigi, assentiu.
— Mas a maneira a qual você sabia e pelo que lia em sua mente... Voce me respeitava! Carol não escondia as coisas de você, eu sentia que o que estava acontecendo entre vocês não era tesão, mas sim amor.
— O que o deixou mais raivoso! – Riu e concordou.
— Quando avancei em sua direção e quase a matei, você se colocou entre nós, você me desafiou mesmo sendo uma humana! – Pela primeira vez olhou para mim. – Você a amava! – Seus olhos estavam vermelhos. – Eu me sentia um monstro...
— Por eu ter seu sangue e namorar uma mulher? – Negou e tocou de leve minha mão.
— Por tudo que pensei, por cada pensamento egoísta que havia tido sobre vocês e...
— Mas não controlava mais o ódio. – Abaixou a cabeça.
— Eu fui tolo, confesso, me uni a Bonnie num plano para separá-las, fiz de tudo para que desse certo e deu! – Riu sem humor. – Mas na verdade Nessie já havia nascido e não sabíamos... Confesso que se tivesse nos dito sobre aquela pequena menina, sua primogênita, eu poderia ter a matado na época. – Não demonstrei emoções, sabia disso. – Eu nunca pude ser seu pai, e quando tive a oportunidade estraguei! A primeira vez que me viu foi quando mais me odiou! – Derramou lágrimas. – Eu estava acabado, destruído por dentro, mas a “missão” estava cumprida, seu futuro já traçado e tudo se encaminhando para a “perfeição”! – Negou.
— Teve outra oportunidade de ser pai. – O lembrei, arrancando um pequeno sorriso dele.
— O que me motivou a consertar o passado. Já havia retirado Caroline de você, queria te unir a Alice a todo preço! – Olhou em meus olhos.
— Eu não consigo te perdoar! – Fui sincera.
— Eu sei, nem eu me perdoo por tudo que fiz! – Suspirou. – Mas lhe devo perdão. – Fechou os olhos e ficou em silencio.
— Me dê um tempo. – Pedi.
— O que você precisar. – Os abriu e encarou os meus olhos rapidamente, verdes vs azuis. – Eu te amo, por favor, nunca duvide disso. – Implorou.
— Eu também o amo. – Sorriu e beijou minhas mãos. – Mas...
— Sim, terá o tempo que precisar! – Não saiu do meu lado e nem falou mais nada, somente ficou fitando a beleza natural daquele lugar, desfrutando da brisa no rosto e do silencio que pairou em nós.
[...] Meses depois
— Bella? – Uma voz doce sussurrou ao pé do ouvido. Reconheceria essa voz a quilômetros de distância, mas seu perfume me atingiu antes da voz, e seus toques me acenderam antes mesmo de meu corpo despertar.
Senti uma mão macia acariciando meu rosto lentamente. Lábios quentes me tocavam e mãos pequenas percorrendo a lateral de meu corpo, causando arrepios e uma pequena excitação. – Bom dia, amor! – Meu coração acelerou com seus lábios em meu pescoço, dando a oportunidade para sua língua provocar gemidos, espasmos e quase um orgasmo.
— Ahn... – Fechei os olhos com força ao sentir sua mordida, arrancando meu sangue e o sugando de forma firme, diria até que indecente. – Amor... – Minhas mãos prenderam seus cabelos com força, buscando mais contato daquele prazer, necessitado de suas carícias e de seus toques. – Isso... – Sorri quando sua mão desceu, tocando minha intimidade, que ardia e escorria de excitação por aquela ação.
— Hum... Está molhada... – Sorriu contra meu pescoço e deslizou um dedo por entre meus lábios, tocando minha entrada e me causando mais arrepios com sua penetração lenta, vagarosa, e excitante!
— Não tortura! – Implorei. Sua risada soou rouca, me causando ainda mais espasmos.
— Vou te fazer gozar, não torturar! – Confessou. Abri meus olhos e consegui olhar em seus olhos azuis. Minha loira maravilhosa, com olhos escuros pelo tesão e cabelos bagunçados pelas minhas mãos.
— Pretende fazer isso sozinha? – Sorri quando Alice apareceu atrás de Carol, beijando seu ombro e arrancando sua blusa rapidamente.
— Faltava você para a brincadeira ficar completa! – Virou-se para ela e a puxou para um beijo completamente inapropriado.
— Vou gozar apenas com essa cena! – Sorri maliciosa e logo tive o olhar das duas.
— E perder esse sabor incrível em meus lábios? – Carol não gostou da ideia, mas logo rasgou toda minha roupa, me deixando nua, a mercê delas.
— Posso participar? – Alice quis saber ao retirar a blusa, mostrando seus seios lindos arredondados, pequenos, mas ótimos para serem chupados.
— AH! – Gemi quando os lábios de Caroline tocaram minha intimidade de forma nada delicada. Olhei para Alice, que me comia com os olhos e sorria de lado ao alternar os olhares entre Carol me chupando e minha cara de prazer. A chamei com os olhos, implorando para que aquela roupa que possuía saísse de seu corpo e que sentasse em minha boca para sentir seu sabor maravilhoso!
— Já deveria estar pelada. – Carol sorriu para o seu comentário e concordou. Ajudando a arrancar suas roupas, e aproveitou para ficar nua também, me deixando admirar o corpo das duas mulheres que amava.
As virei na cama, mudando a situação e sorrindo para a cara de assustada delas.
— O que...? – Carol ficou sem entender.
— Eu amo você. – Falei com carinho ao beijar seus lábios, que ao invés de agressividade, senti seu afeto ali. – E eu te amo! – Alice sorriu em meio ao nosso beijo. Mordi meu lábio ao me levantar e encarar as duas nuas. – Vocês.... Tem certeza que me querem? – Riram ao mesmo tempo.
— Eu te esperei por mais de 100 anos, Isabella! – Carol acariciou minhas coxas expostas. – E ainda ganhei uma outra mulher maravilhosa de brinde! – Olhou de lado para Alice, que sorriu carinhosa para ela.
— Eu fiquei ao seu lado nos piores e melhores momentos. Essa aventura está sendo mais uma das maravilhas que passamos juntas! Ter Carol aqui tornou tudo ainda mais completo. – Fiquei feliz com as respostas.
— E você, ainda nos quer? – Carol questionou me olhando sério.
— Não sei como consigo dar prazer as duas, como não cansam de mim ou... – Fiquei muda. – Mas não tive forças suficiente para escolher uma das duas, nunca terei força para larga-las! – Alice sentou-se na cama e me puxou para o seu colo.
— Eu estou excitada, escorrendo implorando por sua boca, vamos deixar esse papo amoroso para depois de gozarmos? – Carol gargalhou, sendo acompanhada por mim.
— Concordo com minha esposa! – Carol se posicionou atrás de mim, apertando meus seios. – Quero te fuder! – Arfei com seus apertos. – Passei uma semana fora, mereço, não? – Indagou. Carol ficou 7 dias ao lado de Nessie, que decidiu conhecer um pouco a Europa. Ao lado da filha, ainda tentava recuperar o tempo perdido, mesmo sendo difícil, dia após dia recuperava os sentimentos deixados para que sua vida fosse salva!
— Merece! – Rebolei no colo de Alice e rocei minha bunda em sua intimidade. – Merece muito... – A ouvi rosnando. – Mas... – Antes que falasse algo, os dedos de Carol entraram forte em mim, me fazendo arregalar os olhos e cair sobre o corpo de Alice, que me segurou firme e sorriu para minha falta de ar.
— Vai gozar na minha boca! – Não tinha carinho ali. Virou meu corpo e me fez abrir as pernas para ela, que logo abocanhou minha intimidade e esfregava seu dedão em meu clitóris.
— CÉUS! – Arregalei ainda mais os olhos e rebolava, inconscientemente, em sua boca. Implorando por mais, mais e mais!
— Adoro te ouvir gemer, amor! – Alice apertava meus seios e brincava com a ponta deles, mas vi que arfou quando sentiu algo estranho.
— Posso satisfazer as duas! – Fechou os olhos e sorri ao entender o que era. Carol, que antes apenas me chupava e estimulava, enfiou dois dedos, da maneira que pôde, em Alice.
— Isso... – Alice acompanhava minhas reboladas, roçando em minha bunda, causando mais excitação e desejo.
— Quero você! – Carol me olhou estranho quando a tirei de sua posição, mas não reclamou quando encaixei nossas intimidades e flexionei-as para maior contato, mexendo para um lado e outro, a fazendo gemer comigo.
— Vê-las assim... – Alice sentou-se de frente, com o dedo em seu clitóris, se masturbando ao nos ver suando e gemendo.
— Vem! – Carol chamou. Ela colocou sua intimidade em sua boca e seus peitos caíram perfeitamente na minha.
— Hum... – Ela sorria, era impossível imaginar isso.
— Eu vou gozar! – Falei quando senti meu corpo esquentar e Carol acelerar as reboladas. Alice trocou de posição, me dando sua intimidade melada, escorrendo, para que finalizasse ali o que Carol havia começado, e começado bem!
— Então será as três! – Carol confessou respirando fundo, se segurando para não gozar antes de nós.
— BELLA! – Alice gritou alto quando meu dente raspou e acabou mordiscando seu clitóris, a fazendo cair no colo de Caroline, cansada pelo gozo.
— Isso... – Foi abraçada por Carol, que também havia melado minhas pernas com seu gozo.
— Sim! – Cai ao lado delas, respirando ofegante. Fechei meus olhos e neguei. – Nunca vou me acostumar com isso! – Apertei os olhos ao sentir a língua de Alice me limpando. Alternando entre Carol e eu.
— O sabor das duas é maravilhoso, mas quando juntas... – Sorriu ficando no meio de nós.
Ficamos em silencio por alguns minutos, respirando fundo e sorrindo de lado, mas fomos tiradas daquela bolha por batidas na porta.
— Será que posso ver minhas outras mães? – Era Nessie. Sorri de lado.
— Claro, só vamos tomar um banho! – Ouvi seus passos se afastando enquanto ria. – Já volto! – Me ergui, mas logo fui feita de sanduiche pelas duas.
— Um banho não é má ideia... – Fui sendo arrastada para o Box de maneira nada natural.
— E mais uma gozada também não! – Alice me olhava com fome. Suas presas saltaram e logo a agua caia por meu corpo enquanto era sugada por Alice e acariciada por Carol.
— Eu amo vocês! – Sorri de olhos fechados.
[...]
— Finalmente! – Ri ao ter minha filha em meus braços e a apertando forte.
— Senti sua falta, pequena! – Beijei sua testa e sentamos no sofá, claro, depois de abraçar Alice.
— Também senti a sua! – Confessou deitada em meu peito. – Como foram as coisas enquanto estivemos fora? – Quis saber enquanto acariciava sua cabeça.
— Pude aproveitar mais de minha pequena netinha! – Falei sorrindo. – Ela está cada dia mais linda, sabia? – Questionei olhando sua face.
— Sim, minha pequena Sophi... Morri longe dela! Mas sabia que estava sendo muito bem cuidada pelas avós!
— E pelo pai? – Jacob questionou entrando com a filha nos braços. Minha neta tinha seu desenvolvimento normal, estava com apenas quatro meses de idade, mas se alimentava tanto de leite materno quanto sangue, mas o sangue de Nessie era o melhor para ela. No tempo em que ficou fora fizemos um pequeno estoque com seu sangue e leite, para que não tivesse falta de nenhum componente em sua dieta. Ela podia ter um desenvolvimento normal, mas sua mente era desenvolvida, inteligente e esperta, minha pequena netinha me conquistava cada vez mais!
— Ainda mais pelo pai! – Nessie sentou-se no sofá e recebeu sua filha nos braços. – Oi pequena! – O sorriso radiante da filha foi o suficiente para contagiar a todos ali. – Sentiu muito a minha falta? – Questionou acariciando sua face.
— Se ela não sentiu, eu morri sem você aqui! – Jacob confessou ajoelhado a sua frente.
— Meu amor... – Recebeu um beijo delicado.
— Jacob! – Olhei séria para meu melhor amigo, que logo entendeu a indireta.
— Amor... – Chamou sua atenção e encarou seus olhos, com um sorriso tímido perguntou. – Quer casar comigo? – Nessie arregalou os olhos e quase deixou a filha cair. A peguei de seu colo e fiquei em pé, observando os dois.
— Como? – Indagou. — Que eu saiba já somos noivos. — Rimos.
— Eu sei, e é por isso que refaço o pedido! Tantas coisas aconteceram e ainda não pudemos oficializar ess união! — Respirou fundo. — Passamos por tantas coisas, amor. Tivemos uma linda menina, uma guerra complicada, a quase morte de pessoas que amávamos... Creio que merecemos o nosso final feliz, não? – Ela sorria enquanto concordava. – Tens meu amor, minha fidelidade e metade de meu coração! Me deu uma linda filha, a coisa mais perfeita que poderia ter... Renesmee, agora peço que carregue meu sobrenome, da maneira mais rápida possivel! – Assentiu com força, nos fazendo rir de sua afobação ao se jogar nos braços do amado e receber um beijo delicado. Retirou aquele antigo anel de seu dedo e colocou outro, para simbolizar essa nova fase.
— Mãe! – Olhou assustada para mim.
— Parabéns, de novo! – Pisquei.
— Parabéns, filha! – Carol a abraçou forte, juntamente com Alice.
— Parece que todos estão ganhando seus finais felizes, não? – Nathan comentou ao cumprimentar o cunhado e a irmã.
— Que eu saiba você ainda não foi atrás da humana, filho! – Ele ficou levemente corado, mas negou.
— Nada fora decidido! Não sabemos ainda quem comandará o reino dos vampiros e...
— Pare de pensar nisso, Nathan! Vá ser feliz, irmão! – Dean bateu em seu ombro com carinho. – Você merece isso depois de tudo que passou! – Sorriu envergonhado.
— Concordo com seu irmão, pequeno. – O olhei firme. – Meu medo me fez perder dias preciosos ao lado de sua mãe. Minha fraqueza me tirou Carol, não quero que sofra o mesmo que eu! Vá, traga esta mulher para nossa família! – Me olhou nos olhos de maneira intensa, beijou minha bochecha e fez exatamente o que falei.
— Perdeu antes, agora não desgrudo mais! – Carol me abraçou por trás, beijando meu pescoço e sorrindo para nossa neta.
— Só terá que dividir por um bom tempo! – Alice mordeu o lábio inferior, me causando um certo arrepio.
— Essas duas... – Dean riu e sentou-se ao lado da irmã. – Quero ser igual minha mãe, conseguir dar conta de duas mulheres lindas! – Gargalhei negando.
— Quero ver o dia em que uma conseguir amarrar você! – Pisquei e olhei pela janela. – Temos visitas! – Entreguei minha neta ao Jake, e sai para atendê-los. – Eliezer, como vai? – Me assustei ao ver meu filho logo atrás dele.
— Os encontrei no caminho, Eliezer falou que precisava de todos reunidos... – Assenti. O olhei sem entender, mas logo se pronunciou.
— Trago notícias. – Sorria de lado.
— Espero que boas! – Suspirei.
— Sim, minha pequena, muito boas! – Os convidei para entrar, sua família estava logo atrás.
— Então nos diga, amigo! Estou comemorando um noivado, mais uma alegria não cairia mal! – Carlisle sorriu cumprimentando-o.
— Fico feliz por vocês! Parabéns! – Olhou para minha filha e genro. – Isabella, sua família está se consolidando, não? – Sorri de lado e concordei. – E se tornando bem ímpar. – Olhou para nós três, acabei rindo.
— Sim, e trabalhosa. Mas qual a notícia? – Quis saber.
— Sim, claro! – Sentamos e logo começou. – Com a morta dos Volturi, seus aliados tiveram duas escolhas. – Assenti.
— Espero que tenha matado aqueles que mudaram de lado, não quero traidores por perto! – Assentiu sorrindo.
— Exatamente. – Concordou. – Bom, o mundo anda sem um líder, já que a profecia não mais tem sentido, creio que fica a sua escolha decidir qual dos três governará o mundo dos vampiros. – Suspirei e abaixei a cabeça.
— Nenhum dos três possui capacidade para tal responsabilidades, Eliezer. – Fui sincera. – Nem eu, nem você! Como comandar uma “nação” que odeia regras? – Ri.
— Eu acho o contrário. – Dean sentou-se ao meu lado e apertou minha mão. – Você tem condições de fazer este trabalho. – Neguei. – Seus filhos cresceram, tem duas mulheres lindas ao seu lado, o que te impede de assumir este trono? – Ri.
— Não sei se estou realmente pronta para isso, filho. – Acaricie sua face e neguei. – Quando nasceram eu sabia que seria mãe de um rei, não que eu seria a rainha! Entende? – Questionei.
— Você tem duas espécies dentro de você, casada com duas vampiras, tem um genro lobo e uma filha que já foi humana... Acho que você seria a mais qualificada, não? – Ri.
— Se eu tenho a inteligência e Dean a força, Nessie tem a capacidade de resolver todos os problemas sem tirar o sorriso do rosto! – Acabei rindo de Nathan. – Mas somos o que somos pela criação que tivemos! Você nos influenciou! E se foi capaz disso... Mãe, a senhora é a mais qualificada! – Arfei com tal discurso.
— Creio que seus filhos estejam mais do que certos. – Eliezer tornou a falar e sorriu de lado.
Olhei ao redor e de todos os sorrisos, o meu olhar se prendeu a um específico. Damon andou lentamente e se ajoelhou a minha frente, sorrindo de lado falou.
— Você realmente é a mais capaz, filha! – Neguei. – Não precisa ter medo, sabe disso! – Arfei quando acariciou minha face. Fechei meus olhos e logo me puxou para o seu colo. – É um orgulho para mim, tudo o que fez, tudo que pode fazer! Ficarei ao seu lado no que precisar, sabe disso! – Assenti quase chorando em seu ombro. – Teme a segurança da sua família, eu sei, mas é capaz de ordenar tudo.
— Uma Salvatore no comando, já pensou nisso? – Riu e negou.
— Você será a primeira. – Beijou minha testa e sorriu orgulhoso. – A primeira de sua geração. Fique até um de seus filhos merecerem estar ali, até que a “profecia” seja cumprida. – Rimos.
O perdão não tinha sido pronunciado ainda, mas o afeto nunca deixou de existir. Assenti para sua fala e olhei nos olhos de Eliezer. Foi um sinal mudo para um sim, um sim que fez todos ali sorrirem e eu tremer.
[...] Anos depois
Segurava em meus braços uma linda menina. Seus cabelos eram lisos, bem ralos e dourados. Sua pele alva e macia me fazia sorrir abobada toda vez que acariciava sua linda face angelical, onde guardava o sorriso mais doce que um dia vira na vida! Os olhos azuis me fitavam intensamente, conectava a mim de uma forma incrível. Tinha meu sangue! Uma parte minha representada em um anjo que, aos poucos, adormecia em meus braços, mas não largava meu dedo indicador, o qual virara objeto de sua total atenção.
— Minha pequena Gaia, preciosa e delicada... – Sorria para seus olhos e ganhei uma bela risada, me contagiando e alegrando ainda mais minha tarde de domingo.
— Não cansa de admirar? – Sophi sentou-se ao meu lado e me encarou sorrindo.
— Minha neta, não canso de admirar a maravilha que pude receber! Não creio que ela possa ter mesmo meu sangue! Como? Tão perfeita! Tão pura! – Riu levemente e beijou minha bochecha.
— Vó, a senhora é a bisa mais babona que já conheci! – Sorri de lado e concordei.
— Minha pequena Bisneta é perfeita! Não canso de segurá-la em meus braços e sorrir! – Falei o óbvio. – Ela é uma cópia de Carol!
— Sim, linda! – Colocou a cabeça em meu ombro e suspirou. – Sua pequena anjinha não está ajudando a noite! Chora direto! – Reclamou fechando os olhos ali.
— Não me importo de ficar com ela por uns dias! – Riu.
— Eu daria tudo por uma noite inteira de sono! – Me virei e beijei sua testa com carinho, ajeitando minha bisneta em um braço e puxando minha neta para meu peito.
— Cuidei de 3 crianças, meu amor, sem contar você! Sei como é! – Suspirou e acariciou a filha. – Seth não lhe ajuda? – Quis saber.
— Demais! Mas necessita fazer as rondas, eu penso no seu cansaço e... – Assenti. – Mas amo minha filha mais que tudo! Eu... Vale apena cada noite sem dormir! – Ri levemente e voltei minha atenção a minha neta. – Você se escondeu de todos... Aconteceu algo? – Quis saber.
— Apenas um tempo para alguém especial, é pedir muito? – A olhei com cara de choro, a fazendo rir.
— Ou fugindo de Caroline e Alice? – Arfei. – Como consegue dar conta, vó? – Neguei.
— Não sei! – Ergui meu rosto a tempo de vê-las entrando naquele lugar, que até pouco tempo era um esconderijo meu e de Gaia!
— O que fazem aqui? – Alice questionou sentando-se do outro lado, me dando um selinho rápido. – Te procuramos por todo o castelo!
— Babando na pequena, não percebe? – Carol indagou se ajoelhando e sorrindo. – É fascinante isso! – Vi a felicidade em seus olhos.
— É como se ela fosse sua neta, não? – A olhei séria. – Cuidou de Sophi, foi mãe pela primeira vez! – Assentiu.
— Nossa Nessie me nomeou mãe, mas foi Sophi que me transformou em uma! – Sorriram uma para outra.
— Não sabem como é maravilhoso ter três mães! Sem contar Elena, Katherine, Esme, Rosalie e Bonnie! Amo minha família! – Sophi se jogou nos braços da Avó, a fazendo segurar firme.
— Sim, nossa família é bem grande! – Me ergui com a pequena e respirei fundo seu perfume ao senti-la, finalmente, dormir. – Vou coloca-la no berço, encontro vocês no salão – As deixei a sós e subi. Delicadamente a coloquei no berço, a cobrindo por metade e regulando a temperatura do quarto. Estava frio, era inverno e estávamos na Itália. – Durma bem, meu anjo! – Fechei as cortinas e a porta, desci lentamente as escadas, mas fui parada por um menino elétrico, que corria pelos corredores em desespero, sendo seguido por outros dois. Esbarrou em mim e quase caiu de bundo ao chão, o segurei rapidamente, o puxando para o meu colo.
— Desculpa Vó! – Pediu com medo da reação que eu teria. Ri e beijei sua bochecha, o aconchegando em meu peito. Senti quando relaxou e sorriu contra meu pescoço.
— Não corra pelo corredor, sim? – Pedi calmamente.
— Desculpa! – Pediu novamente. Os outros dois pararam de correr e me olharam com receio.
— Venham cá! – Andaram em silencio, de cabeça baixa. – Hey! Amo o sorriso dos meus netos! Sem choro, não estou brigando! – Sorriram timidamente. – Gaia adormeceu, vamos colaborar que durma a tarde toda? – Assentiram. – O que querem fazer? Jogar bola? Videogame... – Perguntei andando com eles para o salão principal, encontrando nossa família ali.
— Falei que não eram para correr! – Dean alertou ao filho, que estava quieto em meu colo.
— Não brigue, filho! – Neguei. – São crianças, você foi pior! – Riram. Sentei-me no trono que havia naquele castelo, no meio do grande salão, e o mesmo continuou em meu colo. – Pietro é um ótimo menino, não é? – Sorriu e concordou.
— Te amo, vó! – Sussurrou em meu ouvido, como se ninguém ali fosse capaz de ouvir sua declaração. Ri levemente e assenti.
— Eu te amo mais! – Saiu de meu colo e foi até o pai, encaixando-se ali.
Os outros dois que corriam juntos, John e Georg, ficaram ao lado de Nathan, seu pai.
Meus filhos me deram netos maravilhosos, não poderia, em nenhum momento, questionar isso! As escolhas para suas parceiras foram ainda melhores! Nathan, após vários meses de agonia pós batalha, resolveu se declarar para a humana que o chamava a atenção... Bom, a humana hoje é uma vampira. Fora transformada aos 34 anos, mas sua beleza poderia muito bem lhe dar 25, Nathan não ficava muito atrás, sua aparência era de 23. Formavam um lindo casal!
Era mãe de dois lindos meninos e uma excelente nora. São casados há 18 anos. Demorou quase 13 para me darem um neto, quis terminar a faculdade de Odontologia, era seu sonho! Ana, admirava essa mulher. Guerreia, inteligente, linda morena de olhos verdes mel, lutou muito para conquistar tudo, até seu diploma. Harvard era seu sonho, o realizou com louvor e sem nenhuma ajuda financeira nossa. Ela era determinada! Sei que teve a difícil escolha entre Nathan e seu futuro, mas vejo a felicidade em seus olhos quando olha a família. Não é uma doutora e dá aulas em universidades, como queria, mas exerce sua função em Florença, com um pequeno consultório.
Dean foi mais difícil. Não se deixava encantar fácil, a menina que lhe deu um fora... Bom, não o abalou, mas a que brincou com seus sentimentos igual ele fazia com as outras... Amo meu filho, mas vê-lo correr atrás desta moça me fez rir por uns bons meses, até a conquistar e ser feliz.
Ela era uma híbrida, não como eu, e sim como Nessie. Humana e vampira. Com ela é mais fácil, sei que podem me dar mais netos, mas creio que Pietro é o primeiro e último... Espero estar errada, amo ver esse local lotado, cheia de crianças correndo e trazendo alegrias! Minha família aumentando e a alegria transbordando!
Tina é uma ótima mulher, excelente esposa e uma mãe maravilhosa! Seus olhos claros prendiam quem os fitavam, seu poder a ajudava nisso, mas creio que meu filho não se viciou nos olhos, mas no sorriso! Era uma ruiva linda, com covinhas ao abrir o sorriso. Quando solteira não possuía ambições humanas, mas quando conheceu meu filho, adentrou a faculdade com ele, os dois se ajudaram, ambos formados em Engenharia, ambos felizes, ambos unidos.
Sophi, desde que nascera já possuía uma metade. Seth. Ele fora paciente, humilde diversas vezes, implorou para se aproximar da filha do seu alfa, mas no fim conseguiu a amizade e o amor dela. Um mês pós casamento e aqui está Gaia, minha primeira Bisneta!
Aceitar comandar esse mundo sobrenatural, onde é subdivido em várias espécies, foi difícil, mas percebia que com o passar dos anos me tornava mais confiante, e ter aquelas duas mulheres ao meu lado tornavam as coisas mais fáceis!
O castelo de Volterra fora destruído, mandei que fizesse um, um pouco menor, em Florença. Essa cidade sempre me agradara... Aqui tudo é mais calmo, a cidade pequena e os poucos habitantes que aqui moravam sabiam sobre nós, fazendo com que não precisássemos nos esconder. Nos temia, claro, mas sabiam que possuíam minha proteção, dentre outras coisas, isso fora um dos motivos que me tornou tão querida pelos humanos, admirada pelos lobos e temida pelos vampiros. Me respeitavam, boa parte sabia do meu bom coração e senso de justiça, por isso não temiam a morte, mas sim saírem da linha.
Me levantei em silencio e me sentei no pequeno sofá que havia ali, meu corpo estava presente naquela sala lotada por minha família, mas minha mente vagava por tudo o que passei, ou melhor, passamos juntos!
— Seus pensamentos estão longe, sabia? – Me assustei quando Nessie se jogou em meu colo e colocou minha mão sobre sua cabeça, pedindo por carinho. – O que pensa? – Neguei.
— Apenas coisas boas, o de sempre! – Riu.
— Em como sua família é perfeita! Em como tem mulheres lindas ao seu redor e como conseguiu isso tudo? – Assenti rindo. – Mãe, para de ser babona! Já foi mais forte! – Me criticou com carinho.
— Como ser forte se meus netos derretem meu coração e Gaia, com poucos dias de vida, já me tem por inteira? – Indaguei. Todos da sala riram, mas minha filha me encarou sorrindo de lado. – Sou a rainha mais babona, certo? – Assentiram rindo. – O que foi? – Quis saber ao notar algo errado em seu sorriso.
— Gosta da família aumentada, né? – Assenti. Pegou minha mão e colocou sobre seu ventre. Fiquei confusa, mas arfei ao ouvi-la falar. – Quem sabe mais uma para acompanhar Gaia? Ou um para implicar com ela? – Sorri emocionada.
— Está gravida? – Assentiu. Olhei para meu melhor amigo, que sorria para mim, e assentiu confirmando a notícia. – Céus! – Todos da casa sorriam para ela. Carol já a abraçava orgulhosa de mais uma neta. Alice a beijava com carinho, lhe acariciando o ventre, e eu não sabia como expressar minha felicidade.
— Bella? – Jacob se aproximou e se ajoelhou a minha frente. – Sem me esganar ou algo do tipo? – Perguntou fazendo uma pequena careta, arrancando risos de todos e me fazendo rir. – Não consigo decifrar o olhar de minha rainha! – Acariciei sua face e neguei.
— De sua amiga, sim? – Concordou e beijou minha mão. – Eu só não sei como administrar tantas coisas! Sim, estou feliz! Óbvio que estou! – Olhei sorrindo para minha filha. – E sem estrangulamento. – Rimos.
— Não parece! – Ficou um pouco aflita.
— Só estou cansada. Peço perdão. – A chamei com um dedo e a coloquei em meu colo, a abracei forte e a senti chorar em meu ombro. – Você encheu minha casa de luz sem mesmo sabermos que tinha meu sangue! Você me tornou mãe duas vezes! Você sempre me animou, me completou, me deu forças! – Ergui seu rosto e neguei ao secar suas lágrimas. – Suas atitudes sempre foram corretas, sua sabedoria tão precoce... Seu senso de justiça sempre falou mais alto, mas o de lealdade superava! – Me olhou confusa. – Obrigada. – Sorriu e me abraçou novamente.
— Eu tenho mães perfeitas!
— E uma delas é rainha! – Jacob piscou, nos fazendo rir. Saiu de meu colo e ficou ao lado do marido, sendo abraçada pela filha de lado, que sorria para a mãe enquanto acariciava seu ventre.
— Sobre isso... – Me ergui e subi ao meu trono, tirei aquela coroa simbólica que possuía e ri. – Eu estou cansada. – Confessei. – Os anos não envelhecem meu corpo, mas minha mente implora por uma atenção, por um silencio. – Refleti. – Meus filhos cresceram nesses quase 20 anos, mas o impasse continua e sei que todos concordam. – Assentiram. – Venham aqui! – Os chamei e logo me olhavam ansiosos, mas ficaram assustados quando me viram quebrar a coroa em três partes iguais. – São irmãos, a profecia fora quebrada e sempre um apoiou o outro mesmo não havendo semelhança de idades! – Ri levemente. – Três cabeças pensam melhor que uma, não? – Entreguei a primeira na mão de Dean. – A força é necessária para se manter a ordem! – Assentiu, sorrindo orgulhoso por tal responsabilidade. – A estratégia é vital para a vitória! – Nathan beijou minha mão ao receber a outra parte. – E o coração é a peça que une esse quebra-cabeça da forma qual impossibilita o desmanche e o torne invencível! – Nessie me abraçou forte e beijou meu rosto.
— Por que isso agora? – Questionou.
— Estão maduros, estão aptos a liderarem! Sei que farão coisas boas juntos! Quero que o orgulho que tenho de vocês seja espalhado pelo mundo! O temor! A sabedora! A fidelidade... Vocês formam a trio mais poderoso que esse mundo nem sequer poderia imaginar.
— Não irá se decepcionar, mãe! – Sorri para Dean.
— Eu sei que não, filho! – Beijei sua testa e sai do trono, os empurrando para lá. – Precisaremos de mais duas, não acham? – Riram e olhei para minha família, concordavam com minha atitude, e logo minhas esposas estavam ao meu lado.
— Pré-requisito é ter duas esposas? Porque se for... – Dean logo recebeu um tapa leve da esposa, nos fazendo rir.
— Pré-requisito é ser honesto, isso sei que todos são! – Assentiu e apertou a mão de Nathan, que por sua fez apertou o de Nessie.
— Você fez uma escolha ousada. – Alice sussurrou em meu ouvido.
— Mas não poderia ser a mais correta. – Carol confirmou do outro.
— Vamos deixá-los comemorando, preciso realmente de um momento para descansar! – Assentiram e subimos as escadas juntas, entramos no quarto e me deitei na cama com elas ao meu lado, me acariciando e beijando minha face.
— Estamos te cansando? – Alice questionou, acabei rindo.
— Um pouco, saciar vocês é complicado! – Confessei fechando os olhos e sentindo as mãos de Carol pararem em meu corpo.
— Está se sentindo uma idosa, amor? – Riram ao pé do meu ouvido.
— Queria ter esse privilégio de envelhecer ao lado de vocês. – A olhei com carinho.
— Quer fazer uma viajem? Ou algo do tipo? – Alice se aconchegou em meu peito.
— Acho que ficar aqui, ao lado de nossa família e sem toda aquela pressão já é o suficiente. – Voltei a fechar os olhos e sorri de lado.
— Que sorriso bobo. – Carol comentou.
— Eu... Eu pensei que nunca amaria alguém, e você apareceu em minha vida. – Apertei a mão de Carol. – Quando tudo desabou e a doença ameaçou tirar a minha vida, você lutou todos os dias ao meu lado. – Continuei falando, sem abrir meus olhos, e apertando a mão de Alice. – Quando a insanidade me tomava, era das duas que eu precisava! – Senti quando se acomodaram mais em meu peito. – Não sei distinguir o amor que tenho pelas duas, não sei qualificar nem quantificar! Eu não sei escolher, eu não sei categorizar. Só sei que sem uma eu não sou completa, sem as duas eu sou um nada. – Sorriram contra meu pescoço. – Com Caroline eu aprendi a amar e ser amada, com Alice a voltar a viver. – Abri meus olhos quando Carol beijou meus lábios. – Sei que lhe dei trabalho quando humana. – Riu e negou. Virei para Alice e também recebi um selinho. – Sei que também lhe dei trabalho. – Sorriu.
— Suas palavras sempre foram belas. – Acariciou minha face.
— Confesso que não me acostumei com isso. – Carol confessou. – É um sentimento tão grande que parece surreal! – Concordei. – Como seria se fossemos só nós? Ou só vocês? – Questionou.
— Sem graça. – Alice respondeu rindo.
— Sinto que minha tarefa fora concluída! Poderia morrer em paz! – Negaram.
— Temos uma eternidade para viver! Temos netos, bisnetos, mais netos! – Carol riu levemente.
— Carol está certa, vamos ver várias gerações de nossa família, vamos segurar filhos dos filhos de nossos filhos! – Assenti.
— Sem mais profecias, sim? – Rimos e as senti saírem de cima de mim.
— Vamos deixar que descanse um pouco. – Recebi um beijo de cada uma.
— Mas a noite iremos te cansar! – Acabei rindo e assenti com tal comentário.
— Durma um pouco, amor! – Fechei meus olhos, realmente estava cansada. Em poucos segundos estava sozinha naquele enorme quarto, com as cortinas fechadas e a escuridão tomando conta daquele lugar.
— Vovó! – Acabei sorrindo para aquela voz ao longe. Abri meus olhos, mesmo sem precisar, e vi Pietro na porta. – Posso entrar? – Assenti. Fechou a porta e subiu na cama quando abri espaço para ele.
— O que foi, pequeno? – Questionei.
— Posso deitar com a senhora? – Beijei sua testa e concordei.
— Pietro! – Dean entrou no quarto, reprovando a atitude do filho. – Me desculpe, mas ele...
— Ele quer um pouco do carinho de vó, filho. Fique tranquilo! – Assentiu. – Pode deixar, quero ele aqui, sim? – Olhou para o filho, que já estava encolhido em meus braços, e sorriu. – Vá, vamos tirar um pequeno cochilo. – Assentiu.
— Durma bem, rainha! – Ri levemente.
— Obrigada, filho. – Fechou a porta e novamente voltei minha atenção para ele. – O que meu pequeno príncipe está pensando? – Quis saber.
— A senhora vai morrer? – Ri e neguei.
— Por que dessa pergunta? – Ficou em silencio. – Com medo de me perder? – Assentiu me apertando forte.
— Por que meu papai vai ser rei com os meus tios e não a senhora? – Acariciei suas costas enquanto respondia.
— Estou velha, meu amor, cansada mentalmente. Seu pai e tios são mais forte juntos, vão saber liderar muito bem! Eu apenas dei início ao que era deles, entende? – Negou. – Eu fui rainha apenas para que eles pudessem aprender, crescer e se tornarem boas pessoas!
— Eu vou ser um rei um dia? – Quis saber.
— Você, seus primos e Sophi! E claro, o pequeno que está na barriga da tia Nessie!
— Todos nós? – Ficou confuso.
— Não sei, amor! Depende do papai e mamãe de cada um!
— Eu seria um bom rei? – Ri.
— Você tem cinco anos, Pietro, é apenas um pequeno príncipe, mimado pelos pais e amado por toda a família, principalmente por sua avó! – O enchi de beijos, o fazendo rir. – Mas tenho certeza que, se um dia for necessário, Dean o colocará em seu lugar e saberá lidar muito bem com toda a responsabilidade! E sabe como sei disso? – Negou me olhando nos olhos. – Você é meu neto! Você é um Salvatore!
— Sou forte! – Assenti.
— Que tal dormirmos agora? – Assentiu e se aconchegou em meu peito. Cantarolei uma música para que dormisse, mas acabou que ambos dormimos juntos.
Seu corpo abraçado ao meu como nunca pude ficar com seu pai. O amor e cumplicidade que havia entre nós me enchia de felicidade, me encantava!
No mundo dos sonhos eu imagina muitas coisas,
dentre elas o futuro daquela nação e de minha família!
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