Além da Morte
32 Capitulo 16
Notas iniciais
POV. Bella.
Peguei Caroline dos braços de Nessie e solucei. Ela estava ali, praticamente sem vida e eu sem o que poder fazer. Aquela estaca não estaria a matando se não estivesse tão fraca.
— Caroline... – A chamei com receio. – Não! – Acariciei seu rosto e as lágrimas rolaram livremente por minha face.
— Agora que me conta tudo resolve partir? Não! Mãe, fala comigo! – Renesmee estava igualmente desesperada.
— Pai, por favor! – Implorei com os olhos.
— Não posso fazer nada. – Lamentou.
— Hey pequena. – Sussurrei tentando conter as lágrimas. – Fala comigo. – Implorei tentando fazer aquele sangue parar de jorrar de seu corpo.
— Cuidado! – Esther gritou quando seu sangue me tocou.
— O que...? – Arfei e senti meu coração travar. – Não... – Arregalei os olhos e imagens me invadiram.
“— Nosso filho é lindo. – Chorei pegando aquele pequeno ser em meus braços, ainda sujo de sangue. — É uma menina! – Arfei surpresa.
— Uma menina? – Sorriu emocionada. — Deixe-me vê-la. – Implorou, sorri levemente e me abaixei para que visse nossa pequena. – Linda. Linda Sophi. – Mordi meus lábios e concordei. – Ela parece com sua mãe. – Pegou-a no colo e acariciou sua face, vidrada em seus olhos castanhos.
— Mas a beleza é sua. – Riu. – E meu cabelo castanho avermelhado.
— Meus lábios e nariz. – Ficamos a observando e admirando.
— Nossa família está começando, meu amor. – A puxei para o meu peito.
— Sim... – Sorriu se aconchegando e olhando para Sophi. – Está apenas começando.”
— Céus! – Arregalei os olhos e fitei Caroline. – Carol...
“— Você aceitou se casar comigo, lembra? – Me deitei por cima de seu corpo e a fiz gemer baixinho. Nossos corpos estavam nus, suados e ofegantes pelo sexo feito há pouco tempo.
— Você foi louca em ter dito sim para o juiz. – Ri e neguei.
— Eu não seria mais completa se não fosse por você, Carol. – Sorriu levemente e beijou nossas alianças.
— Nossa felicidade só está no inicio, nem mesmo sua família será capaz de nos separar. – Concordei.
— Nossa filha e esse casamento foram apenas os primeiros passos. – Sorrimos e voltamos a nos beijar.”
— Esposa? – Perguntei confusa. Olhei para o seu pescoço e vi as duas alianças que carregava consigo. Não era de um pedido não feito, mas de um casamento desfeito! – Deus! – Retirei de seu pescoço e vi nossos nomes e data gravados. – Não... – Chorei intensamente.
“— Você precisa aceitar seu destino, Bella! – Bonnie gritava comigo. Eu tentava esconder minha família dela, não poderiam descobrir.
— Eu tenho apenas 16 anos, Bonnie. Que destino é esse? – Arfei com receio.
— Cumpra com a profecia que tudo se encaixará. Caroline nunca poderá lhe dar um filho, sabe disso! É necessário que os gêmeos nasçam para que tudo se encaixe. – Evitei ironizar sobre Caroline.
— Eu preciso pensar. A amo demais para isso. – Suspirou.
— Ela te fará sofrer, sei disso! – Andou em minha direção e acariciou minha face. – E os Volturi estão a caçando. Não sei o porquê, mas pode ser perigoso. – Arregalei os olhos já imaginando a possível causa.
— Obrigada. – Sumiu. – Carol...
— Eu ouvi. – Apareceu assim que sumiu com nossa filha nos braços. Aproximei-me de ambas e tremi.
— Eles a querem. – A angustia estava clara em ambas. – Carol, nossa filha! – Suspirou e me abraçou com força. – Temos que protegê-la!
— Claro que sim. Mas não quero fazer o que Elena fez. – Lamentou. – Quero criar minha filha.
— Nossa filha. – Suspirou e me beijou com delicadeza. — E vamos! Vamos dar um jeito juntas!”.
Olhei para Bonnie com um ódio crescente. Todas as imagens estavam vindo com facilidade, mas somente as imagens da minha família e não o que ocorreu antes ou depois.
— Caroline não está morta. – A bruxa, que pareia ser amiga de Caroline, informou. Aproximou-se de mim e disse. – Ela pediu para que o sangue da filha a fizesse lembrar e o seu sangue te ajudasse a relembrar tudo.
— Só me recordo da gravidez, nascimento até a descoberta do risco que ela corria.
— Quando resolveram me entregá-la para protegê-la, se recorda? – Suspirei e assenti.
“— Seu pai está me caçando junto com Bonnie. Os Volturi querem nossa menina, sabem que ela é sua primogênita. Eu estou perdida! – Carol entrou em desespero e apertou Sophi em seus braços. Suspirei e sentei-me na cama o seu lado. Beijei seus lábios, numa tentativa de acalma-la.
— Eu sinto falta de Elena, Carol. – Me olhou sem entender. – Eu nem sei qual o cheiro de minha mãe! Um carinho maternal faz falta às vezes, mas ela abriu mão da nossa família para que um dia pudéssemos nos reencontrar e não ter que enfrentar a morte. Ela estava me protegendo.
— O que quer dizer com isso? – Temeu.
— Que talvez ela esteja certa e agiu de modo correto. Eu não vou suportar ver a morte de nossa menina e muito menos você! – Concordou.
— Mal a peguei nos braços, Bella! – A aconchegou em Seu peito. – Nossa menina não completou nem quatro meses!
— Eu sei. – Lamentei. — Te sinto tão vulnerável, amor. – Sussurrei a abraçando. –Ser mãe te deixou assim, fragilizada. – Suspirou e concordou. – Mas sei que seu instinto também aprimorou, sabe que para sua proteção é o certo.
— Eu sei que você está certa. – Beijei nossa pequena menina.
— Bonnie não pode saber, conhece alguma outra bruxa?
— Sim, conheço.
— Então vá. Leve nossa filha e a proteja antes que seja tarde. Sinto que estão perto.
— Eu também sinto isso. – Se levantou e colocou Sophi em meus braços.
— Você irá crescer e ter uma vida normal. Quando tudo se acertar e o momento certo chegar, você irá voltar para os nossos braços, ok? Iremos ser felizes e terei o prazer de vê-la casando, me dando netos. – Conversei com minha filha, que me olhava atenta. – Eu posso não ser tão experiente, meu amor. Tenho só 16 anos, mas meu amor por ti é imenso. Eu sou capaz de tudo, mesmo sendo apenas uma humana, para te proteger. – Carol voltou para o nosso lado com uma bolsa. – Eu sinto muito por tudo, pela dor da separação, mas é preciso. – Carol já chorava e não conseguia olhar para mim. – Eu sei que dói, amor. – Me levantei e coloquei Sophi perto dela, logo a agarrou e abraçou intensamente. – Vamos voltar a ser uma família. Eu sinto!
— Não consigo fazer isso, Bella! – Assenti.
— Consegue. Eu sei que consegue. – A beijei com firmeza. Enlacei sua cintura e acaricie sua nuca.
— Desde quando ficou tão responsável? – Indagou ofegante.
— Desde o momento que me deu razão para ser mulher e não apenas uma menina. — Olhamos para nossa filha e suspirou. – Vá, vá e faça o correto. – Pedi com dor no coração.
— Volto logo. – Beijei mais uma vez a minha Sophi e sentei na cama chorando quando minha esposa pulou a janela.
— Deus! – Gritei desesperada. A dor em meu peito estava me sufocando – Minha menina! – Soquei a parede e não senti a dor. Fiz isso diversas vezes até perder a noção do tempo e dor, só parei quando comecei a sentir o sangue manchar minhas mãos e a parede branca. – Por que tenho que ser fraca? Por que não posso ser poderosa e proteger minha família? POR QUE TÃO INUTIL? – Entrei em desespero. Não poderia demonstrar isso para minha esposa, mas ela apareceu e me abraçou forte por trás.
— Você é mais forte do que imagina meu amor. – Sua voz estava rouca.
— Me perdoe. –Implorei. Sentou-nos na cama e olhou para minha mão, negou.
— Tão pouco tempo conosco. – Chorou. – Eu nunca pensei em ter filhos, Bella, sabe disso. – A olhei. – Mas você mudou o meu pensamento sobre amar, imaginar casar e ter filhos? – Sorri levemente. – Só temos que pensar numa coisa. Ela está segura. – Limpei minhas lágrimas e sorri levemente. – Agora somos só nós duas.
— E quando eles chegarem? – Perguntei com receio.
— Eu tenho um plano, mas para isso... – Me deu um pequeno frasco. – Isso apagará sua mente. Esquecerá-se de Sophi. – Neguei rapidamente. – Você é péssima em mentir, Bella! Eu preciso enganar os Volturi, eu preciso proteger nossa família.
— Como fará isso? – Interroguei.
— Você lembrará apenas que tivemos um filho. Não lembrará a face de Sophi. Quando eles partirem e tomar o resto da poção, esquecerá que um dia tivemos essa alegria. Lembrará apenas dos momentos anteriores a gravidez.
— O que tem em mente? – Quis saber.
— Confie em mim. – Implorou.
— Você também beberá? – Assentiu. –E como acharemos nossa filha?
— O sangue de Sophi, quando tocar em mim, me despertará. Já você... – Tremi. – Meu sangue, somente ele.
— Quem está com ela? – Suspirou.
— Tive que a mandar para o futuro. – Arregalei os olhos. – Tudo pode acontecer, retirei os poderes que um dia iria a expor, somente na hora certa o terá. Amor confie em mim. – Suspirei e peguei o frasco tomando antes que perdesse a coragem.”
— Eu lembro a dor, das lágrimas, da poção de esquecimento. –Me fitou concordou. — Faça algo! – Pedi. Assentiu e abaixou-se ali.
— Você fez muito para morrer agora. – Lamentou e colocou a mão sobre a estaca. A retirou rapidamente de seu peito e suspirou aliviada ao ver que não destruiu seu coração. – Uma mãe sempre defende seu filho mesmo que não haja perigo. Sophi sairia dessa, você sabia disso! – A repreendeu enquanto a curava.
— Sophi? – Nessie questionou.
— Seu nome de batismo é Sophi. – Sorri para ela. – Caroline sonhava com esse nome. Foi à primeira coisa que disse ao te pegar. Linda Sophi.
— Por isso o nome não saia de minha mente. – Permitiu-se sorrir. – É o nome que dei a minha filha. – Esther assentiu.
— Eu sei. – Sua mão se iluminou e passou pela ferida de Carol – Isabella, seu sangue é poderoso, mas o de sua filha é mais. – Nessie não negou, rapidamente rasgou seu pulso e deu para que sua mãe bebesse. – Carol está fraca, precisa de descanso antes de qualquer coisa. – Ergueu-se e olhou para todos ali. — Você! –Emmett andou até nós. – A pegue e leve para um quarto. Enquanto descansa tenho trabalho a fazer aqui. – Olhou para nós duas.
Fitei minha mão e sorri de lado com aquelas alianças.
[...]
— Bella? – Alice segurou meu pulso antes que sentássemos no sofá e esperasse a explicação da bruxa. – Eu devo me preparar para o pior? – Indagou com dor. A abracei com delicadeza e beijei seu ombro. – Não quero te perder. – Chorou ali.
— Sei que a fiz sofrer durante esses dias... — Me apertou mais.
— Eu fui burra. Confesso – Sorri levemente. – Carol é mãe de Nessie e...
— Nós somos suas mães. – Me soltei e olhei em seus olhos.
— Bella está certa. – Ela se aproximou de nós, com Sophi nos braços, e sorriu para Alice. – Carol me deu a vida, mas foi privada de me criar. Você não tem meu sangue, mas me deu mais amor do que qualquer um. – Ficou emocionada.
— Pensei que a perderia também. – Sophi se remexeu em seu colo e logo Nessie se aproximou de Alice. — Sua neta te ama, mãe. Como pôde pensar que um dia sairíamos de sua vida? – Chorou emocionada e pegou a pequena nos baços.
— A guerra passou e o pior já foi. Caroline está se recuperando... Creio que só falta você arrumar essa bagunça que fez para tudo voltar ao normal. – Emmett me olhou sério. Suspirei.
— Eu não sou Caroline, mas antes de qualquer coisa precisa saber de tudo. – Esther intercedeu.
— Ela tem razão. – Alice suspirou com dor. A olhei sem entender. – Precisa saber todo o seu passado, amor. – Voltei meu olhar para Esther e assenti.
— Isso vai doer mais do que imagina. – Me olhou com receio.
— Quem apagou minha memória? Sei que a de Sophi foi você, mas todo o resto? – Quis saber.
— Em partes eu, Caroline queria que você não se lembrasse de Sophi, Renesmee. – Se consertou. – Sabia que seria dor demais a vocês. Pediu uma poção do esquecimento, uma que apagasse somente a parte da gravidez em diante. Quando tomaram, já em sua casa, a ultima lembrança é as que possuem. Caroline se recordou de tudo quando fez o parto de Nessie. Ela implorou uma solução para encontrar sua filha quando tudo estivesse bem...
— E para mim o seu sangue. Faz sentido.
— Ela sabia da profecia, sabia que te perderia e não queria que nada a tirasse do caminho. Mesmo não concordando. – Assenti. – Ela não esperava a retaliação que sofreu, mas devo dizer que foi forte... — Sorriu.
— A outra parte foi Bonnie, certo? – Suspirou.
— A verdade você verá agora. – Sua mão encostou-se a minha testa e em seguida meus joelhos dobraram. A dor era intensa. – Você suporta. – Pressionou mais e arregalei os olhos.
— PARE! – Implorei, mas negou.
— Calma isso vai passar. – Eu me sentia fraca, mas não era de corpo, mas sim de mente. Quando a dor ficou mais intensa, imagens invadiram minha mente.
“— Hey, para! – Sorriamos enquanto eu sentava em seu colo.
— Você está muito enferrujada, isso que da namorar gente mais velha. – Brinquei com ela, mas nos virou e me prensou contra a grama e meu corpo.
— Me chamou de velha? – Ergueu uma sobrancelha.
— Se a carapuça serviu... – Ri, mas perdi a voz quando me beijou intensamente. – Carol... – Puxei seu cabelo e sorriu contra meu pescoço.
— Vou te mostrar quem é velha! – Sorrimos maliciosas e em poucos segundos estávamos no quarto.
— Namorar uma vampira tem vantagens, não? — Sorri enquanto se livrava de minha roupa.
— E uma humana uma certa lerdeza... – A olhei ofendida e foi minha vez de demonstrar quem estava errada.”
Arregalei os olhos, não me recordava disso, não mesmo!
“— Você me ama? Sério? – Indaguei surpresa.
— Qual a novidade nisso? – Perguntou sem entender.
— Você nunca disse!
— Nunca disse? Eu não sei fazer isso, é novo e... – Lhe dei um beijo.
— Eu te amo. – Sorriu e retribui o beijo. – E quero passar minha vida com você! – Riu.
— Se depender do seu pai só passará um dia. – Revirei os olhos.
— Fugimos! – Imitei uma criança, gargalhou.
— Claro, pra onde? – Quis saber.
— Qualquer lugar, desde que tenha você ao meu lado.”
Meu coração falhou uma batida. Eu sentia falta disso... Ela nunca escondeu sua natureza de mim...
As lembranças não seguiam ordens cronológicas, mas eram intensas.
“— O que é isso que estou sentindo? – Perguntei meio confusa. – O que fez comigo, Carol? – Riu.
— Me faço essa pergunta desde que cheguei aqui. – Acariciou minha face.
— Eu quero você – Arregalou os olhos para minha fala. – Eu te desejo! – Sorriu de lado.
— Você é muito romântica, sabia? – Rimos.
— Não sei controlar isso! – Estávamos sentadas em minha cama, aproveitei disso e me joguei em seus braços me sentando em seu colo.
— O que pensa que está fazendo? – Ergueu uma sobrancelha e arfou.
— Você também quer, eu sei! – Eu tinha apenas 15 anos, era tímida e nunca me envolvi num relacionamento, estava nervosa, mas o desejo mandava em mim.
— É o que mais quero. – Suspirou. – Mas não deveria fazer isso... – Tentou me retirar de seu colo. Ela poderia fazer isso facilmente, mas não o fez. Ri.
— Só por que é uma vampira? – Negou.
— Você é filha de alguém importante para mim, prometi cuidar de você, lembra? – Revirei os olhos.
— Tem maneira melhor de cuidar do que amando? – Suspirou e ficou surpresa quando meus lábios grudaram aos seus.”
Eu a queria mais que tudo. Eu a amava mais que a mim... Disso eu me recordava, esse sentimento ainda estava aqui.
“— Você quer o que? – Carol questionou. Uma mulher apareceu. Negra e linda. Aparentava ser muito poderosa.
— Que suma da vida dela!- Não mediu as palavras.
— E por que faria isso? – Riu.
— Pois você está atrapalhando tudo!
— Me faça parte da profecia... Sei lá, me use! Mas não me peça para sair da vida dela! – Implorou apertando minha mão.
— Quem é você? – Fiquei confusa. Carol me olhou de lado e negou. – Quem é ela, Carol?
— Sua madrinha. – Arregalei os olhos. – Ela é melhor amiga de sua mãe biológica.
— Onde ela está? – Perguntei com dor.
— Como... Você contou a ela?
— Bella não merece mentiras, não mais dos que já contam.
— Sua mãe está ansiosa para lhe ver. – Confessou.
— Me leve até ela! – Implorei sorrindo e chorando.
— Você ainda corre perigo e precisa de proteção. O futuro lhe reserva muitas coisas. – Sorriu. – Para isso você precisa sumir Caroline! – Voltou a gritar. — Você não pode gerar um filho, Carol...
— Posso tentar! – Sorriu esperançosa. — Lance o feitiço. Estou disposta a tudo, menos perdê-la! – Negou.
— Engravidar de quem? – O ciúme bateu e Carol sorriu.
— De você. – Ri.
— Sou uma mulher, amor. E é você que... — A olhei sugestivamente. Rimos e negou.
— Você faz parte de uma profecia onde diz que salvará o mundo sobrenatural. Você não, um filho seu. – Arregalei os olhos.
— Com meu fascínio por certa loira fica difícil eu engravidar... –Revirou os lhos.
— Sua madrinha é uma bruxa. Existe um feitiço... Depois lhe explico tudo, em casa vejo isso! – Assentiu e voltou a prestar atenção ali.
— Você é pior que Damon! – A olhou abismada.
— Quem é Damon? –Perguntei baixinho.
— Meu sogro. – Sorri.
— Pode sair errado e...
— Conte-me, qual é a profecia? – Indagou.
— De dois, apenas um governará... – Neguei.
— Ela toda! – Respirou fundo.
— De dois, apenas um governará e somente o primogênito salvará tudo e a todos!
— Eu posso dar um filho a ela... PODE NÃO SER GÊMEOS, OU SEI LÁ! Mas vamos, me use! – Suspirou e ergueu a mão. – Eu a amo, Bonnie. – Fechou os olhos ao receber a luz.
— Bella precisa sentir o mesmo amor por ti, caso contrário nada sairá de seu ventre – Desapareceu.
— O que foi isso? – Perguntei sem entender nada.
— Espero que seja algo bom... — Me olhou com ternura.”
Caroline nuca foi boa em esconder nada, isso era fato. Então contar tudo não foi difícil. Ela detalhou toda minha história e falou mais da família.
“— Como é minha mãe? – Perguntei ansiosa.
— Você puxou a beleza dela, garanto. – Me prendeu num abraço gostoso. Estávamos nuas em minha cama. Sorri de lado.
— Ela é boa ou é como a Renée? – Fiquei temerosa.
— Tem um bom coração. Você foi uma boa mistura, Bella. Seu pai foi um idiota por muito tempo, mas no fim fez algo bom... Você! – Sorri e virei pra ela.
— Sou boa? –Sorri maliciosa.
— Muito... – Acariciou meu corpo inteiro e acabei gemendo.
— Me dará um filho? – Ri.
— É o que mais quero. – Suspirou. – Não vou te perder para uma purpurina! – Gargalhei.
—Você sabe como é a mulher da minha vida? – Revirou os olhos, mas depois sorriu.
— Sim. Linda, gostosa e mais do que perfeita. – Subiu em cima de mim.
— Me deixa adivinhar... Loira? – Sorriu contra o meu pescoço.
— Natural! – Mordi meus lábios.
— E se não der certo?- Perguntei.
— Você já tem um destino, não gosto dele. Mas... Não quero te perder. – Vi, pela primeira vez, medo em seu olhar.
— Você nunca me perderá... – Acaricie sua face.
— Quem dera se fosse assim. — Lamentou consigo mesma.
— Foge comigo se algo der errado, já disse! – Mordeu o lábio inferior e deu meu sorriso predileto. – Não ligo pra isso, sabe disso!
— Vou sempre estar com você, ok? Mesmo que tenha que seguir outro caminho.
— Meu caminho agora seria um belo orgasmo, se minha namorada não ficasse ai achando que vou correr para os braços de outra. – Revirei os olhos e arfei ao sentir seus dedos me penetrando sem avisar.
— Fala demais humana... – Sorri apreciando sua estocada.
— Faz de menos imortal. – Nos virei e rebolei em seu dedo. – Vai... – Pedi olhando em seus olhos.”
Sorri de lado e olhei ao redor. Não era possível. Como me esqueci disso?
“- Quem são eles? – Perguntei alarmada a minha namorada.
— Damon é seu pai biológico e Kath sua madrasta. Bonnie você já conhece. – Ela não me escondia nada, mas nunca encontrou maneiras normais de me contar isso. Estávamos no meio da rua, era noite e tudo deserto.
— Pai...? – Ela me apertou.
— Calma, parece que não vieram para coisa boa. – Tremeu ao vê-los se aproximando mais.
— Sabe o que tem que ser feito. – A tal de Bonnie a olhou feio.
— Me mate, assim irei embora. – Negou.
— Precisarei de você no futuro. – Tremi e apertei com força a minha amada.
— O que querem com a gente? – Estava com medo.
— Filha... – Damon andou até onde eu estava e acariciou minha face. – Como está linda. – Tremi com seu toque.
— Não faça nada contra nós, por favor. – Implorei olhando em seus olhos azuis.
— Ela não é o certo para você. – Tentou me abraçar, mas não deixei.
— Ela não cumpriu com o prometido. A criança se desenvolveria rápido no ventre, mas nada gera em ventre oco! – Fiquei confusa. Carol chorava, eu percebia isso.
— Não vou abandonar minha namorada! A mulher que amo! – Sorri pela sua declaração. Quase nunca a fazia.
— Eu estou aqui – Beijei sua bochecha e ganhei um sorriso.
— Klaus já está nos perseguindo, se há uma maneira de todo esse mal acabar, não impeça, Caroline. – Damon pediu.
— Não posso abrir mão dela. – Voltou a falar.
— Vão embora! – Eu gritei com eles. Damon me olhou com tristeza, mas negou.
— Me perdoe. – Pediu. Não vi nada, apenas um vulto passando por mim e minha namorada já não estava ao meu lado.
— CAROL! – Gritei desesperada. O vi em cima dela, apertando seu pescoço e quase a sufocando.
— Vá embora! – Rosnava em sua cara, mas ela negava.
— Ela é minha! – Se livrou do aperto e o empurrou para longe. Olhou-me com receio, medo de me ferir. Mas antes que desse um passo em minha direção ele a pegou novamente e uma troca de socos começou.
— PAREM! – Gritei desesperada ao ver minha amada caída no chão, sangrando e bastante ferida. – Parem! – Eu não sabia o que fazer. Eu queria poder a proteger, mas não conseguia.
— É para o seu bem, meu amor. – Bonnie tentou tocar em mim, mas não permiti. Vi quando Kath se aproximou de Damon e o mesmo parou.
— Sua filha tem medo de você e quer que morra. Melhor primeira impressão não há!
— É para o seu bem... – Me olhou com receio.
— Saiam daqui! Deixem-me em paz! Minha namorada... Vocês estão a matando! A soltem! – Gritei com eles.
— Ela não é a pessoa certa para você. – Damon apareceu na minha frente, com a mão sangrando e alguns arranhões no rosto.
— E você sabe quem é o certo para mim? – Assentiu e sorriu. Neguei e soquei sua cara.
— Como...? – Me olhou abismado pelo estrago que lhe causei.
— Sua filha, amor. – Kath riu e me olhou com orgulho. – Vá, você está certa. Escolheu Caroline, não temos nenhum direito sobre isso. – Assenti.
— Saiam daqui, não vou mais repetir! – Rosnei. Virei às costas e corri até minha Caroline. – Eu estou aqui. – Acariciei seu rosto. Estava quase inconsciente. – Eu te amo. – Sorri para ela.
— Hey... – Apertei sua mão.
— Se não quer sair por bem, será por mal. – Bonnie ameaçou e sumiu com o meu “papai” e madrasta.
— O que você fez? – Perguntou.
— Dei um soco nele. – Riu. A ajudei a levantar e a arrastei até meu quarto. Cuidei de seus ferimentos e logo estavam limpos.
— Eu que deveria te proteger. – Indagou séria. Ri.
— Mas eu te amo, por amor fazemos tudo. – Falei ao limpar a ultima mancha de sangue que havia ali. – Pronto. – Olhou em meus olhos e sorriu.
— Tenho sorte ou azar por ter você? – Revirei os olhos e me deitei na cama com ela.
— Eu tenho sorte. – Senti meu corpo ser prensado pelo seu e logo me acendeu.
— Meu maior azar foi ter me apaixonado por você. – Mordeu os lábios e beijou meu pescoço.
— Um elogio? – Gemi baixinho.
— Não sei, só sei que quero seus gritos enquanto a tenho para mim. – Sorri ao receber seus carinhos e ao mesmo tempo tesão. – Quero te amar. – Retirou minha blusa com cuidado e delicadeza.
— Não vai se ferir mais? – Perguntei. Negou e retirou meu sutiã, expondo meus seios. Mordi meus lábios levemente e gemi quando colocou sua mão ali em cima.
— Você é minha cura. – Fechei os olhos quando sua boca o acariciou e arfei mais.
— Eu sou sua. – Agarrei seu cabelo e pude relaxar com cada caricia que me proporcionava. — Meu sangue... Você está fraca. – Assentiu e me mordeu no pescoço, me fazendo gemer de tesão.
— Deliciosa. – Sorri.
Minhas roupas eram retiradas aos poucos e na medida em que me permitia fazia o mesmo com a sua. Caroline sempre foi mais experiente que eu, nunca tive a iniciativa de tocá-la, mas hoje...
Virei-nos na cama e a peguei de surpresa. Nossos corpos já estavam nus e sentia sua intimidade pulsar embaixo de mim.
— O que está... – Revirou os olhos quando meus lábios desceram pelo corpo e pararam em seu seio. – Isa, não precisa... – Puxou meu cabelo quando desci mais e parei em sua intimidade.
— Quero te sentir. – A olhei nos olhos e inspirei fundo, sendo embriagada pelo seu cheiro. Nunca havia a tocado assim, nunca senti seu gosto diretamente da fonte.
Minha língua passou pelos seus lábios e chegou próximo a sua entrada. Arqueou as costas e gemeu alto meu nome. Arrepiei-me com isso. Seu sabor invadiu minha boca e não consegui mais parar. Minha língua subia e descia por sua extensão e logo voltava para sua entrada. Caroline se remexia inquieta na cama. Seu clitóris estava inchado. Sua mão ainda presa em meu cabelo, tentando me domar, mas estava sendo dominada pelo desejo.
Vi suas presas saírem e seus olhos ficarem escuros. Minha namorada estava perdendo o controle e isso estava me excitando mais!
Suas garras arranharam minhas costas e acabei gemendo de dor. Quando mordi seu clitóris e suguei seus lábios, ela tremeu e não deixou que continuasse.
— Você... – Suas presas ainda para fora. Luxuria, desejo, tesão. Gemi a olhando.
— Seu gosto... – Me beijou. Seu sabor foi para sua boca e gememos em meio ao beijo. Minha intimidade escorria e a dela voltou a ficar úmida. Não havia gozado ainda, mas estava quase. – Me deixa terminar... – Implorei de olhos fechados.
— Goza comigo. – Pediu baixinho em meu ouvido. Nossas intimidades grudaram e nossos quadris se movimentaram juntos. Eu sabia que ela não aguentaria muito tempo e eu, por incrível que pareça, estava do mesmo jeito. Dar-lhe prazer me causou prazer. – Goza comigo. –Se esfregou mais forte e me apertou mais.
— Hurum... – Mordi levemente seu pescoço e senti suas presas no meu. – AH! – Gritei de dor, ela havia me rasgado como nunca havia feito antes, mas logo em seguida gritei de prazer e meu corpo caiu mole em cima do seu. Eu senti quando seu gozo se misturou ao meu. Foi incrível! – Eu... – Não conseguia falar. Sorrimos e logo viu o estrago que havia feito ali.
— Te machuquei? – Perguntou insegura. Neguei, mas doeu ao movimentar o pescoço. – Perdão... – Passou sua língua ali, tentando melhorar.
— O sangue. – Mordi meus lábios quando ela ia rasgar o pulso. – Não... – A impedi. Olhou-me sem entender, mas deu um leve grito quando, com meu dente, fiz um corte em seu mamilo. A suguei por ali e vi como se acendeu novamente.
— Vadia! – Sorriu de lado.
— Sua. – Me sentia mais forte agora, meu pescoço não mais doía e as forças voltaram. – Eu te quero de novo. – Nos virou na cama.
— Mas agora é minha vez. – Sorriu e desceu, me fazendo gritar durante a noite toda.”
— Isso é surreal! – Minha esposa estava à espera de explicações. Mas nada adiantava, não teria palavras para explicar isso.
— Bella, o que foi? – Perguntou angustiada.
“— Carol? – A vi vomitando sangue no banheiro do meu quarto. – Deus, o que você tem? – Corri e a ajudei da maneira que pude.
— Eu não tenho certeza, mas... – Sorriu ao limpar o sangue da boca.
— Você acha? – Lavou sua face e se olhou pelo espelho.
— Me sinto tão fraca. – Confessou.
— Venha, vamos para cama. – A ajudei e a deitei em meu peito. – O que foi?
— Pode ser seu filho. – Riu levemente e inspirou meu aroma.
— Nosso filho? – A corrigi. – Você acha mesmo isso possível? – Ri.
— Não crê em nada do que te falo? Você viu com seus próprios olhos...
— Mas isso tem meses, amor!
— Nossa ultima vez foi intensa, você sabe disso. – Olhou em meus olhos.
— Quer dizer que nunca te amei e só naquele dia que me entreguei de fato? – Me ofendi.
— Estou querendo dizer que isso pode ser um motivo para ficar em sua vida! – Sorriu e acabei retribuindo.
— E você acha que se eles descobrirem vão voltar atrás ou pode piorar tudo? – Temi.
— Não faço ideia... – Acariciou sua barriga lisa. – Só tenho um medo, meu amor. E ele é de te perder.
— Então pode ficar sossegada. – Beijei sua bochecha e coloquei minha mão sobre a sua. – Que seja bem vindo se estiver ai. – Sorrimos.
[...]
— Minha namorada é a mais perfeita de todas, não é filho? – Ela riu quando brinquei com sua barriga linda de, aparentemente, 9 meses. Minha Caroline estava grávida há apenas três semanas.
— E a minha muito besta. – Sorri e beijei sua barriga com carinho.
— Sua pedófila. – Gargalhou.
— Bem eu que ataquei os lábios dos outros e engravidou alguém, né? – Rimos
— Filho... Eu não tive uma mãe, pequeno. Não sei muito bem como é ser uma. Mas já sinto algo muito grande por ti mesmo sem ver sua carinha. – Vi que Carol prestava atenção. – Sou uma criança que vai cuidar de outra, mas vou dar meu máximo, ok? – Sorriu de lado e acariciou meu cabelo.
— Eu tenho a namorada mais linda. – Sorri.
— Hurum! – Subi e beijei seus lábios.
— Vou ter duas crianças! – Neguei.
— Sei minha idade, Carol, mas juro que vou me esforçar e... – Me calou com um dedo.
— Não precisa dizer nada, eu te conheço.
— E eu te amo. – A beijei com delicadeza e logo minha mão foi para o seu seio.
— O que está fazendo? – Arfou.
— Excitando minha namorada.
— Como pode me desejar desse jeito? Gorda e obesa? – Revirei os olhos.
— Não poderia estar mais linda... Está carregando um filho nosso. – Deixou uma lágrima escorrer. – E eu vou te querer sempre e de todas as formas, Caroline Forbes! – Sorriu.
Mas ao falar esse sobrenome eu fiquei quieta.
— O que foi? – Notou meu silencio.
— Casa comigo? – Arfou surpresa.
— Como? – Ri.
— Casa comigo? Acrescente um sobrenome! Seja a minha... Salvatore? – Indaguei e riu.
— Isso é um pedido, sério?
— Você carrega nosso compromisso mais sério, nossa prova de amor. Quero apenas oficializar isso. – Grudou nossas testas e antes de falar sua barriga se mexeu. Coloquei minha mão ali e senti os chutes. – Ele já aceitou... — Riu
— E se for filha? – Arregalei os olhos. – Eu sinto que é uma menina. – Mordeu os lábios.
— Será nossa rainha. – Assentiu e se ajeitou na cama.
— E minha resposta? – Sorriu e fitou meus olhos.
— Sabe minha resposta, Bella. – Neguei. – Sim, é óbvio que sim! – A felicidade não cabia em mim, mas antes que pudesse lhe dar um beijo... — Bella...! – Arregalou os olhos e a fitei sem entender.
— O que...? – Mas fiquei assustada quando algo escorria por suas pernas. – Céus! O que eu faço? – Perguntei em desespero.
— Apenas traga nossa filha ao mundo, por favor. – Pediu desesperada.
— Eu não sei o que fazer!
— Eu sei. – me assustei ao ver Kath ali. – Fique ao lado de sua namorada, eu faço o parto.”
— VOCÊ SABIA! – Arregalei os olhos e fitei minha mãe de coração. – Esse tempo todo soube de tudo! – Não estava acreditando.
— Eu prometi não contar nada. Se eles descobrissem seria perigoso. – Katharine se aproximou e sorriu. – Foi maravilhoso pegar aquela criança nos braços. – Suspirou.
— Você... – Chorei. – Me defendeu quando quem eu mais amava tentou me sabotar! – Acusei meu pai.
— Bella... – Ele ficou receoso.
— Você queria me separar da mulher que tanto amava! Você fingiu não me conhecer quando me viu! Como pôde ser tão sínico? Você não foi um pai, foi um carrasco! – Rosnei de ódio.
— Filha, eu... Eu... – Ficou mudo.
— Você... – Elena não estava entendendo, entrou na minha frente e evitou que partisse pra cima do homem que chamava de pai. – Você desgraçou a minha vida! – Rosnei.
— Bella, o que foi? – Perguntou com angustia.
— Ele apareceu quando eu ainda era humana, Bonnie tentou diversas vezes me separar de Carol. Foram eles que a agrediram, foi culpa dele... – Estava de cabeça baixa.
— Como assim? – Virou-se para ele. – Você disse que não poderíamos chegar perto dela e você mesmo quebra sua palavra? – Arfou.
— Ela precisava de mim, Elena. Bonnie disse que precisava! – Tentou se defender.
— Você viu meu sofrimento! Você quase matou a minha esposa! – Arregalou os olhos, todos na verdade.
— Vocês se casaram? – Suspirei e recebi um abraço rapidamente.
— Eu não sabia, eu juro que não sabia! – Assenti e respirei fundo o seu cheiro.
— Agora eu sei a dor que sentiu ao ter que me deixar. – Me abraçou mais forte – Eu queria morrer, mas era para ela sobreviver. Sem isso não teria como estarmos aqui hoje. Eu...
— Shiii... Está tudo bem. – Beijou meu ombro. – Seu pai foi um idiota, mas foi apenas pai. Queria te proteger, o perdoe. – Pediu com delicadeza.
— Mãe... – Rosnei levemente, mas fui sendo acalmada por seu carinho.
— Ele faria de tudo para te proteger. Eu estava lá, não se esqueça! Ele te tirou dos meus braços e a levou para um lugar seguro, ele a protegeu durante esses anos... Tenho certeza que sempre te observava. – Damon assentiu meio envergonhado.
— Não poderia a deixar desprotegida. Era minha filha! – O olhei atenta. – Seu sofrimento era o meu, Bella. Bonnie me contou sobre o futuro, do que aconteceria se algo desse errado! – Tremeu. – Eu mataria qualquer um para lhe ver bem! Nem que para isso tivesse que matar aliados. – Olhou para baixo.
— Ele fez o mesmo que você. – Sophi o defendeu. – Quase matou Jacob, e sei que não era apenas encenação. – Suspirei. – Você faria o mesmo por mim, mãe! – Acariciou meu ombro.
— Dê um tempo a ela. Quem Damon se acerte com a filha. – Kath intercedeu por mim. – Ela tem coisa pior. – Olhou para Alice.
— Lembrou-se de tudo? – Minha esposa perguntou quando se aproximou mais.
— Aos poucos vem voltando. – Olhei ao redor. – Estou confusa. – Admiti.
— Com o que? – Alice quis saber.
— Amo duas mulheres. Tenho família com essas duas mulheres. De forma trágica as perdi. Nada pesa, somente soma. – Rosnei.
— Não consegue escolher. – Caroline apareceu na sala.
— Mãe! – Renesmee suspirou aliviada. Correu para os seus braços e desfrutou daquele momento.
— Posso finalmente te abraçar sem nenhum tipo de pressão? – Riram. – Está bem? – Questionou preocupada.
— Estaria melhor se não tivesse se machucado! – A repreendeu.
— Você é tudo o que tenho, filha. – Ela a apertou mais forte que pôde. Aproximei-me mais de Alice e apertei sua mão. – Pois sua mãe eu já perdi há muito tempo. – Me olhou sorrindo.
— Como sabe? – Fiquei confusa.
— Sempre soube dos riscos, Isabella. – Beijou o topo da cabeça da filha. – Sempre soube que perderia minha filha, que não teria mais você. Meu destino seria vagar só pelo mundo. Mas... Mas por milagre ela reapareceu em minha vida e eu pude te reencontrar também. Sentir que ainda guarda algo de mim em você. Mas em nenhum momento você cedeu aos meus encantos ou investidas. Ficava envolvida, mas era fiel. Só retribuiu quando sua amada não fez o certo. Reconheço quando perco, e essa é uma das vezes. – Lamentou.
— Vai embora? – Nessie perguntou com dor.
— Não vou sair do seu lado. – Alice não sabia o que demonstrar.
— Você está errada, Caroline. – A olhei surpresa. – Bella só resistiu a você, pois eu chegava a tempo, ou meus filhos. Diversas vezes gemeu seu nome enquanto estava em meus braços. Bella ficava excitada com facilidade quando se aproximava, eu sentia isso. – Suspirou. – Você a tem mais do que eu. Deu uma filha em meio à guerra. Sofreu mais dor do que qualquer um... Merece ter um final feliz. – Carol sorriu.
— Obrigada pelo reconhecimento, mas não fui a única a sofrer. Quase perdeu a vida para dar aos seus filhos. Agora que o medo da morte saiu daqui, merece desfrutar disso.
— Sinto que de tanto ficar dividida acabei perdendo as duas. – Riram de mim. Carol separou-se de Nessie e Alice colocou Sophi nos braços do pai. Aproximaram-se e abraçaram-se. – Por essa eu não esperava!
— Você a ama? – Alice quis saber.
— Tanto quanto você. – Acariciou sua face.
— Não quero entrar em uma guerra contigo. Ambas vamos sofrer e a fará sofrer. – Assentiu.
— Alguma ideia? – Ela quis saber.
— Sou casada com ela. – Se defendeu.
— Se for por isso, também sou. – Riram.
— Bigamia... – Dean sussurrou em meu ouvido, o soquei e prestei atenção naquilo.
Olharam-me de cima a baixo e logo seguiram juntas até mim.
— Escolha. – Arregalei os olhos. O coração acelerou e o ar faltou. – Ela não consegue, viu? – Carol falou o óbvio.
— Lógico que não consigo! – Arfei. – Carol foi minha primeira namorada, a mãe da minha primeira filha e minha primeira esposa! – Sorriu. – Alice me tirou da escuridão, cuidou de mim quando não tinha mais forças, chorou sobre meu túmulo! Deu-me filhos lindos e me enche de alegrias. Expliquem-me, como escolher? – Lamentei. – Dói saber que as faço sofrer dessa maneira. Não queria de jeito nenhum isso.
— Calma. – Carol acariciou minha face e suspirei. – Eu te amo, Bella. – A olhei nos olhos. – E você viu nossas alianças. – Viu em minha mão. – A usou por tão pouco tempo. – Lamentou e as pegou de mim.
— Nunca deveria ter saído de nossos dedos. – Confessei.
— Da mesma maneira que essa que usa não deve sair daí. – Arfei. – Eu te amo, Isabella, amo ao ponto de deixar-te ir. – Deu um passo para trás. – Por tudo que vivemos, por tudo o que aconteceu... Quero que somente as coisas boas fiquem.
— Você está abrindo mão dela? – Alice ficou sem entender.
— Se você prometer a fazer feliz. – Alice ficou sem reação e percebi uma troca intensa de olhares. Sorriu levemente e se abraçaram novamente, dessa vez forte. – Vai ser difícil.
— Não quero fazer isso com você, Alice.
— O que? – Não conseguia ler a mente de ninguém. Fiquei confusa.
— Podemos tentar...
Em um minuto estava na frente de minha família, em outro estava no chalé que eu e Alice construímos.
— O que...? – Arfei quando se aproximaram lentamente e ambas se curvaram para me beijar. Um beijo triplo.
— Você tem duas esposas, Bella. – Carol sussurrou em meu ouvido.
— Tem que cuidar das duas. – Gemi quando Alice soprou contra meu pescoço.
— Jurou... Na saúde e na doença. Até que a morte nos separe. – Riu levemente. Carol entrelaçou nossos dedos e Alice seguiu o exemplo.
— O que é isso? – Não entendia.
— Ainda não entendeu? – Alice sussurrou para mim.
— Vamos mostrá-la, Alice. – Carol e Alice logo me carregaram para o quarto.
— Céus! – Gemi quando minhas roupas foram arrancadas de forma bruta e vi as duas nuas a minha frente.
— Entendeu agora? – Alice perguntou sorrindo de lado e Caroline a abraçando por trás.
— Isso é um sonho, só pode! Entrei nele novamente. – Riram.
— Então já sonhou com nós três? – Carol me olhou intensamente. – Interessante. – Soltou-se de Alice e me prendeu por trás. – Era assim o sonho? – Perguntou enquanto eu era feita de sanduiche.
— Hurum. – Gemi mordendo o lábio inferior.
— Ou assim? – Alice queria saber ao passar sua mão por minha intimidade e me penetrar sem cerimônia.
— Assim. – Fechei os olhos e rebolei ali.
— Então vamos torná-lo realidade...
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