Além da Morte
31 Capitulo 15
Notas iniciais
POV. Renesmee.
Os lobos estavam conosco, Jacob parecia uma criança com seus amigos ao lado. Seus olhos brilhavam e o sorriso brotava nos lábios mais vezes. Era um pouco do alívio que poderíamos sentir. Ver meu amado relaxando com seus irmãos de matilha era algo tranquilizador por um momento.
— Como estão? – Meu corpo ficou anestesiado quando Caroline se aproximou e tocou em meu ombro. Sorri levemente e a olhei de forma que nunca pensei que olharia. Com carinho.
— Bem, obrigada. – Sorriu para minha filha nos braços. Estava com poucos dias, mas já era esperta.
— Está cada dia mais parecida com você. Linda. – Elogiou e acabei ficando sem graça. Beijou minha testa com carinho e me deixei envolver por seus braços. Era um abraço tranquilo, gostoso. Um abraço que me lembrava de Bella. Protetor.
— Obrigada por tudo. – Agradeci. Minha pequena resmungou em meus braços e logo Carol a pegou.
— Calma, calma. – Beijou sua testa com tanta delicadeza que acabei sorrindo.
— Já foi mãe, Carol? – A vi ficar tensa e seus olhos perdidos. Mas deu um sorriso de lado quando uma lágrima escorreu por sua face. – Me perdoe! – Negou.
— Eu nunca tive o prazer de criar uma filha como Bella e Alice tiveram. – Perdeu o sorriso. – Isso eu as invejo. – Confessou colocando minha filha em meus braços, mas Sophi logo reclamou, queria seu colo. – Mas sua filha me traz boas lembranças. – Beijou sua mãozinha e logo em seguida olhou ao redor. – O lobo menor, Seth, nos olha com tanta atenção... – Percebeu.
— Igual minha mãe me perdeu para o Jake... –Riu levemente. – Jacob teve uma conversa com ele, séria pelo visto...
— Ele vai ser seu protetor, isso que importa. – Assenti. – Jacob, Seth! – Os chamou.
— Algum problema? – Jacob quis saber aflito me fitando.
— Não. – Carol riu e olhou para o Seth. – Seth... – Ficou séria de repente.
— Eu... – Em seus olhos o medo era visível.
— Não irá à guerra conosco. É apenas uma criança e precisa de cuidados. – Ele negou. – Você ama essa menina, não ama? – Apontou para minha filha.
— Ela é minha vida! – Arregalou os olhos, mas abaixou a cabeça com o rosnado de Jacob.
— Isso que queria ouvir. – Analisou a situação – Ficará o mais longe possível daqui... Caso algo dê errado... – Ela travou e olhou para mim com angustia.
— Fugirá com ela. – Completei seu pensamento e fui abraçada pelo meu noivo.
— Nada dará errado. – Tentou ser forte. Mas não conseguiu.
— Vamos preparados para tudo. – Carol ficou tensa, mas logo voltou seu olhar para mim. – Mas tenho um bom pressentimento. – Piscou e sorrimos.
— Cuidará de minha filha, Seth? – O perguntei séria.
— Como Jacob cuidou de você e até mais! – Jurou.
[...]
O dia havia chegado. Minhas mães estavam tensas, na verdade todos estavam tensos. Dean e Nathan pareciam mais unidos e poderosos, eu sentia isso. Olhando nos olhos de Dean era notável a força e determinação, já em Nathan...
— Calma. – Me aproximei deles e segurei na mão de cada um.
— Fácil falar. – Nathan parecia sem fé.
— Vocês foram treinados pelos melhores. Tenho certeza que tudo dará certo. – Me aproximei mais e o abracei com carinho. Logo me envolveu em seus braços e beijou minha testa.
— É bom tê-la assim... Úm ultimo contato... – Ri.
— Teremos vários outros. Você casará com a humana, Dean conquistará a outra, minha filha vai crescer linda e maravilhosa e Jacob terá dor de cabeça em sua juventude, assim como vocês dois. Ciumentos, tenho certeza que serão piores do que foram comigo. – Dean sorriu e concordou.
— É nossa princesa nascida da nossa rainha. – Beijou minha mão e corei levemente.
— Tudo dará certo. – Nós três nos abraçamos e acabei chorando. – Tudo dará certo. – Repeti para mim mesma.
— Claro que dará. – Bella apareceu e se ajoelhou perante nós. – Tenho três filhos incríveis. Fortes, poderosos. – Acariciou a face de nós três. – Se algo acontecer tenho certeza que não serão vocês os feridos. – Sorri e senti sua mão secando minhas lágrimas.
— A mãe de vocês está certa. – Alice suspirou e logo Dean deu espaço para que se sentasse entre nós. – Eu não vou perder ninguém, não mesmo! – Recebeu o carinho dos filhos e meu olhar temeroso. – Você não nasceu de mim, pequena, mas é minha primogênita. – Apertei sua mão.
— Sempre nos protegeu. – Nathan recordou da gravidez.
— Minha luz. Fez-me enxergar a verdade e curtir a gravidez de minha esposa. – Bella apertou novamente minha mão.
— Não fiz nada. – Sorri meio tímida e recebi o abraço dela.
— Minha filha. – Chorei em seu ombro.
— Vocês estão fazendo drama atoa. – Caroline observou.
— É um momento família, não percebe? – Alice iria se levantar, mas Dean a impediu. Carol olhou para mim, olhou em meus olhos. Sorri e retribuiu. – Perdão então. – Suspirou.
— Carol faz parte da família. – Alice rosnou com minha resposta e Bella ficou confusa.
— Como? – Indagaram.
— Ela faz parte da família. – Repeti e a chamei com o dedo. – Sem ela aqui... Poderia ter ocorrido tudo de errado no parto. Bella sozinha não seria capaz. – Afirmei.
— Só por isso? – Alice rosnou.
— Ela salvou a vida da minha filha. – Me levantei e apertei sua mão. – Para mim é mais do que suficiente. – Suspirou e deu-se por derrotada.
— Você não facilita, sabia? – Bella me olhou séria e acabei rindo. Relaxei quando os braços de Caroline me envolveram.
— Sou parte da família então? – Sussurrou em meu ouvido.
— Para mim, sim. – Me virei e retribui o abraço. – Não sei o que aconteceu, mas me sinto mais ligada a você. – Sorriu contra meu pescoço e iria falar algo, mas Bonnie a impediu.
— Eles estão vindo. – Nos separamos e logo todos entraram na sala. – Temos poucas horas. – Anunciou.
— Vamos. – Bella se ergueu e Alice seguiu seu exemplo, pegou em sua mão e encarou seus olhos. Um pedido mudo de perdão que foi observado por todos. – Temos um problema maior para resolver. — Soltou sua mão e vi a tristeza em seus olhos, mas olhando para Caroline não vi alegria.
— Por quê? – A olhei sem entender.
— Quem ama quer o amado feliz. Ela não está feliz. – Sussurrou e beijou minha testa. – É hora do show. – Piscou e acabei rindo.
POV. Narrador.
Havia muitos aliados, amigos dos Cullen e Salvatore, sem contar os lobos que rodeavam o lugar, às escondidas por entre as árvores esperando o momento certo para atacar. Tudo era novo, diferente, Isabella ainda queria entender como isso tudo foi acontecer, como seu nome caiu numa profecia onde seus filhos seriam praticamente sacrificados.
Sua mente não pensava em outra coisa a não ser os dois ao seu lado, cada qual preparado para proteger a família até a morte, e Isabella disposta a tudo por eles e sua pequena Nessie, que estava de coração apertado sem sua filha ali.
— Calma... – Caroline pediu apertando a mão de Bella. Ela olhou para aquilo e relaxou, mas sentiu outro toque na mão e arfou.
— Estamos aqui. – Olhou nos olhos da esposa e assentiu. A morte parecia horrível, mas para o coração de Isabella, estar dividida entre essas duas mulheres era ainda pior.
— Eles são muitos! – Dean deu um passo para trás.
— Mas vocês fortes! – Caroline piscou e ele suspirou. – Treinei vocês, Bonnie e Jasper também. Vamos, são capazes! – Os incentivou.
— Você fica atrás de mim. – Jacob, o único lobo ali, tentava proteger sua amada.
— Eu não vou ficar lhe causando preocupações. Nossa filha está segura com Seth, vamos focar aqui, caso algo dê errado ele é seu porto seguro. – Apertou a mão do amado e ele a olhou fixamente. Aproximou de sua face e beijou seus lábios. Todo casal que estava ali seguiu o mesmo exemplo, exceto Bella. Que ficou rígida e se soltou das duas.
— Isso vai acabar logo. – Alice a confortou.
— E teremos muito tempo para conversar. – Caroline completou.
— Vamos. – Deu um passo a frente e viu Aro sorrindo. Ao seu lado havia uma mulher, que aparentava ter 35 anos, essa mulher encarava Caroline com intensidade e logo em seguida para Renesmee e sorriu. Caroline devolveu o sorriso e assentiu.
— Algo bom surgiu de tudo isso! – Ela sussurrou, fraca demais.
— Do que está falando? – Aro a olhou sem entender. Ficou muda e abaixou a cabeça, em troca pelo seu silencio recebeu um soco.
— Idiota! – Carol rosnou para ele, que acabou sorrindo.
— É de conhecimento de todos que a família Cullen/Salvatore, esteve armando contra mim. – Aro deu um passo em nossa direção e virou-se para seus aliados. Centenas.
— Nos forçou a isso, Aro. Não venha com vitimismo! Seu tempo acabou. – Bonnie o olhou com superioridade.
— Você e mais quantos acham isso? 20? – Riu do número pequeno de aliados que havia ali. – Isso é patético. – Sorriu de lado. – Meus caros amigos, hoje será um dia divertido. Fique a vontade para fazerem o que quiserem... – Esticou o braço. – Nada que está ali irá me incomodar. Nada será capaz de me derrotar. – Bonnie o olhou abismada, já Caroline sustentava um sorriso irônico na face.
— Do que ele está falando? – Alice olhou para Bonnie atordoada.
— Não faço ideia. – Rosnou e suas mãos se iluminaram. – Mas seu destino já foi traçado, não tem como mudar isso!
— Por que será que não confio muito no que fala? – Caroline ficou um pouco abalada, mas não desfez o sorriso sarcástico dos lábios.
— Vão discutir agora, sério? – Dean quis saber intrigado.
— Não, não. – Caroline se colocou em posição de ataque.
Quando o primeiro Volturi andou em direção aos Cullen/Salvatore, os lobos explodiram e avançaram contra eles. Surpresos pela descoberta do novo inimigo, alguns pararam com medo, já outros avançaram com mais ira e ódio por essa espécie.
Os Cullen, muito menos Salvatore, iriam esperar para revidar, avançaram rapidamente contra seus inimigos.
— Espere. – Caroline segurou o braço de Nessie antes que ela acompanhasse sua família. Somente as duas ficaram ali.
— O que foi? – Ficou sem entender.
— Saia viva dessa. — Pediu com dor na voz. – Não posso te perder de novo. – Deixou uma lágrima escorrer.
— Hey, o que foi? – Não teve respostas, apenas um abraço forte e acolhedor. Um abraço maternal.
“- Meu ventre, que um dia fora chamado de eco, deu a vida a minha filha– Caroline chorava de emoção com seu pequeno milagre nos braços.
— Ela é linda, Carol. – Esther se emocionou.
— Minha pequena Sophi. – Acariciou seu rosto com tanta delicadeza que não podia acreditar. A beijou e cheirou com carinho. Mas logo ficou tensa. — Minha filha corre perigo, Esther.
— Fará o mesmo que Damon e Elena fizeram?
— Não tenho escolha, é a vida dela. – A apertou. Sua pequena, que tinha poucos meses de vida, a encarava sorrindo. – Tão desenvolvida, tão esperta...
— Poderosa. – Concordou.
— Pode me ajudar? – Perguntou desesperada.
— Não posso ficar com essa criança aqui, Caroline. – Lamentou. – Pelo que me contou o presente é perigoso para ela e ao passado não posso mandar.
— O futuro? – Arfou.
— Sua filha estará segura lá. – Acariciou sua testa.
— Vou reencontrá-la um dia? – Questionou beijando e cheirando sua cabecinha.
— Quando o sangue de sua filha lhe tocar, a reconhecerá. – Sorriu. – Somente assim saberá que encontrou a forma física do resultado do verdadeiro amor. – Chorou.
— Quanto tempo? – Negou.
— Não sei.
— E ficará sozinha? – Suspirou temerosa.
— Nada é por acaso, tudo tem um destino. – Olhou mais uma vez para sua pequena e tremeu.
— É para o seu bem... – Apertou-se mais nela. Sua filha chorou alto quando recebeu o ultimo beijo e foi para o colo da mulher que salvaria sua vida. — Eu vou te achar. Eu juro que vou! – Choraram juntas enquanto eram separadas. – Vamos nos ver novamente...”
— Eu... – Ficou espantada e não acreditava no que estava em sua mente. Mas logo em seguida sorriu emocionada e acariciou sua mão. – Sério? – Riu sem acreditar.
— Me perdoe... – Lágrimas nos olhos de Caroline foram limpas pela mão de sua filha.
— Você me achou... – Sorriu. – No parto... – A olhou sem entender.
— Seu sangue tocou em mim... Eu queria te contar, mas não tive coragem... Não sei o que irá acontecer agora, precisava dizer algo. – Recebeu um abraço acolhedor e carinhoso de Renesmee.
— Não é o momento, mas...
— Eu esperei tanto por esse dia. – Carol chorou ali.
— Mãe... – Sorriu mais. – Agora tenho 3 mães! E olha só, duas brigando por uma. – Fez graça e riram. – Quem é meu pai? – Perguntou séria. Mas antes que Caroline pudesse fala algo, um vampiro correu em sua direção.
— Sério, não percebe que isso é um momento mãe e filha? – Caroline deixou suas presas saírem e logo suas garras arrancavam o pescoço do Volturi, caindo morto ali.
— Acho que isso fica para outra hora. – Assentiu. — Se cuida! – Pediu apertando sua mão.
— Você saia viva! É uma ordem! – Rosnou para ela.
— Farei o possível, mamãe. – Sorriu e saiu correndo em direção à família.
— Mamãe? – Damon apareceu por trás e encarou Caroline sério. – Com quem você a teve? – Riu.
— Não que seja de sua conta, mas não é assunto para agora. – Se jogou em meio ao campo de batalha.
Os mais poderosos aliados da família Cullen já haviam desmembrado boa parte da primeira linha de ataque dos Volturi, mas os mais fortes apenas obervavam ao longe.
— Mestre. – Jane Volturi, Loira e baixa, mas com um olhar que arrepiava qualquer um, chamou Aro.
— Sim, minha pequena. – A olhou atento.
— Por que dessa brincadeira? Vamos acabar logo com isso. Ameaçaram seu reinado, acha justo mantê-los vivos por mais minutos que necessário? – Riu e acariciou sua face.
— Minha pequena, não subestime seu inimigo nunca. Apenas deixe-os pensar que estão vencendo e que possuem algo contra nós. – Olhou para a Bruxa ao seu lado e pediu para que a trouxesse a sua frente. – Vamos, há algo que me derrotará?
— Apenas o primogênito de Isabella Salvatore. – Gemeu de dor quando Jane a olhou nos olhos.
— Acalme-se. – Riu. – Enquanto a isso eu já resolvi tudo. – Olhou para seus aliados, caindo um a um, e sorriu. – Podem ir: Alec, Félix, Demetri e Jane. Matem a família Cullen primeiro. – Ordenou.
[...]
— Estamos ganhando? – Nathan quis saber quando chegou perto do irmão.
— Não sei. – O olhou tão perdido quanto. – Estou preocupado com nossas mães. Estão cercadas! – Rosnou quando viu quem eram os inimigos. – Eu vou lá, ache Nessie, vamos nos juntar. Nossa família está sendo alvo dos mais fortes. – Correu até Bella e Alice enquanto Nathan seguiu suas ordens.
Restavam muitos inimigos de pé, e os aliados estavam feridos. Mas ninguém desistia, ninguém se dava por vencido. A profecia estava ao lado deles. Era nisso que se agarravam.
Nathan corria sem olhar ao redor, focado apenas em seguir a ordem do irmão. Distraído dessa forma era alvo fácil do inimigo. Um deles, o qual nunca vira, teve sua mão rodeada de chamas e tinha como alvo o pequeno Salvatore que corria.
— CUIDADO! – Renesmee gritou e correu em direção ao irmão, o puxou para si o protegendo do impacto total da chama.
— Nessie! – Nathan caiu de joelhos e a olhou com dor. – Não, não. Acorda! – Entrou em desespero quando a mesma não abria os olhos. Caroline, que via toda a cena, entrou em estado de choque. Seu coração acelerou e lágrimas rolaram por sua face.
— Não... – Rosnou de ódio e arrancou a cabeça do inimigo a frente e correu em direção ao causador da ferida de sua filha. – Desgraçado! – Ele sorriu irônico e voltou a usar as chamas das mãos, iria acertar sua face, mas a fúria a deixou mais forte, sendo assim capaz de impedi-lo de executar tal tarefa. – Mexeu com a pessoa errada, purpurina! – Pulou sobre seus ombros e rodou suas pernas entorno do pescoço, o derrubando ao chão e deslocando sua cabeça do resto do corpo. Olhou para o vampiro sem vida e voltou sua atenção para ela. Correu até a filha e ficou angustiada. Bella e Alice não tinham como chegar à filha, muitos a cercavam. – Sophi, não! Estou aqui pequena, fale comigo. – Pediu beijando sua testa.
— Nathan. – O irmão suspirou de alivio.
— Deus! Nunca mais faça isso! – Pediu desesperado.
— Vá, eu cuido dela. – Caroline o olhou com firmeza.
— Não posso deixá-las aqui. – Negou.
— Elas precisam de você. Você é o mais poderoso Nathan, vá! – Ordenou.
— Faça... – Nessie pediu e ele assentiu.
— Por você! – Beijou sua mão com carinho e correu para o meio da batalha com um fogo diferente nos olhos. A ira e vingança estampadas ali.
— Não chora. – Pediu ao sentir as lágrimas de Caroline.
— Não posso te perder. – Apertou sua Sophi junto ao seu corpo.
— Eu sei... – Sorriu.
— Você... – A olhou sem entender.- Eu vou cuidar de você como sempre deveria ter feito. – Garantiu ao pressionar sua ferida e conter o sangramento.
— Eu estou bem... – Negou.
— Claro que não! – Caroline olhou ao redor e procurou quem uma vez te acudiu. Viu Esther aprisionada e sem nenhum guarda ao seu lado. – Eu vou trazer a ajuda. Fique acordada! – Beijou sua testa e correu até sua amiga.
— Ela precisa de você. – Esther se assustou ao vê-la ali.
— Eu sei que precisa. – Sorriu. A pegou no colo e levou até a pequena.
— Você puxou a sua mãe, sabia? – Acariciou sua face e sorriu. – Poderosa desde sempre! – Nessie corou.
— Vamos Esther, ela precisa da cura! – O sangramento era intenso.
— Calma. Estou fraca. – Afirmou.
— Meu sangue, tome! – Rasgou o pulso e colocou na boca da bruxa. Sugou com força e logo suas feridas se curavam e força voltava. Um brilho em sua mão despertou a atenção de um dos Volturi, que correu em sua direção.
— Eu cuido disso. — Caroline se colocou em modo de ataque e logo segurou aquele homem. – Você pode tentar com outra, mas comigo tu vai para o inferno! – Socou sua cara e o derrubou no chão.
— Vadia! – A xingou e acertou-lhe um soco na cara quando levantou. Sangue escorreu de sua boca e a mesma o limpou rapidamente.
— Quem você pensa que é, idiota? – Saltou em sua frente e parou atrás dele, o prendeu pelo pescoço e logo o torceu. – A brincadeira acaba quando machuca quem amo! – E separou a cabeça do corpo.
— Você é mesmo boa. – Nessie parecia melhor. A olhou com admiração e logo recebeu o abraço de Caroline.
— Eu consegui liberar toda sua mente e poder. Agora a pequena pode sim fazer algo. – Caroline a olhou nos olhos e sorriu.
— Como ela me transformou se eu já sou uma hibrida? – Quis saber.
— Agora não tem como contar tudo. – Carol olhou ao redor e suspirou. – Eles querem os Cullen. – Observou. – Só você pode fazer algo para ajudá-los.
— Claro que não, Dean... – Carol riu. – Você falou sobre rainha...
— Você acha mesmo que tudo são eles? – Piscou.
— Quem é meu pai, Caroline? – Perguntou angustiada.
— Não é hora para isso, vá! – Esther gritou alarmada.
— Vá e volte logo! – Caroline mandou. Nessie se ergueu e não havia nenhuma ferida ali. – O que você fez? – Indagou sem entender.
— Somente dei o que era dela. O poder.
— Ela está confusa. – Falou o óbvio.
— Você jogou tudo nela em meio a batalha. Não poderia ter feito isto antes? – Parecia indignada.
— Não tive oportunidades. – Riram. – Vamos, temos muito que fazer! – Ajudou à amiga se erguer e juntas partiram para o meio do conflito.
[...]
— Eles vão acabar com a gente! – Dean não sabia o que fazer. Sua força física e a habilidade do irmão não adiantava nada. Muitos estavam caídos ao chão, inclusive amigos. – Não quero perder minha família! – Ele estava desesperado.
— Calma. – Nathan tentou contornar a situação. Alice e Bella estavam ali.
— Vamos ficar juntos. – Bella tentou tranquilizar também.
— Posso arrancar sua cabeça facilmente. – Jane a olhou com sarcasmo.
— E eu cuido da de olhos azuis. – Alec riu.
— Fico com o pirralho amedrontado. – Demetri se referiu ao Nathan.
— Me resta o salvador da pátria. – Félix sorriu. O cerco não era fraco, todos os quatro estavam desgastados e fracos. Estavam prestes a atacar, mas Aro se aproximou e impediu que fizessem isso.
— Não previram minha morte? – Aro deu um passo em sua direção. – Pois bem, eu também previ a de vocês! – Seu sorriso era doentio e dava angustia a quem o via.
— Sua morte já foi traçada há muito tempo, e selada na mão do meu primogênito, Aro. – Isabella endireitou-se, transmitindo confiança.
— Mas o seu primogênito foi morto há muito tempo. – Sorriu de lado. Bella o encarou sem entender.
— Como? – Aro riu.
— Sua adorável Caroline... Você realmente não se lembra? – Bella ficou confusa. – A criança que ela carregou no ventre... Vocês estavam juntas, não se recorda? – Plantou a discórdia ali. Bella olhou para onde a loira estava e viu a luta corpórea que estava contra três Volturi. – Ela não te contou não é? A bruxa amiga também apagou isso da sua mente?
— Do que está falando?! – Gritou.
— Seu primogênito foi morto por mim! – Sorriu mais.
— Não... Caroline não engravidou! Não havia como, Bonnie... – Sentiu alguém atrás dela.
— Eu tentei engravidar Caroline. Ela te amava e você parecia corresponder. Mas não deu... Quer dizer, não nasceu nenhuma criança de seu ventre. – Bonnie o encarou sem entender. – Ele está blefando! – Riu.
— Então vamos, mande seu primogênito tentar me matar! – Ergueu os braços e deixou livre para que Dean avançasse em sua direção. Ele rosnou para a provocação, mas freou o ataque.
— Caroline me ensinou a controlar a raiva, e se ele estiver falando a verdade? – Indagou com sabedoria.
— Impossível! Eu teria previsto! – Bonnie assegurou o que nem ela tinha certeza. Assentiu e se preparou para um embate sozinho com o Rei dos Vampiros.
Renesmee via a cena de longe, sem saber ao certo como ajudar sua família. Respirou fundo e lembrou-se de quem era. Fechou os olhos e sentiu a força que há tempos não sentia, o poder que lhe fora tirado voltando para dentro de si. Sabia que se seu irmão atacasse morreria em instantes. A barreira que protegia Aro era feita apenas para o escolhido e não qualquer um. Diversos aliados se feriram ao tentar atacá-lo.
— Desgraçado! – Dean iniciou a corrida em sua direção, mas foi lançado para longe antes mesmo de tocá-lo. – O quê? – Ficou confuso.
— Fraco. Eu disse. O sangue de sua primogênita está em minhas mãos. – Isabella ficou sem compreender. Mas sentiu uma dor dentro de si e voltou seu olhar para Caroline.
— Não... – Seus joelhos se dobraram e se conectou nos olhos da mulher que sempre dominou seu coração. – Me perdoa! – Pediu sem saber o porquê. – Como? Ao menos me conte! – Implorou. Balançou a cabeça e concordou.
— Lembra-se de quando era somente uma Swan? – Indagou a olhando nos olhos. Assentiu. – Se entregou diversas vezes a Forbes. – Corou.
— Era minha namorada, queria o que? – Ergueu uma sobrancelha, Dean riu levemente, mas Alice rosnou.
— Em uma noite houve um confronto. Conheceu sua família real. Quer dizer, apenas pai e madrinha. – Olhou para Damon e Bonnie. Eles sabiam da profecia desde sempre e queriam separar vocês. Alice já era esperada e Caroline não havia utilidade. – Riu. – Mas você sempre foi teimosa, não? – Ergueu uma sobrancelha. – Você lutou por ela e fugiu.
— Eu... – Ficou confusa. – Não me lembro...
— Claro que não. Alguém apagou sua memória. – Refletiu. – O feitiço pegou em Caroline, mas somente uma criança foi gerada e nasceu de seu ventre. – Arfou. Caroline olhou séria e prestou atenção no que ele falava, recordando-se daqueles dias incríveis ao lado de sua amada e filha recém-nascida. – Você foi mãe junto a ela. – Nessie também ouvia tudo e juntou as peças do quebra-cabeça e sorriu sem acreditar. – Se esconderam dos Salvatore, mas não de mim. – Riu. – Eu sabia da profecia antes mesmo de vocês. Mandei lhe caçarem até que encontrei seu rastro. Naquele dia...
— 03 de Novembro. – Caroline rosnou para ele. – Você entrou em nossa casa, ameaçando minha família e querendo arrancar tudo de mim. – Seus olhos eram negros. – Você arrancou a criança de meus braços e quase matou a mulher que amava. Jogou-a na parede deixando-a inconsciente, você arrancou o coração daquela pobre criança e sugou seu sangue. – Lágrimas escorreram de sua face, mas havia um sorriso ali. – Você foi o responsável principal por ter deixado minha Bella. – Negou.
— Bom, já sabe tudo. – Deu de ombros. — Que tal acabar logo com isso? Serei condescendente com você novamente ao matá-la primeiro. Assim não verá a morte de sua família. – Aro andou em sua direção e parou somente quando estava cara a cara. – Levante-se! – Ordenou. Não obedeceu. – Eu mandei levantar! – Socou sua cara. Sangue escorreu de sua boca, mas não conseguia se erguer, estava sem forças. Ela... Nem pode segurar seu filho direito, outro filho que não recordava nem da existência... – Sua vadia! – Aro rosnou, pegou uma estaca e se preparou para perfurar seu coração.
— Não lembro nem de sua face. – Negou olhando em seus olhos. – Eu tive outro filho. – Fechou os olhos com força e abriu os braços. – Sempre fui fraca. – Esperou pela morte, mas travou ao ser surpreendido por uma presença atrás.
— Ainda não, Aro. – Uma mão perfurou seu corpo e parou bem em seu coração gélido. – Creio que todos cometam erros, certo? – Sorriu e puxou aquela pedra de gelo de dentro de seu corpo e o empurrou ao chão.
— Como... Eu... Não! – Ficou assustado. Ela sorriu.
— Nem tudo sai como esperamos, certo? – Apertou seu coração até o mesmo virar pequenas pedras de gelo. Virou-se para quem lhe acertou e arregalou os olhos.
— Como? – Arfou. Os Volturi pararam quando seu mestre fora atacado e praticamente morto. Nem mesmo Jane, Alec Demetri ou Félix puderam fazer nada. Apenas arregalaram os olhos.
— Quando a vida de minha filha estava correndo perigo eu não esperei para ver o que iria acontecer. –Caroline apareceu e viu como Aro morria lentamente. Mas precisava de algo para finalizar, alguém na verdade. – Vamos Bella, termine. – Pediu a ajudando se erguer. Apertou sua mão com força, sem saber ao certo o que estava acontecendo, e assentiu. Andou até Aro e pisou em seu pescoço.
— Vadia. – Rosnou.
— De dois, apenas um governará...
— E somente o primogênito será capaz de salvar todos. – Carol sorriu para ela. Bella se abaixou e, com um único movimento, arrancou seu pescoço. Nathan se ergueu e suas mãos arderam em brasas. Mirou no corpo do ex-líder Volturi e o incendiou.
— Como? – Jane sentiu seus joelhos se dobrarem e logo todos que estavam contra aquela família se dobraram perante ela.
— Eu que perguntou. – Bella olhou para Caroline e em seguida para Nessie.
— Você não se lembra de sua filha? – Carol questionou sorrindo. – Mas você a criou. – Bella negou e chorou sem acreditar. Nessie, ou Sophi para a Carol, abraçou Bella com mais força e carinho.
— Ainda estou confusa! – A apertou com toda sua força e sentiu seu ombro molhar.
— Não vai ser difícil te chamar de mãe. – Riram entre lágrimas.
— Carol, como tudo isso aconteceu? – Se soltou levemente da filha, filha de coração e sangue, e a olhou com extrema confusão.
— Vamos limpar a bagunça e irmos para casa, lá será melhor para contar tudo. – Assentiu. Abriu os braços e as três se abraçaram fortemente.
— Isso parece irreal. – Nessie confessou.
— Muito irreal. – Bella concordou. Carol sorriu e acariciou a face da mulher que amava.
— Bella... – Ergueu o rosto e sorriu olhando em seus olhos. Colaram suas testas e as respirações se misturaram.
— É confuso. – Nessie arfou para aquilo quando se beijaram.
— Eu que deveria dizer isso. – Bella ficou sem reação quando Carol encerrou aquele singelo selar de lábios.
— Vamos para casa. – Afirmou. Separou-se de Bella, mas não da filha. – Vamos, quero minha neta. – Sua pequena Sophi sorriu e retribuiu o abraço lateral.
Tudo parecia calmo demais e algo em Caroline sabia disso. Olhou em volta e respirou fundo.
— Hey, Bonnie. Mais alguma surpresa para nós? – Indagou com uma inquietação crescente. Um mau pressentimento dessa vez.
— A profecia não faz mais sentido. – Falou o mais óbvio ali. Ninguém conseguia entender ao certo tudo que aconteceu muito menos os Volturi derrotados. – Depois da morte de Aro pelas mãos do primogênito, um deveria morrer para o outro governar. Mas... Nessie não era esperada e isso tudo me confundiu e... – Ficou sem reação.
— Sua visão mostrou o que queria ver. Creio que foi realizado. O primogênito salvou a todos e um dos irmãos irá governar. – Sorriu de lado e Bella suspirou aliviada.
— Mestre... – Jane parecia atordoada e sem saber ao certo como reagir. Não era fiel aos Volturi, mas sim ao seu mestre Aro. Seus olhos arderam em fúria e o desejo de vingança falou mais alto que aquilo que os prendiam ao chão. Rosnou alto e correu em direção a Nathan, o que estava mais próximo a ela. – DESGRAÇADOS! – Rosnou ao pular em cima dele, mas o mesmo se defendeu a jogando para longe, em direção à floresta.
— O que foi isso? – Alice ficou assustada.
— Vingança. – Viu quando a mesma voltava em velocidade para uma segunda investida.
— Fiquem em alerta. – Caroline Pediu. Damon, Stefan, Elena e Katharine arregalaram os olhos quando viram o que ela possui em mãos. – Cuidado! – Gritou quando a mesma desviou de Dean, passou por Nathan e mirou em Renesmee.
— VADIA! – Seus olhos estavam focados, nada a faria parar, era óbvio que queria enfiar aquela estaca no peito da jovem Salvatore.
Renesmee a fitou em forma de desafio e esperou pelo ataque, mas prevendo o pior, Caroline fez o que qualquer mãe faria naquele momento.
— Não! – Renesmee arregalou os olhos quando viu sua mãe arfar com a estaca perfurando seu peito. – Não, não! – A pegou antes que caísse ao chão e ficou desesperada. – Mãe! – Chorou a acudindo, sem saber ao certo o que fazer.
— O que...? – Isabella olhou com fúria para Jane Volturi. O que aconteceu em seguida já era esperado por todos. Em poucos segundos a loira estava com sua cabeça ao lado do corpo, queimando pelo fogo de Nathan.
— Ahn. – Gemeu de dor e colocou a mão onde a estaca estava cravada. – Ótimo. – Riu sem humor.

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