Além da Morte

26 Capítulo 10


Notas iniciais
Sei que estou atrasada, tenho meus motivos e peço perdão a vocês. Se existir alguém aqui ainda kkk. Feliz natal atrasado e um ótimo ano novo!

POV. Bella

Flash back on

– Alice? – Gritei entrando em casa, mesmo sabendo que não a encontraria. Seu cheiro não estava ali e a saudade estava me matando.

– Você parece uma adolescente apaixonada, sabia? – Riu levemente. Olhei para trás e vi minha madrinha.

– Já são duas semanas sem elas... – Minha filha e esposa haviam saído para uma pequena viajem. Rosalie foi junto, um passeio de “meninas”. – Nunca pensei que ficaria assim. – Joguei-me no sofá e logo se sentou ao meu lado.

– Você ama demais essa mulher, certo? – Ri.

– Eu há esperei 50 anos porque não conseguia ficar com outras pessoas. Bonnie, eu não sei se existe outro sentimento mais forte que o amor, mas se existe é o que sinto por ela. – Sorriu.

– Eu quero te fazer uma pergunta, logo em seguida uma proposta. –A olhei atenta.

– Diga, meu amor. – Riu da maneira que a encarei.

– Você encontrou Nessie em um período único em sua vida, mesmo sabendo que Rosalie sonhava em ter um filho você a pegou para você... – A calei.

– Pode ir parando por ai! – Fiquei nervosa e me ergui. – Nessie escolheu sua família, suas mães! Em nenhum momento impus que seria minha filha! – Abaixou a cabeça. – Rosalie compreendeu isso de forma condescendente e não birrenta que nem você!

– Me desculpa me equivoquei. – Me chamou para sentar ao seu lado. – Vocês resgataram Nessie e ela lhe escolheu. – Concordei. – Mas... Mesmo com todo esse sentimento que nutrem por ela, Nessie nunca será filha biológica de vocês.

– De fato. – Concordei com esse pensamento. – Mas para ser família não precisa ter sangue.

– Eu sei que não, te amo como uma filha. – Me abraçou de lado e sorri com isso. – Mas... E se tivesse a oportunidade de sentir sua mulher engravidar? De ter um filho de vocês, com a sua cara e mania? – Sorriu para o meu espanto. – Se... Se você desse um filho a sua esposa?

– Isso seria mágico, claro! Mas impossível, mesmo se fosse homem, meu amor. – Lamentei. – Eu era infértil quando humana. – Lamentei e apertou forte minha mão.

– Eu posso mudar isto. – Arregalei os olhos.

– Como? Como isto é possível? – Quis saber de imediato.

– Eu... Achei um encantamento, no livro de minha avó. Nele se faz fértil quem nunca poderia gerar uma vida. – Sorri de lado.

– Mas... Ela possui um corpo congelado, seu sistema não é próprio para carregar uma vida! – Contra argumentei.

– Sim, mas cada feitiço trabalha de maneira diferente por pessoa. Se ela possui um corpo congelado, ele pode transformá-la em humana. Uma suposição. – Deu de ombros.

– E... Isto é perfeito! — Meus lábios estavam rasgando minha cara de tanto sorrir.

– Basta você dizer sim que... – Percebi em seus olhos que ocultava alguma coisa.

– Toda magia tem um preço. – Me lembrei do que sempre me falava.

– Sim, toda. – Me olhou acuada.

– Qual o preço desta? – Indaguei.

– Nunca foi realizada antes, ninguém teve potencial, força, concentração e paixão suficiente. – Sorriu levemente. – Para a sua sorte temos tudo isso. E a paixão é amor. – Ri.

– E ela? Como fica o risco disso dar errado?

– Não sei... Pode sair tudo certo, a gravidez ser normal e seu filho nascer perfeito...

– Como também pode matá-la e nascer um anticristo de minha esposa! – Comecei a enxergar o óbvio.

– Não diria um anticristo, mas sim, o risco de morte é grande.

– Não colocarei sua vida em risco por conta de um desejo que nunca idealizamos, mas já realizamos.

– Já parou para pensar que isso não depende só de você? – Indagou.

– E por que essa vontade louca de matar minha esposa? – Fiquei nervosa e me ergui.

– Quero dar a você o que falta em sua vida, a sensação de segurar um recém-nascido e chamar de seu! – Tentou sorrir.

– Sinto que por de trás dessa boa vontade existe algo que não quer me contar! – A olhei severamente.

– Nem tudo pode ser dito, Isabella. Apenas digo que essa criança, se nascer, será especial. – Sorriu levemente.

– Não! – Perdeu o sorriso. – Não aceito isso e você não contará nada a minha esposa, esse assunto morre aqui!

– Você não pode ser assim!

– Assim como? – A olhei confusa.

– Achar que sempre tem razão e decidir tudo por si mesma. – Ri. – Digo a verdade!

– E você não pode simplesmente implantar algo na mente de minha mulher e a sentenciar a morte desta maneira! Temos uma linda filha!

– Se tivesse contado sobre a doença, seria tudo diferente. – Tocou na ferida. – Você curtiria mais sua amada namorada e não precisaria ter que lhe contar quase que num ultimo suspiro de vida!

– Vai mesmo encostar nas feridas? – Ri sem humor. – Minha decisão foi a mais correta, não precisava envolvê-la nisso!

– Assim como está privando ela de escolher em ter um filho com você ou não?

– Esse assunto está encerrado, Bonnie! Não quero que cometa o mesmo erro que fez a minha mãe! – Encolheu os ombros, mas me olhou com fúria logo em seguida. – Não prometa o que não pode cumprir! Disse que me daria proteção, dois dias depois eu quase morri em seus braços! – Joguei algo que mexeu com ela. Vi suas mãos brilhando. Um verde fluorescente chamativo. – Vai me atacar? – Ri sem humor. – A magia pode me ferir, mas não me matar! – Deixei que minhas presas soltassem para fora.

– Você acha que não fiz meu máximo! Aquilo foi um erro, eu nunca colocaria sua vida em risco. – Ergueu a mão.

– Eu farei o mesmo com a minha esposa! – Senti-as saindo e acabei rosnando. – Tente fazer algo que juro, pela minha família, esqueço tudo o que significa para mim e lhe tiro a vida! – Riu sem humor.

– Alice merece saber das coisas que esconde dela! – Neguei.

– Como você disse, nem tudo deve ser contado! – Rosnou e tentou me atacar. Fui mais rápida e desviei do disparo. Avancei em sua direção e a derrubei no chão com força. – Tire essa ideia insana da cabeça! – Falei entre dentes.

– Não! – Me envolveu numa luz branca e logo me ergueu no ar. – Você não entende Isabella! – Parecia triste. – Há coisas que simplesmente têm de acontecer! – Parecia chateada. – Por bem...

– Não ouse! – Rosnei com ódio, mas logo senti uma dor forte em meu ventre.

– Ou por mal... – Me jogou na parede e vi lágrimas rolando em sua face.

– Se algo acontecer a minha esposa... Espero que esteja bem longe daqui! – Senti meu nariz sangrar e minhas pernas ficarem bambas. A dor em meu ombro esquerdo demonstrava que estava deslocado, mas logo passaria. Regeneraria-me rapidamente.

– Eu só quero o seu bem... – Ri sem humor.

– Você tentou sentenciar minha família, você queria me obrigar a algo que nunca faria... Bonnie Bennett, SUMA DA MINHA VIDA! – Abaixou a cabeça.

– Eu te amo, filha...

– Nunca mais me chame assim. – Meus olhos estavam vermelhos. – Suma da minha vida! – Mandei entre rosnados. Ela suspirou e assentiu. Virou as costas e desapareceu. Espero eu que nunca mais volte...

– FILHA! – Minha mãe entrou em casa segundos depois que sumiu e correu em minha direção, estava desesperada.

– Estou bem. – Tentei me levantar, mas não consegui.

– Quem lhe machucou? Você brigou com alguém? – Damon quis saber.

– Espero que um dia me perdoe mãe. – Olhei para ela,

– Do que...

– Discuti com a Bonnie. – Me olhou sem entender.

– Como... Por quê? – Neguei.,

– A única coisa que precisam saber é que nunca mais voltará para essa casa. E se voltar, eu saio! – Consegui me erguer, com dificuldades, e manquei até a escada.

– Filha... – Damon me ajudou e logo estávamos em meu quarto.

– Só... Deixe-me sozinha, por favor...

Flash Back off

– Você me lançou o feitiço naquele instante, não foi? – Perguntei me recordando de nossa briga.

– Eu tive que fazer aquilo. – Lamentou e sentou-se ao meu lado.

– Por quê? – Quis saber.

– Você não aceitou... Eles precisavam nascer para a profecia se cumprir e... Você foi à escolhida para gerar... Ou melhor, ceder uma parte.

– E Alice? – perguntei.

– Sua amante, sua esposa, seria ela ou qualquer outra.

– Então ela não era importante? – A olhei com fúria.

– Sim e não... Poderia ser até mesmo Rosálie, mas acho que nunca se deitaria com sua cunhada ou sentiria o que sente por sua esposa. Precisava haver amor. E somente Alice possuía isto.

– O que você quer? – Perguntei ainda raivosa.

– Naquele dia eu disse coisas que me arrependo, mas precisava te distrair, para não sentir o feitiço. – Ri.

– Belo plano, jogar em minha cara o egoísmo que sempre tive.

– Você também jogou na minha a maneira que quebrei a promessa. – Suspirou. – Eu quero te pedir perdão...

– Perdão? – A olhei de lado.

– Vamos iniciar uma guerra, sinto que a morte está perto de uma de nós, mas não sei qual. – Ri.

– Acho que deve ser de mim, ela sempre aparece quando estou feliz. – Riu levemente.

– Não quero te perder assim... Quero minha filha de volta. – Pegou em minha mão e a acariciou.

– Você é especial em minha vida, senti sua falta a cada instante, mas queria lhe matar por fazer o que fez. – Riu.

– Compreende. Mas eles são perfeitos.

– Quase perdi minha esposa.

– Eu lamento... Voltei para ajudar.

– Bonnie...

– Filha. – Sorriu com os olhos. Não esperou que falasse algo, apenas me apertou fortemente em um abraço gostoso. – Eu vou ficar ao seu lado, mesmo que não me perdoe. Protegerei-te com minha vida e não falharei desta vez.

– Não precisa. – Retribui.

– Eu te amo. – Chorou em meu ombro.

[...]

– Parece que as coisas estão voltando ao normal. – Kathy sorriu ao nos ver entrando na casa de mãos dadas.

– Isso é tão bom! – Nessie sorriu batendo palminhas.

– Até parece que tudo está normal. – Minha mãe se aproximou e abraçou a amiga. – Seja, de fato, bem vinda à família!

– Eu devia perdão a minha filha de coração, e a você também Alice. – Se desculpou.

– Tudo bem. Deu-me esses homens lindos, não tenho porque reclamar. – Foi abraçada por Nathan.

– Eu feri sua esposa e ganhei a fúria da mesma. Achava que não conseguiria isto. – Rimos.

– Você machucou minha mãe? – Dean perguntou sem entender. – Como você... – Me encarou.

– Ela é uma bruxa, Dean, como posso lutar em alguém que não consigo encostar? – indaguei.

– Você ficou bem? De verdade? – Ri levemente. Nunca havia sentido essa preocupação dele. Andei em sua direção e o abracei forte. – O que...?

– Eu queria te pedir perdão, mais uma vez. – Olhei em seus olhos. Séria.

– Por quê? – Indagou.

– Ela só me machucou para que sua mãe pudesse engravidar... Eu não aceitei os termos dos riscos que correria.

– Eu compreendo. – Neguei.

– Fui egoísta.

– Bella, me desculpa... – Bonnie sentiu a indireta.

– Você estava certa, sempre esteve. Nunca consegui ouvir os outros, sempre tomei decisão por mim mesma... A doença, meu amor por você, nossos filhos... Mas prometo não agir assim... Somos uma família. – Alice sorriu.

– Ainda bem que percebeu isso. – Rimos e andou em minha direção. – Mas tem algo que ainda pode decidir sozinha... – Falou após me dar um leve selinho.

– Tem? – Indaguei com a sobrancelha erguida. Nossa família não compreendeu, mas quando uma imagem de seu corpo nu e eu entre suas pernas a chupando passou em minha mente, evitei gemer e sorri maliciosa. – Sim... Tem... – Meus filhos riram com malicia e negaram rindo. – Posso continuar sendo um pouco egoísta. – A prendi em meus braços e sorri de lado. – Se me dão licença. – Peguei minha esposa no colo e desapareci da sala.

Minha velocidade era grande, em poucos segundos estávamos na cabana, com nossas roupas em trapos ao chão e a excitação gritando de nossos corpos.

– Não sabe há quanto tempo estou necessitada de você... – Mordeu o lábio inferior levemente.

– Posso acabar com isto rapidamente. – Sorrimos e logo nossos corpos nus estavam jogados sobre a cama, minha perna entre as suas e nossos peitos colados. – Eu te amo. – Sussurrei por cima de seus lábios.

– Eu te amo. – Gemeu levemente antes que meus dedos descessem para o meio de suas pernas e a penetrasse rapidamente, arrancando gritos de prazer e gemidos de tesão. – Ah, como te amo!