Cheguei em meu apartamento e me joguei na cama, até que acordei com o meu celular tocando.

Roberta: Alô. – Falei com voz de sono.

Xxx: Te acordei Beta?

Roberta: Sim, quem é?

Xxx: Oh cabeçuda, é eu, o Chris!

Roberta: Ah! Oi Chris.

Christian: Que empolgação! Passou a noite na gandaia, só pode. – Não contive o riso.

Roberta: Melhor que isso.

Christian: Depois quem não presta sou eu! – Ele sorriu – Liguei pra te convidar pra ir em um churrasco na casa de um amigo, a galera vai ta em peso, você vai curtir.

Roberta: Que horas?

Christian: O rango vai rolar tarde, mas vamos cedo pra lá pra curtir a piscina, dar uma ‘pescada’, ta ligada Beta? – Sorriu cheio de malicia – Essa ‘pescada’ nada mais era que caçar uma ou algumas pra ficar.

Roberta: To – Sorri.

Christian: Vamos fazer assim, vem aqui no meu apartamento e a gente vai juntos. Pega um táxi até aqui, daqui uma meia hora, beleza?

Roberta: Ok, em meia hora eu to chegando aí.

Christian: Falou, beijo na bunda! – Ele desligou.

Roberta: Beijo na bunda? Mereço! – Resmunguei sorrindo e fechei meus olhos novamente. — Opa, melhor levantar ou perco o horário — Levantei, tomei um banho, preparei um sanduíche pra mim com um copo de Pepsi e fiz meu lanche enquanto chamei um táxi. Não demorou muito e ouvi a buzina do táxi, peguei minha bolsa e corri até ele. Eu estava tomada pela preguiça, em 10 minutos ou nem isso cheguei ao apartamento de Chris, paguei o táxi e entrei no prédio. Logo de cara me deparei com ele, estava terrivelmente terrível me encarando e esperando alguma reação minha, ele me olhava de um jeito assustador – Como sempre – O encarei do mesmo jeito e me aproximei dele, mas mais uma vez não tive coragem de entrar no elevador! Sim, eu tenho pavor de andar sozinha de elevador. E resolvi ir pelas escadas mesmo, afinal, eram só 5 andares! E assim eu encarei as escadas, subi sem pressa pra cansar mais devagar, alguns minutos depois cheguei ao bendito apartamento, toquei a campainha e esperei alguém abrir a porta.

Christian: Pensei que não viria mais!

Roberta: Acha fácil subir 5 andares?

Christian: Ah! Esqueci teu medo de elevador – Riu debochado e me deu espaço pra entrar no apartamento.

Roberta: Não é medo! É cautela. – Falei enquanto entrava – E aposto que você ainda não terminou de se arrumar.

Christian: Não mesmo. – Ele fechou a porta – Só vou trocar de camisa e vamos. – Vi ele entrando em seu quarto, imediatamente me joguei no sofá, eu estava podre de cansada, aquelas escadas acabaram comigo e com certeza havia perdido as gramas que ganhei com o sanduíche e a Pepsi mais cedo.

Christian: To pronto, simbora! — Com muito esforço levantei e fui até a porta com ele.

Roberta: Aí, a gente vai pelas escadas né?

Christian: Nem a pau! Eu vou de elevador, te espero lá em baixo.

Roberta: Ah, Chris! Vamos descer pelo corrimão, olha que divertido. – Subi no corrimão e comecei a deslizar por ele devagar.

Christian: Você é maluca! Eu tenho saco, esqueceu? – Fui obrigada a rir.

Roberta: Ajeita ele e vem, anda, é divertido! – Eu ia descendo devagar e fui descendo mais rápido aos poucos, fingindo não conseguir parar, queria zoar com ele.

Christian: Beta, cuidado! – Continuei descendo rápido até que ouvi um grito atrás de mim.

Xxx: Cuidado! – Puta que pariu, eu temia bater na pessoa que havia gritado, imediatamente tentei parar, mas eu estava rápida demais, então joguei meu corpo para o lado das escadas e cai solta sobre elas. – Senti uma mão em meu corpo.

Xxx: Você está bem? – Essa voz, esse perfume, essa mão, olhei pra descobrir quem era.

Roberta: Thay?

Thayane: Beta? Você está bem?

Roberta: Sim – Me levantei com a ajuda dela – Só meu pulso que ta doendo. – Logo chega Chris correndo.

Christian: Beta, se machucou?

Roberta: Não Chris, só meu pulso ta doendo.

Thayane: Você é louca Beta? Bebeu?

Christian: Vocês se conhecem? – Não, ela sabe meu nome porque é vidente. Pensei.

Roberta: Sim, nos conhecemos. E Christian é um amigo meu.

Christian: Bom Thay, a gente precisa ir, feliz ano novo!

Thayane: Feliz ano novo pra você também Chris, até mais Beta, foi bom te rever. – Sorriu.

Oh meu pai, que sorriso era aquele? Parecia que aqueles lábios me chamavam! Correspondi ao sorriso – Foi bom te encontrar de novo, até mais. – Christian me puxava.

Christian: Vem, vamos de elevador!

Roberta: Ah não vou não, pode parar!

Christian: Ah você vai sim, por bem ou por mal! – Ele me pegou no colo e me colocou em seu ombro. Que papelão, Thay olhava tudo e ria.

Roberta: Chris me solta, olha o mico!

E assim ele conseguiu me colocar dentro do maldito elevador. Fiquei emburrada até entrarmos no carro dele.

Roberta: É muito longe?

Christian: Não, é aqui perto em um sitio. Me diz uma coisa, de onde você conhece a Thay? – Sua atenção estava voltada para a estrada.

Roberta: Conheci ontem lá na praia.

Christian: É um mulherão né? – Sorriu malicioso.

Roberta: Já pegou ela?

Christian: A Thay? – Não, a minha – Ela é difícil, tentei, mas ela namora, tem noivo, sei lá.

Roberta: Ela comentou comigo.

Christian: Vai investir?

Roberta: Ta maluco? Ela disse que não tem interesse em meninas.

Christian: Pelo jeito você não perdeu tempo e já atacou, pena que levou um fora. – Riu debochado.

Roberta: Oh palhaço, eu não tentei nada com ela, estávamos conversando e eu disse onde trabalhava, como é uma boate gay ela perguntou se eu também era.

Christian: A Thay é difícil mesmo. Só não invisto nela porque somos amigos e o clima ia ficar chato depois.

Roberta: Assim como você fez comigo? – Christian riu.

Christian: Com você foi diferente!

Roberta: Diferente por quê? Eu cheguei a perder as contas de quantos foras eu te dei.

Christian: Ah, porque você é sapata e eu não tenho o que você gosta por isso você me dava os foras, aposto que se você fosse hetero teria caído na minha! – Riu malicioso.

Roberta: Você se acha muito guri! E eu não sou sapata, sou bi, é diferente.

Christian: Em outras palavras, é uma ninfo tão louca por sexo que acaba transando com homens e mulheres pra saciar a vontade. – Dei um tapa nele.

Roberta: Não viaja! – Ele só ria.

Christian: Põe uma música ae dona Ninfo.

Roberta: Você ta pedindo pra apanhar hoje!

E lá se foram meia hora de estrada até que finalmente chegamos ao tal sitio.

Christian: Chegamos! – Desligou o carro.

Roberta: Caraca, eu não conheço ninguém!

Christian: Fica tranquila, o pessoal da boate que vai comigo ta aí. Ah, e tem um monte de garotas bi, divirta-se! – Sorriu malicioso.

E assim descemos do carro e fomos até o pessoal. Chris me apresentou a alguns amigos que me apresentaram a algumas amigas bi. Umas deram em cima de mim, outras ficaram só no papo comigo. A festinha rolava solta, bebidas, picadinhos, azaração e eu escolhia a minha vítima ainda rs. Já havia avistado uma morena, ela era linda, um pouco mais alta que eu, com umas coxas de tirar o fôlego. Ela estava usando uma canga e já havia lançado alguns olhares e sorrisos pra mim, resolvi investir.

Roberta: Posso? – Pedi pra me sentar ao lado dela.

Xxx: Claro – Ela sorriu.

Roberta: Qual o seu nome? – Me sentei e não pude deixar de olhar aquele par de coxas, ela percebeu e sorriu.

Xxx: Fernanda e o seu? – Ela desviou o olhar para os meus lábios. Cá entre nós sabemos o que isso quer dizer.

Roberta: Lindo nome. – Cantada barata, eu sei – Me chamo Roberta.

Ficamos conversando um tempinho, dava pra notar que ela e eu já estávamos um tanto que bêbadas por causa da caipirinha. Foi quando cansei de conversar e resolvi agir logo. Olhei pro lado e vi a Thay – Thay? É ela mesmo ou to vendo coisas? – Pensei.

Roberta: Com licença Fernanda, eu já volto. – Me levantei e fui em direção a Thay sem dar qualquer chance de Fernanda falar algo. Thay estava com um short e a parte de cima do biquíni – Que loucura de mulher! – Me aproximei do balcão e fiquei ao lado dela. – Thay? – Ela me olhou.

Thayane: Beta, que surpresa. – Sorriu e me deu dois beijinhos dos quais eu correspondi.

Roberta: Eu não sabia que você iria ver pra cá, se soubesse poderíamos ter vindo todos juntos.

Thayane: Eu não ia vir, mas as meninas insistiram e eu acabei me deixando levar. – Sorriu.

Roberta: E cadê elas? O que faz aqui sozinha?

Thayane: Elas estão mais ali. – Apontou – E eu to pensando em algo pra beber.

Roberta: Eu sugiro a caipirinha, ta uma delicia.

Thayane: É? Então vou pedir uma. – Ela fez seu pedido. – Embebedar Thay seria uma ótima, mas alguém estragou meus planos!

Fernanda: Com licença, posso roubar ela um pouquinho? – Falou direcionada a Thay e segurou minha mão. – Ótimo, era tudo que eu precisava! Aff.

Thayane: Claro, é toda sua. – Ela percebeu que eu estava acompanhada de Fernanda. – Boa festa Beta. – Falou isso um pouco séria. Nisso Fernanda me puxou pra sair dali e eu fui totalmente sem vontade alguma. Nos afastamos um pouco mais do balcão e Fernanda me encostou na parede e logo encostou seu corpo no meu, me prendendo assim.

Notas finais
Mais um! *-*