Além da Coragem - Livro 3
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Mas vamos a mais um capítulo, e naum só o Rada, mas os três juizes estão p/ virar história u.u
Os três Juízes do Mundo dos Mortos:
Estavam a sós, seria uma batalha de gigantes, Radamanthys ameaça:
- Soube que você enterrou muitos de meus homens no Vale da Ventania Negra... Agora você vai pagar por isso.
- Veremos.
- Morra maldito! \"MÁXIMA PRECAUÇÃO!\"
Mas a técnica mais poderosa do espectro é barrada por Kanon, apenas com uma das mãos. O Cavaleiro avança velozmente.
- Já disse isso antes... Uma mesma técnica não funciona duas vezes contra um Cavaleiro. \"EXPLOSÃO GALÁCTICA!\"
Radamanthys não consegue enxergar o golpe, e é lançado longe, sua Surplice está ainda mais destroçada. De cara no chão, atribui sua fraqueza ao efeito que ele não havia percebido do acorde de Orpheu.
- O que aconteceu, Radamanthys? Que lamentável... Precisa de ajuda?
Kanon volta atentamente seu olhar para o local de onde vinha a voz desconhecida, enquanto Radamanthys, levantando-se num salto surpreso, reconhece os homens que acabam de chegar.
- Minos! Aiacos!
- Ora que honra... – diz Kanon ironicamente – Estou diante dos três juizes do Submundo reunidos. Então vou acabar com os três de uma só vez.
- Você não deveria ser tão arrogante.
- Enfrentar os três sozinho...? Acho que devemos lhe ensinar uma lição.
Aiacos de Garuda se coloca à frente do Cavaleiro, em dizer mais nada, apenas eleva os braços em grande velocidade.
- \"ILUSÃO GALÁTICA!\"
Kanon é lançado longe, e sua queda abre um buraco entre as pedras. Aiacos vira-se para Radamanthys, pouco contente.
- Por que me empurrou, Radamanthys, eu podia tê-lo matado com um só golpe se não tivesse me atrapalhado.
- Mas não sofreria o bastante. – diz Minos, uma figura sinistra não só pelo sorriso irônico, mas pelos olhos escondidos sob as franjas prateadas.
Movendo levemente os dedos das mãos, Minos controla o corpo de Kanon, mas não é telecinésia. O Cavaleiro é erguido ao ar pelo cosmo do Juiz, que se transforma em cordas invisíveis, finas e extremamente resistentes, capazes de controlar todos os movimentos do adversário.
- Você se tornou minha marionete, Kanon. Não pode mover um dedo sem que eu mande... E... Por falar em dedo... Começaremos por seus dedos.
Um movimento leve, e ele quebra o dedo de Kanon. Poderia fazer o que quisesse de seus movimentos, uma técnica de tortura poderosa e desumana.
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Giudeca:
Hades descansa despreocupadamente em seu trono, Pandora não sai de seu lado por um segundo sequer. Repentinamente sente o cosmo de um Cavaleiro que acabara de chegar ao inferno, um cosmo diferente dos outros Cavaleiros de Atena, de grande poder e agressividade. Por algum motivo que não entendia, seu coração se apertava ao sentir tal energia, e ela podia perceber que o guerreiro que se aproximava vinha em busca de Hades.
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O corpo de Kanon está completamente sob o controle das cordas invisíveis de Minos de Griffon. A \"Marionete Cósmica\", técnica do espectro, é terrível, o Cavaleiro está a mercê de suas vontades, completamente paralisado. Quando deixa aparecerem seus olhos, por debaixo das franjas, profundos e impiedosos, a imagem é ainda mais tenebrosa, seu sorriso torna-se de um prazer demoníaco e mórbido.
- Acho que não vou perder tempo quebrando seus membros um a um... Quebrarei logo o seu pescoço!
Radamanthys se desespera, erguendo a voz contra Minos, enquanto Kanon sofre com seu corpo se contorcendo contra sua vontade.
- Pare com isso, Minos! Kanon é meu adversário!
- Ora... Se não estivéssemos aqui ele já teria acabado com você. De qualquer jeito, está acabado.
- Pare! Sou eu quem vai vencê-lo!
Minos puxa a corda invisível que prende o pescoço do Cavaleiro, seu pescoço se quebraria, então... Mas as cordas se rompem, cortadas por algo que não sabiam de onde vinha. Os três procuram explicações, Kanon cai, e um cosmo intenso e poderoso flui em volta. No horizonte surge uma aura de fogo intensa, poderosa e intimidadora. Sua silhueta imponente assusta até mesmo os poderosos juízes de Hades.
Ele se aproxima na costumeira entrada triunfal, surgindo entre sombras e chamas, com o olhar serio, como uma verdadeira ave de Fogo, Ikki de Fênix. Eles já se enfrentaram uma vez, e Fênix o ignorou completamente, deixando-o para trás no pilar do Atlântico Norte. Agora, deveriam lutar lado a lado.
- Quer ajuda, Kanon? Ou você não é homem suficiente para aceitar?
- Você sabia, Ikki, que estes homens afirmam que seu irmão não é outra pessoa, senão Hades?
Ikki sorri, soltando um impulsivo suspiro de desprezo.
- Isso é impossível, Shun esteve comigo desde que nasceu. Ele não pode ser Hades.
Os espectros o cercam, só agora tomando conhecimento de que quem acabava de chegar era o irmão do imperador.
- Não se preocupe – dizem – Pandora está cuidando dele em Giudecca.
Ao ouvir o nome de Pandora, porém, sua expressão se transforma completamente, com uma lembrança tenebrosa que, antes esquecida, cai como uma bomba sobre sua cabeça.
Ikki devia ter cerca de cinco anos. Corria pelas ruas da cidade, desesperadamente, com as roupas esfarrapadas, e o irmão chorando nos braços do menino, embrulhado em panos. O céu era cortado por relâmpagos, e a criança tropeça no caminho. Faz de tudo para proteger o bebê, promete levá-lo a um lugar seguro, nunca abandoná-lo.
Uma menina aparece à sua frente, o vestido de mangas longas ia até abaixo dos joelhos, negro como a noite, rasgado e desfiado nas barras, usava um colar de ossos, seus cabelos longos e lisos eram tão negros como o vestido e os olhos púrpuras tinham uma maldade incomuns a uma criança. Em seus braços trazia um embrulho, como se fosse também um bebê, mas em lugar disso, tinha um infinito profundo e brilhante como as galáxias do universo.
- Não adianta correr, você não pode escapar de mim, Pandora. Eu só quero que entregue o menino.
- Eu nem sei quem você é! Eu nunca vou entregar o Shun pra você!
- Esse menino é o meu irmãozinho.
- Mentira! Nós temos a mesma mãe. O Shun é meu irmão!
- Você não ia entender... Os Deuses traçaram um destino para esse menino, você não pode ficar com ele. É hora de eu cuidar dele...
Por algum motivo, Ikki esquecera, por todos aqueles anos, de tal acontecimento, mas o nome pronunciado pelo juiz o fez lembrar. Estava agora confuso, sem saber o motivo desse incidente, sem saber o que seria ou não real. Mesmo que Kanon tentasse chamá-lo, não pôde defender o golpe de Aiacos, que o atirou ao chão. Mas se ergueu sem se importar com o ataque. Suas faces estavam encharcadas de lágrimas, jamais alguém vira o rapaz chorar, mas agora que acreditava entender as intenções do irmão, não podia se conter.
- Então é isso... Shun pretende morrer. Isso é bem típico dele.
Tentando se aproveitar da situação do Cavaleiro, Aiacos volta a atacar, mas a seriedade de Ikki é assustadora, e mais assustadora ainda é a forma como ele pode agir quando a vida de seu irmão está em perigo. Ele ergue a mão contra o queixo do juiz, atirando-o longe, e se põe de pé logo em seguida.
- Então... Vou deixar escolherem: Quem de vocês quer ser minha primeira vítima?
- Ora, como você é impaciente... – torna Aiacos – Então eu, Aiacos de Garuda, da estrela celeste Heróica, serei seu primeiro adversário.
- Hum... Você ficou nervoso porque eu arranquei sua máscara?
Ikki avança, mas o espectro se desvia com uma facilidade incrível a cada golpe. Debochando do quanto o Cavaleiro é lento, desfere um violento golpe, lançando-o ao chão. Depois o ergue pela cabeça, atirando-o para o alto.
- \"VÔO DE GARUDA!\"
Ikki alça vôo tão alto pelo golpe de Aiacos, junto com todo o cosmo inimigo, que logo desaparece da vista dos que estão em terra. Enquanto isso, o juiz risca uma cruz no chão com o pé, afirmando ser ali o local do túmulo de Fênix, onde ele cairia em três segundos. Em exatamente três segundos, o corpo do guerreiro abre uma cratera no local onde a cruz fora riscada, mas ao contrário do esperado, ele se ergue, com dificuldade, provando ao adversário que fazia jus à sua constelação protetora. Impaciente o espectro o lança mais uma vez aos ares com seu golpe, e mais uma vez risca a cruz no chão. Mas passados os três segundos, não há sinal algum do Cavaleiro, ao invés de sua queda, seu cosmo atinge fortemente as costas de Aiacos, que cai no local destinado a Ikki, apesar de sua grande força. O Cavaleiro finalmente reaparece, atrás de seu inimigo.
- Nenhum golpe funciona duas vezes contra o mesmo Cavaleiro. Isso não é nenhum segredo! – e olhando para os outros – Quem será o próximo?
Mas a expressão de deboche de Minos segue-se quase que simultâneo de um poderoso golpe de Aiacos, que acabara de se levantar, limpando a terra do queixo, como se o ataque de Fênix não o tivesse ferido muito.
- Se você quer um golpe eficiente, então o próximo decidirá o seu fim... \"ILUSÃO GALÁCTICA!\"
Era uma ilusão estranha, mistura de espaço e olhos surreais hipnóticos que se espalhavam por todos os lados. Ikki desaba mais uma vez, e Aiacos tem certeza de que não poderia se refazer deste golpe. Dirigi-se a Kanon:
- Kanon, agora poderei desferir o golpe final em você.
- Ha... E você acha mesmo que derrotou Fênix dessa forma?
A surpresa e incredulidade tomam conta dos olhos dos três juizes ao sentirem o cosmo de Ikki, que volta a se elevar, mas Kanon não se surpreende.
- Já lutei contra Ikki antes, e ele se levanta sempre que derrubado. E, como na lenda, Fênix se torna mais forte a cada ressurreição.
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Em Giudecca, Hades finalmente desperta ao sentir o poderoso cosmo de Ikki se elevando.
- De quem é esse cosmo tão agressivo? – pergunta a Pandora.
- Um verme chamado Fênix, que está muito próximo...
- \"Esse cosmo é quente como o fogo...\" – pensa, antes de dar a ordem a jovem aos seus pés – Traga o tal Fênix aqui!
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Na quinta prisão, Aiacos, irritado com a resistência de seu adversário, resolve exterminar com ele de uma vez, para que não possa mais ressuscitar. Seus golpes, porém, não o atingem, agora é Fênix quem se desvia com grande facilidade. O juiz não consegue acreditar.
- Eu prestei muita atenção na sua velocidade de ataque, agora que consegui supera-la, você não conseguirá me atingir.
Ele torna a avançar, mas um golpe traspassa sua testa, sem que ele entenda o tenha acontecido. Aquilo o incomodava quase nada, tanto que ousou debochar da técnica do Cavaleiro, e desferir mais uma vez a \"Ilusão Galáctica\". Ikki, porém, fica estático à sua frente, sem demonstrar nenhuma reação.
- Impossível! – exclama assustado.
- Quantas vezes tenho de dizer que um golpe não funciona duas vezes?
- Não pode ser verdade...
- Agora experimente de sua própria técnica!
Num movimento de mão, o golpe se volta contra Aiacos, e seu corpo se desfaz em pedaços, levando-o ao desespero... Mas diante de seus aliados, ele está inteiro, de joelhos, ofegando desesperadamente, sem entender nada. Seus companheiros também não entendem, até ouvir Kanon, que fala mais para si:
- Esse foi... O \"Golpe Fantasma da Fênix\"!
- Como foi ver o inferno dentro do inferno? – pergunta Ikki.
Agora ele entendia, era tudo uma ilusão criada por Fênix. Ele se ergue, furioso, querendo lutar. Não admitia que ele, um dos três juizes do Mundo dos Mortos, entre os três mais poderosos dos 108 espectros, pudesse perder para um simples Cavaleiro de bronze.
Mas Ikki não queria mais briga, sabia que seu adversário não tinha mais condições psicológicas, e queria chegar logo a Shun e Atena. Avança então ferozmente, para terminar de vez com o combate, já que Aiacos não recuaria.
- Nem mesmo as estrelas resistem ao bater de asas da Fênix... \"AVE FÊNIX!\"
Garuda cai, completamente derrotado sob os olhos incrédulos dos outros dois juizes. O Cavaleiro está calmo, e incita os outros dois ao combate. Mas uma intensa luz brilha em Fênix, fazendo-o desaparecer aos poucos. Mesmo ele fica, agora, confuso e surpreso, e desaparece completamente. Radamanthys e Minos também não têm explicações, Kanon não pisca, tamanha é sua surpresa.
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