Além da Coragem - Livro 3
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Mas enfim... NO meio disso td é bom eu contar tb onde é q EU estava e o q EU estava fazendo, né? Se naum fica só uma recontação da série original XD Então vamos lá!
Pelo que Lutas, Amazona?
As manifestações cósmicas estão estranhas, muito deve estar acontecendo, enquanto apenas corro nesse fim de mundo sem nada fazer. Não tenho tempo a perder aqui, tenho que chegar logo a Hades, e para ser mais rápida, tenho de tentar passar desapercebida pelas próximas prisões.
A Terceira não é difícil, os guardiões parecem completamente tapados, e não me percebem passar furtivamente por entre as pedras mais altas, enquanto eles observam, como se tivessem prazer nisso, os humanos que pecaram por luxúria em vida, rolando pedras gigantescas pela eternidade, pessoas insanas...
Agora a Quarta Prisão. Estou ainda no meio do caminho, mas parece que não chegaria tão facilmente. Esses espectros são pedras no meu caminho... Não são vocês que eu quero...
Meu humor estava péssimo, nem é preciso explicar por que, só queria acabar logo com isso, só queria encontrar logo aquele que eu realmente desejava destruir, mas agora estava rodeada por vinte e cinco espectros fieis a Hades, prontos para me atacarem. Teria de lutar com eles.
- Ora, ora, o que encontramos aqui...
- É uma Amazona... Mas que gracinha, aqui não é o Shopping, sabia?
- Ora, calem a boca e saiam do meu caminho!
- Que nervosinha, heim... É uma pena ter que desperdiçar uma criatura tão linda, mas parece que vamos ter que acabar com você... ATAQUEM!
Eles avançam, com toda a força que têm, eram fortes, parece que neste ponto do inferno não teriam mais amadores, só desafios. Esquivo de seus golpes e avanço contra eles, com uma fúria que nunca tinha sentido, parecia estar cega, mas nem pensei em me perguntar o que acontecia comigo, só queria continuar meu caminho o mais rápido possível.
- Já mandei saírem do meu caminho, desgraçados!
Mas meus golpes só os ferem levemente, e os seus começam a me atingir, parecia que não conseguia medir bem seus movimentos. Estava realmente cega, com o espírito completamente comprometido, cheio de raiva. Meu elmo voa, um corte se abre em minha têmpora, outro em meu braço, e um golpe no queixo me lança para longe deles.
Me apóio às mãos e aos joelhos, erguendo-me, ainda com mais raiva. \"Por que? O que está acontecendo? Já venci adversários muito mais fortes...\"
- O que está acontecendo com você, Nala? Não é assim que imaginei que lutasse...
Ergo os olhos, encontrando um jovem e forte Cavaleiro dourado.
- Você é... Mestre Dohko...!
- Por acaso têm correntes te prendendo as mãos e os pés?
- E... Eu não sei... Eu não entendo...
- Pelo que você está lutando, Nala?
Tive o impulso de dizer o que sempre soube ser verdade: lutava pela vida, pela justiça e por meus amigos. Mas de repente percebi que, desta vez, era diferente, e me assustei com o real motivo que encontrei em meu coração, murmurando envergonhada de mim mesma:
- Quero... vingar meu irmão...
Seu cosmo mantinha longe os inimigos, mas era por pouco tempo. Pôs a mão sobre minha cabeça, compreensivo.
- Pelo que Milo lutou até o fim?
- Pelas pessoas da Terra, e por justiça...
- E você acha que ele gostaria de ver sua irmã lutando por vingança?
- Mas...
- Essa é realmente você, Nala? Toda essa raiva, esse peso e angústia que a cegam, não são naturais de você. Por que você acha que Cavaleiros de bronze como você e seus amigos, jovens e inexperientes, puderam vencer adversários tão mais fortes? Por que, agora, você não consegue sequer atingi-los com um golpe?
Não pude mais conter as lágrimas, e elas correram livres em minha face. Meus olhos e punhos se fecharam fortemente, e tudo em mim transbordava a terrível dor que eu sentia e que me corroia como ácido em meu coração.
- Meu coração está apertado, Mestre Dohko... e frio... Não sei o que eu faço... Preciso fazer alguma coisa, por Milo.
- Então lute com amor, e não com ódio. Lute com a paixão que sempre teve e que a tornou quem você é, e Milo com certeza estará ao seu lado...
Seu sorriso era calmo e encorajador, e suas palavras me fizeram enxergar melhor. Coloquei-me novamente de pé, fitando minha própria mão, lavando minha alma de todo o peso e raiva, e finalmente consegui secar as lágrimas e sorrir. Tomei posição de combate, certa de que, desta vez, lutaria por aquilo que sempre lutei, e pelo que meu irmão gostaria de me ver lutando. E senti mais orgulho de mim mesma, senti meus cabelos livres ao vento, o cosmo fluir em mim com todo o seu poder, senti a leveza do corpo e da alma. Senti que, finalmente, estava fazendo aquilo que devia fazer, e que era feliz em fazer.
- Muito bem... Podem vir, espectros de Hades, e mostrarei o verdadeiro poder de minhas garras.
Seus sorrisos sarcásticos não me irritam mais, só provocam uma resposta similar, enquanto avanço, agora rápida e com a leveza de uma pluma. Um ataque, uma esquiva e um contra ataque. Minhas garras atravessam um deles, impulsiono o corpo com a outra mão em sua cabeça, e atinjo o de trás com um chute circular tão rápido que ele mal tem tempo de se surpreender. O que vinha por trás encontrou as costas de minha mão, num giro que dei no ar, e o do lado foi congelado pelo \"Pó de Diamante\", pouco antes de receber minhas garras. A mão direita se eleva acima da cabeça, abaixando rapidamente, deixando os quatro cortes mortais na vertical de seu corpo, e ergue-se novamente, atingindo o próximo adversário, enquanto a esquerda passa horizontalmente pelo estômago de outro ainda, fazendo-me cruzar os braços diante de mim, e eles se abrem juntamente cortando os dois próximos numa diagonal perfeita.
Ergo os olhos para o campo de batalha, as pupilas se contraem verticalmente, um brilho intenso toma conta deles e minhas garras estão mais afiadas do que nunca. \"Nove, faltam dezesseis ainda...\".
- Ainda querem brigar?
- Maldita, MORRA!
- Não nas suas mãos! AAAAHHH!
Um feixe rubro o atinge, e ele cai, contorcendo-se em dor, e percebo, perplexa, que este feixe saiu de mim. A unha em meu indicador transformou-se numa agulha vermelha como sangue, e aquele golpe fora rápido como nunca tinha visto, a não ser... De meu irmão...
- Milo... Sua técnica...
- Está esperando para ser morta, menina?
Avançam novamente, o que estava no chão levanta-se com dificuldade, e volta a atacar, mas está muito lento. Chegam muito perto...
- AGULHA ESCARLATE!
Três deles são atingidos, sinto meu irmão, comigo, como se fosse parte de mim, e uma felicidade explode dentro de meu coração. \"Milo... Vou lutar com paixão e honra. Juro que terá orgulho de mim.\". Mais seis adversários caem, depois de outros três ataques, três tiros em cada golpe. \"Ora... não agüentam mais de duas agulhas...?\".
Mais uma seqüência do Pó de Diamante junto com as Agulhas Escarlates e as garras do Dentes de Sabre foram capazes de derrubar outros quatro. \"Ainda tem seis deles...\" Cruzo os punhos na altura dos quadris, e os ergo junto ao corpo, até acima da cabeça, o cosmo se eleva ao ápice, suas ondas circundam meu corpo desde os pés até a cabeça, uma névoa alaranjada traspassa meus olhos. Os adversários parecem assustados, mas avançam ainda.
- TEMPESTADE DE TYGRA!
A tempestade os atinge com toda a sua potência, os feixes espessos de cosmo cortam seus corpos como navalhas, e eles caem vencidos, sem movimento algum. Meu cosmo se ameniza, minhas mãos relaxam, meu corpo se mantêm ereto, enquanto meus olhos voltam ao normal e eu penso em como agora me sentia... Eu mesma.
Dohko aproxima-se de mim, com um sorriso aprovador e satisfeito.
- Agora é a Nala que eu sempre imaginei... Foi uma atuação incrível!
Meu coração saltou de felicidade ao ouvir isso, não pude conter um sorriso espontâneo e um \"Obrigada\" muito envergonhado. Receber um elogio desses de alguém como mestre Dohko... Um dos mais poderosos Cavaleiros até mesmo entre os dourados... Um sobrevivente vitorioso da última Guerra Santa! — Vamos, temos um longo caminho ainda.
- Sim! – disse alegremente.
Mas talvez os espectros tivessem percebido a perda de muitos aliados, e chegaram em mais cerca de trinta deles, furiosos, prometendo uma morte sofrida, avançando ferozmente em nossa direção. Dohko dá um passo a frente.
- Deixe isso comigo, Nala.
Ele mal se move, sua expressão é sempre calma, uma harmonia sem comparação, apenas ergue um dos braços, sem se preocupar com os que chegam próximos, e seu cosmo parece gigantesco a ponto de esmigalha-los só com isso.
- CÓLERA DOS CEM DRAGÕES!
Os Cem Dragões de Rozan colorem o céu do Submundo, brilhantes, fantásticos, com um poder insuperável. Não sobra nem sinal de qualquer um deles, trinta espectros, sem esforço algum, e eu tivera o privilégio de vê-lo em ação. Maravilhada, com os olhos fixos no campo de batalha, agora limpo como se nada tivesse acontecido, minha voz quase não saía da garganta.
- Incrível...!
Voltou-se para mim, com o sorriso calmo de sempre, e me tirou do transe.
- Vamos?
Notas finais
(vermelha): Er... Mesmo...?
Hyoga: Muito!
Nada como a ajuda do mestre ancião...
Shiryu: Esse é o meu mestre
Valew por emprestar =P
Shiryu: Disponha
Dohko: Ha! Eu sabia q essa menina tinha talento, mas essa foi mesmo uma luta e tanto.
Nhai... Nem tanto...
Hyoga: É tanto sim. Vc foi ótima
Shiryu: Hahaha, olha qtos elogios... Vai casar, heim. XD
Nala e Hyoga (muuuuuuuuuuito vermelhos): HEIM?
Dohko: Muito bom! XD Agora eles tão sem fala. Bom... Então acho q podemos ir para o próximo capítulo!
Shiryu: É isso aí, próximo capítulo, pessoal!
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