Além Do Sistema.

5 4 - Três longos dias.


Notas iniciais
- Cap não betado.
- Pessoas lindas, espero que gostem desse capítulo, que até o momento é o maior da fanfic xDD você longo entenderão o porque de ser o maior kkkk
- Estou feliz que vocês estejam gostando da fanfic, e espero que continuem gostando dessa doideira, como a Anna disse em seu comentario kkkkk E pra quem quer saber sobre a vida do Sting com a Lucy, aqui teremos uma amostra kkkkkkkkk Outros informações, ao decorrer da fanfic xDDD e mais uma vez, obrigada a todos os comentários e a todos que favoritaram a fanfic ^.^
-Lembre-se são seus comentários que me inspiraram!!!

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O silêncio entre os dois já perturbava Lucy. Como suspeitava ela deixaria não só seu apartamento, mas também a cidade. E era exatamente para essa que os se encaminhavam. Como a maioria da Elite, Sting tinha um by Text-Enhance\">carro, era a quarta vez, em toda a vida da loira que ela andava de carro. O transporte comum os trens que passavam por todas as cidades, era a forma que Lucy, e todos de Fiore se locomoviam. Por isso, além de ser incomodo o silêncio entre os dois era também estranho estar dentro daquele carro, que passava por aquelas ruas desprovida de outros carros na maioria das vezes, quais eram quase que dominada pelos pedestres. Para acalmar seu nervosismo e a sensação incomoda, Lucy passou a observar as pessoas na rua, vendo-as caminharem de um modo quase robótico, sem olhar uma a outra e aqueles que paravam para cumprimentar alguém, o fazia de uma forma tão automática que isso começou a frustrar Lucy.

Ela nunca realmente parara para observar o cotidiano maçante dentro do Sistema. Tão diferente no Além, lá as coisas eram mais vívidas, que se tornava inacreditável para si vê-lo como um mundo fabricado pelas mentes dos manipuladores.
Com esses pensamentos sua mente começou a viajar, fazendo que Lucy mentalmente se sentisse dentro do Além do sistema, isso significava que ela estava com saudades do lugar, dos cenários coloridos, não aquele branco e preto que dominava as cidades, dos seres de sorrisos verdadeiros, e não aquelas pessoas com sorriso pré-programado; sentia principalmente falta dos seres que conversava, inclusive de Wendy a primeira residente do Além que conversara com ela.
Seus devaneios somente cessaram quando sua mão foi tocada pela de Sting. A loira achou aquele toque estranho, uma vez que somente fora tocada sem advertência pelos seus pais, agora sentir o toque de alguém que tempo antes era somente seu superior, era incomodo demais.
– Estava pensando no Além, não é?
Deveria mentir?
Ela olhou o perfil de Sting, ele não dirigia completamente, o carro era automático, mas por ordem do sistema, para manter a segurança total, uma das mãos deveria sempre estar sobre o volante, tal como atenção no caminho diante de si, por isso o loiro não estava virado para ela, embora era notável que a observava.
–Sim. — Respondeu por fim.
–Algumas precauções serão tomadas assim que chegar em minha... Quero dizer, em nossa casa.
–Quais? — Perguntou apreensiva.
Sting não respondeu apenas deu um sorriso torto.

O silencio que caiu sobre eles depois disso foi denso e sufocante. Lucy manteve sua visão na rua, sem se importar com o comportamento das pessoas que passavam por aquele lugar, afinal ela tinha outras coisas em se preocupar. Muitas outras.

Eles chegaram em City Of Era, duas horas depois. A cidade apresentava uma elegância admirável, que contagiou Lucy. Os prédios eram espelhados, refletindo o céu azul e suas nuvens brancas. Haviam árvores em todas as partes, que fazia lembrar vagamente de Magnólia, que também possuía um número maior de verde do que Crocus, apesar de seu nome.

Sting estacionou o carro defronte ao menor prédio da cidade, que ficava em frente a um belíssimo parque, para onde o olhar de Lucy fitava intensamente, já imaginando-se ali.

–Vamos. – pronunciou Sting, cortando a linha de pensamento de Lucy.

Lucy esperou que ele abrisse a porta automaticamente, para então descer. O ar de City Of Era possuía uma diferente gritante do de Crocus, era mais puro, certamente isso vinha devido as árvores. Mas a loira não pode ficar contemplando o lugar ou sentindo o ar refrescante da nova cidade, Sting parecia apressado, este havia pegado a bagagem de Lucy e já seguia para a entrada do prédio. Lucy mais que depressa o seguiu.

O Hall de entrada do prédio também era completamente diferente do prédio que deixara para trás. Este era totalmente decorado com espelho e havia também um aparador entre os dois elevadores. Entretanto na mente de Lucy, sobre aquele aparador vazio deveria ter flores, muitas flores.

Ela entrou no elevador, logo atrás de Sting, dando uma ultima olhada no aparador preto, imaginando sobre esses as flores. Mas conteve-se, não queria que seus pensamentos a envolvesse como mais cedo.

O apartamento de Sting ficava no ultimo andar, qual ao a Loira entrar, descobriu-se num lugar de diferença chocante ao seu apartamento. Começando pelo tamanho, a sala de estar era o dobra da sua; e essa possuía uma sacada, qual estava com as portas abertas deixando com que um vento gélido, mas bem vindo, percorresse o local.

Lucy ainda caminhava logo atrás de Sting, com receio de ir para algum lugar proibido dentro do apartamento. As outras diferenças foram aparecendo conforme ela andava pelo apartamento. A cozinha era num cômodo a parte, de modo que não dividia espaço com a sala de estar, tampouco a visão. Apesar de Sting viver sozinho – pelo menos até aquela manhã – ele possuía três quartos, qual formava – junto com o banheiro comum – um corredor que iniciava numa passagem da sala de estar, qual localizava-se na parte esquerda do cômodo.

Sabendo que o loiro possuía três quartos Lucy teve a esperança que ele a hospedaria em um desses, sem precisar dividir nenhum quarto com ele. Entretanto Sting tinha planos diferentes.

Eles entraram no último quarto do corredor, este era amplo e seus móveis negros destacava-se da parede branca, tal como a cortina que balançava ao ritmo do vento. O agente Elite colocou a mala de Lucy sobre a cama, e só então, desde que entraram no prédio, a olhou.

–Esse será o nosso quarto. – As palavras nosso quarto foi pronunciada de uma forma tão perversa, que Lucy sentiu um arrepio percorrer por seu corpo, alertando-a. – Por enquanto, fique a vontade. – e saiu.

Lucy olhou para a porta recém fechada, pensando o que ele queria dizer com aquilo. Ignorou seus pensamentos e seguiu para sua mala, mesmo não sabendo ao certo o que fazer. Por fim, assim que deu uma rápida vasculhada pelo quarto, optou em tomar banho, algo que viria muito a calhar, já que seu último banho tinha sido naquela manhã.

O banheiro, qual Lucy encontrou ao explorar o quarto, ficava atrás de uma porta de aço escovado, diferente do resto do apartamento, era um cômodo simples.

Receosa no inicio, por estar dentro de um lugar desconhecido, Lucy tirou cautelosamente a vestimenta branca – um casaco longo de couro branco com abertura lateral, uma calça de mesmo material e um espartilho branco com tiras pretas. Assim que se despiu completamente seguiu para o box, onde se sentiu um pouco melhor, tanto pela água quente e relaxante que caia sobre seu corpo, como pelo fato de que a porta do box ser de vidro fosco.

Assim que terminou deparou-se com a inquietante realidade de que estava sem toalha. Olhou pelo banheiro, não havia nada. O enorme espelho pendurado na parede paralela a abertura do box, não demonstrava ser um armário embutido, ainda sim Lucy verificou. Sob a pia não havia armário, e nos ganchos colocados ao lado do espelho estavam vazios. Era uma situação simples e cotidiana, caso fosse parar para pensar, entretanto Lucy encarava aquele fato como sendo algo de grande importância; aproximou da porta e devagar a entreabriu, o quarto se mostrava vazio, aliviada pegou a roupa que usara, para garantir vestiu pelo menos o casaco, apesar do corpo completamente molhado; cautelosa ela se retirou do banheiro, o silêncio do quarto, somente com o farfalhar das cortinas a tranquilizou completamente.

Relaxada com esse primeiro estress após união, seguiu para sua mala, no mesmo momento que a porta do quarto foi aberta. Lucy virou-se bruscamente, deixando cair a roupa que estava em sua mão, olhando surpresa para Sting.

O loiro não estava mais com seu sobretudo, ele estava apenas com a calça preta e uma camisa branca sem manga, que cobria somente parte do peitoral.

Vê-lo ali não a perturbou realmente, e sim o olhar que ele lançou para ela depois do choque inicial.

Sting tinha uma expressão desconcertante, e seguia de forma felina em direção a loira, demonstrando o perigo daquele momento. Lucy recuou, o que somente lhe prejudicou, uma vez que tropeçou na cama e caiu sobre essa. Ela estava completamente exposta ao olhar faminto do loiro. Quem, antes mesmo de Lucy pensar em se levantar, colocou-se sobre ela.

Sting agilmente colocou uma perna de cada lado do corpo de Lucy, segurando as mãos dela sobre a cabeça da loira, fitando-a intensamente.

O coração de Lucy batia agora descompassado, assustada somente em pensar no que poderia acontecer. Uma coisa que realmente seria de grande novidade para ela. Afinal o que um parceiro e parceria faziam após sua união, Lucy sabia apenas na teoria, tal como nunca conversou sobre, nem mesmo com Bisca – apesar dessa abrir espaços diversas vezes. Ao contrario de Sting, pelo que se mostrava, o loiro sobre si estava agindo como alguém que entendia do assunto de forma concreta – ou, sua teoria era quase como prática.

Sting devagar, atiçando seu próprio desejo e suavizando o temor de Lucy, levou sua perna direita entre as pernas da loira, afastando-as; seus olhares não desgrudavam. Ela tentando lê-lo, ele para mantê-la presa na sua teia. Cuidadosamente, assim que Sting colocou uma de suas pernas entre as de Lucy, ele soltou uma das mãos dela, para então levar sua mão até a coxa volumosa da loira. Aquele simples toque fez com que o corpo de Lucy reagisse, fazendo com que uma sensação percorresse pelo mesmo. uma reação que não passou despercebido por Sting, que deu um sorriso diante a isso. Perverso em suas idéias, ele aproximou seus lábios no ouvido da loira.

–Gostou do meu toque, Lu-cy? – sussurrou ele, provocante.

Um arrepio domino-a, entretanto não suficiente para ela não se incomodar com ele falando seu primeiro nome. Sabia que era comum que parceiros se chamassem pelo primeiro nome, mas, ainda sim, foi estranho escutá-lo pronunciar Lu-cy. Somente Natsu, depois de seus pais, que a chamava assim, e sempre desejou que somente ele continuasse a lhe chamar daquela forma. Mas sua revolta e devaneio se quebrou bruscamente com o segundo toque de Sting.

O loiro avançara sua mão para dentro do casaco que Lucy usava, explorando a pele macia e úmida da loira, percorrendo as curvas, para então repousar desejoso sobre o seio dela. Foi um choque para Lucy sentir aqueles dedos possuindo de forma possessiva uma parte de seu corpo. Entretanto não mais chocante que o toque dos lábios de Sting em sua orelha. Seu corpo descobrindo emoções que nunca antes pensou existir.

–Se-senhor. – gaguejou Lucy, tirando sua mão da outra de Sting, que ainda a prendia.

–Senhor? – Sting riu. – Eu sou seu senhor, Lu-cy?

Ela pensou em levar sua mão até o peito dele e pedir que parasse com aquilo, mas as palavras pronunciadas com perversão por parte do loiro, a deixou sem reação. Ele soltou uma risada nasal e avançou perigoso para ela, a loira continuou estática, principalmente quando sentiu o lugar que agora seria tocado pelos lábios do loiro. Os lábios dela.

Tal como a relação sexual, Lucy não tinha experiência alguma com beijo – o que era obvio devido ao choque de advertência. Por isso que sentir os lábios de Sting sobre os seus era incomodo demais, tanto pelo fato de ser um contato de intimidade, como por ser ele quem o estava dando. Para Lucy o único que tomaria seus lábios daquela forma que Sting agora fazia, seria Natsu. Mas esse fato já não importava na vida da loira, tudo que desejava e sonhava havia sido deixado para trás no momento que sua união foi finalizada. Essa realidade a fez enfim fechar os olhos e se deixar levar pelo beijo de Sting, que se tornava intenso e possessivo...



Acordou no meio da noite. Demorou a perceber que não estava mais em seu apartamento e que a razão de acordar era a saída brusca de seu parceiro de dentro do quarto.

Lucy sentou e olhou para a porta escancarada, ouvia somente os passos apressados de Sting, sem saber a razão daquela correria no meio da noite. Sozinha na escuridão do quarto, que era cortada parcialmente pela luz projetada no corredor, ela entrelaçou suas pernas com os braços, levando-as para perto do peito, e então repousando seu queixo entre os joelhos. No silêncio que caiu, assim que os passos cessaram, Lucy mergulhou no acontecimento naquele quarto. Perturbada ainda em ter descoberto o quão possessivo era Sting, e como era frágil nas mãos dele. Lucy poderia ser uma excelente agente do Além, porém se tornara um animal assustado e obediente durante a luxuria do loiro. Deixando claro para a ela, que assim que ele quisesse a teria.

Ela agradecia que ao menos ele não havia a possuído completamente naquela hora, apesar disso não mudar nada, lhe foi um grande alivio quando ele saiu de cima de si após o beijo, dizendo apenas para que se vestisse. Um ato de bondade ou de autoridade?

Lucy sabia exatamente que tipo de ato havia sido aquele, e era isso que a deixava perturbada, e certamente era por isso que ela acordou ao ouvir o barulho da saída dele; pensando que ele iria reivindicar o que era seu por direito, o direito que vinha do Sistema. Afinal ela era sua parceira, e assim sendo tinha que manter relações sexuais com ele. Infelizmente.

Suspirosa e lentamente, ela voltou a se deitar, colocando-se de lado sobre o colchão macio, para então fitar o corredor. Aos poucos, na espera de ver Sting voltar, ela caiu no sono...



–Acorda!

A loira abriu os olhos, sobressaltada e varreu com o olhar o quarto, não havia ninguém e a porta do quarto ainda se encontrava escancarada. Teria sido Sting que a mandou acordar e depois saiu às pressas mais uma vez?

Seria a única explicação. Sonolenta, mas ainda sim curiosa, ela se levantou e seguiu para o corredor. Que estava vazio e carregado de um silêncio denso.

–Senhor... É, Eucliffe?!

O silêncio permaneceu.

Lucy saiu completamente no corredor e seguiu até a sala de estar, ali o cenário não era diferente. Silencioso e vazio. Atravessou a sala e foi até a cozinha, o mesmo quadro. Mais atenta caminhou-se para a sacada, escancarou as cortinas dessa e se deparou com as portas de vidro trancadas, nem era necessário testar, o trinco automático sinalizava com sua luzinha vermelha o estado da porta.

Voltou para o corredor e abriu cada porta dos outros quartos, todos vazios – comprovado ao ela acender cada luz desses. Entrou no quarto dela e de Sting e foi ao banheiro, vazio. Para uma melhor verificação abriu o box, vazio.

Aquilo era estranho. Preocupada ela voltou para sala e foi até a porta de entrada. Como as portas da sacada, essa também estava trancada. Tentou abri-la com reconhecimento de voz. Dizendo seu nome e depois de Sting, somente na terceira tentativa viu o quão idiota era aquilo, afinal Sting não havia ativado a voz dela no reconhecimento de voz. lamentosa ela se sentou num dos sofás da sala, o jeito era esperar...



Tinha acabado de preparar algo para comer, estava sentada á mesa – que ficava entre a entrada para a cozinha e a sacada – quando ouviu um barulho vindo do corredor dos quartos. Alerta ela seguiu para o local, cautelosamente.

Assim que se colocou na passagem para o corredor, viu um vulto entrar no quarto dela e de Sting. Ela poderia seguir para o lugar, mas optou por ignorar. Então voltou para a mesa.



Lucy tinha acabado de tomar um banho e estava sentada junto a sacada, sentindo o frio do piso em sua pele, precariamente protegida pelo fino tecido de sua camisola. A noite do lado de fora era esplendorosa, o que deixava a angustia de Lucy maior, ficar trancada naquele lugar era tedioso. Não sabia o porque Sting saiu daquela forma no meio da noite, uma vez que ele ainda não tinha voltado e nem havia entrado em contato. Lucy estava no breu reverente a esse fato.

Resolveu dormir, embora não tivesse com sono, para acabar com o tedio que lhe afrontava.

Foi para o quarto, o analisou antes de entrar, uma vez que ouvira barulhos antes de se aproximar desse. Ao constatar que estava vazio entrou.

Como fizera antes, seguiu para a janela, mas essa, como todas as janelas da casa e porta de saída e da sacada, estava trancada; ainda sim ficou ali, o vento que passava pela fresta a deixava mais relaxada. Mas antes que pudesse aproveitar por um longo tempo isso, ela viu passar algo próxima a porta pelo canto do olho. Virou para aquela direção, deparando-se com o vazio, respirou frustrada e seguiu para a cama. O melhor a fazer era deixar tudo aquilo de lado e enfim dormir.



–Acorda.

Lucy abriu os olhos, fitou o teto cor gelo sobre si e depois olhou para o lado. A porta estava aberta como havia deixado na noite passada e o lado da cama que Sting dormira no primeiro dia ali, estava arrumado. O loiro ainda não tinha voltado. Suspirosa se levantou.

Caminhou sem vontade para a sala, a cortina da sacada estava aberta como havia deixado na noite passada, outra indicação que Sting não havia aparecido. Seguiu para a cozinha e foi preparar seu café da manhã, um modo também de não se preocupar com que estava começando a se tornar um incomodo para ela. Afinal ela tinha que ignorar completamente aquilo que poderia aumentar aquelas “visões”...



Com o tedio de seu segundo dia sozinha, resolveu fazer exercício. Não era uma atividade que sempre fazia, mas ao menos seria algo que iria fazer. Como o primeiro exercício que colocou em sua lista, ela começou a correr pelo apartamento, o amplo espaço com poucos móveis a deu essa liberdade.

Dava agora volta pelo lugar, indo e voltando do quarto, começando a suar sob a calça e camiseta de algodão. Após cansar de correr, passou a fazer alongamento, utilizando de cadeira para isso. Embora ela começara a ouvir altos barulhos vindo do corredor que levava aos quartos, Lucy continuou seus exercícios, não queira se deixar levar...



Sting certamente estava numa missão importante, já estava no fim da tarde do segundo dia que Lucy estava naquela casa e ainda sim o loiro não voltara e nem havia dado sinal algum; A loira sabia que agente Elite muitas vezes realizava trabalhos mais complexos do que agente além, guarda de terminal, ou guarda da região afastada, mas nunca imaginou que eles eram chamados tarde da noite, de modo tão súbito que não lhe dava chance de avisar seus parceiros.

Não que a loira estivesse preocupada com ele, só que ficar sozinha naquele apartamento completamente trancada, estava a deixando num estado realmente angustiante; ela já não sabia mais o que fazer e sua mente começava a querer fluir por si só, e aquilo era o que mais assustava a loira, e só piorava pelo fato de que estava mergulhada naquele sinistro episodio, de qual ela suplicava ser salva.

Ela estava agora parada defronte a sacada, o parque que vira quando chegou à cidade, demonstrava-se um paraíso sobre o olhar medroso da loira; ela desejava profundamente poder estar lá fora, sentada num dos bancos do parque e contemplando despreocupada, o céu que se tingia em laranja; embora pudesse vê-lo dali, sabia que aquele espetáculo, multiplicado pelos prédios espelhados, seria teria mil vezes mais belo, caso estivesse do lado de fora.

–Queria que a sacada estivesse aberta. – sussurrou ela.

Virou-se de costas para o cenário poético e seguiu para o sofá, chegara a hora de ficar deitada e olhando o teto, apesar do perigo que isso poderia apresentar...



Começou a lavar a louça devagar, querendo utilizar do maior tempo possível que aquela atividade poderia consumir, simplesmente para ter algo para se fazer. Havia resolvido também em lavar a sua roupa a mão, para que dormisse mais tarde e assim, quem sabe, acordasse mais tarde no outro dia.

A louça, é claro, não consumiu tanto tempo, já que era somente ela. Mas a roupa roubou um pouco mais, já que não estava acostumada a lavar roupas. A lavanderia que ficava ao lado da cozinha, onde ficava uma porta de acesso para o ambiente, era um pouco maior que o banheiro no quarto dela e de Sting, mas contrariando suas expectativas, não havia uma abertura para visualizar o lado de fora, era um cômodo fechado. Por isso assim que terminou de lavar sua roupa as enviou dentro da secadora e foi para a sala, ao menos ali tinha a grande porta de vidro, de onde poderia olhar a noite...



Lucy respirou fundo, já estava deitada, um pouco mais sonolenta que na noite anterior, já que naquele dia ela havia se exercitado bastante. Apesar disso não estava conseguindo dormir, já havia tentando, mas o medo do lugar que seus sonhos á levaram a fez abrir os olhos assustada, sabendo perfeitamente que assim que caísse no sono voltaria para aquele lugar.

Além do Sistema a envolvendo como sempre. E ela não queria ir para aquele lugar especifico do Além do Sistema. O lugar em questão era tenebroso, frio e obscuro, tal como estava sendo aqueles dois dias para ela... E como estava o quarto naquele instante, devido a isso ela não queria ir pra aquele lugar, nem mesmo em seus sonhos. Embora ela soubesse perfeitamente, principalmente por causa do acontecimento no seu antigo apartamento e no cartório, que seus sonhos haviam chegado ao um nível de que eles não ficavam mais em seus lugares, esses estavam a cada momento ansiosos para fugirem.

–Não durma. – disse para si, embora achara que aquelas palavras não saíram de sua boca...



–Acorda.

Lucy demorou para abrir os olhos, tinha medo, suspeitava o que estava a espera dela assim que os abrisse.

Mas não havia nada no quarto quando o fez. A porta ainda estava aberta, o lado de Sting arrumado. Como no dia anterior ela se levantou e foi para cozinha, encontrando tudo exatamente como havia deixado no dia anterior. Tudo no seu silêncio sufocante, que perturbava a Lucy consideravelmente.

Assim que terminou de tomar café da manhã ela voltou a ouvir o barulho costumeiro, tentou ignorá-lo, enquanto arrumava as coisas que utilizara para o café. O som, como que contrariando sua indiferença, aumentou.

Ela saiu da cozinha, e um ser, um pouco mais alto que ela, disforme em tom preto, passou pela passagem do corredor e seguiu por este, Lucy sentiu seu coração acelerar, temendo quem poderia ser agora. Voltou para a cozinha, onde decidiu que continuaria por um longo tempo...



–Acorda.

Lucy havia caído no sono sobre o sofá, havia abrido os olhos, esperançosa, devido a voz soar familiar. Mas assim que se viu no denso silêncio, percebeu que não se tratava de Sting, aquela voz era de outro pessoa, caso pudesse utilizar desse termo.

Receosa ela se levantou, como suspeitava, por estar sentindo ser observada, havia uma criatura de forma incerta parada alguns passos atrás do sofá, encarando-a.

Lucy recuou um medo começava a dominar completamente, ela queria desesperadamente que alguém aparecesse e a tirasse daquele lugar; queria também que a criatura que estava na sua frente não fosse do lugar dos seus sonhos – ou melhor, pesadelos – e tampouco que fosse o residente que ela nunca enfrentava.

–Com medo? – perguntou a criatura, como que lendo a mente dela – o que certamente estava fazendo.

Lucy tentou sacudir a cabeça num não firme, mas não conseguiu, estava paralisada para isso.

–Deveria dizer algo para que não fique com medo?

A criatura agora seguia na direção dela, Lucy voltava a recuar; então ela se encontrou com a parede e a criatura continuava.

–Diga-me, porque lhe assusto tanto?

Lucy desviou o olhar da criatura, aquela voz dava totalmente certeza para ela, e era isso que a estava deixando naquele estado. Não havia dúvida que era ele.

Por conto do olho ela viu a criatura disforme se transformando, para a terrível confirmação final.

Lucy virou-se totalmente para o lado e se agachou, cerrando os olhos.

–Saia daqui!

–Não estava com saudades de mim? Afinal faz muito tempo que não nos vemos.

–Saia!

A risada fria dele gelou sua alma.

–Então, porque você me trouxe?

A loira ficou confusa, sem saber o que dizer diante daquela verdade inquestionável.

–Eu... Eu.

Lucy sentiu seu corpo ser dominado por uma sensação desagradável, algo similar ao choque de advertência, só que era numa menor intensidade. Ainda sim a fez cair no chão...



–Acorda.

Lucy abriu os olhos assustada, já se virando para o outro lado, querendo fugir da possível visão que teria.

–Lucy?

Lucy devagar virou-se, notando agora que estava ainda no chão da sala. Assim que viu quem estava ao seu lado, um alívio percorreu seu corpo, sem pensar duas vezes, ela se jogou nos braços dele.

–Sting! – choramingou ela. – Como é bom vê-lo.

Ele a envolveu em seus braços, cariciando seus cabelos.

–Desculpa-me deixa-la sozinha, mas tive uma emergência.

–Tudo, tudo bem. – continuava a choramingar. –Mas, por favor. – suplicou com a cabeça inclinada para trás, o olhando. – Não me deixa mais sozinha.

–Não deixarei...

Notas finais
-Lembre-se são seus comentários que me inspiraram!!! Então não esqueça de postar!!!