Além Do Bem E Do Mal
9 Capítulo 9 - EU TE AMO
Notas iniciais
Tenho uma notícia ruim e uma boa pra vcs.
A boa é que antecipei a postagem do capítulo (se bem que ele não ficou tão bem escrito quanto eu gostaria. Prometo caprichar no próximo.)
A notícia ruim é que vou viajar nesse domingo e só volto domingo que vem. O problema é que na casa da minha tia, onde vou me hospedar, não tem internet. Então provavelmente não poderei postar o cap. 10 na semana que vem. Mas assim que eu chegar, providencio o mais rápido possível.
Peço desculpas por isso.
Beijão enorme pra vcs e obrigada pelos reviews!!
Beijão todo especial para a balardim pela indicação!!
P.S: Nesse capítulo eu coloquei a mais fofa das frases que o Rob Pattinson já disse em uma entrevista. Vamos ver se vcs acham... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
CAPÍTULO 9 – EU TE AMO
“Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca.”
(Clarice Lispector)
Edward saiu do lavabo tão encabulado quanto entrou. Seus olhos não saíam do chão.
Bella já tinha ido ao banheiro da suíte, lavado as mãos e passado uma toalha molhada na mancha que ficara em sua calça.
- Acho melhor irmos embora. Vou te deixar no hotel para que arrume suas coisas. Vai ficar aqui no apartamento, não vai? – Ele perguntou ainda cabisbaixo.
- É, acho que vou... Gostei do sofá. – Bella brincou, tentando amenizar o clima tenso.
Edward sorriu meio tímido e depois balançou a cabeça, encarando-a pela primeira vez.
- Você não toma jeito mesmo!
Ela se aproximou dele e abraçou-o pela cintura.
- Edward, eu estou muito feliz de termos dado esse passo no nosso relacionamento. Eu queria muito isso e gostei de tudo o que fizemos. Não se preocupe com o que aconteceu. Eu estou encantada por ter compartilhado esse momento com você.
Ele apertou-a mais forte, e beijou seus cabelos, provavelmente agradecido pela compreensão dela.
- Edward, é impressão minha ou foi seu primeiro orgasmo? – Bella deixou o tom sério da conversa de antes e perguntou sorrindo.
- Bella, para com isso! Eu já passei vergonha o suficiente, não acha?
- Não sei por que está tão constrangido, não aconteceu nada de mais. Mas me diga, vai!... Foi ou não foi?
- Foi, Bella. – Edward rolou os olhos, mas sorriu também. Parecia não conseguir ficar bravo com a insistente curiosidade de Bella.
- Que fofo! E o que você achou?
Edward segurou o rosto dela entre as mãos, e falou carinhosamente:
- Foi a melhor e mais intensa sensação que eu já senti em mais de uma centena de anos. Você quase fez meu coração bater de novo, doutora!
Bella não se segurou e o beijou. Dessa vez foi plenamente correspondida.
Enquanto a língua de Edward explorava sua boca como se quisesse recuperar os longos anos de abstinência, seu corpo ia reagindo no mesmo ritmo acelerado, ardendo em chamas e clamando para que se fundissem de uma vez por todas.
- Acho melhor irmos, não estou muito controlado hoje. – Edward falou quando Bella interrompeu o beijo para respirar.
- Não mesmo! Nem eu! — Ela falou rindo, concordando com ele. Embora quisesse muito que fossem além, não achava certo levar Edward ao seu limite. Já tinham vivido muitas emoções naquela manhã. O momento pedia cautela. Ele já a tinha alertado sobre os perigos de perder seu autocontrole e era bom respeitar esse aviso.
De repente Edward mudou. O sorriso se transformou em uma carranca e ele praguejou algo que Bella não conseguiu entender.
- Bella, poderia aguardar no quarto por alguns minutos? Hoje é o meu dia de visitas inoportunas.
- Como assim?
Antes mesmo que ele se explicasse, a campanhia tocou.
- Quem é? – Bella se espantou. Morava lá a menos de uma hora. Como podiam saber?
“Se for alguém do FBI juro vou deixar meu vampiro dar um jeito neles!”
- Faz o que te pedi, por favor. Espere no quarto que depois eu te explico.
- Tudo bem.
Bella foi para a suíte sem entender o que estava acontecendo, mas conseguiu ver, pela fresta da porta do quarto, o jovem casal entrando na sala.
A moça era bem pequena, mas de uma beleza esfuziante. Seus cabelos eram negros, curtos e desfiados. O rapaz era loiro e alto, e também extremamente bonito. Pela cor dourada de seus olhos, Bella não teve dúvidas, eram vampiros assim como Edward.
De uma coisa ela ficou certa, pela cara deles aquela não era uma visita de cortesia.
Bella tentou ouvi-los, mas falavam tão baixo que não sabia como eles próprios conseguiam escutar o que o outro dizia.
Edward e a garota pareciam extremamente exaltados. Ela estava muito brava.
Num desses momentos de alteração, Bella ouviu seu nome ser pronunciado pela voz melodiosa da moça.
Já que era o motivo da briga, tinha o direito de participar da conversa, pensou.
Pretendia entrar na sala de surpresa, mas quando o fez, três pares de olhos curiosos e enigmáticos a fitavam, como se já a esperassem, fazendo-a tremer dos pés à cabeça.
Edward apareceu do seu lado em menos de um segundo, adquirindo uma postura defensiva ao empurrá-la sutilmente para trás de suas costas.
- Ouvi meu nome... – Bella praticamente sussurrou. Tinha planejado ser mais assertiva, mas lhe faltaram forças. Percebeu que a moça de cabelo espetado olhou rapidamente para o companheiro. Parecia preocupada com ele. E tinha razão em sê-lo... Ele olhava para o chão e se mostrava muito pouco à vontade com sua presença na sala.
- Por Deus, Bella, volte para o quarto, por favor! – Edward implorou.
- Se estão falando de mim, quero saber o que é. Tenho esse direito. – Falou, adquirindo um pouco mais de confiança.
- Alice e Jasper já estão de saída. – Edward os encarou com a expressão de quem esperava que eles entendessem a indireta, pondo fim à conversa.
- Isso mesmo, já estamos de saída. Não vamos mais incomodá-los.
- Me esperem em casa. Conversaremos quando eu chegar lá. Só vou deixar Bella no hotel e os encontrarei.
A garota olhou para ele com um olhar de decepção e depois encarou Bella por alguns segundos.
Edward pareceu tenso com o gesto dela, cerrando as mãos firmemente em sinal de extremo nervosismo.
- Não faça isso, Alice! – Ele pediu, parecendo sofrer com algo que Bella não soube definir o que era.
- É isso que nos espera, meu irmão, a menos que recupere seu juízo novamente.
“Então essa é irmã dele?”
Bella não estava entendendo nada, mas desconfiou que Edward tinha lido a mente dela. E pelo visto não tinha gostado do que viu...
Se uma coisa tinha ficado bem clara naquela sala, era que sua presença não seria bem vinda na família Cullen, concluiu Bella. Edward sequer a tinha apresentado a sua irmã e ao cara que parecia ser seu companheiro. E nem eles se prontificaram a cumprimentá-la.
Começou a sentir o peito se apertar e tentou a todo custo segurar as lágrimas que não tardaram a rolar por sua face. Estava totalmente constrangida e abalada com aquela situação. Sentia-se uma intrusa entre eles.
- Vamos, querido! – Alice puxou o loiro pela mão e se viraram para sair.
Foi nesse momento que, pela primeira vez, o tal Jasper a encarou. Bella sentiu o chão sumir sob seus pés. A intensidade daquele olhar era perturbadora. Ele parecia sofrer.
- Desculpe-me... – O loiro balbuciou.
Estranhamente Bella teve a sensação que era a destinatária daquele pedido de perdão.
Edward colocou as mãos no cabelo, nitidamente nervoso, quando eles saíram.
Sem forças, Bella se sentou, transtornada.
- O que foi isso, Edward?
- Meus irmãos estão preocupados com nossa aproximação. Eles acham isso pode não acabar bem nem para você, nem para nós.
- Não me pareceu que era só isso... E além do mais, já não tem idade suficiente para escolher com quem quer se relacionar? Com quantos séculos um vampiro alcança a maioridade? – Bella foi irônica, tentando camuflar sua irritação e mágoa.
- Já fiz minha opção, Bella. Eu escolhi você e estou arcando com as conseqüências de minha atitude.
- Está arrependido?
- Claro que não! Você me fez conhecer a definição de felicidade, Bella. Não vou abrir mão disso.
- Mas eles me odeiam. – Ela comentou, sem conseguir disfarçar a tristeza na voz.
Edward se sentou ao seu lado e acariciou seus cabelos.
- Não pense uma besteira dessas. Eles não têm nada contra você. Estão bravos é comigo.
- Mas seus irmãos nem me cumprimentaram. Você sequer me apresentou como sua... Ah, eu nem sei o que eu sou sua... – Bella tentou manter o controle, mas sua voz saiu chorosa.
- Desculpe-me. Vou reparar isso. Só me dê um tempo para me entender com eles. Minha família não está acostumada a me ver contrariá-los.
- Quem é o cara loiro?
Edward se mostrou desconfortável com aquela pergunta.
- É meu irmão e cunhado. Ele é o mais novo integrante da nossa família. Está conosco a pouco mais de vinte anos. Ele e Alice são casados.
- Casados? – Bella estranhou.
- Já te expliquei, não somos irmãos biológicos.
- Ainda assim é estranho.
Edward começou a rir, mesmo ainda parecendo nervoso.
- Você que é estranha. Eu te conto que sou um vampiro e você leva numa boa e agora está toda assustada só porque minha irmã e seu marido chamam de pai o mesmo homem.
- Tudo bem, já passou! Além do mais eu não tenho nada a ver com a vida deles. Eles nem me querem na sua família.
- Não fique triste com isso. Eles vão mudar de idéia quando te conhecerem melhor. É impossível não gostar de você, Bella.
- Você gosta?
- Se eu gosto de você? Que pergunta é essa, Bella? Eu te amo!! Estou irremediavelmente apaixonado por você. Pensei que já tivesse deixado isso bem claro.
Bella quase entrou em choque.
“Ele disse que me ama?”
As lágrimas vazavam por seus olhos como se fossem felicidade em gotas. Era impossível evitá-las. Todo o medo e incertezas que tinha em ralação a seu envolvimento com Edward viraram vento. Ele a amava também, e isso era tudo o que precisava ouvir para mergulhar de cabeça naquele sentimento avassalador que tomava conta de todo seu coração.
- Você me ama? – Perguntou baixinho e emocionada, temendo descobrir que tinha apenas imaginado aquelas palavras.
Edward a abraçou com força, puxando-a para junto de seu peito.
- Você é minha vida agora, Bella. É como se meu sangue tivesse voltado a pulsar, só que agora ele corre em suas veias. Não sei mais existir sem te ter ao meu lado.
Bella colocou o rosto em seu peito e chorou como se tivesse cinco anos novamente, como no dia em que seus pais morreram, mas dessa vez o choro não representava o dor de um fim, e sim a emoção de um recomeço. Bella chorava de felicidade, de alegria e de esperança... Esperança de ser feliz novamente.
- Eu também te amo muito, Edward. Nunca pensei que pudesse sentir algo tão forte assim por alguém!
Os soluços quase a impediram de falar, mas nem que não pudesse ser ouvida, Bella sabia que seus olhos, que agora fitavam os de Edward, expressavam mais seus sentimentos do que qualquer palavra proferida.
Edward limpou suas lágrimas delicadamente e beijou-lhe na testa.
- Obrigado por me amar, Bella! Não faz idéia do quanto me faz feliz!!
- Eu serei sua para sempre, Edward...
O silêncio se fez necessário. Era a homenagem perfeita para o momento de entrega deles. A falta de palavras traduzia a indescritível maneira como se completavam.
- Eu queria ficar para sempre abraçado a você, Bella, exatamente como estamos agora, mas tenho de terminar aquela conversa com meus irmãos. Vou te levar no hotel. Pegue suas coisas e traga pra cá no seu carro. Assim que der, volto pra te ver. – Edward falou um tempo depois.
- Tudo bem, — Bella falou limpando o rosto molhado e sujo de rímel – eu já estou ficando mais lambuzada que você!
- Tá bom, eu mereço!! Isso não vai mais ter fim, não é? O que são algumas décadas de gozação para quem é praticamente imortal. Quem mandou eu não me controlar?
Bella começou a rir.
- É, quem mandou? Vou ter de te passar dever de casa.
- Como assim?
Bella riu mais ainda.
- Deixa de ser ingênuo, Edward! Não entendeu o que eu quis dizer? Estou te mandando treinar sozinho.
- Ah... Entendi...
Ainda riam quando Edward a deixou na porta do hotel.
- Está ficando cada vez mais difícil me despedir de você.
- Então vamos fazer isso cada vez menos.
Depois do ardente beijo de despedida e de já estar fora do carro, Bella ouviu a segunda frase do dia que decretou definitivamente sua felicidade.
- Bella, você é minha namorada. É isso que você é...
O sol já estava se pondo quando guardou a última roupa no armário. Já tinha arrumado todas as suas coisas. Edward não tinha aparecido nem ligado.
Bella tomou um banho e colocou uma roupa confortável. Estava faminta. Foi até a cozinha e abriu a geladeira. Estava lotada de todos os tipos de alimentos.
Sorriu ao percebeu o carinho com que Edward a tratava, se preocupando com suas necessidades humanas.
Preparou um sanduiche de presunto, abriu um refrigerante e se sentou na sala, recapitulando a guinada de cento e oitenta graus que sua vida tinha dado. Aqueles três dias em Forks pareciam anos.
Não gostava de ficar longe de Edward por causa disso: era só ter tempo para pensar que a razão começava a incomodá-la. Detestava ficar procurando motivos e desculpas para o que estava fazendo.
“Só estou sendo feliz, só isso!”
A noite chegou e nada de Edward. Bella começou a se preocupar.
Seu medo era que a família dele tivesse o convencido a deixá-la.
Não, de forma nenhuma estava preparada para viver sem ele. Sua vida terminaria no mesmo segundo em que Edward dissesse que não ficariam mais juntos.
Bella se mexeu e sentiu dedos suaves afagarem seu rosto.
- Durma, meu amor, eu estou aqui!
Seus olhos demoraram a se acostumar com a escuridão, mas logo percebeu que dormia em uma cama e que Edward estava ao seu lado.
- Que horas são? Você demorou. Acho que acabei pegando no sono, só não sei como vim parar aqui. – Falou meio confusa, com a voz sonolenta.
Edward riu baixinho.
- Já é muito tarde. Desculpa ter demorado tanto. Tive uns problemas para resolver. Quando cheguei você estava dormindo no sofá, então a trouxe para o quarto. Devia ter ido embora, mas não consegui.
- Devia nada! – Bella resmungou, abraçando-o e se aconchegando ao seu corpo frio.
- Eu treinei... – Edward sussurrou quando Bella já estava quase pegando no sono de novo.
- O quê?
- Fiz o que você pediu, eu treinei meu controle.
Bella se sentou na cama num movimento rápido. Não estava acreditando no que tinha acabado de ouvir. Será que tinha sonhado?
- Edward, está me dizendo que...? – Teve de segurar a vontade de rir.
- “Que eu toquei meu próprio trompete.” – Dessa vez foi Edward quem riu, e bem alto.
- Não acredito!! E então, como foi?
- Não foi tão bom quanto com você, mas foi interessante... Hum, na verdade até que foi razoável... Cada vez ficava melhor. Acho que já estou aprendendo a controlar meus impulsos.
- Então você fez a lição de casa direitinho?
- Ham, ham...
- Foi por isso que demorou?
- Também! – Edward respondeu mais com seu sorriso cínico do que com palavras.
- Disse “cada vez”?... Quantas vezes você fez? – Bella perguntou espantada.
- Chega de perguntas, Bella.
- Me responde só mais essa.
- Nada disso, você precisa dormir.
- Você que pensa que eu vou dormir! – Bella falou, passando a perna por cima do quadril de Edward, praticamente se deitando sobre ele.
- Me livro da minha irmã raivosa e tenho de lidar com seus descontrolados hormônios humanos. Dia difícil esse, heim??? – Edward brincou, enquanto tentava se desvencilhar carinhosamente do abraço despudorado de Bella.
- Você ainda não viu nada, Edward Cullen!
- Pensa que eu não sei disso? Já sei que vou passar muita vergonha ainda, mas agora durma, Bella, por favor! – Ele riu.
- Não estou com sono.
- Está sim.
- Estou com tesão.
Edward riu, rolando os olhos.
- Você se coloca muito em risco, Bella. Não tem medo de morrer?
- Não! Vem aqui que eu vou te ensinar um jeito super gostoso de você me matar.
- Bella... – Edward já demonstrava estar praticamente derrotado quando a mão dela abriu o zíper de sua calça.
- “Tia Bella” tem algo a comunicar: “hoje tem prova surpresa!”
Um gemido profundo foi a resposta de Edward...
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