Além Do Bem E Do Mal

22 Capítulo 22 - CRIANDO LAÇOS


Notas iniciais
Oi, gente!!! Tô aqui de novo!
Vou me desculpar mais uma vez pela demora nas postagens. O problema é que comecei a fazer faculdade e os trabalhos estão tomando grande parte do meu tempo. Quando tento escrever um capítulo o cérebro já deu tudo o que tinha que dar. kkkkk Conclusão: não sai nada!!!
Mas espero que curtam esse período de paz da história. Não se acostumem, as coisas ainda vão ficar tensas. (Isso vai me render um monte de reclamações...)kkkkkkkkkk
Beijão pra todas(os) e obrigada pelos reviews. Li todos e amei cada palavrinha que me mandaram.

CAPÍTULO 22 – CRIANDO LAÇOS

“Depois de anos acariciando as dores que me deixaram partida, finalmente as deixei partir... E fiquei inteira.”

(Fernanda Gaona)

...“Quando Edward abriu a porta do quarto para eles saírem o medo tomou conta de Bella. A vida real os esperava.”

Vida real...

Será que realmente haveria algo de real em tudo o que estava acontecendo em sua vida, perguntava-se Bella.

Tudo parecia mais como um conto de fadas de castelos e princesas, ainda que a foto de seu príncipe figurasse na lista dos vilões mais procurados do Munda da Fantasia.

Mas fora isso, ou, na verdade, independente disso, sua felicidade estava completa. Amava o vampiro mais lindo, sexy e adorável do mundo, e, se isso não bastasse, era correspondida nesse amor. O final feliz da história ficava a cargo do filho que trazia na barriga.

Estava tudo completo novamente, tudo no lugar. Bella se sentia inteira. Só tinha um probleminha...

– Promete fazer o Emmett calar a boca? Ele vai ficar gozando a gente. Já estou até imaginando. – Bella pediu enquanto abria a porta do quarto lentamente.

– Ele não dirá nada. Sei como chantageá-lo. Conheço os pensamentos mais obscuros daquela mente pervertida. Conheço também, assim como ele, a força dos braços de Rosalie. – Edward disse rindo.

– Os braços eu só posso imaginar, mas o olhar, este eu conheço bem... É assustador. – Bella tremeu de brincadeira, embora o medo que sentisse da cunhada mal humorada fosse verdadeiro.

– Ela rosna, mas não morde, amor. Pode não acreditar, mas ela está super feliz com a chegada do bebê.

– Sei... – Bella murmurou desconfiada.

Como tinha imaginado, bastou pisarem na sala para o cunhado começar com suas gracinhas.

– Então o casalzinho tirou o atraso, heim!!! Pensei que... – Antes mesmo que Emmett terminasse sua frase, Edward interveio, em voz baixa:

– Emm, acha mesmo que Rosie vai aceitar um ménage com a Tanya? Não sei não...

– Pelo amor de Deus, Edward, cala essa boca! Eu só pensei. — Emmett parecia apavorado. — Ainda bem que ela não está aqui para ouvir isso, senão a coisa ia ficar feia.

– Então cala a sua também! Se deixar Bella constrangida um pouquinho que seja, conto para a maninha as ideias que você anda tendo. – Edward falou sério, embora seus lábios denunciassem um leve sorriso sádico.

– Tá, já parei! Falando em Tanya, ela foi embora. Deixou um abraço para vocês. Disse que continuará pesquisando e se descobrir algo liga para você. – Emmet deu o recado, saindo logo em seguida da sala, completamente derrotado.

Bella respirou aliviada. A proximidade da vampira com Edward a incomodava bastante.

– Posso saber o motivo do suspiro? – Ele perguntou, presunçoso.

– Não suspirei.

– Estranho, poderia jurar que ouvi. Devo ter ouvido mal, então. Vampiros não escutam bem. – Edward falou rindo, virando-se de costas e indo para a cozinha.

Bella aproveitou que ele estava de costas e pôs língua para ele, irritada com a ironia.

– Eu vi isso.

– Ah, não! Vocês também têm visão de 360°? Ou algum olho na nuca que eu ainda não vi?

– Não temos nada disso, apenas decoramos a casa com espelhos, sua boba.

Edward se virou e a abraçou, mostrando o enorme espelho que cobria quase toda a parede.

– É gostoso saber que tem ciúmes de mim.

– Quem falou que estou com ciúmes? – Bella tentou disfarçar, mas não se conteve em sua curiosidade. — Edward, você e a Tanya transa...?

– Shiii!!Nem ouse pensar uma coisa dessas. – Edward colocou os dedos na boca de Bella. – Eu jamais tive alguma coisa com Tanya. Ela nunca despertou nenhum tipo de interesse em mim, Bella. Meu carinho por ela é de irmão.

– Eu pensei que vocês... Ah, Edward, eu tive tanto medo de te perder! – Bella confessou, abraçando-o apertado.

– Eu é que me perderia completamente sem você, Bella. Não faz ideia de como me senti nesse tempo que ficamos separados. Achei que soubesse o que era estar morto, mas só entendi o que a morte realmente significava quando pensei que você não seria mais minha.

– Fizemos muitas besteiras, Edward, mas agora tudo ficou para traz. Não vamos mais nos separar nem por um minuto.

– Nunca mais. Ficaremos juntos por nós e por nosso filho, para sempre.

Para sempre...”

De repente Bella sentiu um frio na barriga que a fez tremer. Aquela sensação típica que as pessoas sentem quanto tomam consciência de algo que estava perdido e esquecido em seu subconsciente. Algo do qual tentara fugir inutilmente, sublimando.

Acabara de perceber que seu “para sempre” era ínfimo perto do “para sempre” de Edward.

– O que foi, Bella? Você está pálida! Está se sentindo bem? – Ele perguntou preocupado, diante da mudança física brusca de seu corpo.

Tomada por tamanha perplexidade, Bella envolveu Edward em seus braços e o apertou com todas as forças que tinha. Queria ter poderes para congelar aquele momento. Queria poder parar o tempo.

Uma vida inteira ao lado dele significava envelhecer e morrer... Enquanto ele permaneceria imutável na sua beleza quase divina. Por quanto tempo mais ela despertaria do desejo dele? Quanto tempo restaria até que fosse uma velha?

– Amor, o que foi? – Edward não estava entendendo nada, mas correspondeu o abraço, envolvendo-a também.

– Nã... Não é na... Nada. – Bella sequer tinha coragem de transformar aquele pensamento em palavras. Tinha a ilusão de que, se não falasse, talvez pudesse esquecê-lo novamente, devolvê-lo para algum canto escuro de seu cérebro.

– Como nada? Você está gelada, seu coração está acelerado. Bella, pelo amor de Deus, o que está havendo? É alguma coisa com o bebê? Está com dores?

Não é nada, Edward, só pensamentos bobos. Preocupações com a gravidez. Coisa normal de mães de primeira viagem.

– Vai dar tudo certo. Não precisa se preocupar. Estamos fazendo de tudo para buscarmos informações que nos deem alguma orientação. Confie em Carlisle. Ele é um ótimo médico e conhece nossa espécie, fisiologicamente falando, como nenhum outro vampiro.

Bella percebeu que o melhor seria viver um problema de cada vez. No momento o mais importante era levar sua gravidez a cabo e ter um filho saudável. Iria concentrar todas suas forças nisso.

– Já passou. – Mentiu.

Não era tão fácil assim. Não, não tinha passado... Bella se sentia como se tivesse se atirado do alto de um penhasco. O chão lhe faltava. Procurou disfarçar, tentando desesperadamente parar de pensar naquela realidade que batia à sua porta.

– Estou fraca é de fome.

– É mesmo, você precisa comer urgentemente!

O olhar reprovador de Esme para Edward foi mais constrangedor do que qualquer bobagem que Emmett tivesse falado. Bella sentiu suas bochechas esquentarem e corarem.

– Bom dia, meninos! – Cumprimentou-os num tom repreendedor. Depois sorriu, mudando o tom. — Estou muito feliz por vocês!

– Eu sei mãe. Se estamos juntos agora, devemos muito a você. Obrigada pelo que fez!

– Ele está certo, Esme. Obrigada por ter me levado naquele quarto. ver aquele sapatinho foi muito importante para mim. Naquela hora eu entendi que nosso filho era desejado por nós dois. – Bella disse, apertando a mão de Edward.

– Esse bebê é desejado e amado por todos nós, querida! Ele é um sopro de vida em nossa existência. Eu devo ser a avó mais feliz de todo este planeta. – Esme disse sorrindo.

Bella já começava a reconhecer que, embora não tivessem lágrimas, vampiros também choravam. Naquele momento sua sogra chorava de alegria... Era necessário apenas um pouquinho de sensibilidade para reconhecer isso.

Esme os deixou a sós.

Quando já estava terminando seu café, Alice e Jasper entraram na cozinha.

Ainda era estranho ficar perto da pessoa que tinha matado seus pais, mas as circunstâncias da tragédia, que agora Bella conhecia bem, amenizava um pouco a situação.

– Bom dia. – Eles falaram baixo, meio sem-graça.

– Bom dia. – Bella e Edward responderam praticamente juntos.

Jasper ficou no canto, calado. Já Alice se aproximou, sentando-se à mesa.

– Bella, sei que não tivemos um bom começo. Não posso negar que era contra o namoro de vocês, mas foi simplesmente porque eu achava que todos sairíamos machucados com esse relacionamento. Quero que saiba que me sinto mais aliviada agora que não precisamos esconder mais nada de você. Nunca foi pessoal, acredite. Gostei do seu jeito assim que a conheci. Só não me aproximei de você porque estava tentando proteger Jasper, que se sentia muito culpado ao seu lado. Espero que me entenda e me perdoe.

– Tudo bem, Alice, eu entendo sua posição. Também não tenho nada contra você. Ainda é difícil aceitar o que Jasper fez, mas vou superar. Não posso negar que meus pais também tiveram culpa no que aconteceu.

– Que bom saber disso, Bella. Sei que seremos grandes amigas. Está predestinado que será assim. — Um largo sorriso sincero iluminou seu rosto, fazendo Bella acreditar definitivamente naquelas palavras.

De repente Alice começou a tagarelar como se conhecessem há anos.

– Agora que somos BFF, precisamos marcar um dia para irmos comprar o enxoval do bebê. É um absurdo que minha afilhada já esteja concebida a mais de dois meses e ainda não tenha uma roupa sequer. – Alice falou aflita, emendando uma palavra na outra.

– Demorou... – Edward começou a rir.

– Afilhada? Vai ser uma menina? Você viu? – Bella perguntou, surpresa e confusa com a conversa da cunhada.

– Não, não consigo ver nada sobre sua gravidez, mas tenho certeza que será uma menina! Minha afilhadinha será linda. E também será o bebê mais bem vestido de todo o país. Melhor, do mundo inteiro!

Bella ficou calada tentando processar as palavras rápidas de Alice.

– Que história de afilhada é essa, Alice? Q

uem falou que será a madrinha? – Edward perguntou, ainda rindo.

Bella nunca tinha visto um olhar tão decepcionado quanto o que a pequena vampira lhe deu após ouvir o irmão.

– Não serei? – Ela perguntou decepcionada, parecendo criança.

– Claro que será! – Bella não se aguentou de pena. – Já tinha comentado com Edward que você seria uma madrinha perfeita. Não foi, amor? – Fulminou Edward com o olhar, tirando-lhe qualquer possibilidade de negar.

– Cla... Claro!

Alice começou a pular na cozinha e se atirou nos braços do esposo.

– Eu não disse, Jasper? É óbvio que não escolheriam outra pessoa. Sou a madrinha perfeita!

Jasper olhou para Bella e deu um sorriso agradecido, embora tímido. Não tinha como não se comover com a felicidade de Alice.

– Não sabe na encrenca que se meteu. – Edward cochichou no ouvido de Bella, sorrindo sarcasticamente.

– Ah, Bella, vamos começar hoje mesmo! Já pesquisei na internet e anotei os endereços das melhores grifes para bebês. Teremos de ir à Nova York, Milão, Paris, Tóquio... Ah, também temos de providenciar o quarto, o carrinho, a...

– Menos, Alice! – Edward a interrompeu ao ver Bella quase catatônica. — Ainda temos muito tempo para isso. Você está assustando a Bella.

– Não se meta, Edward. E então, Bella, vou poder participar de tudo, não vou? Afinal sou a madrinha.

– Eu te avisei... – Edward cochichou novamente, impaciente.

– Ah... Sim... Claro! Vai sim. Poderemos ver isso amanhã? Hoje Edward e eu temos um compromisso. – Bella inventou uma desculpa, esperando ganhar algum tempo para recuperar o fôlego.

– Tudo bem, mas de amanhã não pode passar. Agora vou pesquisar se Christian Louboutin lançou alguma coleção de sapatos para bebês. À noite a gente combina. Divirtam-se! Aliás, já estão se divertindo, heim!!! Precisa reforçar as paredes do seu quarto, irmãozinho. – Alice saiu eufórica, sem nem prestar atenção na cara vermelha de Bella.

– Eu quero morrer. – Bella falou, colocando o rosto entre as mãos. Estava exausta só de imaginar o que a esperava.

– Não, você não quer morrer. E nem pode matá-la, pois já está morta. Eu avisei...

– Para de falar isso! Eu sei que avisou. E agora?

– Não fique assim. Vou conversar com ela. Vamos colocar nossas regras e ela terá de seguir.

– Não quero deixá-la triste, afinal eu concordei, não foi? Oh, meu Deus, eu concordei!!

– Eu avi... – Edward parou assim que Bella pegou a faca de pão na mão e lhe lançou um olhar ameaçador. – Calma, amor! Está bem, não falo mais, prometo. Pode deixar que com a destrambelhada da minha irmã eu me entendo, mas, por favor, fique calma e deixe isso na mesa antes que se machuque.

Nem a própria Bella tinha reparado que o estava ameaçando com uma faca. Definitivamente os hormônios da gravidez estavam deixando-a passional, pensou.

– Por favor, amor, me livre dessas viagens! – Bella disse, já mais calma. Estava apavorada com o que teria de aguentar pela frente.

– Alice é doida! Não ligue para o que ela fala. É claro que você não irá a lugar algum. Fique calma.

Bella respirou fundo. Sabia que Edward resolveria tudo.

– Edward, acha mesmo que será uma menina?

– A intuição da minha irmã é muito boa. Tem uma grande chance de ser.

– Uma menininha... – Bella murmurou com os olhos marejados.

– E será tão linda quanto a mãe. O que mais eu posso querer nessa minha existência? Entende a dimensão da felicidade que está me proporcionando, Bella? Eu nunca fui tão feliz!

Edward acariciou a barriga de Bella, carinhosamente.

– Eu também estou feliz, Edward. Você me devolveu um sentimento que eu achei que nunca mais viveria.

Suas bocas se juntaram e o beijo continuou falando o que as palavras silenciaram: Edward amava Bella e Bella amava Edward.