Além Do Bem E Do Mal

21 Capítulo 21 - FOGO E GELO


Notas iniciais
Oi, gente!!
Tô aqui de volta.
Fiz uma pequena homenagem ao meu filme preferido da Saga, colocando o poema de Frost no início. Achei que tinha tudo a ver com o capítulo.
Falando em capítulo, esse aí tá cheio de hentai.
É um verdadeiro oásis nesse deserto de "drama" dessa fic. Vocês vão se deleitar com a paz que reina nele. kkkkkkkkkk (Nem tanta paz assim.)
Um beijo enorme para todas que comentaram. Amei o que escreveram e agradeço de coração a dedicação de vcs.
Espero que curtam.
(As menores de 18 anos sintam-se avisadas sobre o teor sexual do cap.)

APÍTULO 21 – FOGO E GELO


“Alguns dizem que o mundo acabará em fogo,

Outros dizem em gelo.
Pelo que provei do desejo,
Fico com quem prefere o fogo.
Mas, se tivesse de perecer duas vezes,
Acho que conheço o bastante do ódio
Para saber que a ruina pelo gelo
Também seria ótima...
E Bastaria.”

(Robert Frost)


A pele fria de Edward se contrastava com o calor que queimava o corpo de Bella. O fogo ardia em suas veias, alimentado pela luxúria e pelo desejo de ter aquelas mãos gélidas despindo-a lentamente, desconsiderando o apelo desesperado de seus gemidos e pedidos por pressa.

– Calma, amor, temos de fazer isso devagar. Seu estado requer cuidados. Na verdade nem sei se o que estamos fazendo é certo. Pode ser perigoso.

– Perigosa eu vou me tornar se você parar.

– É o que eu deveria fazer, mas não tenho forças para tanto. – Edward murmurou ao retirar a calcinha de Bella, devorando-a com os olhos.

– Eu não acredito que meu corpo iria desejar tão ardentemente algo que poderia fazer mal ao bebê. – Se justificou, acariciando gentilmente o pênis de Edward com os dedos do pé, arrancando-lhe um gemido profundo.

Edward flexionou as pernas de Bella e começou a beijar seu joelho, descendo lentamente seus lábios pela parte interna de sua coxa.

– Seu cheiro me enlouquece! – Ele sussurrou ao passar a ponta de seu nariz no sexo úmido e latejante de Bella, que a essa altura já se contorcia de prazer.

E não demorou até que resolvesse provar do gosto...

Bella sentiu qualquer coisa de sublime. Não era sexual, nem físico, nem visceral. Era mais, era muito mais... Ia além dos sentidos e sentimentos conhecidos na Terra.

Naquela realidade paralela, no lugar mágico onde o amor deles existia na sua plenitude, fogo e gelo coexistiam.

Bella sentia a língua de Edward explorar suas entranhas em brasa, retomando a posse de seu corpo, que agora era ainda mais dele do que antes, pois ali crescia o filho deles.

O gozo explodiu como fogos de artifícios. Cores inimagináveis coloriam as estrelinhas que cintilavam diante dos seus olhos. Era tanta felicidade e prazer juntos que pensou se tratar de um sonho.

– Chega! Carlisle está preocupado.

– O quê?? Seu pai está ouvindo a gente?? Ou pior, ele está vendo o que estamos fazendo?? – Bella perguntou baixinho, desesperada com a possibilidade daquilo estar acontecendo.

– Não, amor, não estamos dando um show para ninguém. As paredes dos quartos têm isolamento acústico. Mas não é difícil imaginar o motivo de estarmos trancados aqui, né?

– Como sabe que ele está preocupado?

– Porque os pensamentos dele estão gritando em meus ouvidos. Ele não acha que sexo seja seguro para sua gravidez.

– Eu estou bem. Aliás, bem demais!

– Eu também estou extasiado por tê-la aqui comigo, amor, mas acho melhor seguirmos os conselhos de Carlisle.

– Está bem, eu já tive meu presentinho, agora apenas me deixe retribuir.

– Bella, deixa de ser teimosa!

– Eu vou só brincar com “ele”, Edward. Que mal tem isso? Vai gostar!

– Como assim, só brincar?

– Vou te mostrar...

Bella se sentou sobre a barriga de Edward, de costas para seu rosto e começou a masturbá-lo com as mãos, arrancando-lhe gemidos altos.

– Humm, isso é tão bom! – Edward murmurou, levando os braços para trás da cabeça.

– Não falei que ia gostar?

– A... A... Assim... – Ele mal conseguia falar.

– Vai ficar melhor ainda.

Sem dar tempo para qualquer reação por parte de Edward, Bella se sentou sobre seu membro, sentindo-o preenchê-la e, segurando-se nos joelhos dele, começou a se mover sinuosamente.

– Bella, o que está fazen...? Oh, Deus! Deus do céu, não para!! – Edward até que tentou repreendê-la, mas a situação sobrepunha-se a qualquer razão que pudesse tentar seguir.

Talvez pela visão que a posição que Bella o cavalgava estava lhe proporcionando, ou talvez pela força do desejo que tinha reprimido enquanto estavam separados; ou talvez pelas duas... O fato é que Edward nada fez para pará-la.

Gozaram juntos, alucinadamente, sem se preocuparem com as consequências de seus atos.

Bella apenas de jogou para trás, exausta, se deitando de costas no peito pétreo de Edward.

Os braços dele a envolveram e suas mãos acariciaram sua barriga.

– Está sentindo alguma dor? Será que eu te machuquei? – Edward perguntou com dificuldade.

– Não se preocupe, amor, eu estou me sentindo ótima. Algo maravilhoso assim não pode me fazer mal, é impossível!

– Eu não devia ter deixado isso acontecer, mas você não me deixou opção, sua diabinha. Por Deus, Bella, que visão foi aquela?

– Nem fala, Edward. Eu posso imaginar o que você viu. Vamos parar de falar disso que eu já estou ficando vermelha...

– Você, tímida?? Ah tá, vou acreditar!! – Ele disse, dando gargalhadas.

– Juro, foi a primeira vez que fiz assim. Mas foi bom demais, não foi?

– Bom? Que isso, foi espetacular! Você me deixou doido. Te ver naquele ângulo não é algo que se possa descrever.

– Seria extremamente constrangedor vê-lo descrever o que viu. – Disse Bella, gargalhando.

– É, seria sim... Se pudesse dormir, sonharia com sua bunda.

– Edward!!! – Bella o repreendeu rindo. — Já falei para parar de falar nisso!

– Está bem, não falo mais da sua bunda linda .A verdade é que Carlisle vai me matar por isso.

– Diga que não aconteceu nada.

Edward riu.

– São mais de seiscentos anos de experiência, Bella. Acha mesmo que vou convencê-lo de que estávamos jogando Damas?

– Não custa tentar... Falando em tentar, que tal se a gente fizesse daquele jeito...

– Para, Bella! Fique longe de mim! – Edward a tirou de cima dele numa fração de segundos, levantando-se a seguir.

– Vem cá, amor... – Pediu com a voz doce. – Vamos fazer...

– Pode parar, Bella! Já recobrei meu juízo. Agora você vai descansar. Vou lá embaixo buscar algo para você comer.

– Eu quero comer você!

– Quem é você? O que fez com a Bella? – Edward brincou.

– Acho que são os hormônios da gravidez. Estou com um fogo que nunca tive. Volta aqui, amor... Não quer que seu filho nasça com cara de ... – Bella começou a rir sem parar. – Não dizem que quando uma grávida quer comer algo e seu desejo não é satisfeito a criança nasce com a cara daquela coisa? Pois é, já imaginou com que cara seu filho vai nascer?

– Vou te preparar um banho frio, Bella. Você tá precisando. Na verdade acho que está precisando é de um psiquiatra. – Edward disse rindo também, entrando em seguida no banheiro.

Bella respirou fundo e se resignou. Não ia conseguir nada naquele momento, mas a noite nem bem tinha começado. Além do mais, Edward era um vampiro, e vampiros não dormiam...

“Dormir é para os fracos!”

Ao entrar na banheira, que felizmente não estava fria, Bella percebeu o quanto seu corpo estava precisando de descanso.

A gravidez tinha lhe provido de uma libido descontrolada, mas também, e contraditoriamente, estava lhe deixando bastante cansada.

– Isso é muito bom! Tem certeza que não quer entrar aqui comigo? – Perguntou para Edward, que, encostado na parede, com os braços cruzados, assistia a cena com cara de encantamento.

– No mínimo três metros de distância entre nós dois, lembra da regra?

– Essa regra é sua. Não tenho nada a ver com isso.

– São medidas necessárias para manter sua saúde e o meu juízo.

– Se fosse tão ajuizado não estava aqui. – Bella falou rindo, levantando uma perna para o alto, naquela pose típica de sensualidade.

– Voyeur também se diverte.

– Estou vendo! – Bella continuou rindo, reparando no volume que se pronunciava em sua calça.

– Como consegue se controlar tanto? Eu queria ter essa força de vontade que você tem. Agora, por exemplo, minha vontade é sair daqui e pular em você, assim, nua.

– Fique quieta e tome seu banho, Bella. Já está bem difícil sem você falando essas coisas.

– Que coisas? Hã... Tipo falando sobre o que eu quero fazer com você agora?

– Para, Bella!

Bella se sentou, deixando os seis à mostra. Acariciou-os, soprando gentilmente a espuma que os cobria.

– Então eu não posso falar que queria sua boca sugando esses biquinhos arrepiados agora?

– Vou sair daqui se não parar com isso.

– Tudo bem, não vou mais falar nada. Nem vou citar o quanto estou molhadinha. – Disse, descendo uma das mãos para o centro de suas coxas, debaixo d’água.

O que se seguiu foi mais rápido que um piscar de olhos. Bella só reparou que estava nos braços de Edward quando sua boca foi invadida pela língua fria e sedenta.

Não ia gastar tempo perguntando como ele aparecera nu na banheira, em tão pouco tempo. Queria apenas sentir aquelas mãos descendo por seu corpo enquanto se beijavam alucinadamente.

– Você é um monstro! – Ele sussurrou em seu pescoço, enquanto rumava para seus seios, atendendo seu pedido.

– Você também é.... – Bella retrucou, calando-se em seguida para dar passagem aos gemidos que saíam involuntariamente de sua boca.

Desta vez fizeram amor de uma forma que Bella jamais imaginou ser possível. A cada momento estavam em um lugar do banheiro ou do quarto e numa posição diferente. Edward a carregava como se fosse um travesseiro de plumas, virando-a e revirando-a nas mais extraordinárias formas de se amarem.

Criador e criatura se alternavam naquela noite perfeita. Às vezes Bella não sabia quem ensinava e quem aprendia, quem mandava e quem obedecia. A única certeza que tinha era que o que faziam era absolutamente certo.

Não conseguiu contar quantas vezes chegou ao orgasmo naquela noite. Só sabia que tinha sido mágico. Adormeceu nos braços de seu homem, exaurida pelo próprio desejo satisfeito.

Era mais de uma da tarde quando acordou. A dor em algumas partes do corpo lembrou-a da noite que tivera com Edward.

Falando em Edward, lá estava ele, deitado ao seu lado com cara de preocupação.

– Viu o que me fez fazer ontem? Está cheia de hematomas.- Edward comentou ao perceber que ela despertara.

– Estou cheia é de felicidade. É isso que importa. Não acho que haja uma mulher mais satisfeita sexualmente do que eu. – Disse, aninhando-se em seus braços. Ainda estava nua, ao contrário dele.

– Não acho que haja um namorado e um pai mais irresponsável do que eu.

– Eu estou ótima, Edward! E você foi maravilhoso. Para com isso, gravidez não é doença. Acha que colocaria meu filho em risco se estivesse sentindo algum desconforto? Tudo bem que eu esteja subindo pelas paredes de tesão, mas não sou doida.

– Não é?? Sei não, isso ainda está sob avaliação. Desconfio que não esteja no seu juízo normal.

– Estou com fome.

– Ah, não, Bella!!

– Fome de comida, Edward.

– Ah.... Falando nisso, acho bom mesmo você descer para comer alguma coisa senão quem vai parir um filho é minha mãe. Esme está preocupadíssima com você, por causa da nossa “festinha” dessa noite. Ela não teve coragem de tocar no assunto comigo, mas seus pensamentos estão me deixando encabulado. Preciso mostrar para eles que você continua inteira.

– Vou escovar meus dentes e trocar de roupa, depois a gente desce. Se bem que estou com vergonha... Viver entre vampiros é complicado. Esses ouvidos de vocês nos colocam em situações embaraçosas.

– Torça para Emmett não estar lá embaixo.

– Acho que vou comer aqui. – Bella falou, fazendo cara de criança que fez arte.

– Vai nada. Vamos descer e você vai almoçar direitinho. Depois faremos um passeio.

– Vai ficar do meu lado o tempo todo?

– Vou.

– Você já me prometeu isso outra vez e não cumpriu.

– Não foi porque eu quis, Bella. Mas vamos ficar juntinhos, prometo.

– A regra dos três metros acabou?

Edward caiu na risada.

– Por enquanto, sim. Mas se você não se comportar, ela volta.

Bella se levantou, nua, e desfilou lentamente pelo quarto, de propósito.

De rabo de olho deu para ver o olhar faminto de Edward sobre seu corpo.

– Vou me comportar direitinho. – Disse, abaixando-se estrategicamente para pegar suas roupas.

Edward suspirou profundamente e não disse mais nada.

Assim que se vestiu, abraçou-o ternamente.

– Obrigada por existir, meu amor.

– Eu que tenho de agradecer por você me aceitar em sua vida, Bella. Eu te amo desesperadamente. Não consigo viver sem você.

– Eu também te amo, Edward. Vamos ser felizes juntos. Eu, você e nosso bebê.

– Vamos sim, amor. Não há mais nada que possa nos separar.

Quando Edward abriu a porta do quarto para eles saírem o medo tomou conta de Bella. A vida real os esperava.