Além Do Bem E Do Mal
14 Capítulo 14 - "DO JEITO QUE FOR PRECISO"
Notas iniciais
Demorei, né? Vou ser franca, depois que assisti Amanhecer fiquei meio destemperada. Verdade, gente!! Não conseguia me concentrar no capítulo que estava escrevendo. Só queria ir no cinema de novo, e de novo, e de novo... Assisti três vezes e ainda quero ver mais. kkkkkkkkkkk
Mas o importante é que consegui terminar e o cap. 14 está aí. Espero que gostem.
Os mistérios e segredos estão só aumentando.
Quero mandar um beijão todo especial para a pcwinter pela recomendação da fic. !Obrigada, menina!!! Vc me deu ânimo novo para continuar a fic!!"
Beijão também para todas(os) que comentaram. Valeu!!!!
CAPÍTULO 14 – "DO JEITO QUE FOR PRECISO"
“...O amor precisa de sol
E do barulho da chuva
De beijos desesperados
De sonhos trocados
Da ausência de culpa
Talvez o amor só seja assim pra mim
E pra você não seja nada disso
Mas eu prometo tentar
Aprender a te amar
Do jeito que for preciso
Do jeito que for preciso...”
(Zé Ricardo)
O sono venceu os insistentes pensamentos de Bella, que não a deixavam esquecer as conseqüências trágicas de suas escolhas.
Mergulhada no mundo dos sonhos a vida voltava a ser o “conto de fadas” que Bella tanto sonhara viver. Por fim o descanso.
O toque frio de Edward parecia quase real... E era.
Ao abrir os olhos, Bella se deparou com o sorriso perfeito que fazia seu coração se encher de alegria.
- Edward!
- Oi, amor, o que aconteceu? – Ele perguntou preocupado. — Minha mãe disse que você foi me procurar. Desculpe-me não ter te atendido. Onde fomos caçar não tinha sinal de celular.
Bella se sentou na cama, aflita.
- Edward, você precisa fazer alguma coisa! O FBI prendeu o cara errado. Ele é inocente e nós sabemos disso. Ele vai pagar por um crime que não cometeu. Não podemos deixar isso acontecer! Temos de impedir essa crueldade! – Ela praticamente juntava uma frase na outra, de forma confusa e desesperada.
- Calma, Bella, está difícil te entender falando assim. Por acaso está se referindo ao Joaquim Fernandez, o bandido que foi preso no caso dos Gordon? – Edward se mostrava estranhamente calmo para o gosto de Bella.
- Sim!! Você já soube? O que vai fazer a respeito? – Ela perguntou exaltada.
- Bella, fomos nós que incriminamos aquele monstro. Além dos pequenos furtos pelos quais é procurado, ele é um pedófilo e vai pagar por tudo o que fez àquelas pobres menininhas. Eu procurei com cuidado até encontrar alguém que realmente merecesse estar na cadeia.
- Você o quê??? Está me dizendo que escolheu alguém para pagar pelos crimes que aqueles vampiros cometeram? – Era tão absurdo o que acabara de ouvir que Bella teve de segurar sua raiva para não esbofetear Edward no calor do momento.
- Foi necessário tomar essa providência, Bella. O FBI não ia sossegar enquanto não achasse um culpado. Esse cara é um psicopata. Não precisa ter pena dele.
- MAS ISSO É ERRADO! ELE NÃO COMETEU ESSE CRIME! – Bella já nem se preocupava mais em refrear sua ira.
- MAS COMETEU OUTROS! ESSE TAL JOAQUIM MATOU E ESTUPROU CRIANÇAS! A POLÍCIA NUNCA CHEGARIA NELE SE NÃO FOSSE EU, BELLA. – Edward também se exaltou, demonstrando impaciência. — Precisávamos que esse caso fosse encerrado o mais rápido possível. O advogado que ele arrumou negociou conosco. Ele vai convencê-lo a dizer que jogou os corpos no mar. Não se preocupe, Bella, está tudo sob controle. – Falou mais calmo, retomando o controle de suas emoções.
- Quem você pensa que é, Edward? Deus??? Acha que pode manipular o destino das pessoas e fazer justiça com as próprias mãos? – Bella já não conseguia mais segurar as lágrimas. Estava bestificada com o teor daquela conversa.
- Se estou manipulando destinos, Bella, não é o desse cara que estou mudando, e sim o de milhares de inocentes que poderiam morrer se os verdadeiros assassinos fossem descobertos. Só estou tentando evitar um problema maior... Só isso. Não me transforme num monstro quando estou justamente agindo ao contrário da minha natureza.
- Resolve-se um problema com solução, Edward, e não com outro problema...
- Pode ter certeza que colocar esse canalha na cadeia e tirar o FBI do encalço de vampiros é uma excelente solução. Por que é tão difícil para você entender isso? – Edward perguntou, um pouco desapontado.
- Nós não podemos fazer isso, não podemos... – Bella abaixou a cabeça e deixou o choro sair de seu peito. Não tinha mais como lutar, pois sequer continuava a acreditar no que defendia. Sabia que de certo modo Edward tinha razão. Ele estava fazendo o que era certo, ainda que esse certo fosse tão errado.
- Pare de falar “nós”, Bella. Quem tramou este plano fui eu. Você não tem nada a ver com isso. Não é responsável por nada! Esse é o “meu mundo”, “minha vida”... Fique fora disso.
- A omissão também é um tipo de conivência, Edward. – Ela sussurrou em meio ao pranto.
Edward carinhosamente limpou as lágrimas que escorriam pela face de Bella.
- Meu amor, esse homem que foi preso é um monstro. Ele sente desejo sexual por garotinhas de cinco anos. Estou fazendo um favor para os humanos, incriminando-o. A polícia nunca chegaria nele por seus verdadeiros crimes. Ele não deixa pistas. Que diferença faz a acusação que o levar para detrás das grades? Ele não vai mais poder ferir essas crianças, não vai mais destruir a inocência e os sonhos delas, isso é o que importa!
Bella mordeu os lábios sem saber o que dizer. Os argumentos de Edward eram bem convincentes. Quando ela conseguia enxergar o problema pelo prisma dele tudo parecia certo e lógico.
- Olha só o que eu estou fazendo? – Bella desabafou, encarando-o. – Estou te julgando como se você fosse um bandido. Por que eu faço isso? Não quero te magoar. Eu te amo demais, Edward. Sei o quanto seu coração é bom e puro. Eu não te mereço! – Falou, desmontando-se em mais lágrimas.
Edward a puxou para seus braços e beijou-a ternamente.
- Não fique assim, meu amor. É claro que merece. Eu é que não entendo como posso ser merecedor do seu amor. Eu sabia que não seria fácil para você transitar entre esses dois mundos tão diferentes. Às vezes eu acho que minha família tem razão quando diz que eu fui egoísta e não pensei nas conseqüências de me envolver com você, Bella. Não se culpe por estar confusa. Eu entendo suas dúvidas.
- Sua família está errada! Você não está sendo egoísta. Eu só soube o que é ser feliz de verdade depois que te conheci, Edward. Nem pense em acreditar num absurdo desses. Você é a melhor parte da minha vida. Eu prometo que não vou mais questionar os motivos de suas atitudes. Você tem razões justas para fazer o que faz. Eu é que fico procurando problemas onde não tem. Não sei por que faço isso...
- Que bom saber que eu te faço feliz, Bella. Parece que desde que eu apareci na sua vida só te trago problemas. Eu não consigo mais viver sem você, isso é certo, mas também não suporto te ver triste e se sentindo culpada. Só quero que entenda que nós, os vampiros, não podemos ser descobertos. Não podemos travar uma guerra declarada com os humanos. Sempre que um de vocês resolve tenta capturar e matar um de nós, a coisa não termina bem... Acredite em mim, Bella, homens caçando vampiros sempre termina em tragédia.
- Não é possível que existam pessoas da minha espécie que acreditam que podem vencê-los. Não depois do que eu vi você fazer com aquele tronco de árvore.
- Existem sim, Bella, e todos que tentaram essa proeza pagaram com suas vidas e as de outros inocentes. Os vampiros são os mais terríveis predadores que existem sobre a terra. Seus poderes são ilimitados. Vocês não têm nenhuma chance contra nós.
- Sei disso... – Bella falou, se referindo principalmente ao poder de sedução dele pelo qual tinha sido completamente subjugada. — Eu vou tentar não ficar presa nas minhas definições antigas de bem e mal. Desculpe-me por minhas limitações. Está acontecendo tudo muito rápido e não está sendo fácil lidar com tantas informações novas. Não quero que fique magoado comigo. Não gosto de brigar com você.
- Bella, Bella... Não faz idéia do tamanho do meu amor por você. Sua cabecinha humana jamais dimensionará a força dos meus sentimentos. Eu nunca ficaria magoado com você... Nunca.
Bella o beijou apaixonadamente. Sua cabeça podia estar cheia de dúvidas e julgamentos, mas seu corpo e sua alma tinham toda a certeza do mundo que Edward era a pessoa certa para ela. E foi com eles que ela mostrou a ele o quanto o amava.
Dessa vez ela mesma se encarregou de despi-lo. E fez isso com uma dose enorme de sensualidade. Seus beijos recebiam com carinho cada pedacinho da pele pálida e fria que ela ia descobrindo, ganhando em troca os gemidos de prazer de Edward.
Quando ele já estava completamente nu, Bella pode enfim cumprir a promessa que tinha feito na campina.
Bella segurou a base do seu membro excitado e, depois de trocarem um olhar carregado de erotismo, deixou enfim que sua boca quente e úmida sugasse e acariciasse o pênis dele, arrancando-lhe um urro alucinado de satisfação.
- Eu realmente pensei que ia morrer de prazer. – Edward sussurrou quando os primeiros raios de sol já invadiam o quarto. Estavam abraçados na cama. – Foi alucinante, Bella. Você realmente é boa nisso. Não faz idéia do prazer que me proporcionou.
- Se você que é imortal se sentiu assim, imagina eu? Edward, você também foi muito bem. – Bella o elogiou, suspirando para recuperar o fôlego. – Sua idéia de fazermos um no outro, ao mesmo tempo, foi esplêndida. Não dá nem para descrever o que eu senti.
A cama era território neutro. Ali eles eram iguais. Lutavam com as mesmas forças, em pé de igualdade, dando e recebendo o mesmo amor, o mesmo carinho e o mesmo prazer.
Cumprindo o que prometera, Bella passou as semanas seguintes evitando pensar nos assuntos relacionados ao assassinato. Sua mente se concentrou em Edward e na felicidade que ele lhe proporcionava. Aboliu os julgamentos e deixou que a vida seguisse seu curso, não tentando mais entendê-la.
Tirando a viagem estratégica de Edward para caçar com seus irmãos em um parque no Canadá, que coincidiu exatamente com seu período menstrual, Bella e ele não se desgrudavam.
De aluno inexperiente, Edward transformou-se em um exímio amante, e Bella se entregou sem pudores à lascívia, encontrando nos prazeres da carne um bálsamo para seus dilemas.
- O que você acha de jantar lá em casa hoje? – Edward de repente perguntou, enquanto afagava seus cabelos depois de se amarem.
Bella engoliu seco. Fora pega de surpresa.
- Depende da categoria em que me enquadro nesse jantar. Estarei à mesa ou na mesa? – Bella tentou fazer graça, disfarçando o medo de enfrentar os Cullen de novo.
Edward riu de sua piada.
- Se você fosse a comida não dava nem para a entrada. Você é pequenininha demais. – Ele entrou na brincadeira, parecendo não ter se chateado com o comentário sarcástico de Bella.
- Mas agora é sério, — Bella continuou – como assim, jantar? Vocês nem comem!
- Esme gosta de cozinhar. Ela iria adorar ter alguém que apreciasse seus dotes culinários. Foi ela quem sugeriu.
- Será que é uma boa idéia, Edward? Suas irmãs e seu cunhado loiro me odeiam. Não acho que iam gostar da minha presença na casa deles. E tem seu pai... Não sei o que ele pensa sobre nós...
- Você sempre será bem-vinda lá, meu amor. Meus pais já entenderam que meu amor por você é muito mais forte que os problemas que nos cercam. E quanto a Rosalie, o melhor a fazer é ignorá-la. Aquela ali não tem jeito.
Bella sabia que essa aproximação era inevitável. Edward não era sozinho no mundo. Ele tinha uma família. Se queria que aquele vampiro perfeito fizesse parte da sua vida para sempre, era hora de enfrentar o resto dos Cullen...
- Se você faz questão, por mim tudo bem.
- Vou avisar Esme que você aceitou o convite e volto para te pegar às sete. – Edward falou, levantando-se e colocando suas roupas em segundos.
- Vou sentir sua falta.
- Eu também.
Bella ficou mais um tempo na cama. Era pouco mais de uma da tarde. Ainda tinha tempo de sobra para se preparar para enfrentar o clã vegetariano.
Escolher a roupa foi fácil. Os sapatos e a maquiagem também. Difícil foi decidir qual sentimento deveria levar consigo. Um verdadeiro turbilhão de emoções assolava Bella, levando-a a somatizar dores por todo o corpo. Latejava a cabeça, ardia o estômago, incomodava os tremores... Bella sabia que seria uma noite difícil.
- Você está linda! – Edward lhe disse assim que Bella abriu a porta.
- Acha que suas irmãs vão gostar? – Ela perguntou, insegura e amedrontada.
- Despertar a inveja de duas vampiras é altamente perigoso, doutora. – Edward brincou, deixando-a mais nervosa ainda.
- É sério, Edward. Como eu estou? Sou dez anos mais velha que você. Não quero que sua família me ache uma coroa acabada.
- Está deslumbrante, Bella, como sempre. Qualquer homem se orgulharia de ter uma namorada como você. É inacreditável que você realmente não tenha consciência do quanto é sedutora e maravilhosa.
Bella sorriu e o beijou.
- Você é suspeito para falar. Mas é melhor deixarmos minhas inseguranças de lado e irmos logo, antes que eu perca a coragem.
Assim que desceram do carro, Bella segurou firme a mão de Edward.
- Promete que não vai sair do meu lado nem por um segundo?
- Deixe de bobagem, amor. Você será muito bem recebida. Ninguém aí é louco de te tratar mal na minha frente. Você já veio aqui antes, não sei por que está tão nervosa.
Bella e seu namorado subiram as escadas da entrada. Estava gelada. Era a primeira vez que a temperatura da mão de Edward parecia morna. Ela curvou-se, segurando-se nos joelhos trêmulos e implorou mais uma vez.
- Se ficar colado em mim o tempo todo prometo que me tornarei sua escrava sexual para sempre. Faço boquete em você todos os dias e ainda deixo você gozar na minha boca... E também permitirei que você “suba pelo elevador de serviço”. – Bella estava brincando, mas realmente estava disposta a dar muito de si para arrancar aquela promessa de Edward.
Ele segurou em seu queixo e a forçou a encará-lo.
- Sinto te informar que a maioria da minha família, incluindo minha mãe, acabou de ouvir o que você disse. Audição de vampiros, lembra?... . – Ele cochichou, sorrindo torto. – Ainda assim sua proposta é tentadora.
Bella girou sobre os pés, deu meia volta, e se preparou para voltar. Iria embora de qualquer jeito. Podia ser andando, nadando ou até voando... Só não queria encarar nenhuma das pessoas que estavam naquela casa depois de saber que eles ouviram as besteiras que saíram de sua boca.
- Volta aqui, doutora! Não pense que vou enfrentar Emmett sozinho... Estamos juntos nessa! – Edward falou baixinho em seu ouvido, no mesmo instante em que sua futura sogra dava-lhe as boas vindas.
- Seja bem vinda, Bella. Obrigada por ter aceitado nosso convite. – A voz doce de Esme e as mãos firmes de Edward forçando-a a voltar mostraram à Bella que não tinha mais jeito de fugir. O jeito era calçar a cara e fingir que nada tinha acontecido.
- Obrigada, Esme. – Bella não fazia idéia de onde estava tirando forças para ficar em pé. Agora, além do nervosismo estava também extremamente envergonhada.
- Sente-se melhor hoje, cunhadinha? Está com fome? Se o jantar demorar muito, Edward pode providenciar algo para você fazer uma boquinha. – O sorriso de Emmett já não parecia mais tão acolhedor. Na verdade sua gargalhada se tornou extremamente irritante.
- Estou bem, obrigada. – Bella respondeu de cabeça baixa, completamente encabulada.
- Emmett, pare com isso ou vai se ver comigo. – Edward o preveniu.
- Quem diria, heim? – Emm deu um soco no ombro do irmão que poderia quebrar facilmente uma parede de concreto. Edward nem se mexeu. – Meu ex-irmãozinho virgem tá tirando o atraso! – Suas gargalhadas escandalosas não combinavam com o requinte do ambiente.
- Emmett! – Uma voz bonita e firme o repreendeu.
- Boa noite, Bella. Sou Carlisle Cullen, pai de Edward. É um prazer conhecê-la. – Falou ternamente, estendendo o braço para cumprimentá-la.
- O prazer é meu, Sr. Cullen. – Bella retribuiu o cumprimento, com o rosto em chamas.
Ele estendeu o braço para cumprimentá-la. A mão dele também parecia quente.
Carlisle olhou um pouco assustado para Bella e levantou sutilmente a sobrancelha.
- Está se sentindo bem? – Ele perguntou, solidário com o nervosismo dela.
Bella sorriu timidamente e balançou a cabeça em sinal afirmativo, muito pouco convincente.
Rose a cumprimentou de longe com um sorriso seco.
Jasper e Alice não estavam na sala. Bella não estranhou a ausência deles. Já tinham deixado bem claro que não a queriam na família deles.
Até então Edward estava cumprindo a promessa de ficar ao seu lado. Suas mãos pareciam colada uma na outra. Enquanto ele estivesse por perto, Bella sabia que suportaria a pressão de se sentir avaliada pela família dele.
O momento do jantar foi surreal.
A quantidade e diversidade de pratos na mesa eram inexplicáveis. Um batalhão do exército se fartaria ali e ainda sobraria o que comer.
Cinco vampiros sentados à mesa desnecessariamente, pois não estavam comendo, observavam Bella se servir. Ela tremia tanto que Edward se propôs a ajudá-la, o que aceitou de bom grado.
A comida estava deliciosa, mas parecia que sua garganta estava fechada. Tinha de fazer um esforço tremendo para conseguir engolir. Era muito estranho ser a única a comer.
- Está uma delícia, Esme. – Bella elogiou, atendendo generosamente ao olhar interrogativo e ansioso que a sogra lhe dirigia, mesmo tentando timidamente disfarçar.
- Que bom que gostou, Bella! Estou tão feliz de ter alguém que possa apreciar meus pratos! Espero que a sobremesa também lhe agrade. – Esme estava eufórica.
- Bella gosta de picolé que derrete na boca. – Emmett se intrometeu, fazendo Bella mais uma vez corar violentamente com sua indireta.
Ele e Rose caíram na risada, mas logo pararam quando perceberam a cara ameaçadora de Edward.
- Rose, já viu a revista nova que Emm comprou? – Edward perguntou, rindo sarcasticamente. Estava se referindo à revista pornô que tinha ele mesmo tinha colocado à vista do irmão.
- Que revista? – A loira perguntou ao marido, já desconfiada.
- Não mostrou a ela, irmãozinho? Sobre o que mesmo que ela era? Ah, acho que era sobre o acasalamento das pererecas...
- Parem com isso, meninos! – Carlisle falou sério. – Querem que Bella pense que não temos educação? Se comportem!
- Desculpe-me a indelicadeza dos meus filhos, Bella. Eles preferiram congelar-se na adolescência a amadurecerem com as décadas de experiência.
- Foi o Emm que começou!
- Eu não fiz nada. Que culpa eu tenho se a namorada dele fala demais. – Emmett se justificou.
Carlisle balançou a cabeça, frustrado. Bella começou a rir, relaxando pela primeira vez na noite.
- Já estou acostumada com isso, Sr. Cullen. Vivi a maior parte da minha vida em abrigos para menores órfãos e, se quer saber, não são lugares que primam pela etiqueta à mesa. – Bella falou rindo.
As expressões risonhas nos rostos dos vampiros se fecharam e um clima tenso envolveu a sala de jantar.
Bella não sabia o que podia ter dito de errado para provocar aquela mudança.
Esme levantou-se e começou a recolher o prato de Bella, demonstrando nervosismo.
- Vou buscar a sobremesa, querida.
- Tenho certeza que vou adorar. – Disse Bella, sem graça por ainda não entender o que tinha acontecido.
Emmett voltou a sorrir, lançando-lhe um olhar de criança arteira.
- Se pensar nisso mais uma vez, arranco seus braços. – Edward rosnou para o irmão.
Bella não quis nem imaginar o que seu cunhado estava imaginando. Suas bochechas pareciam pegar fogo.
A entrada de Alice na sala acabou com a briga dos Cullen. Seu rosto estava petrificado numa expressão de dor. Se vampiros pudessem chorar, Bella tinha certeza que ela estaria em prantos. Se o clima já estava carregado antes, agora ela podia jurar que uma nuvem negra pairava sobre a mansão. A tensão era tão física que quase podia ser tocada.
- Por que não se senta conosco, Alice? Edward trouxe Bella para nos apresentar. – Carlisle convidou a filha recém chegada para fazer parte da reunião familiar. — Onde está Jasper?
Bella percebeu que Edward estava aflito e inquieto. Uma sensação ruim começou a invadi-la. Algo estava errado... Muito errado.
Edward se levantou com pressa. Ficou claro que ele e a irmã tinham se comunicado mentalmente.
- Bella, eu já volto! – Ele falou, acompanhando Alice por uma porta que provavelmente daria no jardim dos fundos.
- Edwa... Edward, você prometeu... Não me deixe aqui, por favor... – Bella se desesperou quando percebeu que ele a deixaria sozinha.
- Amor, fique calma. Eu realmente preciso ir. Fique aqui que eu já volto. – Edward falou em desespero, desaparecendo diante de seus olhos.
- Bella, desculpe-me, mas vou ver o que está havendo. – Carlisle também foi ver o que estava acontecendo. Ele estava muito sério.
Esme seguiu o marido, dando apenas um sorriso sem graça para Bella, demonstrando que pedia desculpas pela falta de gentileza.
Emmett foi o último a sair da sala, não sem antes dizer que o irmão era maluco em se separar de Bella.
- Com a proposta que ele recebeu, eu ficaria ao seu lado para sempre, cunhadinha! – Ele disse, saindo dando risadas.
Restaram ela e Rosalie sentadas.
Seu pavor era visível. Suas mãos tremiam e suavam de forma incontrolável.
- Po...posso saber o que es... está acontecendo? – Conseguiu perguntar para a cunhada com cara de poucos amigos.
- Está acontecendo o que eu previ. O que todos sabiam que aconteceria... Sempre que algum Swan se aproxima da nossa família é isso que acontece: tragédia! – A loira cuspiu as palavras asperamente, antes de ser a última a desaparecer porta à fora.
“Algum Swan? Foi isso mesmo que ela falou? Como assim? Quantos Swan eles conhecem?”
Bella se levantou sem saber o que fazer. Tinha certeza que algo sério estava acontecendo, mas não ficaria ali para saber como aquela noite terminaria...
Fale com o autor